Essa é uma obra esquecida e difícil de achar nos sebos da vida, mas cuja leitura é bem gratificante.
Eu mesmo só consegui achar em scans até hoje e é uma pena que não tenha sido reeditada.
Chih Chung consegue traduzir em quadrinhos a força e a beleza da Arte da Guerra, que é o principal livro de estratégia clássica.
Enfim, recomendo.
Grande abraço!
P.s.: no resumo abaixo utilizei uma edição estrangeira.
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Resumo da obra:
A Arte da Guerra em Quadrinhos
Tsai Chih Chung / Sun Zi
1. Apresentação geral da obra
- A obra apresenta A Arte da Guerra, tratado militar atribuído a Sun Zi / Sun Wu, em formato de quadrinhos, simplificando princípios estratégicos chineses antigos para o leitor geral.
- O livro informa que Sun Zi viveu no período dos Estados Combatentes e que sua obra se tornou referência clássica de teoria militar, estratégia, disciplina, logística, moral, diplomacia, terreno e espionagem.
- A edição em quadrinhos organiza a doutrina em 13 capítulos, seguindo a estrutura tradicional de A Arte da Guerra.
- A introdução afirma que o tema central da obra é o modo de vencer conflitos armados por meio de estratégia correta, não apenas pela força bruta.
- O livro também observa que os princípios de Sun Zi passaram a ser aplicados em outros campos, como negócios e relações humanas, mas o conteúdo da obra permanece concentrado na guerra, no comando e na vitória militar.
2. Sun Wu / Sun Zi e sua demonstração de comando
- Sun Wu, conhecido depois como Sun Zi, é apresentado como natural do Estado de Qi, mas atuante no Estado de Wu.
- Seu trabalho mais famoso é A Arte da Guerra, composto por 13 capítulos.
- Sun Wu apresenta a obra ao Imperador Wu Helu, que deseja saber se os princípios poderiam ser aplicados às suas tropas.
- Para testá-lo, o imperador convoca 180 mulheres do palácio, organizadas por Sun Wu em dois grupos, cada um liderado por uma das concubinas favoritas do imperador.
- Sun Wu explica comandos simples: olhar para frente, esquerda, direita e trás.
- Quando as mulheres riem e não obedecem, Sun Wu afirma que, se as ordens não forem claras, a culpa é do comandante; porém, se as ordens forem claras e ainda assim forem desobedecidas, a culpa é dos soldados.
- Após repetir as instruções, ele manda executar as duas líderes que desobedeceram, mesmo contra o desejo do imperador.
- O episódio demonstra que disciplina, clareza de comando, autoridade militar e obediência são indispensáveis.
- Embora contrariado, o imperador reconhece que Sun Wu é capaz de comandar.
- Sun Wu é nomeado general, e o pequeno Estado de Wu passa a vencer inimigos como Chu, Qi e Qin, tornando-se força importante no período dos Estados Combatentes.
3. Capítulo 1: Cálculos
- O capítulo apresenta a guerra como assunto de vida e morte, ligado ao destino do Estado.
- A decisão de guerrear exige cálculo cuidadoso, porque a guerra afeta a sobrevivência do povo, a fortuna do país e a segurança do governo.
- A análise deve considerar cinco fundamentos:
- Causa moral
- Refere-se à união entre povo e governo.
- Quando há crença comum, o povo aceita enfrentar dificuldades e até morrer junto ao governante.
- Natureza
- Refere-se às condições climáticas, estações, tempo e variações naturais.
- O comandante deve conhecer os limites impostos pelo ambiente.
- Situação
- Refere-se à distância, ao terreno, às condições físicas e às possibilidades de sobrevivência ou morte.
- A guerra depende do conhecimento do espaço real onde se luta.
- Liderança
- Envolve qualidades do comandante: sabedoria, confiança, compaixão, coragem e firmeza.
- O comandante precisa possuir virtudes práticas, não apenas autoridade formal.
- Disciplina
- Inclui sistema de recompensas e punições, logística, organização e controle das tropas.
- Quem compreende esses fundamentos tende à vitória; quem os ignora caminha para a derrota.
