Introdução
Mais uma grande palestra sobre um grande livro.
Trecho Destacado
- Tradicionalmente atribuída a Moisés, que a teria recebido no Sinai por voltado ano 1400 a.C., a famosa “lei mosaica”, foi escrita, na verdade, por diversos narradores ao longo de muitas centenas de anos, a partir de tradições orais.
- Para os judeus, o Gênesis chama‑se “Bereshit”, que significa “No Princípio”. O nome “Gênesis” (como de resto o dos outros quatro livros) é grego, porque estabelecido na tradução “Septuaginta”, em que setenta rabinos, durante setenta dias, em 260 a.C., traduziram para o grego os originais hebraicos do Velho Testamento para atender judeus de língua grega
- A obra que tem cinquenta capítulos narra a cosmologia judaica, o nascimento e a queda do homem, a destruição do mundo pelo dilúvio, seu repovoamento pelos filhos de Noé, a história de Abraão e o início do povo judeu com as sagas de Isaque, de seu filho Jacó e, filho deste, José. A narrativa acaba com o estabelecimento dos judeus no Egito
- Eva significa “desejo”. E o desejo passa a ser a mãe da humanidade. O problema da humanidade passa a ser entender o que fazer com isso. Esse desejo é fundamentalmente descrito aqui nesses três primeiros capítulos que estabelecem toda a estruturação do pensamento judaico. Nesses três capítulos, que nós lemos aqui com pormenores, está estruturada completamente a concepção existencial, a concepção
- cosmológica judaica: o homem é um ser no meio, entre o céu e a terra. Quer dizer, ele está entre o espírito e a matéria. E ele tem consciência disso.
- Ele tem consciência de que representa simbolicamente Deus. Ele é uma espécie de modelo divino. Foi criado à imagem e semelhança. No entanto, ao ter comido esse fruto, ou seja, ao ter experimentado os frutos da terra e ter percebido que há muita coisa nesse mundo que podia ser mais gostosa e mais agradável, o homem cria então uma tensão interna permanente entre o desejo de atender o céu, e subir, e o desejo de descer para a terra. Esse é o mundo em que nós vivemos. Essa é a situação existencial que nós vivemos. Adão! Simbolicamente todos os homens fizeram a escolha errada e fomos então expulsos do paraíso
Autores Mencionados
- Bíblia sagrada na tradução de Padre Antônio Pereira de Figueiredo (vide edição Barsa)
- Wilhelm Schmidt:
Conclusão
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- https://www.monir.com.br/index.php/11-jose-monir-nasser/32-listagem-de-arquivos-de-aulas
- https://www.sesipr.org.br/cultura/literatura/novas-expedicoes-pelo-mundo-da-cultura-1-27853-367455.shtml
- https://www.sesipr.org.br/cultura/jose-monir-nasser-e-homenageado-no-teatro-sesi---campus-da-industria-1-14094-247610.shtml
- https://www.paulus.com.br/portal/pentateuco-genesis/
1. Título provável da aula
A Interpretação Simbólica do Gênesis e a Cosmologia Judaica
2. Transcrição organizada
Introdução: Cultura vs. Literatura
Boa tarde a todos. Este é mais um encontro do nosso programa chamado Expedições pelo Mundo da Cultura. Como vocês já sabem, este não é um programa de literatura, é um programa de cultura. Há uma diferença enorme: um programa de literatura é interessado na forma, enquanto nossa preocupação aqui é sempre com o conteúdo. Este é o nosso segundo encontro de 2009. O primeiro foi a Teogonia de Hesíodo, e agora vamos ver o Gênesis, um dos livros da Bíblia.
Esses dois livros têm uma importância extraordinária como instrumental de compreensão. Vocês descobrirão ligações surpreendentíssimas entre a Teogonia e o Gênesis. Ambos nos dão uma visão de conjunto das respectivas cosmologias grega e judaica, sendo que esta última foi incorporada ao cristianismo.
