19 de junho de 2026

[Gibi] A Arte da Guerra em Quadrinhos (1999)

 




Essa é uma obra esquecida e difícil de achar nos sebos da vida, mas cuja leitura é bem gratificante. 

Eu mesmo só consegui achar em scans até hoje e é uma pena que não tenha sido reeditada.

Chih Chung consegue traduzir em quadrinhos a força e a beleza da Arte da Guerra, que é o principal livro de estratégia clássica.

Enfim, recomendo.

Grande abraço!

P.s.: no resumo abaixo utilizei uma edição estrangeira.

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Resumo da obra:
A Arte da Guerra em Quadrinhos

Tsai Chih Chung / Sun Zi


1. Apresentação geral da obra

  • A obra apresenta A Arte da Guerra, tratado militar atribuído a Sun Zi / Sun Wu, em formato de quadrinhos, simplificando princípios estratégicos chineses antigos para o leitor geral.
  • O livro informa que Sun Zi viveu no período dos Estados Combatentes e que sua obra se tornou referência clássica de teoria militar, estratégia, disciplina, logística, moral, diplomacia, terreno e espionagem.
  • A edição em quadrinhos organiza a doutrina em 13 capítulos, seguindo a estrutura tradicional de A Arte da Guerra.
  • A introdução afirma que o tema central da obra é o modo de vencer conflitos armados por meio de estratégia correta, não apenas pela força bruta.
  • O livro também observa que os princípios de Sun Zi passaram a ser aplicados em outros campos, como negócios e relações humanas, mas o conteúdo da obra permanece concentrado na guerra, no comando e na vitória militar.

2. Sun Wu / Sun Zi e sua demonstração de comando

  • Sun Wu, conhecido depois como Sun Zi, é apresentado como natural do Estado de Qi, mas atuante no Estado de Wu.
  • Seu trabalho mais famoso é A Arte da Guerra, composto por 13 capítulos.
  • Sun Wu apresenta a obra ao Imperador Wu Helu, que deseja saber se os princípios poderiam ser aplicados às suas tropas.
  • Para testá-lo, o imperador convoca 180 mulheres do palácio, organizadas por Sun Wu em dois grupos, cada um liderado por uma das concubinas favoritas do imperador.
  • Sun Wu explica comandos simples: olhar para frente, esquerda, direita e trás.
  • Quando as mulheres riem e não obedecem, Sun Wu afirma que, se as ordens não forem claras, a culpa é do comandante; porém, se as ordens forem claras e ainda assim forem desobedecidas, a culpa é dos soldados.
  • Após repetir as instruções, ele manda executar as duas líderes que desobedeceram, mesmo contra o desejo do imperador.
  • O episódio demonstra que disciplina, clareza de comando, autoridade militar e obediência são indispensáveis.
  • Embora contrariado, o imperador reconhece que Sun Wu é capaz de comandar.
  • Sun Wu é nomeado general, e o pequeno Estado de Wu passa a vencer inimigos como Chu, Qi e Qin, tornando-se força importante no período dos Estados Combatentes.

3. Capítulo 1: Cálculos

  • O capítulo apresenta a guerra como assunto de vida e morte, ligado ao destino do Estado.
  • A decisão de guerrear exige cálculo cuidadoso, porque a guerra afeta a sobrevivência do povo, a fortuna do país e a segurança do governo.
  • A análise deve considerar cinco fundamentos:
  • Causa moral
    • Refere-se à união entre povo e governo.
    • Quando há crença comum, o povo aceita enfrentar dificuldades e até morrer junto ao governante.
  • Natureza
    • Refere-se às condições climáticas, estações, tempo e variações naturais.
    • O comandante deve conhecer os limites impostos pelo ambiente.
  • Situação
    • Refere-se à distância, ao terreno, às condições físicas e às possibilidades de sobrevivência ou morte.
    • A guerra depende do conhecimento do espaço real onde se luta.
  • Liderança
    • Envolve qualidades do comandante: sabedoria, confiança, compaixão, coragem e firmeza.
    • O comandante precisa possuir virtudes práticas, não apenas autoridade formal.
  • Disciplina
    • Inclui sistema de recompensas e punições, logística, organização e controle das tropas.
    • Quem compreende esses fundamentos tende à vitória; quem os ignora caminha para a derrota.
  • O capítulo também apresenta sete cálculos para prever o resultado da guerra:
    • Qual lado tem melhor governante ou comandante.
    • Qual lado une melhor povo e exército.
    • Qual lado domina melhor clima e terreno.
    • Qual lado possui melhor ordem e disciplina.
    • Qual lado tem sistema mais justo de recompensas e punições.
    • A partir dessas respostas, pode-se prever vitória ou derrota.
  • A guerra é apresentada como campo de engano:
    • Parecer incapaz quando se é capaz.
    • Parecer distante quando se está perto.
    • Parecer inativo quando se prepara ação.
    • Atrair o inimigo com pequenos ganhos.
    • Atacar quando o inimigo está despreparado.
    • Dividir forças inimigas unidas.
    • Recuar temporariamente diante de inimigo forte.
    • Provocar o inimigo para fazê-lo agir com raiva.
  • O capítulo termina com a ideia de que planejamento cuidadoso conduz à vitória, planejamento fraco conduz à derrota, e ausência de planejamento é pior ainda.