- O capítulo também apresenta sete cálculos para prever o resultado da guerra:
- Qual lado tem melhor governante ou comandante.
- Qual lado une melhor povo e exército.
- Qual lado domina melhor clima e terreno.
- Qual lado possui melhor ordem e disciplina.
- Qual lado tem sistema mais justo de recompensas e punições.
- A partir dessas respostas, pode-se prever vitória ou derrota.
- A guerra é apresentada como campo de engano:
- Parecer incapaz quando se é capaz.
- Parecer distante quando se está perto.
- Parecer inativo quando se prepara ação.
- Atrair o inimigo com pequenos ganhos.
- Atacar quando o inimigo está despreparado.
- Dividir forças inimigas unidas.
- Recuar temporariamente diante de inimigo forte.
- Provocar o inimigo para fazê-lo agir com raiva.
- O capítulo termina com a ideia de que planejamento cuidadoso conduz à vitória, planejamento fraco conduz à derrota, e ausência de planejamento é pior ainda.
4. Capítulo 2: Planejamento
- O capítulo trata dos custos da guerra.
- Um exército grande exige carros de guerra, carroças, soldados, provisões, diplomacia, operações de inteligência, equipamentos e suprimentos.
- A guerra prolongada desgasta o país.
- A obra repete a ideia de que tempo é dinheiro, ou melhor, no caso humano usual, tempo é dinheiro, sangue, comida, impostos e uma coleção de decisões ruins em uniforme.
- A guerra longa:
- reduz o vigor das tropas;
- derruba o moral;
- consome reservas;
- empobrece o Estado;
- abre oportunidade para ataques de vizinhos.
- O bom comandante deve buscar vitória rápida.
- A vitória tardia, depois de longa destruição, não é considerada vantajosa.
- A obra insiste que a guerra deve ser vencida rapidamente para reduzir o sofrimento do povo e preservar os recursos do país.
- O comandante inteligente usa recursos do inimigo:
- captura alimentos;
- aproveita carroças e carros de guerra;
- incorpora prisioneiros;
- utiliza suprimentos inimigos como vantagem.
- O capítulo afirma que um bom comandante decide o destino do país, pois sua habilidade pode preservar ou destruir o povo.
5. Capítulo 3: Estratégia
- O capítulo ensina que a melhor vitória é conquistar sem destruir.
- É melhor tomar um país inteiro e intacto do que arruiná-lo.
- Também é melhor preservar o exército do que obter vitória com grande perda.
- A obra afirma que vencer batalha após batalha ainda não é o ideal.
- O ideal é obter a submissão do inimigo sem combate.
- A hierarquia das formas de ataque aparece assim:
- vencer por estratégia;
- vencer por diplomacia;
- vencer pela força;
- por último, sitiar cidades muradas.
- O cerco é apresentado como pior plano, pois exige tempo, equipamentos e construção de estruturas, podendo destruir grande parte do exército sem garantir vitória.
- O bom estrategista vence sem esgotar tropas, sem prolongar a guerra e sem destruir desnecessariamente.
- O capítulo orienta a agir conforme a proporção de forças:
- Se a superioridade for de 10 para 1, cercar e destruir.
- Se for de 5 para 1, concentrar e atacar.
- Se for de 2 para 1, dividir e atacar por dois lados.
- Se as forças forem iguais, buscar fraquezas antes de atacar.
- Se o inimigo for pouco superior, preparar defesa.
- Se o inimigo for muito superior, evitar confronto direto.
- A obra afirma que uma força pequena e obstinada, sem liderança adequada, será destruída por uma força maior.
- O capítulo também trata do papel dos generais:
- generais capazes fortalecem o Estado;
- generais incapazes enfraquecem o Estado.
- O governante pode prejudicar o exército de três formas:
- ordenar avanço ou recuo no momento errado;
- interferir em assuntos militares sem entendê-los;
- assumir papel de comandante sem dominar estratégia.
- O capítulo apresenta cinco condições de triunfo:
- saber quando lutar e quando não lutar;
- saber usar exército grande ou pequeno;
- obter apoio total das tropas;
- esperar o inimigo despreparado;
- colocar oficiais capazes no comando sem interferência do governante.
