"Este é um documentário sensacional sobre a Enron e exatamente os motivos que levaram à falência desta empresa. No resumo da ópera, a Enron era uma grande fraude, quase que uma empresa fantasma criada apenas para aumentar o preço de suas ações e deixar seus dirigentes ricos (isso fica claro quando um jornalista faz a pergunta mais simples do mundo – “mas o que a Enron faz exatamente” – e o seu presidente não só não sabe explicar, como é extramente rude e inapropriado com o jornalista). O motivo oficial da quebra (fraude contábil) é pinto perto das maracutais que a Enron realmente fazia (provocar blecautes no estado da Califórnia para obrigar o governo a comprar energia elétrica deles a preço absurdo). Sensacional para ver a que ponto a ganância humana pode chegar." (Gabriel Torres)
Um escândalo dessa magnitude não seria tão impressionante no Brasil depois do recente rombo de bilhões na Petrobrás (uns 42 bilhões de rombo, mas uma parte foi recuperada).
Contudo em uma economia de um país "de primeiro mundo" como os EUA causa alarde e é um exemplo clássico de como diversificar ativos é essencial à nossa saúde financeira.
na coleção
- https://www.terremoto.com.br/enron-os-mais-espertos-da-sala-enron-the-smartest-guys-in-the-room/
- https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2015/11/pf-estima-que-prejuizo-da-petrobras-com-corrupcao-pode-ser-de-r-42-bi.html
Enron – Os Mais Espertos da Sala
Resumo literal e objetivo da obra
Enron – Os Mais Espertos da Sala é um documentário de 2005, escrito e dirigido por Alex Gibney, narrado por Peter Coyote e baseado no livro The Smartest Guys in the Room, de Bethany McLean e Peter Elkind. A obra examina a ascensão, a fraude corporativa, a manipulação contábil, a crise energética da Califórnia e a queda da Enron Corporation. Que surpresa: uma empresa bilionária vendendo genialidade, enquanto escondia um buraco do tamanho de uma pequena civilização. (Wikipedia)
1. A apresentação da Enron como símbolo de sucesso corporativo
- O documentário apresenta a Enron como uma empresa que, durante anos, foi vista como modelo de inovação, inteligência empresarial e modernização do mercado de energia.
- A empresa aparece como uma corporação admirada por analistas, investidores, jornalistas e pelo mercado financeiro, sendo tratada como uma das grandes promessas da chamada nova economia.
- A imagem pública da Enron é construída em torno da ideia de que seus executivos seriam os “mais espertos da sala”, expressão que dá título à obra e sintetiza a arrogância intelectual atribuída à liderança da empresa.
- O documentário mostra que essa reputação de inteligência e eficiência era sustentada por discursos, campanhas de imagem, entusiasmo do mercado e confiança exagerada nos executivos.
- Desde o início, a obra contrapõe a aparência de sucesso com os sinais internos de fraude, ganância, manipulação e autoengano.
2. Kenneth Lay e a formação da cultura da Enron
- Kenneth Lay é apresentado como fundador e figura central da Enron, associado à criação e expansão da companhia.
- O filme mostra Lay como um executivo capaz de cultivar relações políticas, especialmente no ambiente do Texas e de Washington.
- A obra destaca que Lay defendia a desregulamentação dos mercados de energia, pois esse ambiente permitiria maior liberdade de atuação para empresas como a Enron.
- A postura de Lay aparece ligada à ideia de que o mercado deveria operar com menor interferência estatal, o que favorecia o modelo de negócios que a empresa desejava construir.
- O documentário também apresenta episódios anteriores de irregularidade, incluindo o caso dos operadores envolvidos em apostas no mercado de petróleo, sugerindo que desde cedo a Enron tolerava comportamentos duvidosos quando geravam lucro.
3. Jeffrey Skilling e a transformação da empresa
- Jeffrey Skilling é apresentado como uma das figuras mais importantes da transformação da Enron.
- Skilling defendia que a Enron não deveria ser apenas uma empresa de energia, mas uma empresa de negociação, capaz de comprar, vender e intermediar contratos como se energia fosse um ativo financeiro abstrato.
- A obra mostra que Skilling ajudou a deslocar a Enron do setor tradicional de fornecimento de energia para o universo dos derivativos, dos contratos futuros e da especulação sobre preços.
- Um ponto central é a adoção da contabilidade mark-to-market, que permitia registrar imediatamente lucros esperados de contratos futuros, mesmo antes de o dinheiro existir de fato.
