Introdução
Duas horas e meia de um filme terror coreano complicado de interpretar: conta a estória de um pai e policial incompetente lidando com possessões malignas, que geram assassinatos violentos, em sua vila.
Por que ver?
- Porque é quase uma versão coreana do filme "o exorcista";
- Porque tem trechos que podem assustar,
- Porque é bom dar uma chance ao cinema oriental para variar.
Spoilers: Uma possível explicação do filme
"A história é sobre um espírito guardião (a mulher de branco) tentando salvar uma vila de um espírito maligno. Esse espírito maligno (que vou chamar aqui de demônio só para facilitar) controla o velho japonês e o Shaman. Eles realizam sacrifícios com os habitantes da vila para satisfazer o demônio.
No filme, há 5 estágios necessários para uma alma de um ser humano ser sacrificada ao demônio:
1º estágio - O velho japonês amaldiçoa um objeto pertencente à vítima escolhida pelo demônio;2º estágio - A pessoa que teve seu objeto amaldiçoado começa a sofrer uma doença de pele e a demonstrar comportamentos estranhos;3º estágio - A família da vítima pede ajuda ao Shaman para exorcizar a pessoa que aparentemente está possuída por um demônio (o que ainda não aconteceu de verdade). Então o Shaman realiza o ritual de "exorcismo", que na verdade é exatamente o contrário, é um ritual para concretizar a possessão do demônio na vítima;4º estágio - A pessoa possuída pelo demônio comete assassinatos (assim, virando pecadora, condição necessária para completar o ritual);5º estágio - O shaman fotografa a alma pecadora que se tornará posse do demônio para sempre. Realizando todos esses passos, o velho e o Shaman, trabalhando em equipe, conseguem sacrificar várias pessoas da vila, incluindo a mulher que botou fogo na casa.
Quando os 2 (o velho e o Shaman) começam o processo de sacrifício com a Hyo-jin (a filha do protagonista), a guardiã da vila tenta impedir, colocando um corvo no vaso na casa da família, criando uma espécie de escudo na casa, então o Shaman destrói o vaso, anulando o escudo.
Então a guardiã ENTRA no espírito da Hyo-jin para protegê-la melhor, com isso o Shaman sugere (engana) ao protagonista o ritual de exorcismo dizendo que é para destruir o demônio, quando na verdade é para destruir a guardiã que está protegendo a Hyo-jin.
Quando o ritual é interrompido pelo pai por suspeitar que há algo estranho, o demônio acaba se machucando, enfraquecendo-se no corpo do velho japonês, o que permite que o pai e seus amigos consigam perseguir o velho nas montanhas. Nas montanhas, a guardiã começa a perseguir o velho, que ao fugir dela, se joga PROPOSITALMENTE na frente do carro do protagonista, que logo em seguida joga o corpo do velho ladeira abaixo para que ele morra, pelo bem de sua filha.
Agora que o pai se tornou um pecador (essa foi a intenção do velho ao se jogar na frente do carro, torná-lo pecador) a guardiã não têm mais o poder de proteger ele e sua família do demônio. Hyo-jin, que parecia estar melhor, ao voltar para casa do hospital, está completamente dominada pelo demônio.
Nesse meio-tempo, o Shaman estava fugindo de carro para longe da vila, achando que a batalha contra a guardiã estava perdida (após a cena do sangramento nasal/vômito em massa), mas muda de idéia ao recebecer uma ordem do espírito maligno.
Então o Shaman consegue contato telefônico com o pai da Hyo-jin e aproveita para ludibriá-lo a pensar que o velho é bom e a guardiã que é maligna.
Ao ouvir isso, o protagonista corre para casa e, quase chegando, encontra a guardiã, que diz que o velho japonês e o Shaman estão no mesmo lado, ela também diz que armou uma ARMADILHA na casa da Hyo-jin para capturar o demônio e salvar a menina, mas que para isso, Jong-gu (o pai) não poderia entrar em casa antes do terceiro canto do galo.
Ao desobedecer a ordem da guardiã, a armadilha não funciona e o sacrifício é concluido com sucesso (o assassinato cometido pela Hyo-jin e as fotos tiradas pelo shaman concluem os 5 estágios)."
Conclusão
Grande abraço!
P.s.: agradecimentos a Marcio Lima pela explicação.
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[Filme] O Lamento / Goksung / The Wailing (2016) — Resumo literal da obra
Resumo objetivo, literal e organizado em tópicos
O Lamento, também conhecido como Goksung ou The Wailing, é um filme sul-coreano de terror, mistério, possessão e investigação policial, escrito e dirigido por Na Hong-jin. A narrativa acompanha o policial Jong-goo, que tenta entender uma sequência de mortes violentas em uma vila rural e, depois, salvar sua filha Hyo-jin quando ela passa a apresentar sinais da mesma maldição ou doença.
