Grande abraço!
Fontes:
- https://nacaomestica.org/blog4/?p=6057
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Andrzej_Wajda
- http://cantodaleitur.blogspot.com/2015/08/documentario-historia-sovietica-2008.html
- http://www.filmesepicos.com/2011/04/historia-sovietica-2008.html#.W9ZJpWhKhSk
- https://www.docspt.com/index.php?topic=8205.msg21763#msg21763
The Soviet Story — Edvīns Šnore
Resumo literal, objetivo e estruturado da obra
Nota de método: o resumo abaixo descreve a tese e a organização interna do documentário, isto é, aquilo que a obra apresenta, afirma e enfatiza. Não transformo as alegações do filme em veredito histórico externo, porque aí a coisa vira tribunal acadêmico com projetor, e ninguém merece. O documentário é letão, lançado em 2008, escrito e dirigido por Edvīns Šnore, com foco nas relações entre União Soviética e Alemanha Nazista, especialmente antes de 1941, usando entrevistas, imagens de arquivo e documentos históricos. [Fonte]
1. Apresentação geral da obra
1.1. Tema central
The Soviet Story apresenta uma narrativa sobre os crimes do regime soviético e sua relação com o nazismo alemão. O documentário sustenta que os regimes soviético e nazista não devem ser vistos apenas como inimigos posteriores, mas também como sistemas que teriam mantido afinidades filosóficas, políticas, organizacionais e práticas em determinados momentos históricos.
A obra se concentra em eventos como Grande Fome na Ucrânia, Grande Purga, Pacto Molotov-Ribbentrop, massacre de Katyn, colaboração Gestapo-NKVD, deportações soviéticas, campos Gulag e experiências médicas com prisioneiros. Esses temas são organizados para sustentar a ideia de que o século XX europeu foi marcado por uma violência de Estado que o filme considera insuficientemente reconhecida quando associada ao comunismo soviético. [Fonte]
1.2. Forma narrativa
O documentário combina narração em off, entrevistas, documentos, fotografias, imagens de arquivo, depoimentos de sobreviventes e comentários de historiadores, ex-dissidentes soviéticos, parlamentares europeus e vítimas do terror soviético.
A montagem cria um contraste constante entre memória oficial, documentos ocultos, testemunhos pessoais e imagens de violência política. A repetição visual de cadáveres, campos, desfiles militares, discursos e documentos serve para reforçar a tese de que o regime soviético teria produzido uma violência sistemática comparável à do nazismo.
2. Estrutura argumentativa do documentário
2.1. A crítica ao esquecimento dos crimes soviéticos
A obra começa com a ideia de que os crimes do regime soviético teriam sido silenciados, relativizados ou tratados como tema secundário na memória europeia do século XX. O documentário contrapõe esse silêncio ao reconhecimento mais amplo dos crimes nazistas.
O filme insiste na noção de que a vitória soviética em 1945 produziu uma espécie de blindagem moral sobre a imagem da União Soviética. Segundo a lógica interna da obra, por ter integrado o lado vencedor da Segunda Guerra Mundial, a URSS teria escapado de um julgamento simbólico equivalente ao aplicado ao nazismo.
2.2. A comparação entre nazismo e comunismo soviético
Um eixo repetido do filme é a comparação entre nazismo e stalinismo. A obra afirma que ambos seriam formas de totalitarismo, marcadas por partido único, polícia política, repressão, campos de concentração, perseguição a grupos sociais e uso do Estado como instrumento de morte em massa.
Essa comparação é apresentada não apenas como semelhança abstrata, mas como possível relação concreta de inspiração, cooperação e convergência prática. O filme afirma que a violência soviética não foi simples excesso administrativo, mas parte de um projeto político e ideológico.
3. A fome ucraniana e o Holodomor
3.1. A fome como crime político
O documentário trata o Holodomor, a fome ucraniana de 1932-1933, como uma das principais provas da brutalidade soviética. A obra apresenta a destruição da população camponesa ucraniana como resultado de políticas deliberadas do regime soviético.