O Gênesis e as Religiões Abraâmicas
O Gênesis é um livro judaico que os cristãos incorporaram. O Velho Testamento não foi anulado pelo Novo; ele é o ciclo de nascimento e morte do nosso mundo. O conceito de cosmologia é contar como as coisas começam e terminam. Isso é condição para algo ser, rigorosamente, uma religião. Religião em sentido estrito só temos três: as religiões abraâmicas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo), que derivam da matriz de Abraão. Abraão é um ancestral neutro entre a vertente judaica (Isaque) e a vertente árabe (Ismael).
O Gênesis é subdividido em várias histórias: o início do mundo, o Dilúvio, o repovoamento por Noé e seus descendentes (Caim e Abel), até chegar em Abraão. A Bíblia se interessa pelo lado judaico, narrando a história dos patriarcas: Isaque, Jacó e José, terminando com o estabelecimento dos judeus no Egito.
Traduções e a Vulgata
É perigoso ler traduções recentes porque elas costumam ser politicamente corretas, evitando termos originais para não ofender grupos. Sugiro a tradução do Padre Antônio Pereira de Figueiredo, encontrada na Bíblia da Barça. É uma tradução do século XVIII, a primeira oficial em português.
Originalmente, o Velho Testamento foi escrito em hebraico, traduzido para o grego na Septuaginta (pelos 70 rabinos). O Novo Testamento foi escrito em grego koiné. São Jerônimo reuniu ambos na Vulgata, em latim, por volta do ano 400 d.C.. Embora existam três línguas sagradas (sânscrito para os Vedas, hebraico para o judaísmo e árabe para o Corão), a Bíblia pode ser lida em qualquer língua, mas a tradução literal preserva a doutrina sem filtros modernos.
Pergunta de aluno: Ele traduziu do quê? Do latim ou da Vulgata? Resposta: Do latim da Vulgata. São Jerônimo usou a Septuaginta e os originais gregos para criar a versão latina oficial da Igreja.
Pergunta de aluno: Ninguém pensou em traduzir direto do hebraico para o português? Resposta: Deve haver quem tenha feito, mas a matriz oficial costuma ser a Septuaginta ou a Vulgata. Os judeus e protestantes não reconhecem alguns livros que os católicos e ortodoxos aceitam (como os sete livros a mais no cânon católico).
O Método da Interpretação Simbólica
A Bíblia é um texto poético e, portanto, simbólico. Se lermos literalmente, não entendemos nada. A percepção do simbolismo é o que garante o ritual religioso. René Guénon explica que, quando se retira o sentido simbólico, a religião vira mera religiosidade ou moralismo — seguir regrinhas para obter benefícios. Nossa missão é entender o sentido implícito, o que está escondido atrás da aparência das coisas.
Pergunta de aluno: Na mitologia grega, a figura que representa isso é a Medusa? Resposta: As três Górgonas representam deformações dos impulsos humanos. A Medusa é a deformação da espiritualidade; ela petrifica quem olha, pois a espiritualidade deformada cristaliza a interpretação, deixando a pessoa presa a regras rígidas.
O Primeiro Dia: A Estrutura Dual da Realidade
"No princípio criou Deus o céu e a terra". Isso significa que Deus cria a estrutura geral da realidade como uma dualidade. O céu e a terra só existem em relação um ao outro: uma parte material (terra) e uma parte espiritual (céu). É idêntico à criação de Urano e Gaia na Teogonia. A existência humana é uma estrutura tensional: somos animais terrestres e indivíduos espirituais simultaneamente.
Pergunta de aluno: Já dá para falar na tensão entre o Leviatã e o Behemoth? Resposta: Sim, embora dependa da interpretação. No livro de Jó, o Behemoth é a natureza e o Leviatã é a sociedade humana. O livro que melhor explica isso é Moby Dick, de Herman Melville, uma obra metafísica maravilhosa.
"A terra estava vazia e nua... e o espírito de Deus era levado por cima das águas". As águas simbolizam o caos e a falta de forma. O abismo representa o mistério insondável da criação que a mente humana não pode entender totalmente.