1. A abertura e o clima inicial da obra
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O filme começa com uma referência bíblica de Lucas 24:37–39, trecho em que os discípulos se assustam ao pensar que veem um espírito, e a figura de Cristo afirma possuir carne e ossos. Essa abertura introduz literalmente os temas de dúvida, aparição, corpo, espírito e prova da verdade.
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Logo depois, a narrativa entra em um ambiente de chuva, lama, casas rurais, floresta, polícia local e crimes inexplicáveis.
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A vila de Gokseong aparece como um lugar pequeno, isolado e vulnerável, onde boatos se espalham rapidamente e onde a população tenta explicar os acontecimentos por meio de doença, loucura, crime, xamanismo, fantasmas e demônios.
2. A série de crimes e a investigação policial
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O policial Jong-goo é chamado para investigar mortes violentas em casas da região.
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Os crimes seguem um padrão repetido:
- pessoas aparentemente comuns passam a agir de modo delirante, agressivo e descontrolado;
- os corpos apresentam sinais de feridas, erupções, manchas ou sintomas estranhos;
- familiares são atacados dentro de casa;
- os sobreviventes ou suspeitos parecem estar em estado de transe, loucura ou possessão;
- a polícia não consegue explicar claramente se se trata de assassinato comum, epidemia, envenenamento, maldição ou força sobrenatural.
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A investigação é conduzida de modo confuso e limitado. Os policiais locais reagem mais com medo, atraso, incredulidade e improviso do que com controle da situação.
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A obra repete a imagem de uma autoridade policial incapaz de organizar os fatos. Jong-goo não domina o caso: ele chega atrasado, interpreta mal os sinais, muda de opinião e passa a agir de modo cada vez mais emocional.
3. O estrangeiro japonês como principal suspeito
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A chegada de um homem japonês à região passa a ser associada aos crimes.
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Os moradores comentam rumores sobre ele:
- vive isolado na montanha;
- teria comportamento estranho;
- seria visto na floresta;
- estaria ligado a práticas misteriosas;
- poderia ser responsável pelas mortes.
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Um caçador relata ter visto o estrangeiro em situação monstruosa, associado a animais mortos, olhos assustadores e comportamento fora do normal.
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A suspeita contra o japonês cresce porque cada novo crime parece coincidir com sua presença ou com sinais encontrados perto dele.
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A obra mostra que Jong-goo aceita cada vez mais a hipótese de que o estrangeiro é uma entidade perigosa ou alguém ligado a uma força maligna.
4. A casa do japonês na montanha
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Jong-goo, acompanhado por outras pessoas, vai até a casa do estrangeiro.
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O local reforça a suspeita contra ele, pois contém elementos associados aos crimes:
- fotografias de vítimas;
- objetos pessoais ligados aos mortos ou contaminados;
- sinais de rituais;
- imagens e utensílios que parecem fazer parte de uma prática espiritual ou mágica;
- um ambiente fechado, sujo e ameaçador.
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A descoberta mais importante para Jong-goo é a presença de algo ligado à sua filha Hyo-jin, o que faz a ameaça deixar de ser apenas policial e passar a ser familiar.
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A partir desse ponto, o medo de Jong-goo se concentra menos em resolver o caso e mais em impedir que sua filha seja a próxima vítima.
5. Hyo-jin e a entrada da ameaça dentro da família
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A filha de Jong-goo, Hyo-jin, começa a apresentar comportamento estranho.
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Os sintomas dela lembram os sintomas de outras vítimas:
- mudanças bruscas de humor;
- agressividade;
- linguagem ofensiva;
- olhar fixo ou perturbado;
- perda de controle;
- sinais físicos de doença;
- atitudes que parecem adultas, violentas ou possuídas.
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A transformação de Hyo-jin coloca a ameaça dentro da casa de Jong-goo.
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A família tenta lidar com a situação como se fosse doença, mas os acontecimentos passam a sugerir possessão ou influência sobrenatural.
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A mãe e a sogra de Jong-goo entram em desespero e procuram ajuda espiritual.
6. Il-gwang, o xamã
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O xamã Il-gwang é chamado para lidar com o caso de Hyo-jin.
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Ele observa a menina, interpreta os sinais e afirma que há uma força espiritual envolvida.
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Il-gwang identifica o estrangeiro japonês como a possível origem do mal.
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O xamã realiza um ritual intenso, com:
- tambores;
- cantos;
- facas;
- oferendas;
- animais sacrificiais;
- dança ritual;
- gritos;
- repetição sonora;
- esforço físico extremo.