A fome é mostrada como instrumento de submissão política. O filme associa a morte em massa ao controle estatal da produção agrícola, à repressão contra os camponeses e à destruição de comunidades inteiras.
3.2. Comparação com o Holocausto
A obra estabelece uma aproximação entre a destruição dos ucranianos pela fome e o extermínio dos judeus pelo nazismo. Essa comparação aparece como uma das afirmações mais fortes do documentário: a de que o sofrimento produzido pelo regime soviético deveria ocupar lugar semelhante na memória histórica europeia.
O documentário, portanto, não apresenta o Holodomor apenas como tragédia alimentar, mas como crime de Estado, inserido numa política mais ampla de repressão e eliminação social.
4. Terror, repressão e campos soviéticos
4.1. Grande Purga e violência interna
A Grande Purga aparece como exemplo de repressão voltada contra o próprio povo soviético. O filme sugere que o regime destruiu não apenas opositores externos, mas também membros da própria sociedade que dizia representar.
A pergunta repetida pela obra é simples e brutal: como um regime que se apresentava como libertador pôde usar violência tão extensa contra sua própria população? Bela contribuição humana ao catálogo da insanidade política.
4.2. Gulag e experiências médicas
O documentário trata os Gulags como parte central da máquina repressiva soviética. Os campos aparecem associados a trabalho forçado, fome, morte, humilhação, destruição familiar e experiências médicas.
Depoimentos de sobreviventes são usados para transformar a denúncia histórica em experiência concreta. A obra apresenta a dor individual como prova material da violência do sistema.
4.3. Deportações e destruição familiar
As deportações soviéticas recebem destaque especial, sobretudo em relação aos países bálticos e populações submetidas ao poder soviético. O filme apresenta famílias arrancadas de suas casas, enviadas a regiões remotas e submetidas a condições extremas.
A separação entre pais, filhos, mortos e sobreviventes aparece como uma das imagens recorrentes da obra. O sofrimento familiar é usado para mostrar que o terror soviético não era apenas político, mas também doméstico, corporal e íntimo.
5. Relações entre União Soviética e Alemanha Nazista
5.1. Pacto Molotov-Ribbentrop
O Pacto Molotov-Ribbentrop ocupa papel central no documentário. A obra apresenta esse pacto como evidência de cooperação entre a URSS stalinista e a Alemanha hitlerista.
O filme destaca o acordo como momento decisivo para a divisão da Europa Oriental, especialmente da Polônia, e como demonstração de que os dois regimes, apesar de suas diferenças ideológicas declaradas, puderam agir de forma coordenada por interesse político e territorial.
5.2. Invasão da Polônia
A invasão soviética da Polônia é apresentada como ato de agressão. O documentário enfatiza que a União Soviética não teria sido apenas vítima posterior da guerra, mas também participante ativa da destruição da ordem europeia no início do conflito.
A obra insiste que a memória da Segunda Guerra Mundial fica incompleta quando omite o papel soviético na ocupação e repressão de territórios poloneses e bálticos.
5.3. Cooperação militar e policial
O documentário aborda suposta ou documentada cooperação entre estruturas soviéticas e alemãs, incluindo contatos entre NKVD, Gestapo e SS. A obra utiliza documentos, imagens e entrevistas para sugerir intercâmbio de práticas repressivas.
Essa seção sustenta uma das teses mais polêmicas do filme: a de que a cooperação entre soviéticos e nazistas não foi apenas diplomática, mas também operacional e repressiva.
6. Massacre de Katyn
6.1. Execução de oficiais poloneses
O massacre de Katyn é apresentado como crime soviético contra prisioneiros de guerra poloneses. O documentário destaca a decisão política de executar oficiais, intelectuais e membros da elite polonesa.
A obra interpreta Katyn como tentativa de destruir a continuidade nacional da Polônia, eliminando lideranças militares e civis.
