Depois anos lendo quadrinhos, passei a buscar a história por detrás das estórias: bastidores, influências como correntes filosóficas, religiosas, etc.
Creio que tudo isso permita a mim, leitor de longa data, extrair mais dos quadrinhos e melhor associá-los a minha experiência de vida.
Achei curioso o fato dele ter trabalhado em um açougue para se sustentar e também ter sido um péssimo aluno na escola.
Enfim, é um filme para fãs e fica bem aquém de sua proposta.
Bem pouco da maneira de pensar de Moore é transmitida pela película.
Grande abraço!
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- https://tocaoterror.com/2019/02/01/dica-da-semana-the-mindscape-of-alan-moore-2005/
The Mindscape of Alan Moore (2003) — Resumo estruturado
Observação metodológica: o resumo abaixo segue a progressão geral da obra conforme fontes disponíveis sobre o documentário, transcrições parciais e descrições críticas. Não encontrei uma transcrição integral oficial acessível; portanto, evitei inventar cenas específicas. Triste, mas ainda melhor que fingir certeza, essa doença favorita da internet.
1. Apresentação da obra e do personagem central
- O documentário The Mindscape of Alan Moore acompanha Alan Moore como narrador de sua própria trajetória intelectual, artística e espiritual. ```
- A obra é construída como uma espécie de monólogo audiovisual, no qual Moore fala diretamente sobre sua vida, seus quadrinhos, sua visão de mundo, sua relação com a magia, a linguagem, a arte, a política, a cultura de massa e a transformação da consciência.
- O filme não se apresenta como uma biografia convencional baseada em depoimentos externos. O centro é a mente de Moore, sua fala, suas ideias e a tentativa visual de representar seu imaginário.
- A produção é associada à Shadowsnake Films, dirigida por DeZ Vylenz, com roteiro de DeZ Vylenz e Moritz Winkler. O documentário é frequentemente descrito como uma “viagem psicodélica” pela mente de Moore e como o único longa em que ele colaborou diretamente com autorização para uso de sua obra. (en.wikipedia.org) ```
2. Infância, origem social e formação pessoal
- Moore apresenta elementos de sua infância e de sua formação em Northampton, cidade que aparece como núcleo afetivo, simbólico e cultural de sua identidade. ```
- A obra trata sua origem não apenas como dado biográfico, mas como parte da construção de uma sensibilidade ligada ao território, à memória local, à marginalidade urbana e à percepção de mundos escondidos sob a superfície cotidiana.
- O documentário sugere que a imaginação de Moore nasce de uma mistura entre ambiente popular, experiência de classe, leitura, rebeldia intelectual e contato com formas alternativas de perceber a realidade.
- Sua trajetória escolar é apresentada de modo crítico: Moore menciona ter sido expulso da escola aos 17 anos, e a expulsão é tratada como ruptura decisiva com o caminho institucional comum. (wired.com) ```
3. Trabalho, fracasso social e entrada nos quadrinhos
- Moore relata uma fase anterior à carreira artística marcada por empregos comuns e desagradáveis, incluindo trabalho em um curtume e depois como limpador de banheiros. ```
- Esses episódios são apresentados de forma irônica e crua, como parte de uma trajetória nada gloriosa antes de se tornar escritor de quadrinhos. A vida humana, aparentemente, insiste em começar pelo lodo antes de chegar à metafísica.
- A entrada nos quadrinhos surge como uma alternativa prática e criativa, não como destino nobre previamente planejado.
- A carreira artística de Moore aparece como resultado de uma combinação de necessidade material, imaginação radical, recusa da normalidade e talento para manipular estruturas narrativas. ```
4. Quadrinhos como meio artístico sério
- O documentário insiste que os quadrinhos não são apenas entretenimento infantil ou produto descartável. ```
- Moore trata o meio como uma forma complexa de arte, capaz de explorar tempo, simultaneidade, símbolo, memória, política, mitologia e consciência.
- Sua obra aparece como parte de uma transformação do próprio campo dos quadrinhos, especialmente por meio de narrativas adultas, densas e formalmente ambiciosas.
