História do Povo Hebreu
Organização em tópicos e subtópicos
1. Visão geral
1.1. Importância da história hebraica
A história do povo hebreu é apresentada como uma das mais fascinantes da humanidade, pois se trata do povo eleito por Deus.
1.2. Interpretação providencial da história
A história de Israel é vista como uma história guiada pela Divina Providência:
Quando o povo é fiel a Deus, sua história prospera.
Quando o povo se afasta de Deus e cai na idolatria, sofre castigos.
A fidelidade ou infidelidade religiosa está diretamente ligada ao destino político e histórico do povo.
1.3. Observação sobre os estudiosos modernos
Segundo essa visão, muitos estudiosos atuais do Antigo Testamento são judeus e protestantes, o que é considerado lamentável dentro da perspectiva apresentada, provavelmente por não partirem de uma leitura católica tradicional. A humanidade, como sempre, conseguiu transformar até a Bíblia em campo de disputa acadêmica. Naturalmente.
2. Abraão e as origens do povo hebreu
2.1. Abraão como início da história hebraica
A história começa com Abraão, considerado o pai do povo hebreu.
2.2. Estabilidade e agricultura
Abraão e seu povo são apresentados como estáveis, não nômades.
A agricultura aparece como elemento importante porque:
Está ligada à cultura.
Permite estabilidade.
Favorece o desenvolvimento de costumes, tradições e memória histórica.
2.3. Crítica aos povos nômades
Segundo o texto, povos nômades não desenvolveriam cultura no mesmo sentido dos povos agrícolas.
É usado como exemplo o caso dos indígenas, com a afirmação de que seu vocabulário seria composto principalmente pelo presente.
3. Abraão e Melquisedeque
3.1. Encontro entre Abraão e Melquisedeque
Melquisedeque teve contato com Abraão em Jerusalém.
3.2. Sacrifício de pão e vinho
Melquisedeque oferecia a Deus:
Pão.
Vinho.
3.3. Relação com a Missa
Esse gesto é interpretado como uma prefiguração:
Da Missa.
Da Eucaristia.
Do Novo Testamento.
Melquisedeque, portanto, aparece como uma figura simbólica do sacerdócio cristão.
4. O sacrifício de Isaac
4.1. Deus pede o sacrifício de Isaac
Deus pede a Abraão o sacrifício de seu filho Isaac.
4.2. Contexto pagão dos sacrifícios humanos
No mundo pagão, era comum a prática de sacrifícios humanos, especialmente do primogênito, oferecido a divindades como Baal.
4.3. Sentido da prova de Abraão
A prova de Abraão mostra que Deus não queria sacrifícios humanos.
A interrupção do sacrifício de Isaac indica:
A diferença entre o Deus verdadeiro e os falsos deuses.
A rejeição dos sacrifícios humanos.
A oposição divina às práticas demoníacas do paganismo.
4.4. Sacrifícios e ação demoníaca
Segundo o texto, os pagãos ofereciam sacrifícios porque os demônios realizavam prodígios e exigiam esse tipo de culto.
5. Isaac, Rebeca, Esaú e Jacó
5.1. Casamento de Isaac
Isaac casou-se com Rebeca.
5.2. Filhos de Isaac e Rebeca
Eles tiveram dois filhos:
Esaú.
Jacó.
5.3. Jacó e a primogenitura
Jacó tornou-se o herdeiro da primogenitura e recebeu a bênção de seu pai.
6. A bênção no Antigo Testamento
6.1. Valor da bênção
No Antigo Testamento, a bênção tinha grande importância.
Ela não era apenas uma palavra de incentivo, como às vezes se faz hoje antes de comer bolo e fingir que isso resolve tudo.
6.2. Efeitos da bênção
A bênção:
Gerava direito.
Transmitia autoridade.
Tinha valor espiritual.
Possuía caráter profético.
7. Jacó, Israel e as doze tribos
7.1. Casamentos de Jacó
Jacó casou-se com:
Lia.
Raquel.
7.2. Os doze filhos de Jacó
De Jacó vieram os doze filhos que deram origem às doze tribos de Israel.