- A síntese do capítulo é: conheça o inimigo e conheça a si mesmo.
- Quem conhece inimigo e a si mesmo não corre perigo em muitas batalhas.
- Quem conhece apenas a si mesmo tem chance parcial.
- Quem não conhece nem o inimigo nem a si mesmo está condenado à derrota.
6. Capítulo 4: O Poder da Defesa
- O capítulo afirma que bons líderes militares preferem primeiro alcançar posição de invulnerabilidade.
- O comandante pode evitar sua própria derrota, mas não pode garantir que o inimigo criará oportunidades de vitória.
- Quem não tem certeza da vitória deve permanecer na defensiva.
- Quem tem certeza da vitória pode assumir a ofensiva.
- A defesa é comparada a algo invisível e profundo, difícil de atingir.
- O ataque eficaz é aquele que não deixa escape ao adversário.
- O bom estrategista cria oportunidades antes da batalha.
- Os grandes guerreiros não vencem por bravura aparente, mas por se colocarem em posição onde a vitória já está praticamente determinada.
- O capítulo apresenta cinco áreas de cálculo:
- medir distâncias;
- estimar custos;
- analisar forças;
- calcular chances;
- planejar vitórias.
- O sucesso depende de transformar medição, custo, força, chance e plano em posição favorável.
- A estratégia vencedora é comparada ao peso de uma tonelada contra um quilograma.
- A estratégia perdedora é o inverso: lançar força pequena contra força imensa.
- A vitória ideal é como águas represadas descendo com força irresistível.
7. Capítulo 5: Formação
- O capítulo compara comandar grande exército a comandar pequena tropa.
- A diferença não está no tamanho, mas na organização e na comunicação.
- Para um grande exército permanecer invicto, é preciso combinar:
- confronto direto;
- emboscada;
- uso correto das próprias forças.
- A batalha comum ocorre por confronto direto, mas a vitória costuma vir pela surpresa.
- As combinações entre ataque direto e emboscada são apresentadas como infinitas.
- A obra compara a estratégia a:
- estações do ano;
- fases da lua;
- notas musicais;
- cores;
- sabores.
- A ideia repetida é que poucos elementos básicos podem gerar muitas combinações.
- O bom guerreiro concentra força e a libera no momento oportuno.
- A ação eficaz é comparada a:
- águas violentas movendo pedras;
- falcão atacando a presa;
- flecha pronta para ser solta.
- O comandante deve escolher homens competentes e posicioná-los para criar vantagem.
- O movimento correto torna a força aparentemente natural e inevitável, como uma pedra rolando ladeira abaixo.
8. Capítulo 6: Forças e Fraquezas
- O capítulo ensina que quem chega primeiro ao campo de batalha toma a iniciativa.
- Quem chega tarde luta cansado e pressionado.
- O bom estrategista força o inimigo a se mover conforme sua vontade.
- Quando o inimigo está confortável, deve-se perturbá-lo.
- Quando está bem alimentado, deve-se privá-lo de recursos.
- Quando está parado, deve-se forçá-lo a deslocar-se.
- O inimigo deve ser atraído com iscas para o local desejado.
- A obra defende a concentração da própria força e a divisão da atenção inimiga.
- Se o inimigo divide sua atenção em vários pontos, a força concentrada contra um ponto se torna muito superior.
- O bom ataque evita o forte e atinge o fraco.
- A imagem central do capítulo é a água:
- a água desce do alto para o baixo;
- evita obstáculos;
- adapta-se ao terreno;
- não possui forma fixa.
- A guerra também não possui regra fixa.
- O bom comandante muda o plano conforme as condições do inimigo.
- A estratégia deve ser versátil como os cinco elementos: metal, madeira, água, fogo e terra.
- A repetição principal é: evitar a força, atacar a fraqueza, adaptar-se sempre.
9. Capítulo 7: Manobras
- O capítulo trata da transformação da adversidade em vantagem.