- O filme cita ou aborda obras como Watchmen, V for Vendetta, From Hell, The League of Extraordinary Gentlemen, Swamp Thing, Hellblazer, Lost Girls e outras produções associadas à carreira de Moore. (en.wikipedia.org) ```
5. V for Vendetta e a política do medo
- V for Vendetta é tratado como obra ligada ao contexto político dos anos 1980. ```
- Moore relaciona o clima da época a temas como fascismo, vigilância, autoritarismo, medo social e repressão política.
- A imagem das câmeras de segurança é destacada como símbolo de uma sociedade controlada e como recurso visual para tornar concreta a ideia de um Estado fascista.
- A obra aparece como exemplo de como os quadrinhos podem absorver tensões políticas reais e transformá-las em mitologia narrativa. ```
6. Watchmen e a complexidade do mundo moderno
- Watchmen é apresentado como resposta à atmosfera de medo nuclear, incerteza política e crise moral dos anos 1980. ```
- Moore descreve os super-heróis não como figuras grandiosas e puras, mas como personagens frágeis, ambíguos e envolvidos em problemas de poder, responsabilidade, controle e violência.
- A obra rejeita uma causalidade simples. O mundo de Watchmen é descrito como uma rede de coincidências, sincronicidades e conexões simultâneas.
- O documentário destaca que a força de Watchmen não está apenas no enredo, mas no modo como sua estrutura narrativa oferecia novas formas de perceber um mundo complexo, instável e sombrio. (wired.com) ```
7. From Hell, crime e estrutura histórica
- From Hell aparece como obra ligada ao interesse de Moore por história, violência, mito urbano e leitura simbólica da sociedade. ```
- O assassinato, a conspiração, a cidade e a imaginação coletiva são tratados como elementos de uma mesma rede cultural.
- A obra se conecta ao interesse de Moore por história oculta, arquitetura simbólica, racionalidade moderna e horror social.
- O crime não é apresentado apenas como acontecimento policial, mas como ponto de concentração de medos, fantasias, estruturas de poder e imagens históricas. ```
8. A magia como arte da linguagem
- Um dos eixos centrais do documentário é a afirmação de Moore de que magia e arte são profundamente ligadas. ```
- Moore afirma que, em sua forma mais antiga, a magia era chamada de “a arte”, e interpreta isso literalmente.
- A magia é apresentada como a manipulação de símbolos, palavras e imagens para produzir alterações na consciência.
- A linguagem mágica é aproximada da linguagem artística: o grimório é relacionado à gramática, e o ato de “lançar um feitiço” é associado ao ato de soletrar, isto é, ordenar palavras para transformar a percepção.
- O artista, nesse sentido, aparece como equivalente moderno do xamã, pois trabalha com signos capazes de alterar a experiência interior das pessoas. (gbowdenivsite.wordpress.com) ```
9. O artista como xamã e a cultura como culto
- Moore sustenta que toda cultura teria surgido originalmente do culto. ```
- No passado, segundo sua visão apresentada no documentário, as funções hoje separadas entre arte, ciência, religião e pensamento simbólico estariam reunidas na figura do xamã.
- O documentário repete a ideia de que a arte deveria ser uma força transformadora, não apenas uma distração.
- A degradação da arte em entretenimento barato é apresentada como perda de potência espiritual e cultural.
- Moore critica a redução da arte a passatempo, como se ela servisse apenas para preencher minutos vazios enquanto as pessoas esperam a morte. Sim, a formulação é dele, e infelizmente continua eficiente demais. ```
10. Publicidade, televisão e manipulação coletiva
- Moore afirma que, no presente, os principais manipuladores de símbolos não são mais xamãs ou artistas visionários, mas publicitários. ```
- A televisão é descrita como uma espécie de “caixa mágica” moderna.
- Os jingles, slogans e imagens publicitárias são tratados como fórmulas simbólicas que induzem pensamentos banais e simultâneos em grandes populações.
- A crítica central é que a magia simbólica da cultura contemporânea não desperta, mas adormece.
- A publicidade seria uma forma empobrecida de xamanismo, voltada para produzir obediência, consumo e passividade. ```
11. O papel do artista diante do público
- Moore rejeita a ideia de que o artista deva simplesmente entregar ao público aquilo que o público deseja. ```
- Para ele, se o público soubesse exatamente do que precisa, não estaria na posição de público, mas na posição de criador.
- O artista deve oferecer o que o público precisa, não apenas o que ele quer.
- Essa distinção sustenta uma defesa da arte como perturbação, revelação e transformação.
