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30 outubro, 2019

[Livro] De Que Serve Ser Culto(2016)/ Normand Baillargeon




Introdução


Esse é o livro que eu precisava ler para melhorar minha caminhada em busca de conhecimento, pois pela cultura e a educação, nos tornamos melhores.


Lições



(...) não são tantos os saberes relativos a certos conteúdos culturais que caracterizam o detentor de cultura geral , e sim essa segunda natureza que faz com que ele saiba de imediato o que é e o que não é apropriado. Essa segunda natureza nos ensina a como nos comportamos em sociedade. Graças a ela, se pelo menos você adquirir cultura geral, logo saberá se é permitido ou não falar de futebol nesta ou naquela companhia, e o que convém dizer a respeito onde for possível mencioná-lo; também saberá, na ponta do cérebro, se assim posso dizer, o que pensar sobre os filmes de Woody Allen e os westerns spaghetti, quer você goste deles ou não, conheça ou não uns e outros, pouco importa. 
Ora, essas proibições e esses sinais verdes, esses terrenos minados e esses por onde, ao contrário, é bem visto e até recomendado passar, tudo isso é essencialmente balizado pela divisão da sociedade em classes, de modo que adquirir cultura geral é dotar-se das referências e da sensibilidade que permitem ou não, instantaneamente, se reconhecer nela e sentir-se como que em casa.


O caráter classista dos conteúdos culturais, a arbitrariedade de sua escolha, o papel que representam na reprodução das desigualdades sociais, tudo isso constitui uma primeira razão, válida até prova do contrário, para se demonstrar grande desconfiança por essa cultura geral.


(...) a cultura erudita, assim como nossa cultura no sentido amplo e como a cultura geral que ela promove, tenderam - e ainda tendem - a excluir as preocupações, os interesses e as realizações da metade feminina da humanidade. (...) E está claro que argumentação semelhante à que acabo de expor a respeito das mulheres poderia ser apresentada sobre homossexuais, as lésbicas, os transgênero e suas experiências e contribuições para o patrimônio comum.


(...) a cultura geral continua a ser literária e humanista, no sentido em que se entende a palavra desde o renascimento. Nisso, é culpada por outra série de graves omissões, que lhe tiraram qualquer pretensão de ser de fato geral, devido ao pouco espaço que dá às ciências empíricas e experimentais. (...) encarar hoje a cultura geral sem admitir como uma obviedade que ela comporta uma sólida cultura científica é algo que me parece propriamente irreal.


(...) um número considerável de pessoas não tem cultura geral, não só porque, como afirmei, o que se entende por essa expressão limita-se, no mais das vezes, a uma cultura literária e humanista à qual falta cultura científica para ser uma verdadeira cultura geral, como também porque os que possuem essa cultura científica só tem, por sua vez, pouca cultura literária e humanista.


Entre as ciências cujo conhecimento é indispensável para quem quer possuir cultura geral, há uma, em que gostaria de insistir, que deve ocupar um lugar à parte. Não é empírica nem experimental, como as que acabo de mencionar: trata-se da matemática, como se terá adivinhado.

Desconfio que muita gente falharia nesse pequeno teste: sofrem de uma mal a que chamo de inumerismo, o que é uma espécie equivalente para os números, e mais geralmente para a matemática, do bem conhecido e deplorável iletrismo. Porém, o inumerismo tem a peculiaridade de não parecer vergonhoso para todos e todas que dele padecem. Melhor: quase se gabariam do mal. 
Por pouco, a frase "Eu, de matemática, nunca entendi nada", seria dita com um toque de orgulho, e até mesmo proferida como um título de glória. Desnecessário dizer que se o lugar ocupado pelas ciências na concepção usual da cultura geral é bem diminuto, o que é atribuído à matemática é quase inexistente. Que pena! Como pretender ser culto quando se sofre de inumerismo? Ignorar o que são, digamos, um modo, uma média, um desvio padrão, equivale a não saber o que são um soneto, uma novela ou um editorial.


(...) a cultura geral deveria exercer em quem a possui um conjunto de efeitos observáveis examinando-se simplesmente como essa pessoa leva a própria vida, a qual deveria, se podemos dizer, estar impregnada dessa cultura. É que a cultura geral adquirida não é em si letra morta, coisa inerte: é viva, atuante e transformada em profundidade quem a possui e em quem ela vive. 
Para começar, a cultura geral deveria contribuir para a ampliação da perspectiva que ele ou ela tem do mundo e que lhe permite escapar do enclausuramento , geralmente tão pesado, do aqui e agora. Em suma, ao ampliar o círculo da experiência humana que nos tornamos capazes de captar, de compreender, e muitas vezes de amar, essa cultura geral é, como diz tão lindamente Renaud, tudo o que faz com Que você possa viajar do seu quarto/ Em torno da humanidade.


Ora, parece-me que isso decorre da suposta aquisição de certas virtudes (para retomar um termo antigo e fora de moda).
Entre essas virtudes, algumas me parecem capitais. Alargar as perspectivas, cognitivas e outras, que podemos ter sobre o mundo por meio da cultura, livrar-se dos acasos acidentais do aqui e agora que a as acompanham, tudo isso deveria, na verdade, alimentar o reconhecimento da fragilidade de nosso saber, de nossa insignificância individual face a extensão da experiência humana, das limitações e contingências de nossos julgamentos, sempre revogáveis, em suma, alimentar o que chamarei de certa "humildade epistêmica". 
Esta, em troca, nutre uma perpétua atitude crítica, que nada considera como sendo óbvio e examina sem cessar tudo o que se apresenta como verdadeiro ou estabelecido, e que por todo lado exerce essa  atitude crítica, até sobre si mesma. Essas virtudes - humildade, falibilidade, perspectiva crítica - estão, a meu ver, entre as mais importantes, são talvez as principais virtudes que a autêntica cultura geral deveria proporcionar.