6.2. Encobrimento e memória
Além do massacre em si, o documentário enfatiza o encobrimento posterior. A ocultação da responsabilidade soviética aparece como exemplo do controle da memória histórica.
O filme reforça que o problema não termina no crime, mas continua na mentira oficial, na negação e na manipulação posterior dos fatos.
7. Antissemitismo, perseguição e colaboração
7.1. Relação com a perseguição aos judeus
A obra afirma que a União Soviética teria colaborado, direta ou indiretamente, com práticas que favoreceram a perseguição nazista aos judeus. O documentário apresenta documentos e episódios para sustentar a ideia de que houve aproximação entre interesses soviéticos e nazistas.
Essa parte é uma das mais controversas da obra. Ainda assim, dentro da lógica literal do documentário, ela serve para reforçar a tese de que o regime soviético não pode ser visto apenas como libertador dos povos perseguidos pelo nazismo.
7.2. Crítica à narrativa heroica soviética
O documentário combate a imagem da URSS como força puramente antifascista. A obra não nega que a União Soviética lutou contra a Alemanha Nazista depois de 1941, mas afirma que essa fase posterior não apaga a colaboração anterior.
A repetição dessa ideia estrutura o filme: a vitória contra Hitler não absolve Stalin.
8. Sobreviventes e testemunhos pessoais
8.1. Função dos depoimentos
Os sobreviventes aparecem como contraponto humano aos documentos. Eles narram fome, morte, deportação, campos, sepultamentos e perdas familiares.
Esses depoimentos têm função emocional e documental. O filme busca mostrar que a história soviética não é apenas questão de pactos, mapas e arquivos, mas de pessoas comuns esmagadas por decisões de Estado.
8.2. Imagens de dor e memória
Há cenas em que a memória dos sobreviventes aparece como ferida aberta. A fala sobre filhos mortos, cadáveres, sangue, sepulturas e separações serve para reforçar a presença física do trauma.
A obra transforma essas lembranças em acusação moral contra o regime soviético e contra o esquecimento posterior.
9. Continuidade da memória soviética na Rússia contemporânea
9.1. Crítica à reabilitação simbólica da URSS
Na parte final, o documentário desloca o foco do passado para a Rússia contemporânea. A obra sugere que certos símbolos, discursos e nostalgias soviéticas continuariam ativos.
O filme usa como ponto de contraste a diferença entre a Alemanha pós-guerra, que condena oficialmente o nazismo, e a Rússia contemporânea, apresentada como ambígua ou nostálgica em relação à herança soviética.
9.2. Putin e a memória da queda soviética
A obra cita a famosa formulação atribuída a Vladimir Putin sobre o colapso da União Soviética como grande catástrofe geopolítica. No documentário, essa citação funciona como síntese da permanência de uma visão positiva ou nostálgica da URSS.
A conclusão sugerida é que a ausência de condenação plena dos crimes soviéticos permitiria a sobrevivência de tendências autoritárias, nacionalistas e revisionistas.
10. Encerramento da obra
10.1. Dedicação às vítimas
O documentário termina dedicando-se às vítimas da União Soviética. Nos créditos finais, a obra afirma que a União Soviética matou mais de 20 milhões de homens, mulheres e crianças, dedicando o filme a essas vítimas. [Fonte]
Esse encerramento resume o tom geral da obra: memorial, acusatório, antitotalitário e anticomunista.
10.2. Sentido final
Literalmente, The Soviet Story é construído como denúncia. Seu objetivo não é apresentar uma história neutra da União Soviética, mas organizar documentos, imagens e depoimentos para provar que os crimes soviéticos foram vastos, planejados, encobertos e comparáveis aos crimes nazistas.
Principais Idéias
- O documentário denuncia os crimes do regime soviético, especialmente fome, purgas, execuções, deportações, campos e repressão política.
- A obra compara nazismo e stalinismo, apresentando ambos como formas de totalitarismo marcadas por violência estatal sistemática.