- Essa prática é apresentada como um mecanismo que ajudava a empresa a mostrar lucros no papel, ainda que os projetos reais não estivessem gerando resultados equivalentes.
- O documentário mostra Skilling como alguém marcado por confiança extrema em si mesmo, agressividade intelectual e crença em uma lógica competitiva dura, quase darwinista.
4. A cultura interna: competição, medo e aparência de excelência
- A Enron é mostrada como uma empresa que estimulava uma cultura interna de competição extrema.
- O sistema conhecido como rank and yank avaliava funcionários e eliminava periodicamente os piores classificados.
- Esse modelo reforçava a ideia de que todos deveriam produzir resultados visíveis, ainda que esses resultados fossem artificiais, exagerados ou sustentados por práticas arriscadas.
- O documentário apresenta essa cultura como parte de um ambiente em que a aparência de performance importava mais do que a solidez real dos negócios.
- A repetição do tema da inteligência superior dos executivos funciona como ironia estrutural: a empresa vendia genialidade enquanto acumulava operações frágeis, dívidas ocultas e decisões autodestrutivas.
5. A contabilidade mark-to-market
- A contabilidade mark-to-market é um dos conceitos centrais do documentário.
- Pela lógica apresentada, a Enron podia estimar lucros futuros e registrá-los imediatamente como se já fossem ganhos reais.
- O filme mostra que isso permitia transformar expectativas em resultados contábeis presentes.
- Projetos que ainda não haviam produzido dinheiro podiam aparecer como fontes de lucro.
- Quando um projeto fracassava, os lucros previstos já haviam sido registrados, criando uma diferença entre a realidade econômica e os números apresentados ao mercado.
- A obra mostra essa prática como uma das bases da ilusão financeira que sustentou a empresa por anos.
6. Andrew Fastow e as estruturas financeiras ocultas
- Andrew Fastow, diretor financeiro da Enron, é apresentado como peça fundamental na criação de mecanismos destinados a esconder dívidas e sustentar a aparência de crescimento.
- O documentário mostra que Fastow criou entidades e sociedades paralelas ligadas à Enron.
- Essas estruturas serviam para movimentar ativos, esconder perdas, retirar dívidas do balanço e manter a aparência de que a empresa continuava saudável.
- A obra destaca o conflito de interesses: Fastow administrava estruturas que negociavam com a própria Enron, beneficiando-se pessoalmente dessas operações.
- Essas entidades são apresentadas como parte de um labirinto financeiro que confundia investidores, analistas e até funcionários.
- O documentário mostra que a fraude não dependia apenas de um indivíduo isolado, mas de uma rede de permissões, omissões e interesses compartilhados.
7. Lou Pai e o enriquecimento antes do colapso
- Lou Pai aparece como outro executivo importante da Enron, ligado à Enron Energy Services.
- O filme apresenta Pai como alguém que lucrou muito com a venda de ações antes da queda definitiva da empresa.
- Sua saída da companhia é associada a circunstâncias pessoais e financeiras, especialmente o processo de divórcio.
- A obra usa o caso de Pai como exemplo de como alguns executivos conseguiram sair ricos enquanto funcionários e investidores comuns ficaram expostos ao desastre.
- O contraste é claro: enquanto a imagem pública da Enron estimulava confiança, alguns dirigentes já transformavam ações em dinheiro real.
8. A valorização das ações e o entusiasmo de Wall Street
- O documentário mostra que a Enron dependia fortemente da confiança de Wall Street, dos analistas e dos investidores.
- A valorização das ações era tratada como sinal de sucesso, mesmo quando os fundamentos reais da empresa eram frágeis.
- A empresa buscava cumprir expectativas trimestrais e manter a narrativa de crescimento permanente.
- O filme mostra executivos vendendo ações e enriquecendo enquanto incentivavam funcionários e investidores a continuar acreditando na empresa.
- A obra apresenta o mercado financeiro como parte do problema, pois bancos, analistas, auditores e investidores contribuíram para manter a confiança na empresa por tempo demais.
- A repetição da confiança pública contrasta com a fragilidade interna da companhia, como se todo mundo estivesse aplaudindo um prédio pegando fogo porque a fachada ainda estava limpa.
9. A imprensa e os primeiros questionamentos
- Bethany McLean, jornalista da Fortune, aparece como uma das figuras que começam a questionar os números da Enron.
- A dúvida central era simples: como a empresa ganhava dinheiro de verdade?
- O documentário mostra que a dificuldade de explicar os lucros da Enron era um sinal importante.
- Jim Chanos, investidor, também é apresentado como alguém que percebe inconsistências e passa a desconfiar da valorização da empresa.