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Enquanto o ritual acontece, o filme alterna imagens de Il-gwang, de Hyo-jin sofrendo e do japonês realizando também ações rituais.
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A montagem cria uma ligação direta entre ritual, dor, corpo, possessão e confronto espiritual.
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Jong-goo, vendo o sofrimento da filha, interrompe o ritual. A decisão impede que o procedimento de Il-gwang continue até o fim.
7. A Mulher de Branco / Moo-myeong
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Moo-myeong, também chamada de mulher misteriosa ou Mulher de Branco, aparece em vários momentos ligados aos crimes.
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Ela surge como figura ambígua:
- aparece perto de cenas de morte;
- observa acontecimentos;
- conversa com Jong-goo de maneira enigmática;
- conhece detalhes que não deveria conhecer;
- acusa o japonês;
- recolhe ou carrega objetos das vítimas;
- parece estar ligada ao mundo espiritual.
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Moo-myeong afirma que o japonês é uma entidade maligna.
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Ela tenta orientar Jong-goo, mas suas atitudes também despertam suspeita porque ela está associada a objetos dos mortos e aparece em momentos de violência.
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A obra usa essa personagem para repetir o conflito entre confiança e dúvida: Jong-goo não sabe se deve acreditar nela ou em Il-gwang.
8. A perseguição ao japonês
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Após o agravamento da situação de Hyo-jin, Jong-goo e outros homens passam a agir de forma direta contra o estrangeiro.
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A investigação policial se transforma em perseguição e violência.
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O grupo vai atrás do japonês nas montanhas.
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Durante essa sequência, há confronto, medo, perseguição e descontrole.
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Um cadáver ou corpo ligado aos eventos aparece de maneira ameaçadora, reforçando a presença do sobrenatural.
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O japonês é perseguido e, em determinado momento, parece ser morto ou gravemente ferido.
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Depois disso, Hyo-jin apresenta melhora aparente, o que faz Jong-goo acreditar temporariamente que a ameaça foi resolvida.
9. A inversão da suspeita
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Após a perseguição, Il-gwang passa por uma experiência de medo ao encontrar Moo-myeong.
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Ele começa a vomitar sangue e foge.
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Mais tarde, Il-gwang telefona para Jong-goo e muda a explicação dos fatos.
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Segundo ele, a verdadeira ameaça seria Moo-myeong, não o japonês.
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Ele diz que o japonês seria, na verdade, alguém tentando combater a entidade maligna.
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Essa mudança coloca Jong-goo em nova dúvida.
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A obra passa a confrontar duas versões:
- Moo-myeong diz que o japonês é o mal;
- Il-gwang diz que Moo-myeong é o mal;
- Jong-goo precisa escolher em quem acreditar;
- a escolha dele ocorre sob medo, pressa e desespero.
10. O aviso de Moo-myeong
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Jong-goo encontra Moo-myeong enquanto procura a filha.
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Ela afirma que Hyo-jin ainda está viva, mas que algo terrível acontecerá se ele voltar para casa antes da hora certa.
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Moo-myeong diz ter preparado uma armadilha para o demônio.
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Ela manda Jong-goo esperar até o terceiro canto do galo.
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Esse detalhe se torna decisivo:
- esperar significaria confiar nela;
- voltar para casa significaria romper a armadilha;
- a dúvida de Jong-goo coloca a família em risco.
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Enquanto isso, Il-gwang insiste por telefone que Jong-goo não deve confiar em Moo-myeong.
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A cena concentra o conflito central da obra: dúvida, fé, medo, pressa e incapacidade de distinguir o bem do mal.
11. A revelação na caverna
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Paralelamente, Yang I-sam, o diácono que fala japonês, vai até o esconderijo do estrangeiro.
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Ele encontra o japonês vivo.
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Yang I-sam exige uma explicação e tenta confirmar se está diante de algo humano ou sobrenatural.
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O estrangeiro se revela com aparência demoníaca:
- olhos ameaçadores;
- corpo transformado;
- presença física monstruosa;
- marcas corporais;
- comportamento de entidade maligna.
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Essa revelação confirma literalmente, dentro da imagem apresentada pelo filme, que o estrangeiro não é apenas um homem comum.
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O japonês fotografa Yang I-sam, repetindo o motivo das fotografias associadas às vítimas.
12. A decisão de Jong-goo e a tragédia final
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Jong-goo, incapaz de confiar plenamente em Moo-myeong, volta para casa antes do terceiro canto do galo.
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Ao fazer isso, ele abandona a espera e rompe a condição indicada por ela.