Temos acesso ao mundo via uma espécie de janela através da qual um número limitado de itens pode ser tratado: na verdade, calcula-se justamente que são sete, mais ou menos dois, o número de itens que pode conter essa janela, a qual chamamos de nossa "memória de trabalho". Depois disso, ficamos intelectualmente submergidos.


Disso decorre que, para pensar de maneira crítica e criativa em determinada questão, deve-se possuir um saber pertinente nesse campo que permita agrupar dados e superar as limitações de nossa memória de trabalho. E quando discutimos com outra pessoa, esse saber é inevitavelmente posto em jogo: se não o possuímos, ficamos mais ou menos excluídos da conversa democrática da qual não entendemos uma vírgula. Essas conclusões reforçam a ideia da necessidade de uma bagagem cultural comum, devido a razões intrínsecas, mas também políticas.


Agora devemos abrir nossa visão da cultura geral a fim de que escape às críticas enunciadas contra ela (preconceito de classe, sexismo, racismo, elitismo, ocidentalocentrismo e etnocentrismo). A determinação dos conteúdos da nova cultura geral deverá, para isso, se alimentar dos diversos trabalhos, alguns bem recentes que abriram caminhos em variadas direções, permitindo neutralizar as tendências e exclusões evocadas no primeiro capítulo.

O cânone que daí emerge não é definido de uma vez por todas e traduz a dinâmica das transformações que caracterizam nossas sociedade. Aliás, o que pertence a esse cânone que daí emerge não é definido de uma vez por todas e traduz a dinâmica das transformações que caracterizam nossas sociedades. Aliás, o que pertence a esse cânone nele figura menos pelas respostas apresentadas do que pelas perguntas feitas e pela maneira, crítica, como as respostas são apresentadas.


(...) Hirst enumera as seguintes formas de saber: matemática, as ciências físicas, as ciências físicas, as ciências humanas, a história, a religião, as belas artes e a literatura, a filosofia, a moral. (Em textos posteriores, ele revisará um pouco essa lista, mas aqui não é lugar para nos determos nessas revisões.)

Tal educação científica, em meu espírito, ainda é diferentes da tecnológica - esta que nos prepara para usar as tecnologias em nossas vidas privadas e no trabalho. O que deveríamos visar é a compreensão dos princípios e dos métodos da ciências, e mais que seu vocabulário especializado (embora sem negligenciá-lo), os fatos e teorias científicas. Todos, ao saírem da escola, deveriam saber o que caracteriza a ciência como método, nada ignorar de seus princípios e ter feito ao menos um giro qualitativo pelos principais resultados das diferentes ciências.


Essa educação deveria se concentrar nas "grandes ciências" e, portanto, introduzir à física, à astronomia, à química, às ciências da terra e à biologia (inclusive ecologia científica). Deveria, enfim, apresentar a ciência como uma aventura intelectual, exaltante e exemplar, mas também como uma aventura humana, e para isso inscrever fortemente a ciência em seus contextos sociais e históricos (...).


A matemática ocupa um lugar à parte nas formas de saber e na cultura geral assim como a desejo.

Sem entrar nos pormenores do conteúdo desse aspecto da cultura geral, sublinharei que as estatísticas e as probabilidades ocupam um lugar central nessa formação, mas também, desnecessário dizer, a geometria e as noções de álgebra - embora não o cálculo. A aritmética, evidentemente, não está ausente do corpus.

O lugar da literatura (e das artes em geral, porém em graus variáveis para cada uma) na cultural geral é inconteste e não perderei tempo em defendê-lo, como infelizmente se deve fazer o tempo todo para as ciências e a matemática.

(...) a historicização dos conceitos, das teorias, das ideias, é um caminho a privilegiar a qualquer tempo. Na verdade, só ela proporciona a convicção de que aquilo que está em pauta é, sempre, um mundo humano, que se constrói, pouco a pouco com seus avanços e recuos, seus êxitos e fracassos.

(...) o que caracteriza a filosofia como forma de saber? Conjecturo que é o fato de que nela se apresentam problemas singulares que são, em grande medida, de natureza conceitual. (...) esse problemas se caracterizam pela indeterminação dos métodos adequados para enfrentá-los: na verdade, a filosofia se distingue por uma pluralidade de enfoques, e quando um filósofo ou uma filósofa escolhe um deles, sabe que deverá defender essa decisão contra aqueles que fizeram outras escolhas, cuja legitimidade, aliás, ele ou ela pode muito bem acatar.

Nenhuma cultura geral digna do nome es´ta completa sem ter se confrontado com esses conceitos, problemas, métodos e teorias que a filosofia, e só ela, apresenta.

(...) em matéria de produções culturais além da relatividade interpessoal, intercultural e histórica dos juízos e gostos, existem de fato normas universais e padrões para se julgar a excelência. É verdade que os juízos que apresentamos ao aplicar essas normas não são definitivos; são tão passíveis de revisão quanto os da ciência são falíveis: mas reconhecer  isso não equivale a admitir que essas normas não existem. A meu ver, é David Hume que, nessa controvérsia, indica a boa direção, observando que os juízos de gosto de pessoas que satisfazem a certas condições precisas tornam essas pessoas verdadeiros juízes de gosto, e seus veredictos reunidos, a norma.


São cinco essas condições.