7.3. Tribos mais importantes a recordar
Entre as tribos, destacam-se:
Levi
Tribo sacerdotal.
Ligada ao sacerdócio.
Judá
Tribo real.
Tribo da qual viria o Messias.
José
Ligado à história de José do Egito.
Importante para a ida dos hebreus ao Egito.
7.4. Jacó recebe o nome de Israel
Jacó lutou contra um anjo e recebeu o nome de Israel.
8. Diferença entre hebreus, israelitas e judeus
8.1. Hebreus
São os descendentes de Abraão.
8.2. Israelitas
São os descendentes de Jacó, também chamado Israel.
8.3. Judeus
O termo passa a ser usado especialmente depois do desaparecimento do Reino de Israel do Norte.
9. Israel entre grandes potências
9.1. Localização geopolítica
Israel ficava cercado por grandes potências, como:
Egito.
Babilônia.
Assíria.
Outros impérios da região.
9.2. Proteção divina
Segundo a interpretação providencial da história, Israel permanecia protegido enquanto era fiel a Deus.
Quando se afastava de Deus, tornava-se vulnerável aos inimigos.
10. José do Egito
10.1. Venda de José
José foi vendido por seus irmãos e levado ao Egito.
10.2. Vida na casa de um alto funcionário
No Egito, José foi parar na casa de um burocrata importante.
10.3. Prisão de José
Depois, José foi preso.
Na prisão, interpretava sonhos, e suas interpretações se realizavam.
10.4. José diante do Faraó
O Faraó passou a admirar José por sua sabedoria.
José tornou-se o segundo homem mais poderoso do Egito.
10.5. A família de José vai para o Egito
José trouxe toda a sua família para o Egito.
Esse fato prepara a futura presença dos hebreus em território egípcio.
11. Nomes e identidade em Israel
11.1. Significado dos nomes
Em Israel, os nomes estavam relacionados à essência das pessoas.
O nome não era visto apenas como identificação externa, mas como algo ligado à missão, à identidade e ao destino da pessoa.
12. Judá e a primogenitura
12.1. A primogenitura passa para Judá
A primogenitura ficou com Judá, o quarto filho.
12.2. Importância de Judá
Judá torna-se central porque:
Dele virá a linhagem real.
Dele virá Davi.
Dele virá o Messias.
13. Escravidão no Egito e nascimento de Moisés
13.1. Escravidão dos hebreus
Com o passar do tempo, os hebreus foram transformados em escravos no Egito.
13.2. Nascimento de Moisés
Nesse contexto nasce Moisés.
13.3. Missão de Moisés
Moisés tinha a missão de conduzir o povo hebreu de volta para Israel.
14. O Êxodo e os quarenta anos no deserto
14.1. Saída do Egito
Moisés lidera a libertação dos hebreus da escravidão egípcia.
14.2. Permanência no deserto
O povo fica no deserto por quarenta anos.
14.3. As Tábuas da Lei
No deserto, Moisés recebe as Tábuas da Lei, contendo os Dez Mandamentos.
15. Fidelidade e idolatria em Israel
15.1. Oscilação espiritual
O povo israelita oscilava constantemente entre:
Amor a Deus.
Idolatria.
Arrependimento.
Nova queda.
15.2. Consequência da idolatria
Sempre que o povo adorava outros deuses, era castigado.
Essa dinâmica é um dos eixos centrais da história bíblica de Israel.
16. Josué e a conquista da Terra Prometida
16.1. Sucessor de Moisés
Depois de Moisés veio Josué.
16.2. Cerco de Jericó
Josué é especialmente lembrado pelo Cerco de Jericó.
Esse episódio representa a entrada e conquista da Terra Prometida.
17. O tempo dos Juízes
17.1. Período dos Juízes
Depois de Josué, veio o tempo dos Juízes.
Os juízes eram líderes levantados por Deus para guiar e libertar Israel em momentos de crise.
17.2. Samuel
O último dos juízes foi Samuel.
17.3. Transição para a monarquia
Samuel fez a transição entre:
O tempo dos juízes.
O tempo dos reis.
