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Resumo capítulo por capítulo
The Deliberate Dumbing Down of America, Charlotte Thomson Iserbyt
O livro é organizado como uma trilha cronológica documental sobre a transformação da educação americana. O sumário divide a obra em oito grandes períodos: fim do século XVIII e século XIX, começo do século XX, anos 1930, anos 1940-1950, anos 1960, anos 1970, anos 1980 e anos 1990.
1. The Sowing of the Seeds: late eighteenth and nineteenth centuries
Ideia central do capítulo
O primeiro capítulo apresenta as sementes filosóficas e psicológicas que, segundo a autora, teriam preparado a mudança da educação tradicional para uma educação baseada em controle comportamental, experimentalismo psicológico e formação social planejada.
A autora contrasta a antiga ideia de educação como desenvolvimento das capacidades internas por meio de disciplinas intelectuais, línguas, literatura, história, retórica e raciocínio científico, com uma visão moderna em que o aluno passa a ser tratado como um organismo moldável. O capítulo é descrito como curto, mas decisivo, por reunir Rousseau, Wundt, Dewey e Thorndike como figuras de ruptura com a educação tradicional.
Rousseau e a mudança de fundamento
A obra associa Jean-Jacques Rousseau e Emile ao início de uma pedagogia centrada menos na transmissão formal de conhecimento e mais no desenvolvimento natural ou dirigido da criança. Rousseau aparece como uma referência inicial para a mudança de foco: do conteúdo objetivo para o processo de formação do indivíduo.
Esse deslocamento é importante porque, para a autora, ele abre espaço para uma educação menos apoiada em tradição, memória, disciplina intelectual e conteúdo acadêmico, e mais aberta à intervenção de especialistas, planejadores e reformadores sociais.
Wundt e a psicologia experimental
O capítulo atribui grande importância a Wilhelm Wundt, fundador da psicologia experimental, por ter tratado o ser humano como organismo observável e mensurável. A autora entende que essa abordagem reduziu a mente a processos fisiológicos, nervosos e reativos.
O ponto central é a ideia de que, se o ser humano é visto apenas como corpo, cérebro e sistema nervoso, então educar passa a significar induzir sensações, estímulos e respostas. A criança deixa de ser vista como pessoa capaz de julgamento moral e passa a ser interpretada como mecanismo estímulo-resposta.
Condicionamento, Pavlov, Watson e Skinner
A autora liga a base wundtiana às teorias posteriores de Pavlov, Watson e B. F. Skinner. O capítulo sugere uma linha de continuidade entre laboratório psicológico, condicionamento, socialização escolar e modificação do comportamento.
A educação, nesse quadro, deixa de ser a formação da inteligência e passa a ser um processo de treinamento de respostas corretas. É aqui que aparece uma das críticas recorrentes do livro: a escola passa a formar comportamento, não pensamento.
Thorndike e a aplicação da psicologia animal à educação
Edward Lee Thorndike aparece como figura central porque aplicou à educação conclusões retiradas de experimentos com animais. O livro destaca seus trabalhos com caixas-problema, gatos, ratos, galinhas e outros animais, que depois foram transpostos para o estudo de crianças e jovens.
A autora enfatiza que Thorndike assumia, como Wundt, que o homem poderia ser estudado como animal. A partir disso, teria formulado leis de aprendizagem aplicadas à formação de professores e à organização da sala de aula.
Dewey e a educação progressiva
John Dewey é apresentado como o “pai” da educação progressiva. O capítulo o coloca dentro do mesmo movimento de abandono da educação tradicional, com maior ênfase na experiência, na socialização e na adaptação da escola a fins sociais.
A autora interpreta Dewey como parte de uma transformação maior: a escola deixa de ser lugar de transmissão de conhecimento acumulado e passa a ser instrumento de reconstrução social.
2. The Turning of the Tides: early twentieth century
Ideia central do capítulo
O segundo capítulo mostra a virada do começo do século XX. A autora afirma que uma filosofia coletivista, vinda em parte da Europa, entra na vida econômica, política e educacional americana por meio de fundações, universidades, associações e organismos internacionais.
A expressão “turning of the tides” indica a mudança de direção: de uma nação marcada por iniciativa individual para um sistema planejado, financiado por famílias ricas, fundações isentas de impostos e organizações educacionais.
General Education Board e fundações
O capítulo destaca a criação do General Education Board, associado à família Rockefeller, e a atuação da Carnegie Foundation for the Advancement of Teaching. Essas instituições aparecem como forças decisivas para financiar, orientar e reorganizar a educação.
A autora interpreta a ação dessas fundações como parte de um projeto para substituir a educação acadêmica tradicional por uma formação alinhada a necessidades econômicas, sociais e administrativas mais amplas.
NEA, Progressive Education Association e associações educacionais
A National Education Association e a Progressive Education Association são tratadas como veículos de difusão da nova pedagogia. A PEA, organizada por figuras próximas a John Dewey, é associada ao avanço da educação progressiva e de projetos de transformação social.