A primeira é a delicadeza da imaginação, ou seja, a sensibilidade do espírito para as emoções mais sutis, a capacidade de sentir e distinguir belezas (ou feiuras) ali onde outro espírito, privado dessa característica ou só a possuindo em menor grau, não as distingue. 
A segunda é a prática, que pelo exercício fortalece essa delicadeza; assim chegamos, inevitavelmente, a estabelecer comparações entre os objetos que julgamos, e essas comparações são indispensáveis à formação do gosto e da capacidade de julgar.
Daí a terceira condição que Hume lista: a comparação. 
No entanto, diversos fatores podem perverter nosso juízo: nossa amizade ou inimizade por uma ou um artista, nossa incapacidade de nos colocarmos na perspectiva daqueles e daquelas a quem a obra está ou estava destinada, e vários outros; uma indispensável ausência de preconceitos é, portanto, a quarta condição que Hume cita.
Finalmente, como corrigir essas ameaças pelo exercício de um julgamento saudável? Segundo Hume, graças a uma dose de bom senso, único meio capaz de preservar as indispensáveis faculdades intelectuais que o julgamento de gosto emprega, ainda que não sejam as primeiras. Por esse bom senso, ou seja, pela razão, assimilamos como um conjunto as partes isoladas de uma obra, as correspondências mútuas entre as partes, rememoramos o objetivo visado pela obra e as regras que presidem à sua confecção.

Além da educação, a mídia é o grande vetor pelo qual uma sociedade inscreve sua preocupação com a cultura geral de seus membros e a qualidade da conversa democrática. mas a comercialização e a preocupação com a rentabilidade que atualmente a movem, e em que o aumento da audiência é o único horizonte, unidas à concentração cada vez maior de seus proprietários... Tudo isso alimenta inquietações legítimas quanto à compatibilidade dessas armas de diversão maçiça com um ideal de cultura geral comum e difundida.

(...) longe de contribuir para a exigência da conversa democrática, os meios de comunicação tendem, na verdade, a desemprenhar um papel essencialmente propagandístico e a propor uma visão unívoca e simplificada do mundo, a qual está amplamente a serviço das instituições dominantes.

Resumindo, e aqui evocaremos Montaigne, todo educador visa a formar uma cabeça bem feita: deveria, portanto, visar, não a enchê-la de conhecimentos, informações e "simples fatos" rapidamente caducos, mas desenvolver pela prática essas indispensáveis habilidades de alto nível que, em seguida, o aluno poderá utilizar em diferentes contextos - isto é, transferir - e ao longo de toda a sua vida.

 A tragédia é que - e Montaigne bem sabia - sem esses simples fatos, essas faculdades intelectuais não conseguem se revelar, e elas não existem independentemente deles: sem uma rica bagagem de conhecimentos em cada forma de saber, não há pensamento crítico, criador, etc., nessa forma de saber.

Portanto, volta-se à longa, pesada mas indispensável tarefa de transmitir, pacientemente, pouco a pouco, os diversos conteúdos da cultura geral que decidimos fazer alguém adquirir.


Conclusão 


Enfim, não basta querer (sem gostar) de cultura geral, pois conforme é citado no livro:

"O verbo ler não suporta o imperativo. Aversão que com alguns outros: o verbo amar... o verbo sonhar".


Foi uma leitura bem legal nas férias desse ano em São Pedro da Aldeia/RJ.

Grande abraço!

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29 outubro, 2019

O Hábito de ser "Low Profile"

*  Resumo do texto original do Rover com algumas adições


Introdução


A pessoa chamada low profile é aquela que pratica a discrição: tendo ou não posses financeiras, fama e materiais de todo tipo, se mantém discreta. 


Ela não chama atenção pra si, não gosta de ostentar suas posses e conquistas, por isso geralmente passa despercebida na multidão.



Benefícios de ser "Low Profile"


  • Não atrair a inveja e cobiça: pessoas que são low profile geralmente tem pouca gente para atrapalhar seu caminho.
  • Não atrair aproveitadores: esse tipo de gente está em todos os lugares, as vezes até dentro da nossa própria família.
  • Não atrair a bandidagem ou virar motivo de piada
  • Gastar menos: a pessoa que é low profile e vem de baixo, tem muito mais chance de atingir a Independência financeira do que quem ganha muito mas também gasta muito ostentando.

Como se tornar "Low Profile"


A coisa mais importante sobre ser low profile é conseguir algo que muitos tem dificuldade. 


Deixar de ser uma attention whore: conviver com a ideia de não ser o centro das atenções ao buscar não chamar a atenção com seu padrão de consumo, principalmente:

  • Afastando-se dos conteúdos das redes sociais que estimulam a ostentação;
  • Focando suas prioridades (IF), independente do que família e amigos dizem.
  • Deixar de depender da posse de coisas para afirmar sua identidade

Ex. práticos: comprar carro popular usado, ficar anos com o mesmo telefone, comer pizza em casa ao invés de ir com amigos na lanchonete da moda.

Isso não significa abdicar de prazeres, ainda que caros, mas gozá-los sem chamar atenção para si.

Ex.: andar de kart, comer em um lugar caro ou viajar, sem avisar a todo mundo que fez essas coisas.

Conclusão


Conforme explica Jotabê:


"Qual a vantagem de falar de salários e posses com quem ganha mais ou menos que você? No primeiro caso, você talvez desperte sentimentos de desdém ou pena. No segundo caso, talvez conquiste um inimigo, pois contar vantagem para quem está visivelmente pior financeiramente é deselegante e sinal de insensibilidade."

A arte de ser low profile não é para qualquer um, mas se caso você conseguir chegar lá, sua vida muda 100% para melhor.

Grande abraço!
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7 Passos para a IF

Photo by Anderson Guerra from Pexels


Introdução 



Esse post é apenas um esquema rápido de uma sugestão de como buscar matematicamente a independência financeira.

Os passos baixo são cumulativos e no ano de 2020-22 devo bater o 5º passo


7 Passos 





1. Não tenha dívidas


  • despesas constantemente menores do que receitas é uma condição essencial para trilhar essa jornada.



2. Tenha uma boa reserva de emergência em investimento de alta liquidez:


  • como a poupança, com 6 meses de despesas fixas poupadas.