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Quando chega em casa, encontra a família destruída.
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Hyo-jin, possuída ou dominada pela força maligna, massacra familiares.
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Jong-goo percebe tarde demais que sua decisão não salvou a filha.
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Ele é atacado e morre ou fica mortalmente ferido enquanto recorda momentos felizes com Hyo-jin.
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A obra encerra a história familiar de forma trágica: o pai tenta salvar a filha, mas termina perdendo a família e a própria vida.
13. Il-gwang no desfecho
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No final, Il-gwang retorna à casa de Jong-goo.
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Ele fotografa os mortos.
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Suas ações o aproximam do ciclo de mortes e das fotografias encontradas anteriormente na casa do japonês.
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A caixa de fotos mostra que outras vítimas também foram registradas.
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O gesto final de Il-gwang indica, literalmente, que ele não era apenas um ajudante neutro.
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A ligação entre Il-gwang, as fotografias, o japonês e os mortos fecha o ciclo visual da obra.
14. Repetições relevantes na obra
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Doença e possessão
- A obra repete corpos feridos, pele marcada, febre, delírio, olhar vazio e violência familiar.
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Fotografias
- As fotos aparecem como registro das vítimas e como sinal de captura, marcação ou participação no mal.
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Animais mortos
- A presença de animais sacrificados, carcaças e corpos reforça o clima de ritual e contaminação.
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Chuva e lama
- A vila aparece frequentemente úmida, escura e suja, reforçando visualmente a sensação de decadência.
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Casa familiar como espaço de massacre
- Os crimes não acontecem apenas em lugares isolados; eles invadem o ambiente doméstico.
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Dúvida diante do sobrenatural
- Quase todos os personagens interpretam mal ou de forma incompleta o que veem.
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Rituais concorrentes
- O filme aproxima rituais xamânicos, símbolos cristãos, sinais demoníacos e práticas desconhecidas.
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A figura do estrangeiro
- O japonês é repetidamente tratado como suspeito, intruso, inimigo e possível demônio.
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A Mulher de Branco
- Moo-myeong aparece como figura de aviso, mas sua presença é cercada de ambiguidade.
15. Detalhes acessórios e exemplos secundários
- A polícia local aparece despreparada para lidar com a sequência de mortes.
- Jong-goo é mostrado como pai comum, medroso e falho, não como herói seguro.
- A relação entre Jong-goo e Hyo-jin é central porque transforma a investigação em drama familiar.
- O filme usa conversas de moradores, boatos e relatos indiretos para espalhar medo.
- O diácono Yang I-sam funciona como intermediário linguístico entre os coreanos e o japonês.
- O hospital e os médicos não conseguem resolver a condição de Hyo-jin.
- Os rituais não aparecem como elementos decorativos, mas como tentativas práticas de agir contra a ameaça.
- A obra mostra vários níveis de explicação ao mesmo tempo: policial, médica, religiosa, xamânica e demoníaca.
Principais Idéias
O mal entra na vila de forma progressiva, primeiro como rumor, depois como doença, crime, possessão e destruição familiar.
A dúvida é o eixo central da narrativa: os personagens não sabem em quem confiar, o que viram, nem qual explicação é verdadeira.
Jong-goo tenta salvar a filha, mas suas decisões são guiadas por medo, desespero e interpretações contraditórias.
Hyo-jin representa a invasão do mal dentro da família, pois a ameaça deixa de ser externa e passa a agir no centro da casa.
O estrangeiro japonês é ligado ao sobrenatural, especialmente pelo isolamento, pelos objetos das vítimas, pelas fotografias e pela revelação demoníaca final.
Moo-myeong funciona como figura de aviso, tentando impedir que Jong-goo rompa a armadilha preparada contra o mal.
Il-gwang aparece inicialmente como salvador espiritual, mas o desfecho o associa ao ciclo das mortes e às fotografias das vítimas.
As fotografias são um motivo visual decisivo, repetindo a ideia de marcação, posse, registro dos mortos e continuidade da maldição.
A obra mistura investigação policial, horror corporal, xamanismo, cristianismo e demonologia, sem transformar a história em explicação simples.
O final é trágico, pois a tentativa de agir rapidamente para salvar a família termina colaborando para a consumação da destruição.
Referências
Obra principal
- O Lamento / Goksung / The Wailing — 2016, Na Hong-jin.
Direção, roteiro e produção artística
- Na Hong-jin — diretor e roteirista.
- Jang Young-gyu — música.
- Dalpalan — música.
- Hong Kyung-pyo — fotografia.
- Kim Sun-min — montagem.
Personagens principais
- Jong-goo — policial local e pai de Hyo-jin.