O capítulo também destaca que essas organizações não atuariam apenas no campo pedagógico, mas também na formulação de metas sociais e políticas para a educação.
Montessori, Teosofia e educação cósmica
A autora dedica espaço a Maria Montessori, apresentando sua pedagogia como baseada na liberdade da criança, no treinamento dos sentidos e na autorregulação. A obra também relaciona Montessori a ideias de educação cósmica, à Teosofia, a Gandhi, a Robert Muller e ao currículo mundial associado à Nova Era.
A crítica da autora não é apenas pedagógica. Ela vê nesses movimentos uma abertura para uma visão espiritual, globalista e não tradicional da educação, na qual a criança é preparada para uma ordem mundial mais ampla.
Carnegie, Rockefeller e educação internacional
O capítulo afirma que as fundações Carnegie e Rockefeller teriam planejado a erosão da educação acadêmica tradicional, dividindo funções: Rockefeller com foco nacional e Carnegie com foco internacional.
A criação do Institute of International Education é apresentada como parte desse processo, principalmente por meio de intercâmbios, circulação de estudantes, professores, materiais e métodos.
Council on Foreign Relations e internacionalismo
O Council on Foreign Relations aparece como instituição importante para a articulação entre elite financeira, política externa, universidades, imprensa e fundações. A autora cita interpretações que ligam o CFR ao establishment financeiro e intelectual.
O capítulo usa essas referências para defender a ideia de que a educação americana foi sendo integrada a uma agenda internacionalista, com efeitos sobre currículos, políticas públicas e formação das elites.
Modern Math e a crítica ao ensino de matemática
Um exemplo secundário, mas relevante, é a discussão sobre a suposta destruição deliberada do ensino de matemática. O livro cita uma reunião de 1928 em que educadores teriam discutido uma matemática que os alunos não pudessem aplicar à vida real.
Esse episódio é usado para reforçar uma das teses recorrentes: certas reformas não seriam falhas acidentais, mas mudanças planejadas que reduzem a capacidade prática e intelectual dos estudantes.
3. The Troubling Thirties
Ideia central do capítulo
O terceiro capítulo trata dos anos 1930 como período de consolidação de ideias coletivistas, socialistas, humanistas seculares e progressistas dentro da educação. O capítulo liga educação, planejamento social, crise econômica e reorganização política.
A autora abre o capítulo com a ideia de que a educação deveria formar uma elite capaz de “pensar, sentir e agir internacionalmente”. Em seguida, reúne obras e autores como Aldous Huxley, George Counts, William Z. Foster, John Dewey, a Carnegie Corporation e o Eight-Year Study.
Aldous Huxley e Brave New World
Brave New World aparece como obra literária que antecipa uma sociedade tecnificada, administrada e condicionada. A autora usa Huxley como referência para refletir sobre o futuro mecânico, controlado e planejado.
A presença de Huxley no capítulo reforça a associação entre tecnologia, condicionamento e perda da liberdade humana.
George Counts e a nova ordem social
George Counts, professor do Teachers College da Columbia University, é apresentado como defensor de uma escola capaz de construir uma nova ordem social. Sua obra Dare the School Build a New Social Order? é citada como exemplo explícito de defesa da transformação econômica e social por meio da educação.
O texto destaca trechos em que Counts critica o capitalismo histórico e defende uma reorganização de padrão coletivista.
William Z. Foster e o comunismo americano
William Z. Foster, presidente nacional do Partido Comunista dos Estados Unidos, aparece com Toward a Soviet America. A obra é citada dentro do panorama de autores e movimentos que, segundo Iserbyt, defendiam uma transformação socialista da sociedade americana.
A autora usa essa referência para aproximar certas reformas educacionais progressistas de projetos políticos revolucionários ou coletivistas.
Eight-Year Study e Outcome-Based Education
O Eight-Year Study é tratado como um marco decisivo. A autora afirma que ele lançou bases para reformas posteriores, especialmente a Outcome-Based Education, a flexibilização da Carnegie Unit e mudanças na avaliação escolar.
O estudo é financiado pela Carnegie Corporation e pelo General Education Board e envolve nomes como Ralph Tyler, Hilda Taba, Harold Rugg, Bruno Bettelheim, Goodwin Watson e outros.
Humanist Manifesto I
O Humanist Manifesto I, coassinado por John Dewey, aparece como expressão de uma visão secular e humanista que desloca a educação de uma base religiosa ou tradicional para uma base social, ética e antropológica redefinida.
A autora inclui o manifesto entre os documentos que ajudam a explicar a mudança de valores na educação pública.
Educação como reconstrução institucional
O capítulo insiste na ideia de que a escola passa a ser vista como instrumento para remodelar instituições, tradições e arranjos sociais. Essa ideia aparece em autores como George Hartmann, que defende que a educação deve promover mudanças radicais quando necessárias.