- A obra destaca que perguntas básicas sobre balanço, dívida e geração real de caixa foram tratadas pela Enron como ataques injustos.
- A reação de Skilling e da empresa aos questionamentos reforça o tema da arrogância institucional: em vez de esclarecer, a liderança hostilizava quem duvidava.
10. A crise energética da Califórnia
- Uma parte central do documentário trata da crise energética da Califórnia em 2000 e 2001.
- O filme apresenta a crise como resultado de um mercado de energia desregulado e vulnerável à manipulação.
- Operadores da Enron aparecem em gravações de áudio discutindo estratégias para explorar falhas do sistema.
- A obra mostra que a empresa se beneficiou de escassez artificial, aumento de preços e instabilidade no fornecimento de energia.
- O sofrimento da população aparece como consequência concreta da manipulação: apagões, aumento de tarifas e insegurança no abastecimento.
- Os operadores são mostrados rindo e tratando a crise como oportunidade de lucro.
- O documentário relaciona essas condutas ao experimento de Milgram, sugerindo que pessoas comuns, dentro de sistemas hierárquicos e incentivadas por autoridade e lucro, podem participar de atos moralmente graves.
11. Relações políticas e proteção institucional
- O documentário mostra a proximidade de Kenneth Lay com figuras políticas importantes.
- São mencionadas relações com George H. W. Bush e George W. Bush, além do contexto político do Texas e da política energética dos Estados Unidos.
- A obra associa a força da Enron também à sua capacidade de circular entre empresários, políticos, reguladores e instituições financeiras.
- A crise da Califórnia é apresentada dentro desse ambiente de relações políticas, desregulamentação e disputa por responsabilidade.
- Gray Davis, então governador da Califórnia, aparece como figura ligada ao impacto político da crise.
- O filme mostra que a Enron não atuava isoladamente; ela dependia de um ecossistema de permissividade, influência e confiança institucional.
12. Arthur Andersen e o papel dos auditores
- Arthur Andersen aparece como a empresa de auditoria que aprovava os relatórios financeiros da Enron.
- O documentário apresenta a auditoria como parte essencial da aparência de legalidade e confiabilidade.
- A obra mostra que, mesmo com estruturas financeiras problemáticas, a Enron continuava recebendo validação externa.
- O papel da Arthur Andersen revela a falha de uma instituição que deveria fiscalizar, mas acabou associada à preservação da fachada contábil.
- O filme sugere que a fraude só prosperou porque havia uma cadeia de complacência: executivos, conselho, bancos, auditores e analistas.
13. Sherron Watkins e o alerta interno
- Sherron Watkins, executiva da Enron, aparece como denunciante interna.
- Ela identifica problemas nas estruturas financeiras e alerta Kenneth Lay sobre o risco de colapso.
- O documentário mostra que o aviso não produziu a reação necessária.
- Watkins representa a presença de uma consciência interna que percebe a gravidade da situação, mas não consegue impedir a queda.
- A obra usa esse episódio para mostrar que a verdade já estava dentro da empresa antes de se tornar pública.
- O problema não era ausência absoluta de informação, mas recusa em agir diante dela.
14. A renúncia de Skilling e a perda de confiança
- A saída repentina de Jeffrey Skilling do cargo de CEO aparece como sinal decisivo de crise.
- O documentário mostra que sua renúncia abalou a confiança dos investidores.
- Kenneth Lay reassume a liderança e tenta tranquilizar o mercado.
- Mesmo assim, a empresa já enfrentava crescente desconfiança sobre seus balanços, dívidas e operações paralelas.
- A obra mostra a confiança como elemento central: quando a confiança desaparece, a estrutura financeira da Enron se desfaz rapidamente.
15. O colapso da Enron
- O documentário apresenta o colapso como resultado de anos de fraude, dívida oculta, lucros fictícios, operações artificiais e confiança manipulada.
- Quando os números começam a ser revisados, lucros desaparecem, dívidas surgem e o valor das ações despenca.
- Funcionários perdem empregos, economias e aposentadorias.
- Investidores perdem bilhões.
- Executivos que haviam vendido ações antes do colapso aparecem em contraste com empregados comuns que confiaram na empresa até o fim.
- A falência da Enron, em 2001, é apresentada como uma das maiores quebras corporativas de sua época, ligada também à dissolução da Arthur Andersen e a mudanças posteriores nas regras de governança e auditoria. (Encyclopedia Britannica)
16. A dimensão moral da obra
- O documentário insiste na relação entre ganância, arrogância, autoengano e corrupção corporativa.