3. Crie uma Carteira de Ativos:
  • Aprenda a investir de maneira diversificada em ativos, como FII, TD, Ações etc.



4. Acumule 24 meses de DESPESAS mensais pagas - na Carteira de Ativos.



5. Acumule 24 meses de SALÁRIO mensais em ativos geradores de renda - na Carteira de Ativos.


6. Tenha renda passiva de 50% das suas despesas (calculadas por ano)



7. Tenha 100% das suas despesas cobertas pela renda passiva:


  • aqui já não precisamos trocar horas de trabalho para obtermos nossa receita.

Obs.: O que há após o 7º passo? Nada ou o que você quiser: liberdade pessoal para agir de acordo com os seus pensamentos.


Conclusão


"Ser feliz em casa é o resultado final da ambição.” (Samuel Johnson)

Poupe e aproveite a vida.

Grande abraço!

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Fontes:


27 outubro, 2019

[Doc] Depois Que o Pornô Acaba (2012)

Atualizado em 19/06/2020

1 - Introdução


Tinha alguma curiosidade de saber o que acontecia com o pessoal dessa indústria na aposentadoria.

Na prática eles ficam falidos, salvo uma minoria mais eficiente ou sortuda.

2 - Lições 


2.1 - Para qualquer um


Essa indústria paga bem por pouco trabalho, mas acaba atraindo pessoas que estão na pior fase financeira ou psicológica de suas vidas: jovens expulsas de casa, prostitutas mães solteiras ou qualquer um que não tenha como pagar as contas e também não tenha qualificação profissional para um emprego tradicional

Há um ambiente propício para vícios: seja de álcool, seja de drogas, seja sexo - tudo em orgias regadas com todo tipo de drogas e bizarrices, como festas de rockeiros.


Talvez, esse ambiente e a falta de preparação mental dos atores explique porque a maioria que sai do pornô continua pobre quando se aposenta: na prática, não se aposentam em definitivo, podendo voltar a se prostituir quando falta grana.

As atrizes não têm prazer nas cenas: uma delas comparou a penetração vaginal a enfiar um dedo no nariz ou na orelha. Não há prazer normalmente.

2.2 - Para as mulheres


A maioria quer sair do porno depois de 2 a 8 anos: mesmo quando conseguem, carregam o estigma de prostitutas por toda a vida, o que piora quando o filho vai para a escola e alguém descobre a antiga profissão da mãe. 

Com a chegada da internet, a carreira de atriz porno é eterna que nunca, algo como um tatuagem social sem direito a esquecimento.

Em meio a tudo isso, pareceu que as mulheres são mais vulneráveis a depressão e ao uso de drogas.

2.3 - Para os Homens


Não carregam estigma tão intenso quanto as mulheres, mas ainda assim há um estigma.

Os ex-atores entrevistados não se mostraram tão prejudicados pela antiga carreira quanto as mulheres.


3 - Depois Que o Pornô Acaba 3


Esse dá mais ênfase a estórias de sucessos após o pornô: atrizes que criaram sua própria produtora de filmes, websites ou simplesmente ficaram milionárias e juntaram muito dinheiro nos anos de glória.

Todas as estórias de sucesso são de atrizes que casaram durante a carreira.





4 - Conclusão


Interessante para todo mundo que já viu um filme pornô e imagina o que poderia ter acontecido com uma atriz porno depois que se aposentou.

Grande abraço!



P.s.: vi no Netflix o 1 e o 3
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parte dos participantes do primeiro documentário

26 outubro, 2019

[Doc] Ronnie Coleman: The King (2018)



Introdução 


Ronnie Coleman foi o maior fisiculturista de todos os tempos.

Nunca um ser humano teve um físico tão musculoso como ele e depois dele ninguém chegou nesse nível de auge.

Tristemente, depois de se aposentar sua saúde se deteriorou e hoje se locomove com a ajuda de muletas.

O documentário retrata sua trajetória, contando a história de sua vida e mostrando as dificuldades que a velhice lhe traz.

Fatos sobre Coleman



  • nasceu com uma genética acima da média
  • Teve uma infância e juventude pobre, mas feliz
  • Praticou levantamento de peso e futebol americano antes do fisiculturismo
  • formou-se em ciência contábeis, mas não conseguiu emprego na área: trabalhou em um fast food e depois ingressou na polícia
  • venceu 8 vezes o mais disputado campeonato de fisiculturismo do mundo e competições menores, mas não antes de ter várias colocações inferiores
  • está no segundo casamento e tem duas filhas pequenas
  • ele tem lesões decorrentes da prática do esporte desde o ensino médio e sua situação só foi piorando ao longo da vida: passou por várias cirurgias, senti dores constantes e não há previsão de cura, apenas tratamento.
  • A academia onde ele treinou a maior parte da vida é uma espelunca, sem ar condicionado (faz 40 graus de temperatura lá), de chão sujo e cheia de poeira, mesmo assim até hoje ele chega as 4:30h para treinar nela
  • ele montou uma linha de suplementos que gera um faturamento anual multimilionário e tem viajado para promover a marca em vários países do mundo.


Conclusão 


Assim como outros ídolos do esporte, lembraremos de Coleman no auge.

Sua disciplina e preparação mental sempre inspiraram os marombas do mundo.

Recomendo.

Grande abraço!


P.s.: vi no Netflix

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23 outubro, 2019

[Livro] Como Se Preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento (2010)/ Rogério Neiva




Introdução 


O autor, que é Juiz do Trabalho, fez mais de 20 concursos da magistratura e demorou cerca de quatro anos para ser aprovado

Ele desenvolveu um sistema chamado Tuctor. Esse sistema tem 2 ferramentas básicas e um objetivo: planejamento e estudo, sendo a aprovação o objetivo.