A crítica central é que a escola deixa de ser subordinada à família, à comunidade e ao conhecimento herdado, e passa a ser um laboratório de transformação social.
4. The Fomentation of the Forties and Fifties
Ideia central do capítulo
O quarto capítulo apresenta os anos 1940 e 1950 como período de fomentação, isto é, de incitação e preparação ativa para mudanças profundas na educação, na política e nas instituições americanas.
A autora define “fomentation” como “instigar” ou “incitar” problemas. Ela afirma que, nesse período, pessoas em fundações, governo e instituições educacionais passaram a defender ideias radicais enquanto eram aceitas pelo público como autoridades respeitáveis.
Comunismo nas escolas e B. R. Burchett
A obra Education for Destruction, de B. R. Burchett, é citada como denúncia da presença de simpatias comunistas ou propaganda pró-soviética em escolas americanas. A autora menciona cartazes da URSS em escola pública da Filadélfia e a atuação da Young Communist League em ambiente escolar.
Esse exemplo reforça a tese de que a educação pública teria sido penetrada por projetos ideológicos disfarçados de reforma pedagógica.
Igrejas, coletivismo e governo mundial
O capítulo discute conferências religiosas e documentos que defendiam reorganizações econômicas, justiça social, tributação redistributiva, poder internacional e uma forma de governo mundial. O texto cita a defesa de uma autoridade legislativa internacional, tribunal internacional, órgãos administrativos internacionais e forças policiais internacionais.
A autora interpreta essas propostas como parte da aceitação gradual de uma ordem internacional centralizada.
Nações Unidas e consenso global
A criação da Organização das Nações Unidas e de organismos associados aparece como peça central do capítulo. A ONU é apresentada como instrumento para gerar consenso global, inclusive na educação.
A autora relaciona isso ao tema do “global conscience”, isto é, a ideia de que certo padrão global de valores substituiria julgamentos morais locais, familiares ou religiosos.
C. S. Lewis e That Hideous Strength
A obra That Hideous Strength, de C. S. Lewis, é citada como ficção capaz de antecipar formas de manipulação social e controle tecnocrático. A autora usa Lewis como advertência literária contra elites que desejam “tomar conta” dos demais.
Esse exemplo funciona como contraponto moral e imaginativo ao avanço de técnicas de controle social.
National Training Laboratory e mudança de atitudes
O National Training Laboratory é apresentado como instituição-chave no treinamento de relações humanas, dinâmica de grupo e formação de change agents. A autora destaca o processo de “unfreezing, changing and refreezing”, isto é, descongelar, mudar e recongelar atitudes.
A crítica é que essas técnicas seriam usadas em educação, governo, medicina, negócios e religião para modificar valores e comportamentos.
Skinner, Walden Two e engenharia humana
B. F. Skinner aparece com destaque por Walden Two, romance que apresenta uma comunidade organizada segundo princípios de condicionamento e planejamento comportamental. A autora interpreta essa obra como antecipação de escolas reestruturadas, sem séries tradicionais, com avanço individualizado e controle ambiental.
O ponto recorrente é a distinção entre educação e treinamento comportamental. Para Iserbyt, Skinner representa a redução do aluno a organismo programável.
Ralph Tyler, currículo e avaliação
Ralph Tyler e Basic Principles of Curriculum and Instruction aparecem como fundamentais para a organização curricular em torno de objetivos, mensuração e resultados. A autora conecta Tyler à tradição do Eight-Year Study e às bases da futura educação por resultados.
Esse ponto é crucial porque conecta os anos 1930, 1940 e 1950 às reformas dos anos 1980 e 1990.
Bloom e a Taxonomy of Educational Objectives
O capítulo destaca a Taxonomy of Educational Objectives, de Benjamin Bloom, com David Krathwohl, como sistema de classificação dos domínios cognitivo, afetivo e psicomotor. A autora vê a taxonomia como forma de decompor comportamento humano em categorias observáveis e mensuráveis.
O problema, segundo a obra, é que essa classificação permite avaliar não apenas conhecimento, mas também atitudes, valores, motivações e respostas emocionais.
5. The Sick Sixties: psychology and skills
Ideia central do capítulo
O quinto capítulo trata os anos 1960 como período em que a educação passa a se organizar em torno de psicologia, habilidades, gestão por objetivos, planejamento federal e controle de comportamento.
A autora afirma que os governos Eisenhower, Kennedy e Johnson instalaram o Planning, Programming, Budgeting Management System, ou PPBS, nos departamentos governamentais, sob a justificativa de accountability. A educação passa a enfatizar o grupo, a saúde emocional do aluno e a modificação de atitudes.