18. Saul, o primeiro rei
18.1. Deus dá Saul como rei
Deus dá ao povo o rei Saul.
18.2. Saul começa bem e termina mal
Saul começou bem seu reinado, mas terminou mal.
18.3. Relação com Davi
Saul não gostava de Davi e passou a persegui-lo.
19. Davi, rei de Israel
19.1. Sucessão de Saul
Davi sucedeu Saul no reinado.
19.2. Davi e a tribo de Judá
Davi era da tribo de Judá.
Essa informação é essencial porque Nosso Senhor Jesus Cristo viria da casa de Davi.
19.3. Importância de Davi
Davi foi importante porque:
Escreveu os Salmos.
Conquistou Jerusalém.
Levou a Arca da Aliança para Jerusalém.
Tornou Jerusalém o centro religioso e político de Israel.
19.4. A Arca da Aliança
A Arca da Aliança guardava as Tábuas da Lei, isto é, os Dez Mandamentos.
20. Salomão e o Templo
20.1. Desejo de Davi
Davi pensou em construir um templo para Deus.
20.2. Construção por Salomão
Quem construiu o templo foi seu filho Salomão.
20.3. O Templo de Salomão
O Templo de Salomão tornou-se o lugar central do culto.
Somente no templo poderiam ser feitos os sacrifícios.
20.4. Salomão, o rei sábio
Salomão foi considerado o rei mais sábio.
Seu reinado marcou o apogeu de Israel.
20.5. Corrupção de Salomão
Apesar de sua sabedoria, Salomão se corrompeu pelas riquezas.
21. Divisão do Reino de Israel
21.1. Castigo pela infidelidade
Como punição relacionada à corrupção de Salomão, Deus dividiu Israel.
21.2. O filho de Salomão
O filho de Salomão assumiu o poder e aumentou ainda mais os tributos.
Porque, aparentemente, governante ruim é uma tradição tão antiga quanto a própria civilização.
21.3. Reino do Norte e Reino do Sul
Após a divisão, Israel ficou dividido em:
Reino do Norte.
Reino do Sul.
22. Profetas no Norte e no Sul
22.1. Presença constante dos profetas
Depois da divisão de Israel, nunca faltaram profetas tanto no Norte quanto no Sul.
22.2. Função dos profetas
Os profetas falavam em nome de Deus.
Eles chamavam o povo:
À conversão.
À fidelidade.
Ao abandono da idolatria.
Ao cumprimento da Lei.
22.3. Rejeição dos profetas
O povo frequentemente não escutava os profetas.
23. Queda do Reino do Norte
23.1. Idolatria no Norte
O Reino do Norte sucumbiu à idolatria.
23.2. Invasão assíria
Como castigo, foi invadido pelos assírios.
23.3. Desaparecimento do Reino do Norte
O Reino do Norte desapareceu.
23.4. Período aproximado
Estamos aproximadamente entre 700 e 600 a.C.
24. Reino do Sul e o Cativeiro da Babilônia
24.1. Reis bons e ruins
O Reino do Sul teve reis bons e ruins.
24.2. Cativeiro da Babilônia
Houve o Cativeiro da Babilônia.
24.3. Profetas do período
Nesse período destacam-se:
Ezequiel.
Daniel.
25. Libertação pelo Império Persa
25.1. Fim da punição
Depois de um tempo, terminou a punição do exílio.
25.2. Conquista persa da Babilônia
O Império Persa invadiu e conquistou a Babilônia.
25.3. Libertação dos hebreus
Os hebreus foram libertados.
25.4. Reconstrução do Templo
Eles receberam permissão para reconstruir o Templo.
26. Doutores da Lei, esoterismo e Cabala
26.1. Perversão da Lei
Com o tempo, os doutores da Lei passaram a perverter a Lei.
26.2. Origem de correntes secretas
Segundo o texto, essa perversão teria dado origem a formas de:
Esoterismo.
Gnosticismo dentro do judaísmo.
Ensinamentos secretos.
26.3. Cabala
A Cabala é apresentada como fruto desse processo de corrupção e transmissão secreta de doutrinas.