- O Pacto Molotov-Ribbentrop é tratado como prova central da cooperação entre União Soviética e Alemanha Nazista antes da guerra aberta entre elas.
- O Holodomor é apresentado como crime deliberado contra os ucranianos, comparado em gravidade simbólica ao Holocausto.
- O massacre de Katyn aparece como exemplo de violência soviética contra a elite polonesa e de posterior encobrimento histórico.
- O Gulag é mostrado como sistema de terror, trabalho forçado, experiências médicas e destruição humana.
- Os testemunhos de sobreviventes dão dimensão pessoal ao terror soviético, transformando estatísticas em memória concreta.
- A obra critica o silêncio ocidental e a memória seletiva sobre os crimes comunistas.
- A parte final liga o passado soviético à Rússia contemporânea, sugerindo continuidade simbólica, nostalgia imperial e falta de condenação plena dos crimes soviéticos.
- O filme termina como memorial às vítimas, afirmando que a história soviética deve ser lembrada como história de sofrimento, repressão e morte em massa.
Referências
1. Obra principal
- The Soviet Story — documentário, 2008, Edvīns Šnore.
- Título original: The Soviet Story.
- País: Letônia.
- Gênero: documentário histórico-político.
- Duração: cerca de 85-86 minutos.
- Direção e roteiro: Edvīns Šnore.
- Produção: Kristaps Valdnieks.
- Narração: Jon Strickland.
- Montagem: Nic Gotham.
- Fotografia: Edgars Daugavvanags e Uvis Brujāns.
- Música: Raimonds Pauls.
- Som: Jānis Žanēribs.
- Companhia produtora: Labvakar. [Fonte]
2. Pessoas citadas ou associadas à obra
Direção, produção e equipe
- Edvīns Šnore — diretor, roteirista e entrevistador.
- Kristaps Valdnieks — produtor.
- Jon Strickland — narrador.
- Nic Gotham — editor.
- Edgars Daugavvanags — diretor de fotografia.
- Uvis Brujāns / Uvis Burjans — diretor de fotografia.
- Raimonds Pauls — música.
- Jānis Žanēribs / Janis Zaneribs — som.
Entrevistados, historiadores, testemunhas e participantes
- Norman Davies — historiador.
- Boris Sokolov / Boris Vadimovich Sokolov — historiador.
- Viktor Suvorov — escritor e ex-agente soviético.
- Vladimir Bukovsky — dissidente soviético.
- Françoise Thom — historiadora.
- Pierre Rigoulot — historiador.
- Nicolas Werth — historiador.
- George Watson — historiador literário.
- Sergei Slutsh / Sergey Sluch — historiador.
- Volodimir Sergiychuk — historiador.
- Aleksandr Guryanov — ligado à sociedade Memorial.
- Natalia Lebedeva — historiadora.
- Vladimir Karpov — ex-coronel soviético.
- Nikolay Melnik — sobrevivente da fome ucraniana.
- Emma Korpa — sobrevivente do Gulag.
- Rita Papina — sobrevivente do terror soviético.
Figuras políticas mencionadas ou relacionadas
- Vladimir Lenin.
- Joseph Stalin.
- Adolf Hitler.
- Vyacheslav Molotov.
- Joachim von Ribbentrop.
- Lavrentiy Beria.
- Heinrich Müller.
- Vladimir Putin.
- Mikhail Gorbachev.
- Ari Vatanen.
- Christopher Beazley.
- Inese Vaidere.
- Ģirts Valdis Kristovskis.
- Wojciech Roszkowski.
- Michael Gahler.
- Andre Brie.
- Vytautas Landsbergis.
3. Conceitos fundamentais
- Comunismo soviético.
- Stalinismo.
- Nazismo.
- Totalitarismo.
- Terror de Estado.
- Terror soviético.
- Repressão política.
- Memória histórica.
- Revisionismo histórico.
- Propaganda.
- Realpolitik.