- A queda da Enron não é apresentada apenas como erro técnico, mas como resultado de uma cultura em que todos queriam acreditar no sucesso.
- O filme repete a ideia de que a fraude dependia da disposição coletiva de aceitar números convenientes.
- A inteligência dos executivos aparece como instrumento de manipulação, não como sabedoria.
- A obra mostra que o colapso não foi apenas financeiro: foi também moral, institucional e humano.
- A Enron é apresentada como exemplo de uma empresa que transformou contabilidade em teatro, mercado em cassino e liderança em culto à esperteza.
Principais Idéias
- A Enron construiu uma imagem pública de genialidade empresarial, mas essa imagem escondia fragilidade econômica, operações artificiais e manipulação contábil.
- A contabilidade mark-to-market permitia registrar lucros futuros como se fossem ganhos presentes, criando uma distância crescente entre números e realidade.
- Jeffrey Skilling simboliza a transformação da Enron em uma empresa baseada em negociação, abstração financeira, competição interna e fé agressiva no mercado.
- Kenneth Lay representa a face institucional e política da empresa, ligada à expansão, à desregulamentação e à manutenção da confiança externa.
- Andrew Fastow aparece como o arquiteto das estruturas financeiras usadas para esconder dívidas e sustentar a ilusão de estabilidade.
- A cultura interna da Enron premiava resultados, agressividade e aparência de desempenho, mesmo quando isso incentivava fraude e comportamento antiético.
- Wall Street, bancos, auditores e analistas são mostrados como participantes indiretos do desastre, por confiança excessiva, interesse financeiro ou omissão.
- A crise energética da Califórnia revela que a fraude da Enron não ficou limitada ao balanço contábil; ela afetou diretamente consumidores, tarifas e fornecimento de energia.
- As gravações dos operadores mostram a banalização moral do dano causado a outras pessoas.
- Sherron Watkins representa o alerta interno ignorado.
- Funcionários e investidores comuns aparecem como vítimas diretas do colapso, enquanto alguns executivos haviam enriquecido antes da queda.
- O título “Os Mais Espertos da Sala” funciona de modo irônico: a esperteza celebrada pela empresa torna-se sinal de arrogância, manipulação e cegueira moral.
Referências
Dados da obra
- Título original: Enron: The Smartest Guys in the Room
- Título no Brasil: Enron – Os Mais Espertos da Sala
- Ano: 2005
- Direção: Alex Gibney
- Roteiro: Alex Gibney
- Narração: Peter Coyote
- Baseado em: The Smartest Guys in the Room, de Bethany McLean e Peter Elkind
- Fotografia: Maryse Alberti
- Montagem: Alison Ellwood
- Música original: Matthew Hauser / Matt Hauser
- Produtoras: 2929 Entertainment, HDNet Films, Jigsaw Productions
- Distribuidora: Magnolia Pictures
- Duração: cerca de 109 minutos (Wikipedia)
Pessoas mencionadas ou centrais
- Kenneth Lay — fundador, presidente e CEO da Enron.
- Jeffrey Skilling — executivo central na transformação da Enron em empresa de negociação de energia.
- Andrew Fastow — diretor financeiro ligado às estruturas usadas para esconder dívidas.
- Lou Pai — executivo da Enron Energy Services.
- Cliff Baxter / J. Clifford Baxter — executivo da Enron.
- Sherron Watkins — executiva e denunciante interna.
- Bethany McLean — jornalista da Fortune e coautora do livro-base.
- Peter Elkind — coautor do livro-base.
- Jim Chanos — investidor que questiona os números da Enron.
- Gray Davis — governador da Califórnia durante a crise energética.
- George H. W. Bush — presidente dos Estados Unidos mencionado no contexto das relações políticas de Lay.
- George W. Bush — presidente dos Estados Unidos e ex-governador do Texas, mencionado no contexto político.
- Peter Coyote — narrador.
- Mimi Swartz — jornalista e coautora de Power Failure.
- Mike Muckleroy — ex-executivo da Enron.
- Amanda Martin — ex-executiva da Enron.
- Charles Wickman — ex-operador da Enron.
- Colin Whitehead — ex-operador da Enron.
- John Beard — ex-contador da Enron.
- Max Eberts — ex-porta-voz da Enron Energy Services.
- Carol Coale — analista da Prudential Securities.
- Bill Lerach — advogado dos acionistas da Enron.
- David Freeman — assessor de Gray Davis.