Obs.: Ressalto que fiz várias adaptações para que a essência do livro pudesse caber neste curto post.

Conselhos Úteis


>> Planejamento

  • Definição de Objetivo
  • Definição de programa
  • Definição de fontes de estudo
  • Levantamento do tempo e alocação das matérias

O candidato é um empreendedor intelectual: falhe ao planejar e estará planejando falhar.
Lei de Parkinsonuma atividade tende a se expandir na medida em que se disponibiliza tempo a ela. O trabalho aumenta de modo a preencher o tempo disponível para sua conclusão.
Teoria da energia das metassem o estabelecimento de metas, você simplesmente vai sendo levados pelas correntes da vida. Pelo simples fato de decidir exatamente o que quer, você começará a se mover infalivelmente na sua direção.
Teoria da tripla restriçãoem todo projeto sempre temos três limitações: qualidade, tempo e custo.

Um plano de estudo é indispensável.

Um tempo médio e razoável para concursos como os da Magistratura e Ministério Público gira em torno de 1.000 a 1.500 horas:

Horas
diárias
Tempo
necessário
Meta
2
25 meses
(2 anos e 1 mês)
1500 horas
3
16 meses
(1 ano e 4 meses)
1500 horas
4
12,5 meses

(1
ano e 15 dias)
1500 horas
5
10 meses
1500 horas
6
8,3 meses
1500 horas



É essencial que as metas sejam conceitualmente definidas, mensuradas e monitoradas. 


A memória não é eficiente quando o concursando não apresenta um objetivo a atingir e trabalha ao acaso.

A ideia é que o candidato se comporte como o atleta de alto rendimento, que começa a se preparar para a próxima olimpíada logo que termina a anterior. Naturalmente que isso significa não ser refém do edital, ou seja, não esperar o edital sair para começar a estudar.


>> Estudo


 Desenvolve-se em duas fases.

A vontade de se preparar tem que ser maior que a vontade de vencer.

1ª fase: Estudar todo o programa do concurso desejado, usando técnicas de estudo, com base nas fontes de estudo para diminuir risco de fracasso.

Uso de técnicas de estudo (rol exemplificativo):

  • Leitura de bibliografia e anotações de aula;
  • Assistir à aulas;
  • Ouvir aulas e livros de áudio;
  • Leitura de mapas mentais e esquemas;
  • Leitura de lei seca;
  • Realização de exercícios.


2ª fase: Revisar a primeira fase, fazer exercícios, fazer atualizações e suprir deficiências até passar no concurso.

Suprimento de deficiências pode se dar por meio de:
  • Revisões;
  • Jurisprudência;
  • Cursos preparatórios;
  • Mais Exercícios.


 A Gestão das condições emocionais da preparação é muito importante, pois:



  • Motivação: é o combustível do esforço.
  • Crença na aprovação: gera a neutralização de medos e dúvidas sobre a possibilidade de alcance do resultado pretendido.
  • Disciplina: compromisso real com o planejamento.
  • Perseverança: quem passa no concurso é quem não desiste.


Conclusão


A dor é temporária. Ela pode durar um minuto, ou uma hora, ou um dia, ou um ano, mas finalmente ela acabará e alguma outra coisa tomará o seu lugar. Se eu paro, no entanto, ela dura para sempre.
Lance Armstrong

O êxito nas provas é o resultado lógico, cartesiano, racional e natural da estruturação e execução de uma plano de estudos, elaborado e implementado de maneira correta.

Acredito que que vale a pena utilizar o sistema tuctor e visitar o site do autor para um real aprofundamento.


Grande abraço!


P.s.: O livro é 2010, mas só li ano passado. Nem sabia que existia, mas encontrei em um sebo no meio da rua. Coisas da vida.

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Sites consultados:


  • http://www.tuctor.com/

20 outubro, 2019

[Guest Post] Manual do Futuro Milionário: o que aprendi todos estes anos (2019)/ Heavy Metal Investidor

Photo by VisionPic .net from Pexels

 Em 2007, quando decidi que seria um dia rico, que teria minha independência financeira e que de alguma forma, poderia trabalhar menos ou até parar de trabalhar, uma semente foi plantada no fundo da minha alma. 

 Lembro que na ocasião, os inúmeros e difíceis problemas financeiros que meus pais passaram e passavam até então, a falta de qualquer controle do dinheiro muito me incomodava e entristecia, mas serviu de incentivo, de combustível. Decidi que nunca iria passar por isso, nem minha esposa ou meus filhos. 

 Sou eternamente grato aos meus pais pela educação que me deram, sempre o melhor ao alcance deles e a qual me trouxe até aqui. Sou grato também a um advogado tributarista, hoje meu amigo, por ter me orientado a quitar as dívidas em meu nome, como sócio único da empresa dos meus pais - inclusive, me ajudou a fazer um REFIS em 1999 e que quitei o mais rápido possível. 

 Comecei minha vida profissional endividado até o pescoço, prestes a casar e sem ter casa... Inclusive, tinha também uma dívida trabalhista que só descobri em 2004, após o bloqueio judicial de minha conta no Banco do Brasil. O antigo gerente é um grande amigo meu hoje,  já aposentado, me orientou na ocasião (ele era advogado também) e consegui pagar diretamente e de forma legal a dívida a ex-funcionária, na Justiça do Trabalho, por 1/5 do valor que já estava bloqueado. Como todos sabem, "Pai Rico, Pai Pobre" (que ironia...) foi meu primeiro contato com o mundo das finanças, investimentos e da aposentadoria "precoce" ou uma semi-aposentadoria. Nunca pensei numa "FIRE" por completo, pois gosto do que faço. 