- A obra valoriza a arte que eleva, incomoda e desloca a consciência, em vez de apenas confirmar expectativas confortáveis. ```
12. Magia, Self e Grande Obra
- O documentário associa a magia ocidental à busca do Self, entendido como núcleo profundo do ser. ```
- Moore relaciona essa busca ao conceito de Grande Obra, à alquimia e à ideia de um princípio interior mais profundo que intelecto, corpo ou sonho.
- O Self é apresentado como algo precioso, difícil de encarar e carregado de responsabilidade.
- Moore observa que muitas pessoas parecem tentar destruir ou anestesiar a própria consciência por meio de álcool, drogas, televisão e vícios culturais.
- A fuga do Self aparece como recusa da responsabilidade espiritual de possuir uma alma ou um centro interior. (gbowdenivsite.wordpress.com) ```
13. Deuses, demônios e mente humana
- Moore afirma que o lugar onde deuses e demônios existem de forma indiscutível é a mente humana. ```
- A existência psicológica dessas entidades não é tratada como algo menor, mas como uma realidade poderosa dentro da experiência humana.
- O documentário apresenta o imaginário religioso e mitológico como força ativa na consciência, nas narrativas e nos comportamentos.
- A magia, nesse quadro, não depende apenas de crença sobrenatural externa, mas da capacidade de símbolos internos moldarem percepção e ação. ```
14. Ficção, verdade e mentira
- Moore distingue ficção de mentira. ```
- A ficção é apresentada como uma forma honesta de invenção, porque declara sua própria natureza imaginária.
- A verdade, por outro lado, é tratada com desconfiança: pode se apresentar como objetiva, mas carregar construções, máscaras e narrativas ocultas.
- Essa visão reforça o interesse de Moore por histórias que revelam estruturas invisíveis da realidade.
- O documentário sugere que a ficção pode ser mais clara que o discurso factual quando mostra os mecanismos simbólicos que organizam a vida social. ```
15. Celebridade, mídia e cultura de massa
- Moore comenta a celebridade como fenômeno cultural ligado à mídia, à imagem e à fabricação de figuras públicas. ```
- A celebridade aparece como forma moderna de idolatria vazia.
- O documentário aproxima a fama da manipulação simbólica, porque transforma pessoas em imagens consumíveis.
- Essa crítica se conecta à recusa de Moore em aceitar a lógica dominante da indústria cultural, especialmente quando sua obra é apropriada por grandes sistemas de entretenimento. ```
16. Pornografia, sexualidade e Lost Girls
- A obra aborda a ideia de pornografia inteligente, especialmente em relação a Lost Girls, criada por Alan Moore e Melinda Gebbie. ```
- A sexualidade é tratada como campo simbólico, artístico e cultural, não apenas como exploração visual.
- Moore procura distinguir uma representação sexual elaborada, literária e imaginativa de uma pornografia puramente mecânica ou comercial.
- A presença de Lost Girls no documentário é significativa porque a obra ainda não havia sido oficialmente lançada quando o filme foi produzido. (en.wikipedia.org) ```
17. Monoteísmo, religião e crítica espiritual
- Moore comenta o monoteísmo e estruturas religiosas institucionalizadas. ```
- Sua crítica não se volta simplesmente contra a espiritualidade, mas contra formas rígidas, autoritárias ou empobrecidas de organização religiosa.
- O documentário trata religião, magia e arte como campos ligados à imaginação humana, mas distingue experiência espiritual de controle institucional.
- A crítica aos “deuses surdos” e às estruturas religiosas aparece como parte de uma visão mais ampla contra sistemas que bloqueiam a experiência direta do mistério. ```
18. Materialismo e visão reduzida da realidade
- Moore critica o materialismo como visão limitada quando pretende reduzir toda a experiência humana ao físico, ao mensurável ou ao utilitário. ```
- O documentário não abandona a racionalidade, mas recusa uma racionalidade estreita incapaz de lidar com símbolo, mito, arte e consciência.
- A matéria, a linguagem, a imaginação e o espírito são tratados como aspectos interligados de uma realidade mais complexa.
- A obra insiste que a experiência humana não pode ser compreendida apenas por categorias mecânicas. ```
19. Conspiração, caos e ausência de controle
- Moore aborda a teoria da conspiração de modo crítico. ```
- Para ele, acreditar em uma grande conspiração total pode ser mais confortável do que aceitar a hipótese mais assustadora: ninguém controla completamente o mundo.