- Colaboração germano-soviética.
- Crimes contra a humanidade.
- Genocídio.
- Fome artificial / fome política.
- Campos de concentração.
- Trabalho forçado.
- Deportação em massa.
- Polícia política.
- Violência ideológica.
- Antissemitismo.
- Império soviético.
- Nostalgia soviética.
4. Eventos históricos mencionados
- Revolução Russa.
- Grande Fome na Ucrânia / Holodomor.
- Grande Purga.
- Pacto Molotov-Ribbentrop.
- Invasão da Polônia em 1939.
- Segunda Guerra Mundial.
- Massacre de Katyn.
- Colaboração Gestapo-NKVD.
- Desfile militar germano-soviético.
- Conversações germano-soviéticas do Eixo.
- Massacres de prisioneiros pelo NKVD.
- Deportações soviéticas.
- Experiências médicas nos Gulags.
- Colapso da União Soviética.
- Dia de Memória das Vítimas do Stalinismo e do Nazismo / Black Ribbon Day.
5. Instituições, organizações e regimes
- União Soviética / URSS.
- Alemanha Nazista.
- NKVD.
- KGB.
- Gestapo.
- SS.
- Gulag.
- Partido Comunista da União Soviética.
- Politburo.
- Parlamento Europeu.
- União para a Europa das Nações.
- Memorial Society / Sociedade Memorial.
- Museu da Ocupação da Letônia.
- Museu Nacional do Holodomor-Genocídio.
- FSB.
- Jovem Rússia / Young Russia.
- United Russia / Rússia Unida.
6. Lugares mencionados ou relacionados
- União Soviética.
- Rússia.
- Ucrânia.
- Letônia.
- Alemanha.
- Polônia.
- Países Bálticos.
- Sibéria.
- Magadan.
- Moscou.
- Kiev.
- Riga.
- Berlim.
- França.
- Reino Unido.
- Bélgica.
- Katyn.
- Europa Oriental.
- Cambridge.
- Paris.
- Bruxelas.
7. Trilha sonora e música
- Raimonds Pauls — música do documentário.
- Sanctus, de Gabriel Fauré — peça listada como parte da trilha sonora em bases de cinema. [Fonte]
8. Obras semelhantes
Filmes e documentários
- Shoah — 1985, Claude Lanzmann.
- Katyn — 2007, Andrzej Wajda.
- Mr. Jones — 2019, Agnieszka Holland.
- The Chekist — 1992, Aleksandr Rogozhkin.
- The Lives of Others — 2006, Florian Henckel von Donnersmarck.
- The Act of Killing — 2012, Joshua Oppenheimer.
- Bitter Harvest — 2017, George Mendeluk.
- A State Funeral — 2019, Sergei Loznitsa.
Livros
- The Gulag Archipelago — 1973, Aleksandr Solzhenitsyn.
- The Origins of Totalitarianism — 1951, Hannah Arendt.
- The Black Book of Communism — 1997, Stéphane Courtois e colaboradores.
- Bloodlands: Europe Between Hitler and Stalin — 2010, Timothy Snyder.
- Stalinism and Nazism: Dictatorships in Comparison — 1997, organização de Ian Kershaw e Moshe Lewin.
- Beyond Totalitarianism: Stalinism and Nazism Compared — 2009, organização de Michael Geyer e Sheila Fitzpatrick.
Quadrinhos / graphic novels
- Maus — 1980-1991, Art Spiegelman.
- The Ukrainian and Russian Notebooks: Life and Death under Soviet Rule — 2016, Igort.
- We Are on Our Own — 2006, Miriam Katin.
- A Jew in Communist Prague — 1994-1997, Vittorio Giardino.
Animações
- Animal Farm — 1954, John Halas e Joy Batchelor, baseado em George Orwell.
- The Hand / Ruka — 1965, Jiří Trnka.
- Persepolis — 2007, Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud.
- Waltz with Bashir — 2008, Ari Folman.

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