Da aprendizagem acadêmica à saúde emocional
Segundo a autora, os anos 1960 deslocam o foco da escola: de aprendizagem acadêmica para saúde emocional, comportamento e adaptação social. A mudança exigiria identificar atitudes desejadas e modificar o aluno segundo modelos aprovados por planejadores sociais.
Esse é um tema recorrente da obra: a escola deixa de perguntar “o que o aluno sabe?” e passa a perguntar “como o aluno se comporta?” e “que valores ele manifesta?”.
UNESCO e controle internacional da educação
A Convenção contra a Discriminação na Educação, da UNESCO, assinada em Paris em 1960, é apresentada como base para influência de organismos internacionais sobre educação pública e privada nos Estados Unidos.
A autora lê esse processo como internacionalização gradual da educação americana.
Goals for Americans e planejamento social
O relatório Goals for Americans, recebido por Dwight D. Eisenhower, é tratado como documento de planejamento nacional. A autora o relaciona ao uso de métodos dialéticos, consenso planejado e reestruturação da república constitucional em direção a uma democracia social planejada.
A crítica central é que metas públicas aparentemente aceitáveis podem ocultar uma reorganização profunda da sociedade.
Skinner, ensino programado e máquinas de ensinar
O capítulo explora Teaching Machines and Programmed Learning e outros textos sobre aprendizagem programada. Skinner aparece como referência central para o uso de reforço, controle preciso e divisão da aprendizagem em passos mensuráveis.
A autora insiste que a semelhança entre animais de laboratório e crianças no behaviorismo não é acidental, mas estrutural. O mesmo princípio de reforço aplicado a ratos, pombos e cães é transferido para a sala de aula.
Federal Education Agency e controle federal
O capítulo cita alertas do deputado John M. Ashbrook contra a centralização federal da educação. A obra destaca a frase de que a tradição de controle local não deveria mais impedir a liderança do Office of Education.
Para a autora, a expansão de pesquisa, estatística, centros nacionais e financiamento federal permite controle indireto mesmo quando a lei nega controle federal direto.
ESEA, ECS e PPBS
A aprovação da Elementary and Secondary Education Act, a criação da Education Commission of the States e a aplicação do PPBS à educação aparecem como mecanismos de reorganização. Esses instrumentos ligam financiamento, planejamento, avaliação e objetivos nacionais.
A autora vê aqui a arquitetura administrativa que sustentará reformas posteriores, incluindo mastery learning, direct instruction, Outcome-Based Education e school-to-work.
Individually Prescribed Instruction
A Individually Prescribed Instruction aparece como projeto baseado em objetivos específicos, instrumentos diagnósticos, materiais curriculares, técnicas de ensino e gestão. A autora a relaciona ao sucesso futuro da Outcome-Based Education, por enfraquecer testes normativos, notas tradicionais e a Carnegie Unit.
O paradoxo destacado é que chama-se “individualização”, mas funciona dentro de um sistema padronizado de objetivos, avaliação e controle.
6. The Serious Seventies
Ideia central do capítulo
O sexto capítulo apresenta os anos 1970 como momento em que os componentes planejados nas décadas anteriores passam a se consolidar tecnicamente: educational technology, systems management, goal setting, computer-assisted instruction, performance-based education, lifelong learning e global education.
A autora afirma que os pais e contribuintes foram mantidos no escuro enquanto change agents experimentavam em crianças e professores. O capítulo reúne documentos governamentais, artigos profissionais e críticas sobre o modelo de reforma que amadureceria no fim do século XX.
GEPA e a aparência de proibição do controle federal
A General Education Provisions Act, de 1970, proibia direção, supervisão ou controle federal sobre currículo, instrução, administração, pessoal, bibliotecas e materiais escolares.
A autora, porém, argumenta que a proibição era insuficiente, porque o controle poderia ocorrer por financiamento, pesquisa, desenvolvimento de materiais, testes, laboratórios educacionais e disseminação de programas.
Educação internacional e mudança de atitudes
Leonard S. Kenworthy e relatórios sobre a dimensão internacional da educação aparecem como exemplos de currículo orientado para formação de atitudes internacionais. O foco não é apenas transmitir informação sobre o mundo, mas formar indivíduos “internacionalmente minded”, isto é, com atitudes e comportamentos adequados à interdependência global.
A autora nota que conhecimento passa a ser subordinado a atitudes, habilidades e mudança comportamental.
UNESCO, lifelong learning e George Parkyn
A obra cita estudos da UNESCO sobre lifelong education, preparados por George W. Parkyn, com participação de psicólogos, sociólogos, antropólogos e educadores.
O conceito de educação ao longo da vida é criticado porque amplia o campo de ação educacional para além da escola formal, tornando a formação do indivíduo um processo permanente e administrável.
Crítica aos livros didáticos
O capítulo cita críticas aos livros didáticos, vistos por alguns reformadores como obstáculos à individualização e à aprendizagem profunda. A ideia de “moratória” no uso de livros didáticos aparece como exemplo da rejeição ao ensino tradicional baseado em conteúdo.