26.4. Retorno pior após o exílio
Depois do retorno do exílio, o povo teria voltado pior e mais corrompido.
27. Alexandre, o Grande, e o mundo helenístico
27.1. Conquista de Israel
Alexandre, o Grande, conquistou Israel.
27.2. Ausência de imposição direta
Segundo o texto, Alexandre não impôs nada ao povo judeu.
27.3. Relação com a profecia de Daniel
Essa conquista é associada à profecia de Daniel.
27.4. Divisão do império de Alexandre
Depois da morte de Alexandre, seu império foi dividido entre seus generais.
28. Surgimento dos saduceus
28.1. Contato com o paganismo
Os saduceus surgiram a partir do contato com o paganismo e com o mundo helenístico.
28.2. Influência estrangeira
Eles representam, dentro dessa visão, uma corrupção religiosa e política causada pela influência pagã.
29. Antíoco Epifânio e a perseguição religiosa
29.1. Destruição e profanação de Jerusalém
Jerusalém foi destruída novamente.
29.2. Proibição da Lei mosaica
A Lei mosaica foi proibida na Judeia.
29.3. Culto obrigatório a Zeus
Os hebreus foram obrigados a adorar Zeus.
29.4. Responsável pela perseguição
Essa perseguição foi realizada por Antíoco Epifânio.
30. Matatias e a resistência judaica
30.1. Revolta contra o domínio estrangeiro
Matatias se levantou contra esse domínio.
30.2. Vitória com sua família
Com sua família, conseguiu vencer os dominadores.
30.3. Retorno à normalidade
Após a vitória, Israel voltou a certa “normalidade”.
30.4. Período aproximado
Estamos por volta de 160 a.C.
31. Domínio romano
31.1. Fim da breve normalidade
Essa normalidade durou pouco.
Logo depois, os judeus foram conquistados pelo Império Romano.
31.2. Judeia como província
Ao transformar a Judeia em província, os romanos concederam certa liberdade.
31.3. Governo de Herodes
Apesar disso, os judeus eram governados por Herodes.
32. Início do tempo de Cristo
32.1. Contexto histórico
Com o domínio romano e o governo de Herodes, começa o contexto imediato do nascimento de Cristo.
32.2. Continuidade da história da salvação
A história do povo hebreu prepara a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
33. Linha geral da história hebraica
33.1. Patriarcas
Abraão.
Isaac.
Jacó.
José.
33.2. Egito e Êxodo
José leva sua família ao Egito.
Os hebreus tornam-se escravos.
Moisés liberta o povo.
O povo passa quarenta anos no deserto.
Moisés recebe a Lei.
33.3. Conquista e Juízes
Josué conduz a conquista.
O povo vive sob o governo dos juízes.
Samuel encerra esse período.
33.4. Monarquia
Saul.
Davi.
Salomão.
33.5. Divisão e profetas
Reino do Norte.
Reino do Sul.
Profetas chamam o povo à conversão.
O Norte cai diante da Assíria.
33.6. Exílio e retorno
Cativeiro da Babilônia.
Profetas Ezequiel e Daniel.
Libertação pelos persas.
Reconstrução do Templo.
33.7. Período helenístico e romano
Alexandre, o Grande.
Influência pagã.
Surgimento dos saduceus.
Perseguição de Antíoco Epifânio.
Revolta de Matatias.
Domínio romano.
Herodes.
Tempo de Cristo.
34. Conclusão
34.1. Singularidade de Israel
Nenhum povo teve uma história como a de Israel.
Sua trajetória é marcada por:
Eleição divina.
Aliança com Deus.
Profetas.
Castigos.
Restaurações.
Promessas messiânicas.
34.2. Ação da Divina Providência
Se não fosse a ação da Divina Providência, Israel teria desaparecido diante das grandes potências antigas.
34.3. Sentido final da história hebraica
A história de Israel não é apenas uma história política ou nacional.
Ela é uma preparação para:
A vinda do Messias.
O Novo Testamento.
A Igreja.
A plenitude da Revelação em Cristo.



Nenhum comentário:
Postar um comentário