O Logos e a Luz
"Disse Deus: faça-se a luz". Esta luz não é o sol, que ainda não fora criado. É o Logos — a capacidade de compreender, a linguagem, a inteligência que se opõe às trevas (o incompreensível). Deus dividiu a luz das trevas, separando o que dá para entender do que permanecerá no mistério.
O Segundo e Terceiro Dias: Espaço e Fecundidade
No segundo dia, Deus cria o firmamento, que é o próprio conceito de espaço. Ele separa as águas de baixo (mares) das águas de cima (nuvens). A água do céu é uma promessa de fertilidade.
No terceiro dia, surge o elemento árido: a terra. Aqui agem os elementos titânicos (forças telúricas) para moldar o planeta. Surge a erva verde. Embora pareça contraditório haver plantas antes do sol (fotossíntese), o texto reflete a visão de um agricultor: a potência de vida já está garantida antes da manifestação física da luz solar.
O Quarto Dia: Os Luzeiros e o Tempo
Deus cria o sol e a lua para marcarem as estações e os anos. Aqui nasce o tempo, que é uma afecção do movimento da matéria. Simbolicamente, o sol e a lua representam a Atividade e a Passividade (ou Ato e Potência). O sol é ativo (luz própria); a lua é passiva (reflete a luz). Essa é a maior ideia da história da filosofia, descrita por Aristóteles: o Ato define a Potência.
A Simbologia dos Sexos: Solar e Lunar
O homem tem natureza solar (ativa) e a mulher natureza lunar (passiva/reflexiva). A mulher representa o mistério da natureza. Enquanto o homem é "casado com o mundo" (realização externa), a mulher é a civilizadora do homem, transformando-o em um ser espiritualmente viável. No entanto, essas posições podem se inverter: no plano do espírito, a mulher é ativa e o homem é passivo.
Pergunta de aluno: Como se estabelece o celibato dos padres se a mulher é imprescindível? Resposta: No celibato, há um casamento com a divindade. Figuras como Santa Teresa d'Ávila ou Santa Catarina de Sena declaram-se casadas com Deus. É um nível de espiritualidade especial.
O Quinto e Sexto Dias: Animais e o Homem
Deus cria os animais "cada um segundo a sua espécie". Esta é a base do criacionismo, embora a interpretação simbólica não exclua necessariamente o evolucionismo. No sexto dia, Deus cria o homem à sua imagem e semelhança.
Imagem e Semelhança: Deus não tem matéria, é Forma Pura ou Inteligência (Ato Puro). Não somos imagem física de Deus, mas imagem no Logos — possuímos consciência do mundo e de nossa própria morte. Deus nos deu a terra para sermos gestores (gerentes), e não "filhos da natureza" em pé de igualdade com os animais.
Crítica ao Ambientalismo Moderno
O ambientalismo moderno tenta colocar a natureza como divindade e o homem como súdito. É uma tentativa de Gaia (matéria) tomar o poder de Urano (espírito). A natureza não é inocente; ela é terrível e homicida (venenos, terremotos). A relação entre o homem (Leviatã) e a natureza (Behemoth) é uma luta entre dois monstros. Livros como O Ambientalista Cético, de Bjørn Lomborg, e O Império Ecológico, de Pascal Bernardin, trazem uma visão realista e política desse movimento.
O Sétimo Dia: O Descanso e o Juízo
Deus descansar no sétimo dia equivale à castração de Urano por Cronos. Deus deixa de ser o "produtor" direto do mundo (demiurgo) para se tornar Juiz. O mundo ganha autonomia existencial, funcionando por regras estabelecidas, enquanto Deus intervém via milagres ou potências angélicas.
A Segunda Criação e o Limo da Terra
O capítulo 2 descreve o homem feito do limo da terra. Enquanto a primeira criação é conceitual (espiritual/consciência), a segunda é a materialização. O barro (limo) representa a materialidade úmida, mutável e precária. A terra simboliza o desejo. O homem é a mistura dessas duas coisas incompatíveis: a consciência divina e a tendência ao desejo material.