Para a autora, a rejeição ao livro é sintoma da troca entre conhecimento acumulado e processos de busca, adaptação e comportamento.
Performance-Based Teacher Education
A formação de professores baseada em desempenho aparece como etapa decisiva: professores passam a ser treinados para executar objetivos, medir resultados e adaptar-se a modelos de competência.
A autora associa esse processo à redução da autonomia docente e ao avanço de uma pedagogia tecnocrática.
Goodlad, objetivos e mudança sistêmica
John Goodlad surge como um dos nomes ligados à reforma sistêmica, à mudança educacional e à reorganização das escolas. A autora interpreta suas propostas como parte de uma transição para objetivos amplos, sociais e globais.
AECT e tecnologia educacional
O relatório da Association for Educational Computing and Technology sobre o campo da tecnologia educacional é tratado como documento essencial. A autora observa que, no começo da década, ainda existia resistência a metas, planejamento sistêmico, computadores e instrução assistida por tecnologia, mas essa resistência foi superada.
A tecnologia aparece, então, não como ferramenta neutra, mas como parte de uma arquitetura de gestão, avaliação e controle.
7. The “Effective” Eighties
Ideia central do capítulo
O sétimo capítulo trata dos anos 1980 como período de consolidação do modelo chamado Effective Schools, Effective School Research, What Works, mastery learning, direct instruction e Outcome-Based Education.
A autora afirma que a palavra “effective” se refere à produção de um resultado definido, e que essa lógica se conecta ao método skinneriano de educação por resultados. A relação entre OBE e Effective Schools Research é apresentada como explícita.
Avaliação por desempenho e aparência de sucesso
O capítulo critica a substituição de testes normativos por avaliações baseadas em desempenho. Segundo a autora, quando o aluno deixa de competir com padrões externos ou com pares e passa a ser avaliado por domínio de competências, as notas podem subir artificialmente.
A crítica é que a melhora aparente pode esconder empobrecimento acadêmico, já que os critérios são reformulados para medir comportamentos e competências selecionadas.
Bloom, Kelly e o cérebro como processamento
A autora destaca duas frases centrais. Benjamin Bloom afirma que o objetivo da educação é mudar pensamentos, sentimentos e ações dos estudantes. Thomas A. Kelly afirma que o cérebro deve ser usado para processamento, não armazenamento.
Essa oposição entre armazenamento de conhecimento e processamento funcional é um dos eixos do capítulo. Para a autora, sem memória, conteúdo e reflexão, não há verdadeira aprendizagem.
Treinamento, não aprendizagem
A obra distingue aprendizagem de treinamento automático. O treinamento skinneriano divide informações em pedaços, exige respostas mensuráveis e reforça comportamentos. A aprendizagem verdadeira exigiria memória, reflexão, comparação, julgamento e compreensão.
O aluno, na crítica da autora, é preparado como operador de tarefas, não como pessoa intelectualmente formada.
Global workforce training
A autora afirma que as principais atividades educacionais dos anos 1980, financiadas por governo ou fundações, visavam implementar uma agenda global de workforce training, e não melhorar a formação acadêmica.
Essa é uma das teses mais importantes do livro: a educação se torna preparação de força de trabalho dentro de uma economia planejada.
Utah, William Spady e OBE nacional
O capítulo destaca um grant aprovado por T. H. Bell para o Far West Laboratory, ligado a William Spady, com o objetivo de desenvolver sistemas instrucionais. A carta associada ao projeto dizia que isso permitiria colocar Outcome-Based Education não apenas em Utah, mas em todas as escolas do país.
A autora interpreta esse episódio como uso de recursos públicos para redesenhar o sistema educacional de entradas acadêmicas para saídas comportamentais e competências.
Reagan, acordos soviéticos e parcerias público-privadas
A autora critica a administração Ronald Reagan, especialmente por assinar acordos educacionais com a União Soviética e por estimular public-private partnerships. Ela vê nessas parcerias uma forma de deslocar a educação de ensino acadêmico para treinamento de força de trabalho.
A crítica atravessa partidos: a autora afirma que tanto republicanos quanto democratas contribuíram para a mesma marcha de transformação educacional.
UNESCO, Learning to Be e educação global
O capítulo cita documentos da UNESCO sobre metas educacionais, educação internacional, democracia, educação permanente e destino comum da humanidade. A autora vê nesses documentos as raízes da reestruturação americana.
Os temas recorrentes são valores globais, solidariedade mundial, educação ao longo da vida, democracia redefinida e dimensão internacional da educação.
Governança escolar e redução dos conselhos eleitos
A autora analisa propostas de Luvern Cunningham sobre política educacional, participação de cidadãos, especialistas, conselhos e reorganização da governança escolar. Ela entende essas propostas como diminuição do papel de conselhos escolares eleitos e crescimento de grupos nomeados, técnicos e administradores.