- O verdadeiro horror não seria um grupo secreto organizando tudo, mas o fato de que múltiplas forças caóticas, incompetentes e contraditórias se chocam sem direção central.
- O mundo aparece como sem leme, instável e governado por acasos, interesses, erros e delírios humanos. Naturalmente, a espécie chamou isso de civilização. (en.wikiquote.org) ```
20. Informação, aceleração histórica e apocalipse
- Um dos trechos mais importantes do documentário trata da teoria da duplicação periódica da informação. ```
- Moore explica a ideia de que a quantidade de informação humana teria demorado dezenas de milhares de anos para se formar inicialmente, depois teria dobrado em períodos cada vez menores.
- Ele menciona a passagem do primeiro machado manual até cerca do ano 1 d.C., depois o período até a Renascença, depois intervalos cada vez mais curtos, chegando à duplicação da informação em cerca de 18 meses.
- A aceleração informacional é associada a um ponto crítico em que a cultura poderia mudar de estado, como água que atinge o ponto de ebulição e vira vapor.
- Moore interpreta apocalipse não apenas como fim físico do mundo, mas como revelação e colapso de estruturas mentais, políticas, econômicas e ideológicas.
- O “mundo” que pode acabar, nesse sentido, não é necessariamente o planeta, mas o conjunto de ideias, sistemas e ficções coletivas que sustentam a realidade social. (goodreads.com) ```
21. Arte deconstructiva e reconstructiva
- O documentário apresenta Moore pensando sobre formas de arte desconstrutivas e reconstrutivas. ```
- A desconstrução aparece associada à desmontagem de mitos, gêneros, narrativas e ilusões culturais.
- A reconstrução sugere a possibilidade de criar novos mitos, novas estruturas simbólicas e novas formas de sentido.
- Essa tensão está presente em sua obra: ele desmonta super-heróis em Watchmen, desmonta narrativas históricas em From Hell, desmonta símbolos políticos em V for Vendetta, mas também tenta reconstruir uma visão imaginativa e espiritual em obras como Promethea. ```
22. Recursos visuais e estilo do documentário
- O filme ilustra a fala de Moore com imagens associativas, simbólicas e por vezes psicodélicas. ```
- As imagens se relacionam direta ou indiretamente aos temas discutidos: guerra, sexo, quadrinhos, violência, sucesso, Inglaterra, Northampton, magia e consciência.
- Há também encenações e referências audiovisuais ligadas às obras de Moore, incluindo adaptações iniciais de cenas de V for Vendetta e Watchmen, além de referência a John Constantine, de Hellblazer. (en.wikipedia.org)
- A estética visual tenta traduzir o pensamento de Moore em imagens, como se o documentário quisesse ser menos uma entrevista e mais uma representação externa de uma paisagem mental. ```
23. Colaboradores e material complementar
- O lançamento em DVD incluiu entrevistas com colaboradores importantes de Moore. ```
- Entre os nomes associados ao material complementar estão Dave Gibbons, David Lloyd, Melinda Gebbie, Kevin O’Neill, José Villarrubia e Paul Gravett.
- Esses depoimentos complementares ajudam a situar Moore como criador dentro de uma rede artística, embora o núcleo do filme permaneça sua fala e sua visão pessoal. (en.wikipedia.org) ```
Principais Idéias
- Alan Moore apresenta sua própria mente como território narrativo, misturando autobiografia, crítica cultural, teoria da arte, magia e política.
- Quadrinhos são tratados como arte séria, capazes de discutir poder, fascismo, sexualidade, história, mitologia, trauma social e consciência.
- Watchmen aparece como resposta à complexidade e ao medo nuclear dos anos 1980, usando super-heróis para discutir poder e responsabilidade.
- V for Vendetta aparece como crítica ao fascismo, à vigilância e ao autoritarismo político.
- Magia e arte são apresentadas como práticas equivalentes, pois ambas manipulam símbolos, palavras e imagens para alterar a consciência.
- O artista é comparado ao xamã, figura capaz de transformar a percepção coletiva por meio da linguagem simbólica.
- A publicidade e a televisão são criticadas como magia degradada, usadas para manipular e anestesiar a população.