- A boa estratégia consiste em chegar primeiro ao front e ocupar posição favorável.
- O comandante deve saber transformar caminhos longos e difíceis em vantagem.
- Ao buscar condições favoráveis, deve lembrar que toda vantagem pode conter perigo.
- Um exército com todos os equipamentos se move lentamente.
- Um exército sem equipamentos se move mais rápido, mas corre risco de perder suprimentos.
- A pressa excessiva desorganiza a tropa:
- os mais fortes avançam antes;
- os cansados ficam para trás;
- apenas parte do exército chega ao destino;
- os comandantes podem ser capturados.
- A obra afirma que não se deve entrar em alianças sem conhecer os planos dos outros Estados.
- Também não se deve guerrear sem conhecer a topografia:
- montanhas;
- florestas;
- obstáculos;
- lagos;
- rios.
- O uso de guias locais é necessário para aproveitar vantagens naturais.
- O capítulo apresenta a imagem clássica: vento, floresta, fogo e montanha.
- O exército deve:
- mover-se rápido como o vento;
- permanecer silencioso como a floresta;
- atacar com força como o fogo;
- defender-se imóvel como a montanha;
- esconder-se como a escuridão;
- atacar de surpresa como o trovão.
- A vitória pertence a quem adapta suas manobras às condições da guerra.
10. Capítulo 8: As Nove Variações
- O comandante recebe ordens do governante, reúne o povo e organiza o exército.
- Porém, a guerra exige variações práticas, não obediência cega.
- Algumas orientações aparecem:
- não buscar abrigo em terrenos inseguros;
- não ignorar diplomacia em terreno aberto;
- não permanecer demais em locais de difícil movimento;
- planejar fuga em situações perigosas;
- lutar até a morte em situação desesperada;
- evitar alguns caminhos;
- poupar o inimigo quando isso for necessário;
- ignorar ordens do governante quando elas prejudicam a guerra em curso.
- O comandante que domina as nove variações é apresentado como mestre de estratégia.
- O capítulo insiste que conhecer o terreno não basta: é preciso saber variar a ação conforme a situação.
- O sábio considera simultaneamente vantagens e desvantagens.
- Considerar vantagens fortalece a confiança.
- Considerar desvantagens evita perigos ocultos.
- O capítulo também descreve cinco fraquezas comuns dos comandantes:
- imprudência;
- medo;
- impaciência;
- sensibilidade excessiva à honra;
- benevolência mal aplicada.
- Tais fraquezas podem levar à morte, captura, provocação, humilhação ou preocupação excessiva.
11. Capítulo 9: Mobilização
- O capítulo orienta como posicionar tropas e observar o inimigo.
- Em regiões montanhosas:
- avançar pelos vales;
- ocupar terreno alto;
- evitar combater subindo contra inimigo em posição superior.
- Em rios:
- atravessar rapidamente;
- não permanecer vulnerável na margem;
- atacar o inimigo quando parte dele ainda atravessa;
- evitar lutar contra correnteza ou contra inimigo em posição melhor.
- Em pântanos:
- atravessar com rapidez;
- buscar apoio de árvores e margens gramadas quando necessário.
- Em terreno plano:
- posicionar tropas em solo nivelado;
- manter flanco direito e retaguarda em terreno mais alto.
- O capítulo ensina a interpretar sinais do inimigo:
- inimigo calmo ao ser aproximado indica boa posição;
- inimigo que desafia de longe pode querer atrair avanço;
- posição aparentemente vulnerável pode esconder armadilha;
- mensageiro humilde com tropas preparando-se pode indicar ataque iminente;
- mensageiro arrogante com movimentos apressados pode indicar retirada;
- carros nos flancos indicam preparação para batalha;
- pedido de cessar-fogo sem tratado pode esconder trama.
- A mobilização depende de posição, observação, terreno e leitura de sinais.
12. Capítulo 10: Terreno
- O capítulo apresenta seis tipos de terreno:
- fácil;
- difícil;
- neutro;
- estreito;
- perigoso;
- distante.
- Terreno fácil:
- acessível a ambos os lados;
- vantagem para quem ocupa primeiro terreno alto e protege suprimentos.