 Entre 2015 e Março de 2016, perdi muito dinheiro ao vender Eletropaulo, Petrobrás e Vale com enorme prejuízo (+- uns 600k pelo que calculei hoje), se tivesse ficado quieto, estaria num bom lucro hoje. É caindo que a gente aprende a se levantar e seguir em frente. Não me matou, me fortaleceu. Tudo que passei, teve seu aprendizado. Postarei aqui o que faria se pudesse voltar a 2007, o tempo trás o amadurecimento e o conhecimento a quem aprende a "aprender", a não querer mudar os fatos, mas sim a tentar entendê-los. Não existe receita pronta, não existe mágica, mas existe sim um caminho se você quiser se dedicar a ele. E sei que o aprendizado é contínuo, continuarei a aprender sempre.

 “A educação formal vai fazer você ganhar a vida. A auto-educação vai fazer você alcançar uma fortuna.” – Jim Rohn


1- Você pode nascer pobre, mas morrer pobre é uma decisão sua. Desde que saiba ler e escrever, tenha noções mínimas de matemática, consiga pensar e achar que merece uma vida melhor, tudo é possível. Conheço pessoas que ganham mais de 6 mil reais por mês, vendendo "sacolé". Conheço ambulante que fatura 8 mil reais vendendo panos e coletando latas de alumínio para reciclagem. Com certeza, saíram da corrida dos ratos do jeito deles e vivem melhor que boa parte da população. Sua determinação (alguns chamam de "mindset") é tudo nessa jornada.

2- Não é vital ter estudado para poder empreender, prestar serviços e ficar rico, mas com certeza facilitará sua jornada em vários aspectos. Aprenda, pelo menos, a falar e escrever bem o inglês. Isso, me abriu muitas portas e eu nem imaginava as possibilidades que teria, quando comecei a estudar aos 12 anos de idade. Meus filhos, começaram o inglês aos 7 anos. "Se acha a educação cara, experimente a ignorância".

3- Talvez o fator mais importante, depois que decidiu enriquecer: comece a poupar e investir o mais cedo possível, isso acelerará seus ganhos e te dará mais tempo de vida útil (mais novo) para aproveitar a IF, FIRE, semi-aposentadoria ou seja lá o que você tenha escolhido como meta. Os 300 ou 400,00 reais de hoje, serão um bom dinheiro daqui a 20 ou 30 anos. Use a alavanca da idade precoce a seu favor, mas não existe idade limite para pessoas ativas pouparem.

4- Não importa quanto você consegue poupar por mês, seja 5 ou 50% dos seus ganhos financeiros. O que importa, é começar pelo menos com 5% e tentar aumentar progressivamente, ano a ano, sua "Taxa de Poupança Pessoal Anual" (TPPA)Valores de TPPA acima de 35% são os ideais, sendo 30% uma taxa excelente, equilibrada em tempo e ganho e sem espoliar sua vida e saúde. Os 50% de TPPA seria o melhor ponto de equilíbrio, tanto em ganho de tempo para a IF, quanto em retorno financeiro. Lembrando que quanto maior a taxa de juros pela qual seu portfólio é remunerado, os dados ficam melhores ainda e o tempo para seu objetivo, menor. Comece! Isso que importa e ajuste ao longo do caminho.

 Veja este post (Qual valor define minha independência financeira?), onde esta tabela abaixo está bem explicada, retirada do blog "Four Pillar Freedom":


5- Conhecimento não ocupa espaço. Se decidiu tomar conta do seu próprio dinheiro, estude e faça isso de forma profissional. Caso contrário, melhor delegar a terceiros seu patrimônio ou comprar ETFs ou Fundos Mutuais ou de Índice (passivos). Perder dinheiro NÃO é legal, falo isso por experiência própria. Assumi meus riscos e tive prejuízo enorme, paguei meu preço, recuperei o mesmo a duras penas. Outros, que conheço, quebraram e saíram do jogo. Achar que bater o mercado é fácil, é o caminho certo para a derrota. Lembre que grandes fundos, com gestores "profissionais" perdem em 92% das vezes para o simples índice do mercado (More evidence that it’s really hard to ‘beat the market’ over time, ~92% of finance professionals can’t do it). E isso, fazendo gestão muitas vezes ativa e perdem para índice passivo! Eu achei que era fácil, aprendi de maneira inesquecível. Hoje, tenho parte do meu patrimônio em Fundos Multimercado, que tem taxas caras (2% + taxa de performance), mas cuja janela de bons resultados é acima de 36 e de preferência acima de 60 meses. Se preciso, vendo e realoco onde achar melhor, por enquanto estão indo bem. 


6- JAMAIS opere com venda descoberta de opções, cemitério de malandro! Você ganha 10, 20 vezes e vicia na vitória - "é fácil, moleza!!!". Num único dia, você quebra e perde até o que não tem de patrimônio. Opções são um ótimo jeito de proteger e rentabilizar sua carteira de investimentos. Estude e use para vencer, com operações que você domine e cujo prejuízo não te adoeça ou expulse do mercado. Controle de risco, sempre.

7- Diversifique seu portfólio, exceto que tenha certeza do que está fazendo. Se você conhece bem a saúde financeira da empresa ou do FII, e o preço da ação/cota estão custando uma "galinha morta", entre com tudo. Se você realmente sabe o que está fazendo, diversificar não tem tanta importância assim. Mas, lembre: o risco de estar em um único ativo e exponencial. E uma maneira barata de diversificar, como já falei, é via ETFs ou Fundos Mutuais ou de Índice (passivos, como os fundos da Vanguard).

