Resumo objetivo — Nestorianismo e Monofisismo
1. Contexto histórico
1.1 Controvérsias do século IV
No século IV, as principais controvérsias eram trinitárias.
A questão central era se Deus era:
um só em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo;
ou se o Verbo e o Espírito Santo seriam criaturas superiores.
Os Concílios de Niceia e Constantinopla afirmaram a fé na Santíssima Trindade.
1.2 Controvérsias do século V
No século V, as controvérsias passaram a se concentrar na pessoa de Jesus Cristo.
Duas heresias principais surgiram:
Nestorianismo;
Monofisismo.
A Igreja respondeu por meio dos Concílios de Éfeso e Calcedônia.
2. Nestorianismo
2.1 Ideia principal
O nestorianismo afirmava que em Cristo haveria uma separação entre:
a pessoa humana;
e a pessoa divina do Filho de Deus.
Segundo essa visão, Maria seria mãe apenas da parte humana de Cristo.
2.2 Erro doutrinário
Nestório rejeitava o título de Maria como Mãe de Deus.
O erro estava em separar indevidamente a natureza humana e a natureza divina de Cristo.
Para a fé católica, Jesus não é duas pessoas, mas uma só pessoa divina com duas naturezas.
2.3 Resposta da Igreja
O Concílio de Éfeso, em 431, condenou o nestorianismo.
Afirmou que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois Jesus é Deus.
Maria não gerou a natureza divina do Verbo, mas gerou o corpo humano unido à pessoa divina do Filho.
3. União hipostática
3.1 Definição
A união hipostática é a união da:
natureza divina;
natureza humana;
na única pessoa divina de Jesus Cristo.
3.2 Sentido doutrinário
Cristo possui duas naturezas:
humana;
divina.
Mas possui apenas uma pessoa: a pessoa divina do Filho de Deus.
A natureza humana de Cristo não constitui uma pessoa humana separada.
4. Monofisismo
4.1 Ideia principal
O monofisismo afirmava que Jesus teria apenas uma natureza, a divina.
Segundo essa heresia, a natureza humana de Cristo teria sido absorvida ou anulada pela natureza divina.
4.2 Erro doutrinário
O monofisismo nega ou diminui a verdadeira humanidade de Cristo.
Isso compromete a doutrina da redenção, pois a salvação exige que Cristo seja:
verdadeiramente Deus;
verdadeiramente homem.
5. Concílio de Calcedônia
5.1 Resposta da Igreja
O Concílio de Calcedônia condenou o monofisismo.
Afirmou que Jesus Cristo é:
perfeito em divindade;
perfeito em humanidade;
consubstancial ao Pai segundo a divindade;
consubstancial aos homens segundo a humanidade, exceto no pecado.
5.2 Fórmula doutrinária
Jesus Cristo deve ser reconhecido em duas naturezas:
sem confusão;
sem mudança;
sem divisão;
sem separação.
6. Síntese final
6.1 Contra o nestorianismo
A Igreja afirma que Cristo não é duas pessoas.
Ele é uma só pessoa divina com duas naturezas.
Por isso, Maria pode ser chamada de Mãe de Deus.
6.2 Contra o monofisismo
A Igreja afirma que a natureza humana de Cristo não foi anulada pela divina.
Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.
Suas duas naturezas permanecem distintas, mas unidas na única pessoa do Filho de Deus.
6.3 Doutrina central
Em Jesus Cristo há:
uma só pessoa: a divina;
duas naturezas: a divina e a humana.
Essas naturezas estão unidas, mas não confundidas; distintas, mas não separadas.
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Você ainda acompanha o Caio Fábio?
ResponderExcluirnao, parei
ExcluirEu sabia!
ExcluirCaio fabio passou dos limites com a teoria dele: jesus como chave hermenêutica
Excluire passou a reescrever a bíblia
algo parecido com o STF reescrevendo a constituição
entao desisti de seguir