- Terreno difícil:
- fácil de entrar, difícil de sair;
- vantajoso se o inimigo estiver despreparado;
- perigoso se a saída for bloqueada.
- Terreno neutro:
- difícil para ambos atacarem;
- não se deve ser atraído a atacar sem vantagem.
- Terreno estreito:
- deve-se ocupar primeiro e esperar;
- se o inimigo já ocupou e fortificou, não forçar passagem;
- se ocupou sem defesa sólida, pode-se considerar ataque.
- Terreno perigoso:
- deixa o exército vulnerável;
- deve-se ocupar terreno alto e esperar.
- Terreno distante:
- os exércitos estão longe;
- forças equivalentes tornam ofensiva difícil.
- O capítulo descreve seis perigos que levam à derrota:
- fuga;
- insubordinação;
- colapso;
- ruína;
- desorganização;
- debandada.
- Esses perigos não são atribuídos a catástrofes naturais, mas a erros de liderança.
- O comandante é responsável por:
- julgar forças;
- escolher oficiais;
- manter disciplina;
- dar ordens claras;
- evitar combate mal calculado.
- O bom general usa o terreno, mas a vantagem real vem da superioridade do comando.
- Um general valioso age pelo bem do povo e do Estado, não por fama pessoal nem medo da vergonha.
13. Capítulo 11: As Nove Situações Clássicas
- O capítulo apresenta nove situações de guerra:
- ociosa;
- simples;
- crítica;
- aberta;
- dominante;
- séria;
- perigosa;
- difícil;
- desesperada.
- Situação ociosa:
- combate no próprio território;
- não atacar antes de o inimigo entrar profundamente.
- Situação simples:
- combate no território inimigo, mas sem avanço profundo;
- não parar de avançar.
- Situação aberta:
- terreno acessível aos dois lados;
- convém agir primeiro.
- Situação crítica:
- posição disputada por ambos;
- ocupar antes do inimigo.
- Situação dominante:
- posição estratégica que influencia Estados vizinhos;
- usar diplomacia.
- Situação séria:
- avanço profundo no território inimigo;
- proteger suprimentos.
- Situação perigosa:
- florestas, montanhas, passagens difíceis e pântanos;
- não permanecer mais que o necessário.
- Situação difícil:
- caminhos estreitos e saída distante;
- planejar saída da armadilha.
- Situação desesperada:
- sobrevivência depende de batalha rápida;
- lutar até a morte.
- A obra enfatiza que o bom estrategista ataca por todos os lados, impede comunicação entre forças inimigas e cria desordem.
- A rapidez é essencial.
- Deve-se atacar onde o inimigo não espera e onde não está protegido.
- O capítulo afirma que quem não conhece relações internacionais não sabe praticar diplomacia.
- Quem não conhece florestas, montanhas, pântanos e passagens perigosas não pode conduzir tropas.
- Quem não usa moradores locais como guias não compreende o terreno.
- A imagem do serpente Shuoran, da Montanha Chang, mostra unidade tática:
- atacar a cabeça faz a cauda reagir;
- atacar a cauda faz a cabeça reagir;
- atacar o meio faz cabeça e cauda reagirem juntas.
- O comandante deve transformar o exército em corpo unido.
- Em situação desesperada, os soldados lutam porque não têm saída.
- A estratégia final do capítulo é enganar o inimigo com aparência dócil e atacar de repente com velocidade.
14. Capítulo 12: Ataque pelo Fogo
- O capítulo apresenta cinco ataques pelo fogo:
- queimar tropas inimigas;
- queimar provisões;
- queimar meios de transporte;
- queimar arsenal;
- queimar rotas de suprimento.
- O ataque pelo fogo depende de:
- condições corretas;
- estação adequada;
- dias especiais;
- equipamento preparado;
- vento favorável.
- O fogo não deve ser usado de modo impulsivo.
- O capítulo afirma que só se deve agir quando houver vantagem real.
- O comandante não deve guerrear por raiva.
- O governante não deve declarar guerra por impulso.