- A arte não deve apenas agradar o público, mas oferecer aquilo de que ele precisa para expandir ou modificar sua consciência.
- A busca do Self é apresentada como núcleo da magia, ligada à Grande Obra, à alma e à responsabilidade espiritual.
- Conspirações são vistas como explicações confortáveis demais, pois o caos e a ausência de controle seriam mais assustadores.
- O apocalipse é entendido como revelação, não apenas como destruição física do mundo.
- A aceleração da informação pode levar a uma mutação cultural, comparada à passagem da água para o vapor.
Referências
Pessoas
- Alan Moore — escritor, roteirista de quadrinhos, narrador central do documentário.
- DeZ Vylenz — diretor, produtor e roteirista.
- Moritz Winkler — roteirista.
- Drew Richards — compositor da trilha original.
- RZA — participação musical adicional.
- Bill Laswell — músico citado nos créditos da trilha.
- Alan Douglas — músico/produtor associado à trilha.
- Lustmord — artista musical presente na trilha.
- Spectre — artista musical presente na trilha.
- Dave Gibbons — artista de Watchmen, entrevistado no material complementar.
- David Lloyd — artista de V for Vendetta, entrevistado no material complementar.
- Melinda Gebbie — artista de Lost Girls, entrevistada no material complementar.
- Kevin O’Neill — artista de The League of Extraordinary Gentlemen, entrevistado no material complementar.
- José Villarrubia — colorista/artista associado a obras como Promethea e The Mirror of Love.
- Paul Gravett — crítico e especialista em quadrinhos, presente no material complementar.
- Glenn Doherty — nome creditado no elenco.
- Florian Fischer — nome creditado no elenco.
- Brian Kinney — nome creditado no elenco.
- Ronald Reagan — citado no contexto político dos anos 1980.
- Margaret Thatcher — associada ao contexto britânico conservador frequentemente ligado à leitura de V for Vendetta, embora a fonte consultada mencione diretamente o clima político da época.
- John Constantine — personagem referido em cena ligada a Hellblazer.
Obras de Alan Moore mencionadas ou associadas ao documentário
- Watchmen — 1986–1987, Alan Moore e Dave Gibbons.
- V for Vendetta / V de Vingança — 1982–1989, Alan Moore e David Lloyd.
- From Hell / Do Inferno — 1989–1998, Alan Moore e Eddie Campbell.
- The League of Extraordinary Gentlemen / A Liga Extraordinária — 1999, Alan Moore e Kevin O’Neill.
- Swamp Thing / A Saga do Monstro do Pântano — fase de Alan Moore iniciada em 1984.
- Hellblazer — série associada ao personagem John Constantine, criado a partir do universo de Swamp Thing.
- Lost Girls — 1991–2006, Alan Moore e Melinda Gebbie.
- Promethea — 1999–2005, Alan Moore e J. H. Williams III.
- Voice of the Fire / A Voz do Fogo — 1996, Alan Moore.
- The Mirror of Love — 1988/2004, Alan Moore, com arte de José Villarrubia em edição posterior.
- Tom Strong — 1999, Alan Moore e Chris Sprouse.
- Top 10 — 1999, Alan Moore, Gene Ha e Zander Cannon.
- Tomorrow Stories — 1999, Alan Moore e vários artistas.
- A Small Killing / Pequenos Assassinatos — 1991, Alan Moore e Oscar Zárate.
- Batman: The Killing Joke / Batman: A Piada Mortal — 1988, Alan Moore e Brian Bolland.
- Marvelman / Miracleman — fase de Alan Moore iniciada em 1982.
Conceitos centrais
- Magia
- Arte
- Xamanismo
- Símbolos
- Palavras
- Imagens
- Consciência
- Grimório
- Gramática
- Feitiço
- Cultura e culto
- Artista como xamã
- Publicidade como magia degradada
- Televisão como caixa mágica
- Self
- Grande Obra
- Alquimia
- Deuses e demônios na mente humana
- Ficção e verdade
- Pornografia inteligente
- Monoteísmo
- Materialismo
- Conspiração e caos
- Duplicação periódica da informação
- Apocalipse como revelação
- Cultura em ebulição
- Desconstrução
- Reconstrução
- Fascismo
- Vigilância
- Celebridade
- Mitologia dos super-heróis
Lugares
- Northampton — cidade natal e centro simbólico de Alan Moore.