O Paraíso: Árvore da Vida e Árvore da Ciência
No Éden existem duas árvores centrais:
- Árvore da Vida: Representa a pulsão natural da existência — sair da terra e subir para o céu (eixo vertical).
- Árvore da Ciência do Bem e do Mal: Representa a vida consciente e o perigo de escolher o mal. É o obstáculo à pulsão natural, a tentação da matéria.
Os Quatro Rios e o Número Quatro
O paraíso é regado por quatro rios (Fison, Geon, Tigre e Eufrates). O número quatro simboliza as possibilidades universais da matéria (pontos cardeais, estações, estados da matéria). Mário Ferreira dos Santos explica isso em seu Tratado de Simbólica.
Eva, Pandora e o Desejo Ilegítimo
A criação de Eva da costela de Adão não é a criação da "mulher biológica" (que já existia desde o capítulo 1). Eva é equivalente à Pandora grega: representa o componente do desejo exacerbado implantado no ser humano. É um componente simbólico feminino porque a mulher está associada à terra e à carne. Adão (que significa espécie humana) agora possui em si essa "Eva" — a capacidade de ser seduzido pelo desejo ilegítimo da matéria.
A Serpente e a Queda
A serpente é a mais astuta (soberba). Ela fala com a "mulher" (o componente de desejo do ser humano). O diabo é um anjo, um "personal trainer" metafísico que impõe limites para testar o mérito humano. Ele ataca pela vaidade (o calcanhar).
O pecado da queda é o gnosticismo: o desejo de ser igual a Deus sem precisar d'Ele. Ao comer o fruto, Adão e Eva percebem que estão nus, o que simboliza o nascimento da culpa. A culpa é uma dor moral necessária. Se ela vira remorso, torna-se uma Fúria (Erínia); se vira arrependimento, torna-se uma Eumênide (benevolente).
Expulsão e o Status Animalizado
Como punição, Deus veste o homem com peles de animais. Isso simboliza a perda do status ontológico superior; ao se submeter ao desejo, o homem se animalizou (zoologização da existência). O homem agora terá que trabalhar ("suor do rosto") para satisfazer desejos que são, por natureza, insaciáveis.
Conclusão: O Horizonte de Consciência
O problema central da vida humana é recuperar a Árvore da Vida (sair da terra rumo ao céu). Isso exige ampliar o horizonte de consciência. Se seu horizonte for pequeno, você vive em função de prazeres imediatos (como a personagem Moll Flanders, de Daniel Defoe). Se for grande, como o de Sócrates ou de Jesus Cristo, você terá uma vida de desadaptação em relação à sua época, pois estará vendo realidades que transcendem o momento material.
3. Principais tópicos abordados
- Diferença entre cultura (conteúdo) e literatura (forma).
- Paralelismo entre a cosmologia grega (Teogonia) e judaica (Gênesis).
- Definição de religiões abraâmicas e o papel de Abraão.
- Importância das línguas sagradas e das traduções literais (Vulgata).
- Interpretação simbólica vs. literal (René Guénon).
- A dualidade Céu/Terra e a tensão existencial humana.
- O simbolismo dos dias da criação: Logos, Tempo, Espaço e Fecundidade.
- Polaridades Ato/Potência, Solar/Lunar e a função civilizadora da mulher.
- Crítica ao ambientalismo como inversão da ordem espiritual.
- As duas criações do homem: Imagem Divina (espírito) e Limo da Terra (matéria).
- A simbologia de Eva como o desejo exacerbado (comparação com Pandora).
- A serpente, o livre-arbítrio e o nascimento da culpa (Fúrias vs. Eumênides).
- O "Horizonte de Consciência" como medida da realização humana.