- A guerra só deve ocorrer quando houver ganho definido para o Estado.
- A obra lembra que:
- um homem irritado pode voltar a ficar feliz;
- um homem triste pode voltar a ficar contente;
- mas um país destruído não pode ser restaurado facilmente;
- um homem morto não pode ressuscitar.
- A conclusão é que governantes e comandantes devem ser cautelosos, pois a guerra trata de vida, morte, paz e segurança do exército.
15. Capítulo 13: Inteligência
- O último capítulo trata da importância da informação.
- Manter um exército de 100 mil homens custa muito ao povo e ao governo.
- A guerra perturba a vida cotidiana e afeta muitas famílias.
- Por isso, perder por não comprar ou obter informações sobre o inimigo é sinal de mau comando.
- Governantes sábios e comandantes capazes vencem porque possuem informação antecipada.
- A informação não vem de poderes sobrenaturais, superstição ou simples conjectura.
- Ela vem de pessoas que conhecem bem as condições do inimigo.
- O capítulo apresenta cinco tipos de espiões:
- locais: moradores do país inimigo;
- internos: oficiais da corte ou palácio inimigo;
- convertidos: espiões inimigos comprados;
- mortais: agentes que transmitem informações falsas ao inimigo ou arriscam a vida;
- seguros: agentes que voltam vivos e relatam informações.
- Os espiões são considerados ativos valiosos.
- Devem ser recompensados melhor que outros, pois atuam em segredo.
- Somente comandantes generosos, humanos, cautelosos e inteligentes conseguem usar bem espiões.
- Se planos de espionagem forem revelados antes da execução, o informante e o espião devem ser executados.
- Antes de atacar, capturar cidade ou assassinar adversário, deve-se conhecer:
- comandantes;
- ajudantes;
- secretários;
- servos;
- estrutura interna do inimigo.
- Os espiões convertidos são apresentados como os mais eficazes, pois ajudam a cultivar espiões locais e internos, alimentar o inimigo com falsos relatórios e obter informações seguras.
- O capítulo cita os exemplos de Yi Yin e Lu Ya, ligados à ascensão das dinastias Shang e Zhou.
- A conclusão é que inteligência é o trabalho mais importante da guerra, pois não há plano eficaz sem informação sobre o inimigo.
Principais Idéias
- A guerra exige cálculo antes da ação.A obra insiste que a guerra envolve vida e morte, destino do Estado e sofrimento do povo, por isso não deve ser iniciada sem análise.
- A vitória ideal ocorre sem combate.O maior mérito estratégico é vencer por estratégia, diplomacia e submissão do inimigo, evitando destruição desnecessária.
- Planejamento é superior à força bruta.A força só funciona quando guiada por cálculo, terreno, moral, disciplina, informação e comando.
- Conhecer o inimigo e conhecer a si mesmo é decisivo.A obra repete que a vitória depende de reconhecer forças, fraquezas, condições internas e condições externas.
- A guerra prolongada destrói o Estado.O livro defende vitória rápida, uso dos recursos inimigos e prevenção do desgaste econômico e moral.
- Disciplina transforma multidão em exército.A demonstração inicial de Sun Wu com as mulheres do palácio mostra que ordens claras, punição e obediência são fundamentais.
- Estratégia é adaptação.A imagem da água resume a ideia de flexibilidade: evitar o forte, atacar o fraco e mudar conforme o terreno e o inimigo.
- O terreno decide possibilidades, mas o comandante decide o uso do terreno.Montanhas, rios, pântanos, planícies, passagens estreitas e posições altas só são úteis quando compreendidos pelo general.
- A iniciativa deve ser tomada antes do inimigo.Chegar primeiro, ocupar posição favorável e forçar o inimigo a reagir são ações centrais.
- O comandante deve saber quando desobedecer ao governante.A obra permite ignorar ordens políticas quando elas prejudicam a situação militar real. Que conceito perigoso, quase como confiar em especialista em vez de palpiteiro de gabinete.
- A espionagem é indispensável.O último capítulo afirma que informação antecipada é condição para planos eficazes e que os espiões são essenciais para a vitória.