- Inglaterra — contexto cultural e político recorrente.
- Estados Unidos — contexto ligado a quadrinhos, cultura de massa, política e indústria cultural.
- San Francisco World Film Festival and Marketplace — festival onde o documentário foi exibido e recebeu reconhecimento especial. (en.wikipedia.org)
Eventos e instituições
- Shadowsnake Films — produtora do documentário.
- Disinfo / Disinformation — associada ao lançamento em DVD nos Estados Unidos.
- San Francisco World Film Festival and Marketplace 2003 — exibição e reconhecimento do documentário.
- DC Comics — editora de várias obras centrais de Moore.
- Vertigo — selo associado a quadrinhos adultos, como Hellblazer.
- ABC Comics / America’s Best Comics — selo ligado a obras como Promethea, Tom Strong, Top 10 e Tomorrow Stories.
- Warrior — revista britânica onde surgiram V for Vendetta e Marvelman.
Trilha sonora
- Drew Richards — trilha original.
- RZA — música original adicional.
- Bill Laswell & Alan Douglas — músicas presentes na trilha.
- Lustmord — música presente na trilha.
- Spectre — música presente na trilha. (en.wikipedia.org)
Obras semelhantes
Documentários e filmes sobre quadrinhos, autores e cultura pop
- Comic Book Confidential — 1988, Ron Mann.
- Crumb — 1994, Terry Zwigoff.
- The Mindscape of Alan Moore — 2003, DeZ Vylenz.
- In Search of Steve Ditko — 2007, Jonathan Ross.
- Grant Morrison: Talking with Gods — 2010, Patrick Meaney.
- Warren Ellis: Captured Ghosts — 2011, Patrick Meaney.
- The Image Revolution — 2013, Patrick Meaney.
- She Makes Comics — 2014, Marisa Stotter.
- Future Shock! The Story of 2000 AD — 2014, Paul Goodwin.
- Neil Gaiman: Dream Dangerously — 2016, Patrick Meaney.
- Batman & Bill — 2017, Don Argott e Sheena M. Joyce.
- Robert Williams: Mr. Bitchin’ — 2010, Mary C. Reese.
- Jodorowsky’s Dune — 2013, Frank Pavich.
Quadrinhos de Alan Moore publicados em português ou com edições brasileiras conhecidas
- Watchmen — 1986–1987, Alan Moore e Dave Gibbons.
- V de Vingança — 1982–1989, Alan Moore e David Lloyd.
- Do Inferno — 1989–1998, Alan Moore e Eddie Campbell.
- A Liga Extraordinária — 1999, Alan Moore e Kevin O’Neill.
- A Saga do Monstro do Pântano — 1984–1987, Alan Moore, Stephen Bissette, John Totleben e outros.
- Batman: A Piada Mortal — 1988, Alan Moore e Brian Bolland.
- Promethea — 1999–2005, Alan Moore e J. H. Williams III.
- Tom Strong — 1999, Alan Moore e Chris Sprouse.
- Top 10 — 1999, Alan Moore, Gene Ha e Zander Cannon.
- Miracleman — fase iniciada em 1982, Alan Moore, Garry Leach, Alan Davis e outros.
- Pequenos Assassinatos — 1991, Alan Moore e Oscar Zárate.
- Bojeffries Saga — 1983–1992, Alan Moore e Steve Parkhouse.
- Cinema Purgatorio — 2016, Alan Moore e Kevin O’Neill.
- Providence — 2015–2017, Alan Moore e Jacen Burrows.
- Neonomicon — 2010–2011, Alan Moore e Jacen Burrows.
- O Pátio — 1994, Alan Moore e Jacen Burrows.
- A Voz do Fogo — 1996, Alan Moore.
- Jerusalém — 2016, Alan Moore.
Quadrinhos semelhantes por tema: magia, linguagem, mito e consciência
- Os Invisíveis — 1994–2000, Grant Morrison.
- Sandman — 1989–1996, Neil Gaiman.
- Livros da Magia — 1990–1991, Neil Gaiman e vários artistas.
- Hellblazer — 1988–2013, Jamie Delano, Garth Ennis e outros.
- Shade, o Homem Mutável — 1990–1996, Peter Milligan e Chris Bachalo.
- Patrulha do Destino — fase de Grant Morrison, 1989–1993.