4. Capítulo 2: Planejamento

  • O capítulo trata dos custos da guerra.
  • Um exército grande exige carros de guerra, carroças, soldados, provisões, diplomacia, operações de inteligência, equipamentos e suprimentos.
  • A guerra prolongada desgasta o país.
  • A obra repete a ideia de que tempo é dinheiro, ou melhor, no caso humano usual, tempo é dinheiro, sangue, comida, impostos e uma coleção de decisões ruins em uniforme.
  • A guerra longa:
    • reduz o vigor das tropas;
    • derruba o moral;
    • consome reservas;
    • empobrece o Estado;
    • abre oportunidade para ataques de vizinhos.
  • O bom comandante deve buscar vitória rápida.
  • A vitória tardia, depois de longa destruição, não é considerada vantajosa.
  • A obra insiste que a guerra deve ser vencida rapidamente para reduzir o sofrimento do povo e preservar os recursos do país.
  • O comandante inteligente usa recursos do inimigo:
    • captura alimentos;
    • aproveita carroças e carros de guerra;
    • incorpora prisioneiros;
    • utiliza suprimentos inimigos como vantagem.
  • O capítulo afirma que um bom comandante decide o destino do país, pois sua habilidade pode preservar ou destruir o povo.

5. Capítulo 3: Estratégia

  • O capítulo ensina que a melhor vitória é conquistar sem destruir.
  • É melhor tomar um país inteiro e intacto do que arruiná-lo.
  • Também é melhor preservar o exército do que obter vitória com grande perda.
  • A obra afirma que vencer batalha após batalha ainda não é o ideal.
  • O ideal é obter a submissão do inimigo sem combate.
  • A hierarquia das formas de ataque aparece assim:
    • vencer por estratégia;
    • vencer por diplomacia;
    • vencer pela força;
    • por último, sitiar cidades muradas.
  • O cerco é apresentado como pior plano, pois exige tempo, equipamentos e construção de estruturas, podendo destruir grande parte do exército sem garantir vitória.
  • O bom estrategista vence sem esgotar tropas, sem prolongar a guerra e sem destruir desnecessariamente.
  • O capítulo orienta a agir conforme a proporção de forças:
    • Se a superioridade for de 10 para 1, cercar e destruir.
    • Se for de 5 para 1, concentrar e atacar.
    • Se for de 2 para 1, dividir e atacar por dois lados.
    • Se as forças forem iguais, buscar fraquezas antes de atacar.
    • Se o inimigo for pouco superior, preparar defesa.
    • Se o inimigo for muito superior, evitar confronto direto.
  • A obra afirma que uma força pequena e obstinada, sem liderança adequada, será destruída por uma força maior.
  • O capítulo também trata do papel dos generais:
    • generais capazes fortalecem o Estado;
    • generais incapazes enfraquecem o Estado.
  • O governante pode prejudicar o exército de três formas:
    • ordenar avanço ou recuo no momento errado;
    • interferir em assuntos militares sem entendê-los;
    • assumir papel de comandante sem dominar estratégia.
  • O capítulo apresenta cinco condições de triunfo:
    • saber quando lutar e quando não lutar;
    • saber usar exército grande ou pequeno;
    • obter apoio total das tropas;
    • esperar o inimigo despreparado;
    • colocar oficiais capazes no comando sem interferência do governante.
  • A síntese do capítulo é: conheça o inimigo e conheça a si mesmo.
  • Quem conhece inimigo e a si mesmo não corre perigo em muitas batalhas.
  • Quem conhece apenas a si mesmo tem chance parcial.
  • Quem não conhece nem o inimigo nem a si mesmo está condenado à derrota.