- A guerra não deve nascer de raiva.Governantes e comandantes devem evitar decisões tomadas por orgulho, impulso, vingança ou irritação.
Referências
Nomes e autores mencionados
- Sun Wu / Sun ZiAutor atribuído de A Arte da Guerra; apresentado como estrategista militar chinês.
- Tsai Chih ChungEditor e ilustrador da versão em quadrinhos; apresentado como cartunista conhecido por adaptar literatura e filosofia chinesas para quadrinhos.
- Leong Weng KamTradutor da edição enviada e autor da introdução.
- Eric YongResponsável pelo design da capa na edição enviada.
- Genghis KhanCitado na introdução como exemplo de grande guerreiro e estrategista histórico.
- Alexandre, o GrandeCitado na introdução como exemplo de comandante antigo.
- General Douglas McArthurCitado como herói militar da Segunda Guerra Mundial.
- General Norman SchwarzkopfCitado em relação à Guerra do Golfo.
- Pere AmiotJesuíta citado como tradutor francês de A Arte da Guerra em 1772.
- NapoleãoMencionado como possível admirador da tradução francesa.
- Captain E. F. CalthropTradutor inglês a partir de uma versão japonesa em 1905.
- Lionel GilesTradutor inglês a partir do chinês original em 1910.
- Cheng LinCitado como tradutor ou estudioso chinês ligado a tradução inglesa.
- Tang ZichengCitado como tradutor ou estudioso chinês ligado a tradução inglesa.
- Yi YinCitado no capítulo de inteligência como agente convertido ligado à ascensão da dinastia Shang.
- Lu YaCitado no capítulo de inteligência como figura ligada à ascensão da dinastia Zhou.
Personagens e figuras narrativas
- Imperador Wu HeluGovernante que testa Sun Wu com as mulheres do palácio.
- Concubinas do imperadorDuas concubinas favoritas colocadas como líderes dos grupos no teste de disciplina.
- Comandantes / generaisFiguras centrais recorrentes, responsáveis por comando, disciplina, planejamento, terreno e inteligência.
- Soldados / tropasAparecem como força a ser disciplinada, motivada, posicionada e protegida.
- Espiões locais, internos, convertidos, mortais e segurosTipos funcionais de agentes de inteligência.
- Serpente ShuoranImagem usada para explicar unidade e reação coordenada do exército.
Obras, livros e quadrinhos mencionados
- The Art of War / A Arte da Guerra / 孫子兵法Obra central atribuída a Sun Zi / Sun Wu.
- Art Militaire des ChinoisTradução francesa atribuída a Pere Amiot, mencionada na introdução.
- Sayings of Zhuang ZiQuadrinho de Tsai Chih Chung, publicado em 1986, citado na biografia do autor.
- Sayings of Lao ZiObra de Tsai Chih Chung, publicada em 1987, citada na biografia.
- Sayings of ConfuciusObra de Tsai Chih Chung, publicada em 1987, citada na biografia.
- Zen em QuadrinhosObra mencionada na capa brasileira enviada pelo usuário como bestseller do mesmo autor.
- Tao em QuadrinhosObra mencionada na capa brasileira enviada pelo usuário como bestseller do mesmo autor.
Filmes / animações mencionados
- Old Master QFilme/cartoon produzido por Tsai Chih Chung, mencionado na seção sobre o editor/ilustrador.
- Shao Lin TempleFilme/cartoon produzido por Tsai Chih Chung, mencionado na seção sobre o editor/ilustrador.