4. Nomes, livros, autores e referências citadas
- Autores/Personalidades: Hesíodo, René Guénon, Mário Ferreira dos Santos, Aristóteles, Platão, São Jerônimo, Santo Agostinho, Martinho Lutero, Rei James (Inglaterra), William Shakespeare, Padre Antônio Pereira de Figueiredo, Marquês de Pombal, G.K. Chesterton, Olavo de Carvalho, Bjørn Lomborg, Pascal Bernardin, Nelson Rodrigues, Albert Camus, Daniel Defoe (Moll Flanders), Jorge Amado, Graciliano Ramos.
- Livros/Obras: Teogonia (Hesíodo), Bíblia da Barça, Septuaginta, Vulgata, Tratado Geral das Tensões (Mário Ferreira dos Santos - citado como projeto), Moby Dick (Herman Melville), O Ambientalista Cético (Bjørn Lomborg), O Império Ecológico (Pascal Bernardin), O Reino da Quantidade (René Guénon), Sabedoria das Leis Eternas (Mário Ferreira dos Santos), Orestia (Ésquilo), As Traquínias (Sófocles), Édipo Rei (Sófocles), O Estrangeiro (Albert Camus), O Homem Revoltado (Albert Camus).
- Conceitos/Entidades: Pentateuco, Torá, Bereshit, Logos, Sínolo, Ato e Potência, Leviatã e Behemoth, Fúrias (Erínias), Eumênides, Pelagismo, Gnosticismo, Teologia da Libertação.
5. Trechos incertos ou inaudíveis
- "Quemou ceta" (expressão inicial confusa no áudio).
- "Canadão" (provável erro de transcrição para "cansadão").
- "Santo Bras" (possível confusão do professor ou falha na transcrição; o contexto sugere Santo Ambrósio, que converteu Santo Agostinho).
- "Seaginta" (transcrição fonética de Septuaginta).
- "Bambs" / "ONG Bambi" (referência metafórica do professor a ONGs que "gritam fogo na floresta").
- "Born Longbor" (transcrição fonética de Bjørn Lomborg).
- "Elo" (referência a uma linguagem neutra de gênero para Deus).
- Fragmentos sobre cidades do Mato Grosso (Chapadão do Sul, Campo Grande) são conversas paralelas de intervalo.
- "Pedélio" e "Pedra Cornel" (variantes de nomes de pedras preciosas citadas na tradução antiga).



Eu já li o Gênesis duas vezes. A primeira vez em um Bíblia Católica e a segunda em uma versão HQ de Robert Crumb (que deomrou quatro anos para concluir). Com meus olhos de século XX/ XXI continuo achando que é uma crônica policial, cheia de traições, assassinatos, delírios, crenças e sacanagens diversas. É espantoso pensar que a humanidade viveu assim há milhares de anos. Talvez, daqui uns quatro mil anos, algum morador de uma colônia em Marte pense a mesma coisa ao ler relatos desta nossa época. Sua leitura pode ser uma boa diversão se você conseguir despir-se do manto religioso que começamos a vestir desde o nascimento. A mesma observação vale para a Epopéia de Gilgamesh (mais antiga e que conta a história do dilúvio tal como é lida na Bíblia). Mas não estou tirando onda de erudito, pois só conheço pouquissímos trechos (0,1%) desse livro sumério. Abraços.
ResponderExcluir"é uma crônica policial, cheia de traições, assassinatos, delírios, crenças e sacanagens diversas. "
Excluirgenesis tem vários momentos. a parte da criação do mundo é um espetáculo cósmico
"crônica policial, " - é quase uma introdução a game of thrones, hehe
o problema começa com os seres humansos, mesmo assim o legal é que o livro permite infinitas interpretações
abs!
A beleza da concepção cosmológica judaica, seus sistemas herméticos etc. A beleza, enfim, da tradição ocidental e porque precisamos conservá-la para sobrevivermos. Conservadorismo intelectual, cultural, político etc. Defender isso, hoje em dia, é quase um acinte à "nova elite intelectual" que impregna nossas academias.
ResponderExcluir"Defender isso, hoje em dia, é quase um acinte à "nova elite intelectual" que impregna nossas academias."- todo ciclo humano tem uma fase de decadência
Excluiragora é só ladeira abaixo
abs!