6. Capítulo 4: O Poder da Defesa

  • O capítulo afirma que bons líderes militares preferem primeiro alcançar posição de invulnerabilidade.
  • O comandante pode evitar sua própria derrota, mas não pode garantir que o inimigo criará oportunidades de vitória.
  • Quem não tem certeza da vitória deve permanecer na defensiva.
  • Quem tem certeza da vitória pode assumir a ofensiva.
  • A defesa é comparada a algo invisível e profundo, difícil de atingir.
  • O ataque eficaz é aquele que não deixa escape ao adversário.
  • O bom estrategista cria oportunidades antes da batalha.
  • Os grandes guerreiros não vencem por bravura aparente, mas por se colocarem em posição onde a vitória já está praticamente determinada.
  • O capítulo apresenta cinco áreas de cálculo:
    • medir distâncias;
    • estimar custos;
    • analisar forças;
    • calcular chances;
    • planejar vitórias.
  • O sucesso depende de transformar medição, custo, força, chance e plano em posição favorável.
  • A estratégia vencedora é comparada ao peso de uma tonelada contra um quilograma.
  • A estratégia perdedora é o inverso: lançar força pequena contra força imensa.
  • A vitória ideal é como águas represadas descendo com força irresistível.

7. Capítulo 5: Formação

  • O capítulo compara comandar grande exército a comandar pequena tropa.
  • A diferença não está no tamanho, mas na organização e na comunicação.
  • Para um grande exército permanecer invicto, é preciso combinar:
    • confronto direto;
    • emboscada;
    • uso correto das próprias forças.
  • A batalha comum ocorre por confronto direto, mas a vitória costuma vir pela surpresa.
  • As combinações entre ataque direto e emboscada são apresentadas como infinitas.
  • A obra compara a estratégia a:
    • estações do ano;
    • fases da lua;
    • notas musicais;
    • cores;
    • sabores.
  • A ideia repetida é que poucos elementos básicos podem gerar muitas combinações.
  • O bom guerreiro concentra força e a libera no momento oportuno.
  • A ação eficaz é comparada a:
    • águas violentas movendo pedras;
    • falcão atacando a presa;
    • flecha pronta para ser solta.
  • O comandante deve escolher homens competentes e posicioná-los para criar vantagem.
  • O movimento correto torna a força aparentemente natural e inevitável, como uma pedra rolando ladeira abaixo.

8. Capítulo 6: Forças e Fraquezas

  • O capítulo ensina que quem chega primeiro ao campo de batalha toma a iniciativa.
  • Quem chega tarde luta cansado e pressionado.
  • O bom estrategista força o inimigo a se mover conforme sua vontade.
  • Quando o inimigo está confortável, deve-se perturbá-lo.
  • Quando está bem alimentado, deve-se privá-lo de recursos.
  • Quando está parado, deve-se forçá-lo a deslocar-se.
  • O inimigo deve ser atraído com iscas para o local desejado.
  • A obra defende a concentração da própria força e a divisão da atenção inimiga.
  • Se o inimigo divide sua atenção em vários pontos, a força concentrada contra um ponto se torna muito superior.
  • O bom ataque evita o forte e atinge o fraco.
  • A imagem central do capítulo é a água:
    • a água desce do alto para o baixo;
    • evita obstáculos;
    • adapta-se ao terreno;
    • não possui forma fixa.
  • A guerra também não possui regra fixa.
  • O bom comandante muda o plano conforme as condições do inimigo.
  • A estratégia deve ser versátil como os cinco elementos: metal, madeira, água, fogo e terra.
  • A repetição principal é: evitar a força, atacar a fraqueza, adaptar-se sempre.