A crítica é que “participação” pode funcionar como substituição de representação democrática por estruturas pouco responsáveis perante o eleitor.
Course Goals Collection e currículo nacional indireto
A Course Goals Collection, desenvolvida pela Northwest Regional Educational Laboratory, aparece como banco de 15.000 objetivos para o K-12, usado nacionalmente. Ela é associada a mastery learning, management by objectives, PPBS, values clarification e behavior modification.
Para a autora, esse tipo de projeto mostra controle federal indireto do currículo, apesar das proibições legais.
Project BEST e tecnologia como gestão
O Project BEST, da AECT, é descrito como cooperação entre governo federal, estados, localidades e setor privado para uso de tecnologia na educação. O documento interno citado fala em controlar ou manipular participação dos estados, conteúdo, treinamento de líderes e percepção da necessidade de tecnologia.
A autora lê isso como parte de um sistema nacional/internacional de gestão aplicado não só à educação, mas também a saúde, habitação, transporte e serviços humanos.
Effective Schools e burocracia escolar
O capítulo cita os cinco fatores de escolas eficazes: liderança forte do diretor, clima escolar favorável, ênfase em habilidades básicas, expectativas docentes e monitoramento de desempenho. Mas a autora destaca que o próprio modelo lembra uma organização burocrática orientada por metas, hierarquia, gerente central e ajuste de comportamento por feedback.
O problema não é só “eficiência”; é eficiência para qual finalidade.
Computadores, valores e controle psicológico
O capítulo discute artigos sobre computadores no ensino de valores, nos quais a máquina aparece como facilitadora de autoexploração emocional e feedback. A autora vê nisso um risco: tecnologia aplicada à dimensão afetiva, privada e moral do aluno.
Francis Schaeffer contra Skinner
Francis A. Schaeffer é citado como crítico da visão behaviorista de Skinner. Para Schaeffer, Skinner nega o homem autônomo e reduz o indivíduo a condicionamento genético e ambiental.
A autora usa Schaeffer para reforçar a crítica moral: sem liberdade interior, sem responsabilidade e sem limite ético, o controle fica nas mãos de elites.
8. The Noxious Nineties
Ideia central do capítulo
O oitavo capítulo apresenta os anos 1990 como período de implementação aberta da reestruturação educacional. A autora liga Outcome-Based Education, Goals 2000, America 2000, SCANS, school-to-work, charter schools, site-based management, certificates, national standards e national testing.
A abertura do capítulo retoma Conclusions and Recommendations for the Social Studies, de 1934, financiado pela Carnegie Corporation, para afirmar que a “nova era de coletivismo” prevista naquele documento estaria sendo implementada nos anos 1990.
SCANS e competências para o trabalho
A Secretary’s Commission on Achieving Necessary Skills, ou SCANS, aparece como peça-chave da transição para uma educação organizada por competências de trabalho. A autora critica especialmente documentos que registram qualidades pessoais, produtividade, habilidades e comportamento de estudantes.
O exemplo do “career passport” mostra a ligação entre registros escolares, empregadores e avaliação de características pessoais.
Goals 2000 e School-to-Work
A autora apresenta Goals 2000 e School-to-Work como mecanismos de implantação de padrões nacionais, avaliações, competências e vínculo direto entre escola e mercado de trabalho.
Ela afirma que a reforma do Arkansas conduzida por Bill Clinton foi precursora de Goals 2000, e que Clinton teve papel relevante na formulação das metas nacionais de educação.
America 2000
O America 2000 Plan, apresentado no governo George Bush por Lamar Alexander, é descrito como plano de implementação da agenda de reestruturação da Carnegie Corporation. O plano propunha a “nova escola americana”, aberta o ano inteiro, das 6 às 18 horas, para crianças de 3 meses a 18 anos.
A autora vê nisso uma ampliação radical do papel da escola na vida da criança e da família.
Parental choice, charter schools e site-based management
A obra critica a linguagem de liberdade associada à escolha parental, autonomia escolar e deregulation. Segundo a autora, essas ideias podem ocultar a submissão das escolas a padrões nacionais, testes nacionais e conselhos não eleitos.
O capítulo cita propostas da Georgia Public Policy Foundation, em que distritos deveriam perder controle operacional e escolas se organizariam como corporações sem fins lucrativos com conselhos selecionados por professores e funcionários.
Human Capital e o aluno como recurso econômico
Human Capital and America’s Future aparece como obra que confirma a transformação do aluno em recurso econômico. A autora critica a linguagem de “capital humano”, produtividade e valor econômico da formação.
A educação, nessa leitura, passa a ser subordinada à economia, e a criança se torna matéria-prima do sistema produtivo.
H.R. 6, Goals 2000 e ataques às habilidades básicas
A autora apresenta o projeto H.R. 6 como reautorização que, na prática, implementaria Goals 2000 e School-to-Work. O texto critica a ideia de que crianças precisem dominar habilidades básicas antes de tarefas complexas, chamando isso de teoria “desmentida”.