8- Investir é algo lento, gradual, progressivo e monótono. Se está tendo muitas emoções nos seus investimentos, cuidado! Tem algo errado. Não existe mágica, não existem retornos de 10, 20% ao mês, todos os meses. Isso se chama PIRÂMIDE, "esquema Ponzi". Quando a esmola é muita, o santo desconfia. Conseguir algo em torno de 8% ao ano ou mais (digamos, 10%), você está indo muito bem. Basta ver a tabela postada acima, cujo maior valor de juros anuais é de 8%. A média de retorno anual do índice S&P500 é de 8,19% nos últimos 20 anos e 9,7% de 1965 a 2017 (How Much Has Warren Buffett Beaten the Market By?), já Warren Buffett conseguiu inacreditáveis 20,8% ao ano, desde 1965 até 2017. O fundo VFINX 500 Index Investor da Vanguard, criado em 31/08/1976 (primeiro fundo mutual de Jack Bogle) tem retorno médio anual de 11%.  Por isso, criem metas justas e possíveis de se alcançar. Se conseguir mais, com segurança (venda coberta de opções, por exemplo), ótimo. Cuidado com propostas de investimentos mirabolantes, pois ninguém divide riqueza de mão beijada!  

9- Use os juros compostos e o tempo a seu favor, reinvista seus proventos todos os meses. Ambos irão criar sua bola de neve e sua IF. Enriquecimento rápido é possível, mas é a exceção. 

10- Não existe Independência Financeira, seja total ou parcial, sem trabalho duro e dedicação. Mesmo que você decida ser Youtuber ou Blogueiro, gerando renda com isso, terá que se dedicar. Óbvio que ficar rico por herança, não conta. E tente conciliar seu trabalho com seu futuro financeiro. Geralmente, quem trabalha feliz, rende mais e ganha mais. Seus clientes percebem isso e a sua atitude positiva gera retorno de mais pessoas e mais dinheiro. Você só ficará rico rápido, em 10 a 15 anos se tiver uma empresa muito lucrativa - e olhe lá.

11- Evite girar seus ativos da carteira, com compra e venda constantes. Eu fiz isso e me lasquei, vendi ações da Vale e Eletropaulo que nenhum problema financeiro na época elas tinham (nem agora). Petrobrás, fugi do risco PT e agora está dando a volta por cima. Exceto ter comprado micos ou empresas de araque (estilo empresas do senhor Eike Batista), não venda na baixa! É oportunidade de compra. O emocional só perde para a atitude mental de poupar, quando falamos em importância nos investimentos. Como é fácil ver a manada comprando na alta ("vai foguetar até a Lua!) e vendendo na baixa ("fujam, o Brasil vai falir!"). O óbvio, seria o contrário! Aí é que entra o emocional, o mesmo que eu não tive antes - mas aprendi a controlar. Recentemente, MFII11 foi de 120 a 60 reais em 3 dias. Não me abalei, nada fiz e como já tinha muito na CHM, também não comprei. Hoje, bateu os 122,00 reais.

12- Realocação de ativos NÃO serve para aumentar a performance do seu portfólio, mas para controlar a volatilidade da sua carteira. O autor Zach, em mais um ótimo artigo do Blog "Four Pillar Freedom" (Should You Rebalance Your Portfolio?), mostrou matematicamente num estudo com dados de 1987 a 2019 que, rebalancear a carteira não aumenta o retorno efetivo da mesma, apenas equilibra a porcentagem de ativos para que o grau de risco que você tolera não seja ultrapassado. Por exemplo: tem um portfólio com 60% de ações e 40% de renda fixa; nos últimos anos com o Bull Market, esta proporção mudou para 85%/15% e você não quer "pagar para ver" o próximo Bear Market. Então, é realizada a venda de ações e o dinheiro é realocado em RF, novamente na proporção 60%/40% equilibrando seu risco.

 Além disso, girar patrimônio envolve despesas com imposto de renda e corretagem, que não podemos ignorar. E para os seguidores de Jack Bogle, falecido em 16/01/2019, o pai do investimento passivo e admirado por Warren Buffett, o mesmo democratizou o investimento nos mercados financeiros, com custos muito baixos e acessíveis a todos e provou por décadas que conseguia bater o mercado, sem precisar de gestores caros e trabalhando com gestão ativa (que geram mais despesas ainda aos fundos).

13- Um portfólio com Ações, Fundos Imobiliários (FII) e Renda Fixa é o básico. A distribuição do mesmo deve ter mais renda variável, quanto mais jovem for o investidor (até mesmo 90% em ações e 10% em renda fixa, ou algo similar incluindo também FII = renda variável). Pode ainda acrescentar Fundos Multimercado, Ações de fora do Brasil (fugir do chamado "risco país"), moedas estrangeiras e para quem gosta de muita adrenalina, tem criptomoedas (não colocaria aqui mais que 5% do meu capital). E de acordo com seu perfil, pode investir de forma passiva (ETFs, Fundos Mutuais ou de Índices) ou ativa. Eu prefiro atualmente uma carteira que me gere renda mensal (proventos mensais, como os FII), mas com certeza eu preciso e vou voltar a comprar ações. Os números e os gráficos históricos mostram esta necessidade, terei que me acostumar com mais volatilidade se quiser um retorno maior. Há meses não tenho um mês negativo. O longo prazo compensa, fora a atual taxa de juros em queda no Brasil. Mesmo assim, terei sempre alguma porcentagem em Renda Fixa. Se você é daqueles que aplica e logo saca o dinheiro para gastar em coisas desnecessárias, melhor ter uma previdência privada, onde a multa pelo resgate antes de 10 anos é muito alta: proteja-se de si mesmo!

14- Viva uma vida frugal, sem ser miserável! Eu e 99% da Blogsfera já falamos sobre isso. Não adianta ganhar numa ponta e gastar na outra, é correr atrás do próprio rabo. Mas isso é um dos pilares da IF: idade inicial, tempo, taxa de poupança pessoal anual (TPPA = aportes), vida frugal, juros compostos. Leia "O Milionário Mora ao Lado", vale muito a pena para quem ainda não leu. Consumismo é uma doença: te torna escravo do dinheiro e corrói sua futura liberdade financeira. É desperdiçar trabalho, dinheiro e vida! 