- Animal Man — fase de Grant Morrison, 1988–1990.
- Kid Eternity — 1991, Grant Morrison e Duncan Fegredo.
- Flex Mentallo — 1996, Grant Morrison e Frank Quitely.
- Sete Soldados da Vitória — 2005–2006, Grant Morrison e vários artistas.
- Lucifer — 2000–2006, Mike Carey e Peter Gross.
- O Incal — 1980–1988, Alejandro Jodorowsky e Moebius.
- A Casta dos Metabarões — 1992–2003, Alejandro Jodorowsky e Juan Giménez.
- Os Tecnopadres — 1998–2006, Alejandro Jodorowsky e Zoran Janjetov.
- Arzach — 1975–1976, Moebius.
- O Garagem Hermética — 1976–1980, Moebius.
- Corto Maltese: As Célticas — 1971–1972, Hugo Pratt.
- Corto Maltese: Mu, a Cidade Perdida — 1988–1991, Hugo Pratt.
- Valentina — 1965, Guido Crepax.
- Druuna / Morbus Gravis — 1985, Paolo Eleuteri Serpieri.
Livros semelhantes por tema: magia, arte, linguagem e cultura
- Promethea — 1999–2005, Alan Moore e J. H. Williams III.
- Palavras, Magias e Serpentes — entrevistas e textos associados a Alan Moore, Eddie Campbell e outros.
- A Voz do Fogo — 1996, Alan Moore.
- Jerusalém — 2016, Alan Moore.
- Magia em Teoria e Prática — 1929, Aleister Crowley.
- O Livro da Lei — 1904, Aleister Crowley.
- O Herói de Mil Faces — 1949, Joseph Campbell.
- As Máscaras de Deus — 1959–1968, Joseph Campbell.
- O Ramo de Ouro — 1890, James George Frazer.
- História das Crenças e das Ideias Religiosas — 1976–1983, Mircea Eliade.
- Imagens e Símbolos — 1952, Mircea Eliade.
- O Sagrado e o Profano — 1957, Mircea Eliade.
- O Homem e seus Símbolos — 1964, Carl G. Jung e colaboradores.
- Psicologia e Alquimia — 1944, Carl G. Jung.
- A Sociedade do Espetáculo — 1967, Guy Debord.
- Simulacros e Simulação — 1981, Jean Baudrillard.
- A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica — 1935/1936, Walter Benjamin.
- O Meio é a Mensagem — 1967, Marshall McLuhan e Quentin Fiore.
- Entendendo os Quadrinhos — 1993, Scott McCloud.
- Reinventando os Quadrinhos — 2000, Scott McCloud.
- Desvendando os Quadrinhos — 2006, Scott McCloud.
Animações e filmes de ficção semelhantes por tema
- Waking Life — 2001, Richard Linklater.
- A Scanner Darkly — 2006, Richard Linklater, baseado em Philip K. Dick.
- The Holy Mountain / A Montanha Sagrada — 1973, Alejandro Jodorowsky.
- El Topo — 1970, Alejandro Jodorowsky.
- Pi — 1998, Darren Aronofsky.
- Dark City — 1998, Alex Proyas.
- Brazil — 1985, Terry Gilliam.
- The Prisoner — 1967–1968, Patrick McGoohan e George Markstein.
- Akira — 1988, Katsuhiro Otomo.
- Ghost in the Shell — 1995, Mamoru Oshii.
- Serial Experiments Lain — 1998, Ryutaro Nakamura.
- Angel’s Egg — 1985, Mamoru Oshii.
- Mind Game — 2004, Masaaki Yuasa.
- Paprika — 2006, Satoshi Kon.
- Perfect Blue — 1997, Satoshi Kon.
- The Congress — 2013, Ari Folman.


Não há como gostar da obra de Mu e não ver este documentário.
ResponderExcluirTe confesso não ter gostando tanto de Talking With Gods.
Abraços!
"Talking With Gods" esperava mais desse doc, mas pelo menos a parte de sexo + magia + drogas explicou tudo
Excluirabs
Esse aspecto magista dos europeus é algo que fui desvendando aos poucos, há anos e anos. É praticamente o núcleo da coisa toda. Sem sexo + magia + drogas não haveria invasão britânica e tudo o que veio daí...
ExcluirAbraços!