Para a autora, esse é um ataque direto a leitura, escrita, aritmética, memorização e instrução básica.
Outcome-Based Education e resistência pública
O capítulo registra oposição à Outcome-Based Education, inclusive por sindicatos e comunidades locais. Um exemplo citado é a carta da Philadelphia Federation of Teachers, que chama a OBE de estrutura não seriada, sem designações claras de tempo e com benchmarks mínimos.
Outro exemplo é Littleton, Colorado, onde candidatos “back-to-basics” derrotaram defensores de reformas OBE.
School-to-Work Opportunities Act
O School-to-Work Opportunities Act, assinado por Bill Clinton em 1994, é apresentado como lei que fornece dinheiro inicial aos estados para criar parcerias entre empresas, sindicatos, governo, educação e comunidades, desenvolvendo sistemas de escola-para-trabalho.
A autora entende essa lei como a formalização do vínculo entre educação pública e planejamento da força de trabalho.
National standards, national testing e certificados
O capítulo insiste que padrões nacionais, testes nacionais, avaliações baseadas em desempenho e certificados de domínio substituem o currículo acadêmico tradicional.
A crítica central é que essas ferramentas criam um sistema de rastreamento, classificação e controle, no qual o estudante é avaliado menos por conhecimento e mais por competências úteis ao mercado e à administração social.
Reading Excellence Act e Direct Instruction
A Reading Excellence Act é criticada porque, segundo a autora, mandaria ou financiaria um método específico de ensino, associado à Direct Instruction, DISTAR, Reading Mastery, Engelmann, Carnine e ao modelo behaviorista skinneriano.
A autora enfatiza que programas originalmente ligados à educação especial seriam aplicados a todos os estudantes, reforçando a padronização e o condicionamento.
A década como culminação
Para Iserbyt, os anos 1990 não introduzem algo novo; eles executam o que havia sido semeado desde Rousseau, Wundt, Dewey, Thorndike, Carnegie, Rockefeller, UNESCO, Skinner, Bloom, Tyler, Goodlad e Spady.
O capítulo finaliza a lógica geral do livro: a educação americana teria sido deslocada da formação intelectual para um sistema de gestão de comportamento, treinamento de força de trabalho, planejamento global, controle por avaliação e mudança de valores.
Principais ideias recorrentes da obra
Educação tradicional versus treinamento comportamental
A oposição mais importante do livro é entre educação acadêmica tradicional e treinamento comportamental. A primeira envolve memória, leitura, escrita, cálculo, história, literatura, raciocínio e formação intelectual. A segunda envolve objetivos mensuráveis, respostas condicionadas, competências e resultados administráveis.
Conhecimento versus competências
A obra critica a substituição de conteúdo por competências. Para a autora, falar em pensamento crítico, resolução de problemas e habilidades superiores sem base sólida de leitura, escrita e cálculo é uma forma de empobrecer a inteligência.
Controle local versus centralização
Outro tema recorrente é a perda de controle local. Mesmo quando a lei proíbe controle federal direto, a autora afirma que laboratórios, grants, fundações, testes, padrões, pesquisas e programas nacionais criam controle indireto.
Família versus Estado-escola
A autora vê a escola reestruturada como instituição cada vez mais invasiva, capaz de atuar sobre valores, emoções, atitudes, saúde, comportamento, carreira e socialização. A família perde autoridade para especialistas, planejadores, psicólogos, conselhos e instituições.
Avaliação como instrumento de controle
Testes, metas, padrões, outcomes, benchmarks, certificados e accountability aparecem como instrumentos de gestão. A avaliação deixa de ser apenas medição de aprendizagem e passa a orientar currículo, comportamento, financiamento e destino profissional.
Globalização educacional
A obra relaciona educação americana a organismos internacionais, especialmente UNESCO, ONU, World Bank, OECD e redes de intercâmbio. O tema recorrente é a formação de uma consciência global e de valores adequados a uma ordem internacional.
Parcerias público-privadas
As public-private partnerships são tratadas como ameaça à representação democrática. A autora critica o envolvimento de empresas, fundações, ONGs, sindicatos, igrejas e governo em estruturas híbridas nas quais a responsabilidade política se torna difusa.
School-to-work
O movimento school-to-work é visto como culminação da transformação da escola em sistema de formação de mão de obra. O aluno deixa de ser tratado como pessoa a ser educada e passa a ser avaliado como futuro trabalhador, com competências, atitudes e registros úteis ao empregador.