15- Tenha coragem de empreender e fuja do salário fixo (ou, tenha ambos). O salário será sempre seu teto, exceto que você tenha um salário de mais de 50 mil reais por mês, mas ainda assim é um limite. Pode ter as duas coisas. Ganhe dinheiro com o trabalho dos outros, que é exatamente o que fazemos ao comprar ações de boas empresas ou FII. Por que não ter a sua própria empresa ou negócio digital? 


16- Eduque seu filho para ser rico, saber o valor e o preço das coisas, para ser feliz e para lidar com dinheiroImportante que saibam a diferença entre valor e preço, algo que não nos ensinam geralmente. Importante, sim, educar para serem bem sucedidos, ricos, mas pessoas simples e humildes. Esta frase abaixo está incompleta, discordo um pouco dela (achei citada como sendo do Max Gehringer).


17- Tenha calma nas quedas que virão e cuidado nas altas espetaculares, uma hora o mercado recupera o juízo. Não faça parte da manada, o mercado é cíclico e sempre foi, basta ver o gráfico abaixo: 


 Não existe tendência eterna, seja de alta ou baixa. Procure aproveitar as oportunidades, seja qual for a direção. Muitos ganham dinheiro nas quedas com a compra de Puts de opções, enquanto outros olham a carteira derretendo. Uns choram, outros vendem lenços... Mantenha o bom senso, não perca dinheiro. Sei do que estou falando, por isso não invista o dinheiro que possa precisar no prazo de 1 a 2 anos: num mercado de baixa, você irá realizar prejuízo. E eu, que realizei prejuízo em 2015 e 2016, sem precisar do dinheiro??!!! Evite, também, olhar a rentabilidade todos os dias, isso só gera stress e desespero em certas ocasiões, algo desnecessário e que em nada te ajudará. Esqueça o monitor e foque na estratégia de longo prazo, olhe sua rentabilidade no início de cada mês. "O erro dos outros é mais barato".


18- Pague-se primeiroDepois de um tempo, isso é automático como escovar os dentes e se alimentar. Saiu seu salário? Aplique em alguma coisa no mesmo dia, não perca tempo. Entrou uma grana extra? Aplique, nem que seja uma parte dela. Aprenda a viver com menos. Pare de comprar o que você não precisa, para impressionar quem você não conhece, com o sagrado dinheiro que muitas vezes não tem (ou tem e gastará em vão) e mostrar ser uma pessoa que você não é. Guarde para seu futuro. Acredite, o futuro chega sem avisar e ele será fruto daquilo que você plantou décadas atrás. O que você está semeando hoje?

19- Seja honesto no que faz, sempre. Você, só tem o seu nome e tem milhares de concorrentes. Exceto que seja político ou ministro do STF, desembargador, procurador, desonestidade aqui no mundo real pode aniquilar sua carreira e seus planos futuros. Além disso, chega de bandidos. Construir um nome, uma reputação boa, com certeza te ajudarão financeiramente. Sua palavra tem que valer tanto quanto um documento assinado: isso se chama credibilidade. 

20- Ajude a todos aqueles que estiverem ao seu alcance: quem planta o bem colhe o bem. Mas, conselho de OURO: não empreste dinheiro a amigos, parentes e similares. É dor de cabeça na certa, diga que seu dinheiro está "preso" na Previdência e que a multa é muito alta para sacar o mesmo. Acreditem em mim. Melhor doar (se puder) que emprestar, nestes casos. 

21- Falar de investimentos é um tabu no Brasil, cuidado com quem você conversa. Divida conhecimento, mas nunca os valores da sua carteira. Inveja é uma desgraça, dirão que você roubou ou tem algum esquema mafioso para ter enriquecido. Proteja-se e proteja sua família. Fora o risco de assalto ou sequestro, não estou brincando. 

22- Tenha metas ambiciosas, elas te puxam para o altoLi um livro há muitos anos, chamado "Fernão Capelo Gaivota" e guardei uma frase na cabeça: "Vê mais longe a gaivota que voa mais alto". Assim é nossa vida. Sonha pequeno, resultado pequeno, sonho grande, resultado grande. Não me perguntem o porquê, mas sempre que quiz algo eu mentalizei e disse "vou conseguir isso, não duvidem". Se é física ou destino, não sei dizer, mas não acredito em destino sem jornada, em resultado sem estratégia, em riqueza com pobreza de espírito. Ação e reação.

23- Independente de quanto dinheiro você acumular, jamais terá menos do que no início. Idade, valores, emprego, dificuldades não podem ser desculpas para que você siga preso na corrida dos ratos. Sejam 200 mil reais ou 20 milhões, você terá mais dinheiro do que teria sem todo o esforço de poupar. Isso, já valerá todo o trabalho. Reclamar é mais fácil que agir, mas não mudará seu futuro para melhor.

24- Para finalizar, nunca se esqueçam de Deus, de sua família e do amor ao próximo. Não há dinheiro no mundo que valha a pena sem ter pessoas amadas e que te amem. Sem paz no coração, sem equilíbrio em nossa vida, sem um sorriso ou uma piada. Sem um abraço sincero e fraterno, sem uma lágrima na cantinho do olho ao ver algo que nos emocione. Ganhem dinheiro, mas não percam a ternura, o amor, a fé, o carinho, a amizade, o respeito, a honestidade. A alma, é o que mais importa.

 Como falamos ontem, eu e o Frugal Simples, o caminho é a grande surpresa da jornada. Que o caminho de vocês seja rico, iluminado, humano, justo, alegre, longo, saudável, fraterno e feliz. Um abraço fraterno a todos. 
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