9. Capítulo 7: Manobras

  • O capítulo trata da transformação da adversidade em vantagem.
  • A boa estratégia consiste em chegar primeiro ao front e ocupar posição favorável.
  • O comandante deve saber transformar caminhos longos e difíceis em vantagem.
  • Ao buscar condições favoráveis, deve lembrar que toda vantagem pode conter perigo.
  • Um exército com todos os equipamentos se move lentamente.
  • Um exército sem equipamentos se move mais rápido, mas corre risco de perder suprimentos.
  • A pressa excessiva desorganiza a tropa:
    • os mais fortes avançam antes;
    • os cansados ficam para trás;
    • apenas parte do exército chega ao destino;
    • os comandantes podem ser capturados.
  • A obra afirma que não se deve entrar em alianças sem conhecer os planos dos outros Estados.
  • Também não se deve guerrear sem conhecer a topografia:
    • montanhas;
    • florestas;
    • obstáculos;
    • lagos;
    • rios.
  • O uso de guias locais é necessário para aproveitar vantagens naturais.
  • O capítulo apresenta a imagem clássica: vento, floresta, fogo e montanha.
  • O exército deve:
    • mover-se rápido como o vento;
    • permanecer silencioso como a floresta;
    • atacar com força como o fogo;
    • defender-se imóvel como a montanha;
    • esconder-se como a escuridão;
    • atacar de surpresa como o trovão.
  • A vitória pertence a quem adapta suas manobras às condições da guerra.

10. Capítulo 8: As Nove Variações

  • O comandante recebe ordens do governante, reúne o povo e organiza o exército.
  • Porém, a guerra exige variações práticas, não obediência cega.
  • Algumas orientações aparecem:
    • não buscar abrigo em terrenos inseguros;
    • não ignorar diplomacia em terreno aberto;
    • não permanecer demais em locais de difícil movimento;
    • planejar fuga em situações perigosas;
    • lutar até a morte em situação desesperada;
    • evitar alguns caminhos;
    • poupar o inimigo quando isso for necessário;
    • ignorar ordens do governante quando elas prejudicam a guerra em curso.
  • O comandante que domina as nove variações é apresentado como mestre de estratégia.
  • O capítulo insiste que conhecer o terreno não basta: é preciso saber variar a ação conforme a situação.
  • O sábio considera simultaneamente vantagens e desvantagens.
  • Considerar vantagens fortalece a confiança.
  • Considerar desvantagens evita perigos ocultos.
  • O capítulo também descreve cinco fraquezas comuns dos comandantes:
    • imprudência;
    • medo;
    • impaciência;
    • sensibilidade excessiva à honra;
    • benevolência mal aplicada.
  • Tais fraquezas podem levar à morte, captura, provocação, humilhação ou preocupação excessiva.

11. Capítulo 9: Mobilização

  • O capítulo orienta como posicionar tropas e observar o inimigo.
  • Em regiões montanhosas:
    • avançar pelos vales;
    • ocupar terreno alto;
    • evitar combater subindo contra inimigo em posição superior.
  • Em rios:
    • atravessar rapidamente;
    • não permanecer vulnerável na margem;
    • atacar o inimigo quando parte dele ainda atravessa;
    • evitar lutar contra correnteza ou contra inimigo em posição melhor.
  • Em pântanos:
    • atravessar com rapidez;
    • buscar apoio de árvores e margens gramadas quando necessário.
  • Em terreno plano:
    • posicionar tropas em solo nivelado;
    • manter flanco direito e retaguarda em terreno mais alto.
  • O capítulo ensina a interpretar sinais do inimigo:
    • inimigo calmo ao ser aproximado indica boa posição;
    • inimigo que desafia de longe pode querer atrair avanço;
    • posição aparentemente vulnerável pode esconder armadilha;
    • mensageiro humilde com tropas preparando-se pode indicar ataque iminente;
    • mensageiro arrogante com movimentos apressados pode indicar retirada;
    • carros nos flancos indicam preparação para batalha;
    • pedido de cessar-fogo sem tratado pode esconder trama.
  • A mobilização depende de posição, observação, terreno e leitura de sinais.