- Philip H. Hilder — advogado de Sherron Watkins. (Wikipedia)
Instituições e empresas
- Enron Corporation
- Enron Energy Services
- Arthur Andersen
- Fortune
- BusinessWeek
- Wall Street
- Prudential Securities
- Texas Monthly
- Portland General Electric
- Senado dos Estados Unidos
- Governo da Califórnia
- Administração Bush
- Magnolia Pictures
- Jigsaw Productions
- HDNet Films
- 2929 Entertainment
- PBS / Independent Lens
Conceitos fundamentais
- Fraude corporativa
- Contabilidade mark-to-market
- Lucro futuro registrado como lucro presente
- Dívida oculta
- Empresas de fachada / shell companies
- Sociedades de propósito específico
- Conflito de interesses
- Rank and yank
- Pump and dump
- Desregulamentação
- Derivativos de energia
- Mercado futuro
- Manipulação de mercado
- Crise energética da Califórnia
- Escassez artificial
- Balanços financeiros
- Governança corporativa
- Auditoria externa
- Wall Street
- Ações e opções de ações
- Falência / Chapter 11
- Denúncia interna / whistleblower
- Experimento de Milgram
- Cultura corporativa de competição extrema
- Ganância institucional
- Autoengano corporativo
Lugares
- Houston, Texas
- Califórnia
- Estados Unidos
- Wall Street
- Texas
- Washington
- Portland / Oregon, em referência à Portland General Electric
Eventos mencionados ou relacionados à narrativa
- Fundação da Enron, em 1985.
- Escândalo interno de operadores de petróleo, em 1987.
- Adoção da contabilidade mark-to-market.
- Expansão da Enron como negociadora de energia.
- Bolha da internet / dot-com bubble.
- Questionamentos de Bethany McLean e Jim Chanos.
- Crise energética da Califórnia, 2000–2001.
- Renúncia de Jeffrey Skilling, em 2001.
- Alerta interno de Sherron Watkins.
- Revisões contábeis da Enron.
- Falência da Enron, em 2001.
- Perda das aposentadorias e economias de funcionários.
- Audiências no Congresso dos Estados Unidos.
- Processos criminais contra executivos da empresa.
Obras mencionadas ou diretamente ligadas
- The Smartest Guys in the Room: The Amazing Rise and Scandalous Fall of Enron — 2003, Bethany McLean e Peter Elkind.
- Power Failure: The Inside Story of the Collapse of Enron — 2003, Mimi Swartz e Sherron Watkins.
- Artigo da Fortune sobre a supervalorização da Enron, ligado ao questionamento de Bethany McLean.
- Entrevista / episódio de Frontline, mencionado no contexto das declarações de Skilling sobre a crise da Califórnia.
Trilha sonora e músicas identificadas
A trilha sonora comercial de Enron: The Smartest Guys in the Room foi lançada em 2005 como álbum de vários artistas; fontes de catálogo musical listam faixas como God Bless the Child, Son of a Preacher Man, That Old Black Magic, Mark-to-market, Sweet Dreams (Are Made of This), Lovefool, Dear Mr. Fantasy, Capitalism, California Sun, The Ship Is Sinking e God’s Away on Business. (Spotify)
- God Bless the Child — Billie Holiday
- Son of a Preacher Man — Dusty Springfield
- That Old Black Magic — Judy Garland
- Mark-to-market — Matt Hauser
- Sweet Dreams (Are Made of This) — Marilyn Manson
- Lovefool — The Cardigans
- Dear Mr. Fantasy — Traffic
- Capitalism — The International Noise Conspiracy
- California Sun — Los Straitjackets
- The Ship Is Sinking — Matt Hauser
- God’s Away on Business — Tom Waits
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Recordo bem do escândalo...
ResponderExcluirMuitas pessoas gostam de apontar esse caso como uma falha do regime de mercado. Embora seja o inverso: apenas evidencia os males do corporativismo, típico de quando Estado e atividade privada andam de mãos dadas.
ResponderExcluir"falha do regime de mercado" - bem, nenhum sistema é perfeito e há momentos de ajuste no capitalismo
ExcluirA Enron foi um esquema do porte da Petrobras, o que prova que os EUA podem ser tão corruptos como nós
abs!
Ótimo documentário, mas pena que por vezes o viés à esquerda fique bem claro, sempre botando a culpa no Ken Lay "adepto fervoroso do livre-mercado e da desregulamentação", como se fosse a falta de Estado o que causou a corrupção na empresa.
ResponderExcluirAnon, o Estado esteve sempre presente e cúmplice: só Deus sabe quanto rolou debaixo dos panos
Excluirmaracutaia tupiniquim made in USA
abs!