Conceitos fundamentais mencionados
- Cálculo
- Causa moral
- Natureza
- Situação
- Liderança
- Disciplina
- Sete cálculos
- Engano
- Exploração da vantagem
- Deliberação
- Planejamento
- Vitória rápida
- Uso dos recursos do inimigo
- Estratégia
- Plano de ataque
- Generalato
- Conhecer o inimigo e conhecer a si mesmo
- Defesa
- Invulnerabilidade
- Ofensiva
- Formação
- Emboscada
- Confronto direto
- Surpresa
- Movimento
- Forças e fraquezas
- Iniciativa
- Imagem da água
- Manobras
- Vento, floresta, fogo, montanha
- Nove variações
- Mobilização
- Terreno
- Seis perigos
- Nove situações clássicas
- Ataque pelo fogo
- Inteligência
- Cinco tipos de espiões
Lugares mencionados
- China
- Estado de Wu
- Estado de Qi
- Estado de Chu
- Estado de Qin
- Taiwan
- Chang Hwa County
- Singapore / Singapura
- Malaysia / Malásia
- Hong Kong
- Japan / Japão
- Europe / Europa
- United States / Estados Unidos
- Zhejiang
- Chang Mountain / Montanha Chang
- Xia
- Shang
- Zhou
Eventos e períodos mencionados
- Período dos Estados Combatentes
- Dinastia Tang
- Segunda Guerra Mundial
- Guerra do Golfo
- Ascensão da Dinastia Shang
- Ascensão da Dinastia Zhou
- Tradução francesa de 1772
- Tradução inglesa de 1905
- Tradução inglesa de 1910
- Teste de Sun Wu com as mulheres do palácio
- Conquistas do Estado de Wu contra Chu, Qi e Qin
Instituições e editoras mencionadas
- Asiapac Books Pte Ltd
- Asiapac Comic Series
- Strategy & Leadership Series
- Kuang Chi Programme Service
- Far East Production Company
- Dragon Cartoon Production Company
- The Straits Times
- British Museum
- Quaser Technology Pte Ltd
- Loi Printing Pte Ltd
- Editora SextanteMencionada na capa brasileira enviada pelo usuário.
Trilha sonora
- Nenhuma trilha sonora é mencionada na obra enviada.
Obras semelhantes mencionadas no próprio volume ou associadas à edição enviada
Para não inventar referência, listo abaixo apenas obras citadas no volume enviado ou na capa brasileira enviada. Quando o ano ou autor não aparece no material, marco como não informado. Aparentemente, nem todo editor acredita que bibliografia completa seja útil, porque a civilização gosta de testar nossa paciência.
| Título | Ano | Autor / responsável | Tipo |
|---|---|---|---|
| Chinese Business Strategies | Não informado no volume | Não informado no volume | Livro/quadrinho de estratégia |
| The Art of War: Chinese Military Classic | 1991 na edição Asiapac enviada | Sun Zi / Tsai Chih Chung | Quadrinho / clássico militar |
| Thirty-six Stratagems: Secret Art of War | Não informado no volume | Não informado no volume | Livro/quadrinho de estratégia |
| Six Strategies for War: The Practice of Effective Leadership | Não informado no volume | Não informado no volume | Livro/quadrinho de estratégia |
| Gems of Chinese Wisdom: Mastering the Art of Leadership | Não informado no volume | Não informado no volume | Livro/quadrinho de liderança |
| Three Strategies of Huang Shi Gong: The Art of Government | Não informado no volume | Huang Shi Gong / responsável editorial não informado | Livro/quadrinho de governo |
| 100 Strategies of War: Brilliant Tactics in Action | Não informado no volume | Não informado no volume | Livro/quadrinho de estratégia |
| Sixteen Strategies of Zhuge Liang: The Art of Management | Não informado no volume | Zhuge Liang / responsável editorial não informado | Livro/quadrinho de gestão |
| Sayings of Zhuang Zi | 1986 | Tsai Chih Chung | Quadrinho filosófico |
| Sayings of Lao Zi | 1987 | Tsai Chih Chung | Quadrinho filosófico |
| Sayings of Confucius | 1987 | Tsai Chih Chung | Quadrinho filosófico |
| Zen em Quadrinhos | Não informado na capa | Tsai Chih Chung | Quadrinho filosófico, edição em português mencionada na capa |
| Tao em Quadrinhos | Não informado na capa | Tsai Chih Chung | Quadrinho filosófico, edição em português mencionada na capa |
| Old Master Q | Não informado no volume | Produção de Tsai Chih Chung | Animação / cartoon |
| Shao Lin Temple | Não informado no volume | Produção de Tsai Chih Chung | Animação / cartoon |
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