12. Capítulo 10: Terreno

  • O capítulo apresenta seis tipos de terreno:
    • fácil;
    • difícil;
    • neutro;
    • estreito;
    • perigoso;
    • distante.
  • Terreno fácil:
    • acessível a ambos os lados;
    • vantagem para quem ocupa primeiro terreno alto e protege suprimentos.
  • Terreno difícil:
    • fácil de entrar, difícil de sair;
    • vantajoso se o inimigo estiver despreparado;
    • perigoso se a saída for bloqueada.
  • Terreno neutro:
    • difícil para ambos atacarem;
    • não se deve ser atraído a atacar sem vantagem.
  • Terreno estreito:
    • deve-se ocupar primeiro e esperar;
    • se o inimigo já ocupou e fortificou, não forçar passagem;
    • se ocupou sem defesa sólida, pode-se considerar ataque.
  • Terreno perigoso:
    • deixa o exército vulnerável;
    • deve-se ocupar terreno alto e esperar.
  • Terreno distante:
    • os exércitos estão longe;
    • forças equivalentes tornam ofensiva difícil.
  • O capítulo descreve seis perigos que levam à derrota:
    • fuga;
    • insubordinação;
    • colapso;
    • ruína;
    • desorganização;
    • debandada.
  • Esses perigos não são atribuídos a catástrofes naturais, mas a erros de liderança.
  • O comandante é responsável por:
    • julgar forças;
    • escolher oficiais;
    • manter disciplina;
    • dar ordens claras;
    • evitar combate mal calculado.
  • O bom general usa o terreno, mas a vantagem real vem da superioridade do comando.
  • Um general valioso age pelo bem do povo e do Estado, não por fama pessoal nem medo da vergonha.

13. Capítulo 11: As Nove Situações Clássicas

  • O capítulo apresenta nove situações de guerra:
    • ociosa;
    • simples;
    • crítica;
    • aberta;
    • dominante;
    • séria;
    • perigosa;
    • difícil;
    • desesperada.
  • Situação ociosa:
    • combate no próprio território;
    • não atacar antes de o inimigo entrar profundamente.
  • Situação simples:
    • combate no território inimigo, mas sem avanço profundo;
    • não parar de avançar.
  • Situação aberta:
    • terreno acessível aos dois lados;
    • convém agir primeiro.
  • Situação crítica:
    • posição disputada por ambos;
    • ocupar antes do inimigo.
  • Situação dominante:
    • posição estratégica que influencia Estados vizinhos;
    • usar diplomacia.
  • Situação séria:
    • avanço profundo no território inimigo;
    • proteger suprimentos.
  • Situação perigosa:
    • florestas, montanhas, passagens difíceis e pântanos;
    • não permanecer mais que o necessário.
  • Situação difícil:
    • caminhos estreitos e saída distante;
    • planejar saída da armadilha.
  • Situação desesperada:
    • sobrevivência depende de batalha rápida;
    • lutar até a morte.
  • A obra enfatiza que o bom estrategista ataca por todos os lados, impede comunicação entre forças inimigas e cria desordem.
  • A rapidez é essencial.
  • Deve-se atacar onde o inimigo não espera e onde não está protegido.
  • O capítulo afirma que quem não conhece relações internacionais não sabe praticar diplomacia.
  • Quem não conhece florestas, montanhas, pântanos e passagens perigosas não pode conduzir tropas.
  • Quem não usa moradores locais como guias não compreende o terreno.
  • A imagem do serpente Shuoran, da Montanha Chang, mostra unidade tática:
    • atacar a cabeça faz a cauda reagir;
    • atacar a cauda faz a cabeça reagir;
    • atacar o meio faz cabeça e cauda reagirem juntas.
  • O comandante deve transformar o exército em corpo unido.
  • Em situação desesperada, os soldados lutam porque não têm saída.
  • A estratégia final do capítulo é enganar o inimigo com aparência dócil e atacar de repente com velocidade.

14. Capítulo 12: Ataque pelo Fogo

  • O capítulo apresenta cinco ataques pelo fogo:
    • queimar tropas inimigas;
    • queimar provisões;
    • queimar meios de transporte;
    • queimar arsenal;
    • queimar rotas de suprimento.
  • O ataque pelo fogo depende de:
    • condições corretas;
    • estação adequada;
    • dias especiais;
    • equipamento preparado;
    • vento favorável.
  • O fogo não deve ser usado de modo impulsivo.
  • O capítulo afirma que só se deve agir quando houver vantagem real.
  • O comandante não deve guerrear por raiva.
  • O governante não deve declarar guerra por impulso.
  • A guerra só deve ocorrer quando houver ganho definido para o Estado.
  • A obra lembra que:
    • um homem irritado pode voltar a ficar feliz;
    • um homem triste pode voltar a ficar contente;
    • mas um país destruído não pode ser restaurado facilmente;
    • um homem morto não pode ressuscitar.
  • A conclusão é que governantes e comandantes devem ser cautelosos, pois a guerra trata de vida, morte, paz e segurança do exército.