- Hyo-jin — filha de Jong-goo, vítima da possessão ou maldição.
- Il-gwang — xamã chamado para tratar o caso.
- Moo-myeong / Mulher de Branco — figura misteriosa ligada aos avisos e à armadilha contra o mal.
- Homem japonês / Estrangeiro japonês — suspeito central e figura revelada como demoníaca.
- Yang I-sam — diácono que fala japonês.
- Oh Seong-bok — policial ligado à investigação.
- Esposa de Jong-goo — mãe de Hyo-jin.
- Sogra de Jong-goo — familiar que participa da busca por ajuda espiritual.
Atores principais
- Kwak Do-won — Jong-goo.
- Kim Hwan-hee — Hyo-jin.
- Hwang Jung-min — Il-gwang.
- Chun Woo-hee — Moo-myeong.
- Jun Kunimura — homem japonês.
- Kim Do-yoon — Yang I-sam.
Lugares
- Gokseong — vila rural sul-coreana onde ocorrem os crimes.
- Montanha / floresta — área associada ao estrangeiro japonês.
- Casa do japonês — local onde são encontradas fotos, objetos e sinais de ritual.
- Casa de Jong-goo — espaço familiar atingido pela tragédia.
- Hospital — local de tentativa médica de tratamento.
- Delegacia / polícia local — instituição responsável pela investigação.
Instituições e grupos
- Polícia local — investiga os assassinatos.
- Família de Jong-goo — núcleo afetado diretamente.
- Comunidade rural de Gokseong — população atingida pelos boatos, mortes e medo.
- Igreja / cristianismo local — ligado à presença do diácono Yang I-sam.
- Xamanismo coreano — ligado ao ritual de Il-gwang.
Conceitos e temas
- Possessão
- Maldição
- Demônio
- Doença inexplicável
- Investigação policial
- Xamanismo
- Cristianismo
- Dúvida
- Fé
- Medo
- Boato
- Estrangeiro
- Ritual
- Sacrifício
- Fotografia dos mortos
- Terceiro canto do galo
- Armadilha espiritual
- Violência familiar
- Contaminação
- Ambiguidade entre humano e sobrenatural
Obras, livros e textos mencionados ou aludidos
- Bíblia — Evangelho de Lucas 24:37–39 — trecho usado na abertura do filme, associado à distinção entre espírito e corpo físico.
Trilha sonora e elementos sonoros
- Música original — Jang Young-gyu e Dalpalan.
- Tambores rituais
- Cantos xamânicos
- Gritos
- Sons de chuva
- Silêncios de tensão
- Sons de animais
- Canto do galo
Eventos principais da narrativa
- Chegada do homem japonês a Gokseong.
- Início das mortes violentas.
- Investigação conduzida por Jong-goo.
- Descoberta da casa do estrangeiro.
- Adoecimento de Hyo-jin.
- Chamada do xamã Il-gwang.
- Ritual para salvar Hyo-jin.
- Perseguição ao japonês.
- Aviso de Moo-myeong.
- Ordem para esperar o terceiro canto do galo.
- Revelação demoníaca do japonês.
- Retorno de Jong-goo para casa.
- Massacre final da família.
- Fotografias finais feitas por Il-gwang.
Obras semelhantes
Filmes
- O Exorcista — 1973, William Friedkin.
- A Bruxa — 2015, Robert Eggers.
- Hereditário — 2018, Ari Aster.
- Midsommar: O Mal Não Espera a Noite — 2019, Ari Aster.
- O Homem de Palha — 1973, Robin Hardy.
- Cure — 1997, Kiyoshi Kurosawa.
- Pulse / Kairo — 2001, Kiyoshi Kurosawa.
- Noroi: A Maldição — 2005, Koji Shiraishi.
- O Chamado — 1998, Hideo Nakata.
- O Hospedeiro — 2006, Bong Joon-ho.
- Memórias de um Assassino — 2003, Bong Joon-ho.
- O Ritual — 2017, David Bruckner.
- A Médium — 2021, Banjong Pisanthanakun.
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Livros
- O Exorcista — 1971, William Peter Blatty.
- O Bebê de Rosemary — 1967, Ira Levin.
- A Volta do Parafuso — 1898, Henry James.
- O Iluminado — 1977, Stephen King.
- O Ritual — 2011, Adam Nevill.
- O Pescador — 2016, John Langan.
- A Assombração da Casa da Colina — 1959, Shirley Jackson.
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Quadrinhos e mangás
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- Uzumaki — 1998–1999, Junji Ito.
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Animações e séries animadas
- Mononoke — 2007, Kenji Nakamura.
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