Referências citadas
Pessoas e autores
Charlotte Thomson Iserbyt; Samuel L. Blumenfeld; Jean-Jacques Rousseau; Wilhelm Wundt; John Dewey; Edward Lee Thorndike; Ivan Pavlov; John B. Watson; B. F. Skinner; Maria Montessori; Rudolf Steiner; Mahatma Gandhi; Robert Muller; Elizabeth Clare Prophet; John D. Rockefeller Jr.; Frederick T. Gates; Andrew Carnegie; Harold Rugg; Carroll Quigley; Arthur Schlesinger Jr.; Paul Mantoux; John Eugene Harley; Aldous Huxley; George Counts; William Z. Foster; Herbert Hoover; Ralph Tyler; Hilda Taba; Bruno Bettelheim; Goodwin Watson; George Hartmann; Adolf Hitler; B. R. Burchett; C. S. Lewis; Alger Hiss; Alfred C. Kinsey; Benjamin Bloom; David Krathwohl; Dwight D. Eisenhower; John F. Kennedy; Lyndon B. Johnson; John M. Ashbrook; Kurt Vonnegut Jr.; James Clavell; John Goodlad; Leonard S. Kenworthy; George W. Parkyn; Henry M. Levin; Dwight D. Allen; Luvern Cunningham; William Spady; T. H. Bell; Brian Rowan; Ronald Reagan; Edward Curran; Charlotte Danielson; Ronald Edmonds; Francis A. Schaeffer; Anthony Oettinger; Chester Finn; Michael Cohen; Marilyn Jager Adams; Douglas Carnine; Siegfried Engelmann; Lamar Alexander; George Bush; Bill Clinton; David W. Hornbeck; Lester M. Salamon; Paul F. Cole; Lewis J. Perelman; Ken Hazlip; James Block; Thomas Sticht; Marc Tucker.
Livros, documentos e obras
Emile; Educational Psychology; The Montessori Method; Education for a New World; The Frontier Thinkers; International Understanding; Brave New World; Dare the School Build a New Social Order?; Toward a Soviet America; Humanist Manifesto I; Conclusions and Recommendations for the Social Studies; The Story of the Eight-Year Study; Basic Principles of Curriculum and Instruction; Education for Destruction; That Hideous Strength; Walden Two; Taxonomy of Educational Objectives; Goals for Americans; Teaching Machines and Programmed Learning; Programmed Learning; A Federal Education Agency for the Future; The Children’s Story; The Field of Educational Technology; Towards a Conceptual Model of Life-long Education; Schooling for a Global Age; Educational Goals; All Our Children Learning; The Outcome-Based Curriculum; Outcome-Based Instructional Management; Human Capital and America’s Future; America 2000: An Education Strategy; School’s Out; Learning a Living; Reading Excellence Act.
Instituições e organizações
Conscience Press; General Education Board; Carnegie Foundation for the Advancement of Teaching; Carnegie Corporation; Rockefeller Foundation; National Education Association; Progressive Education Association; Institute of International Education; Council on Foreign Relations; International Bureau of Education; United Nations; UNESCO; World Bank; OECD; American Federation of Teachers; Educational Testing Service; National Training Laboratory; Office of Strategic Services; CIA; U.S. Department of Education; Office of Education; Education Commission of the States; National Assessment of Educational Progress; Northwest Regional Educational Laboratory; Association for Educational Computing and Technology; National Institute of Education; Far West Laboratory; National Center on Education and the Economy; New American Schools Development Corporation; Secretary’s Commission on Achieving Necessary Skills; National Education Goals Panel; Philadelphia Federation of Teachers; Georgia Public Policy Foundation; National Center to Improve the Tools of Educators.
Conceitos e programas
Educação progressiva; psicologia experimental; behaviorismo; estímulo-resposta; condicionamento operante; mastery learning; direct instruction; programmed learning; teaching machines; Outcome-Based Education; Effective Schools Research; What Works; Taxonomy of Educational Objectives; domínio cognitivo; domínio afetivo; domínio psicomotor; values clarification; behavior modification; accountability; PPBS; Management by Objectives; Total Quality Management; lifelong learning; global education; school-to-work; career passport; site-based management; charter schools; public-private partnerships; national standards; national testing; criterion-referenced testing; norm-referenced testing; Carnegie Unit; Certificate of Initial Mastery; IEP; SCANS competencies.
Lugares e eventos
Estados Unidos; Ravenna, Ohio; Leipzig; Columbia University; Teachers College; University of Chicago; Stanford University; Paris; Rome; India; Costa Rica; Philadelphia; Montgomery County; Bethel, Maine; Utah; Kentucky; Georgia; Arkansas; Littleton, Colorado; Washington, D.C.; World War I; World War II; Scopes Trial; White House Conference on Education; World Conference on Education for All.
Ideias recorrentes
Deliberate dumbing down; substituição do ensino por treinamento; centralização disfarçada de reforma; controle por avaliação; formação de mão de obra; mudança de atitudes e valores; redução da memória e do conteúdo; internacionalização da educação; uso de fundações e grants para orientar políticas; perda do controle local; erosão da autoridade familiar; educação como engenharia social.
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