15. Capítulo 13: Inteligência

  • O último capítulo trata da importância da informação.
  • Manter um exército de 100 mil homens custa muito ao povo e ao governo.
  • A guerra perturba a vida cotidiana e afeta muitas famílias.
  • Por isso, perder por não comprar ou obter informações sobre o inimigo é sinal de mau comando.
  • Governantes sábios e comandantes capazes vencem porque possuem informação antecipada.
  • A informação não vem de poderes sobrenaturais, superstição ou simples conjectura.
  • Ela vem de pessoas que conhecem bem as condições do inimigo.
  • O capítulo apresenta cinco tipos de espiões:
    • locais: moradores do país inimigo;
    • internos: oficiais da corte ou palácio inimigo;
    • convertidos: espiões inimigos comprados;
    • mortais: agentes que transmitem informações falsas ao inimigo ou arriscam a vida;
    • seguros: agentes que voltam vivos e relatam informações.
  • Os espiões são considerados ativos valiosos.
  • Devem ser recompensados melhor que outros, pois atuam em segredo.
  • Somente comandantes generosos, humanos, cautelosos e inteligentes conseguem usar bem espiões.
  • Se planos de espionagem forem revelados antes da execução, o informante e o espião devem ser executados.
  • Antes de atacar, capturar cidade ou assassinar adversário, deve-se conhecer:
    • comandantes;
    • ajudantes;
    • secretários;
    • servos;
    • estrutura interna do inimigo.
  • Os espiões convertidos são apresentados como os mais eficazes, pois ajudam a cultivar espiões locais e internos, alimentar o inimigo com falsos relatórios e obter informações seguras.
  • O capítulo cita os exemplos de Yi Yin e Lu Ya, ligados à ascensão das dinastias Shang e Zhou.
  • A conclusão é que inteligência é o trabalho mais importante da guerra, pois não há plano eficaz sem informação sobre o inimigo.

Principais Idéias

  • A guerra exige cálculo antes da ação.
    A obra insiste que a guerra envolve vida e morte, destino do Estado e sofrimento do povo, por isso não deve ser iniciada sem análise.
  • A vitória ideal ocorre sem combate.
    O maior mérito estratégico é vencer por estratégia, diplomacia e submissão do inimigo, evitando destruição desnecessária.
  • Planejamento é superior à força bruta.
    A força só funciona quando guiada por cálculo, terreno, moral, disciplina, informação e comando.
  • Conhecer o inimigo e conhecer a si mesmo é decisivo.
    A obra repete que a vitória depende de reconhecer forças, fraquezas, condições internas e condições externas.
  • A guerra prolongada destrói o Estado.
    O livro defende vitória rápida, uso dos recursos inimigos e prevenção do desgaste econômico e moral.
  • Disciplina transforma multidão em exército.
    A demonstração inicial de Sun Wu com as mulheres do palácio mostra que ordens claras, punição e obediência são fundamentais.
  • Estratégia é adaptação.
    A imagem da água resume a ideia de flexibilidade: evitar o forte, atacar o fraco e mudar conforme o terreno e o inimigo.
  • O terreno decide possibilidades, mas o comandante decide o uso do terreno.
    Montanhas, rios, pântanos, planícies, passagens estreitas e posições altas só são úteis quando compreendidos pelo general.
  • A iniciativa deve ser tomada antes do inimigo.
    Chegar primeiro, ocupar posição favorável e forçar o inimigo a reagir são ações centrais.
  • O comandante deve saber quando desobedecer ao governante.
    A obra permite ignorar ordens políticas quando elas prejudicam a situação militar real. Que conceito perigoso, quase como confiar em especialista em vez de palpiteiro de gabinete.
  • A espionagem é indispensável.
    O último capítulo afirma que informação antecipada é condição para planos eficazes e que os espiões são essenciais para a vitória.
  • A guerra não deve nascer de raiva.
    Governantes e comandantes devem evitar decisões tomadas por orgulho, impulso, vingança ou irritação.

Referências

Nomes e autores mencionados

  • Sun Wu / Sun Zi
    Autor atribuído de A Arte da Guerra; apresentado como estrategista militar chinês.
  • Tsai Chih Chung
    Editor e ilustrador da versão em quadrinhos; apresentado como cartunista conhecido por adaptar literatura e filosofia chinesas para quadrinhos.
  • Leong Weng Kam
    Tradutor da edição enviada e autor da introdução.
  • Eric Yong
    Responsável pelo design da capa na edição enviada.
  • Genghis Khan
    Citado na introdução como exemplo de grande guerreiro e estrategista histórico.
  • Alexandre, o Grande
    Citado na introdução como exemplo de comandante antigo.
  • General Douglas McArthur
    Citado como herói militar da Segunda Guerra Mundial.
  • General Norman Schwarzkopf
    Citado em relação à Guerra do Golfo.
  • Pere Amiot
    Jesuíta citado como tradutor francês de A Arte da Guerra em 1772.
  • Napoleão
    Mencionado como possível admirador da tradução francesa.
  • Captain E. F. Calthrop
    Tradutor inglês a partir de uma versão japonesa em 1905.
  • Lionel Giles
    Tradutor inglês a partir do chinês original em 1910.
  • Cheng Lin
    Citado como tradutor ou estudioso chinês ligado a tradução inglesa.
  • Tang Zicheng
    Citado como tradutor ou estudioso chinês ligado a tradução inglesa.
  • Yi Yin
    Citado no capítulo de inteligência como agente convertido ligado à ascensão da dinastia Shang.
  • Lu Ya
    Citado no capítulo de inteligência como figura ligada à ascensão da dinastia Zhou.

Personagens e figuras narrativas

  • Imperador Wu Helu
    Governante que testa Sun Wu com as mulheres do palácio.
  • Concubinas do imperador
    Duas concubinas favoritas colocadas como líderes dos grupos no teste de disciplina.
  • Comandantes / generais
    Figuras centrais recorrentes, responsáveis por comando, disciplina, planejamento, terreno e inteligência.
  • Soldados / tropas
    Aparecem como força a ser disciplinada, motivada, posicionada e protegida.
  • Espiões locais, internos, convertidos, mortais e seguros
    Tipos funcionais de agentes de inteligência.
  • Serpente Shuoran
    Imagem usada para explicar unidade e reação coordenada do exército.

Obras, livros e quadrinhos mencionados

  • The Art of War / A Arte da Guerra / 孫子兵法
    Obra central atribuída a Sun Zi / Sun Wu.
  • Art Militaire des Chinois
    Tradução francesa atribuída a Pere Amiot, mencionada na introdução.
  • Sayings of Zhuang Zi
    Quadrinho de Tsai Chih Chung, publicado em 1986, citado na biografia do autor.
  • Sayings of Lao Zi
    Obra de Tsai Chih Chung, publicada em 1987, citada na biografia.
  • Sayings of Confucius
    Obra de Tsai Chih Chung, publicada em 1987, citada na biografia.
  • Zen em Quadrinhos
    Obra mencionada na capa brasileira enviada pelo usuário como bestseller do mesmo autor.
  • Tao em Quadrinhos
    Obra mencionada na capa brasileira enviada pelo usuário como bestseller do mesmo autor.

Filmes / animações mencionados

  • Old Master Q
    Filme/cartoon produzido por Tsai Chih Chung, mencionado na seção sobre o editor/ilustrador.
  • Shao Lin Temple
    Filme/cartoon produzido por Tsai Chih Chung, mencionado na seção sobre o editor/ilustrador.

Conceitos fundamentais mencionados

  • Cálculo
  • Causa moral
  • Natureza
  • Situação
  • Liderança
  • Disciplina
  • Sete cálculos
  • Engano
  • Exploração da vantagem
  • Deliberação
  • Planejamento
  • Vitória rápida
  • Uso dos recursos do inimigo
  • Estratégia
  • Plano de ataque
  • Generalato
  • Conhecer o inimigo e conhecer a si mesmo
  • Defesa
  • Invulnerabilidade
  • Ofensiva
  • Formação
  • Emboscada
  • Confronto direto
  • Surpresa
  • Movimento
  • Forças e fraquezas
  • Iniciativa
  • Imagem da água
  • Manobras
  • Vento, floresta, fogo, montanha
  • Nove variações
  • Mobilização
  • Terreno
  • Seis perigos
  • Nove situações clássicas
  • Ataque pelo fogo
  • Inteligência
  • Cinco tipos de espiões

Lugares mencionados

  • China
  • Estado de Wu
  • Estado de Qi
  • Estado de Chu
  • Estado de Qin
  • Taiwan
  • Chang Hwa County
  • Singapore / Singapura
  • Malaysia / Malásia
  • Hong Kong
  • Japan / Japão
  • Europe / Europa
  • United States / Estados Unidos
  • Zhejiang
  • Chang Mountain / Montanha Chang
  • Xia
  • Shang
  • Zhou

Eventos e períodos mencionados

  • Período dos Estados Combatentes
  • Dinastia Tang
  • Segunda Guerra Mundial
  • Guerra do Golfo
  • Ascensão da Dinastia Shang
  • Ascensão da Dinastia Zhou
  • Tradução francesa de 1772
  • Tradução inglesa de 1905
  • Tradução inglesa de 1910
  • Teste de Sun Wu com as mulheres do palácio
  • Conquistas do Estado de Wu contra Chu, Qi e Qin

Instituições e editoras mencionadas

  • Asiapac Books Pte Ltd
  • Asiapac Comic Series
  • Strategy & Leadership Series
  • Kuang Chi Programme Service
  • Far East Production Company
  • Dragon Cartoon Production Company
  • The Straits Times
  • British Museum
  • Quaser Technology Pte Ltd
  • Loi Printing Pte Ltd
  • Editora Sextante
    Mencionada na capa brasileira enviada pelo usuário.

Trilha sonora

  • Nenhuma trilha sonora é mencionada na obra enviada.

Obras semelhantes mencionadas no próprio volume ou associadas à edição enviada

Para não inventar referência, listo abaixo apenas obras citadas no volume enviado ou na capa brasileira enviada. Quando o ano ou autor não aparece no material, marco como não informado. Aparentemente, nem todo editor acredita que bibliografia completa seja útil, porque a civilização gosta de testar nossa paciência.

Título Ano Autor / responsável Tipo
Chinese Business Strategies Não informado no volume Não informado no volume Livro/quadrinho de estratégia
The Art of War: Chinese Military Classic 1991 na edição Asiapac enviada Sun Zi / Tsai Chih Chung Quadrinho / clássico militar
Thirty-six Stratagems: Secret Art of War Não informado no volume Não informado no volume Livro/quadrinho de estratégia
Six Strategies for War: The Practice of Effective Leadership Não informado no volume Não informado no volume Livro/quadrinho de estratégia
Gems of Chinese Wisdom: Mastering the Art of Leadership Não informado no volume Não informado no volume Livro/quadrinho de liderança
Three Strategies of Huang Shi Gong: The Art of Government Não informado no volume Huang Shi Gong / responsável editorial não informado Livro/quadrinho de governo
100 Strategies of War: Brilliant Tactics in Action Não informado no volume Não informado no volume Livro/quadrinho de estratégia
Sixteen Strategies of Zhuge Liang: The Art of Management Não informado no volume Zhuge Liang / responsável editorial não informado Livro/quadrinho de gestão
Sayings of Zhuang Zi 1986 Tsai Chih Chung Quadrinho filosófico
Sayings of Lao Zi 1987 Tsai Chih Chung Quadrinho filosófico
Sayings of Confucius 1987 Tsai Chih Chung Quadrinho filosófico
Zen em Quadrinhos Não informado na capa Tsai Chih Chung Quadrinho filosófico, edição em português mencionada na capa
Tao em Quadrinhos Não informado na capa Tsai Chih Chung Quadrinho filosófico, edição em português mencionada na capa
Old Master Q Não informado no volume Produção de Tsai Chih Chung Animação / cartoon
Shao Lin Temple Não informado no volume Produção de Tsai Chih Chung Animação / cartoon
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