Em Nefarious, não há nada daquilo com que estamos acostumados por conta de filmes como O Exorcista — a menina vomitando sopa de ervilha, com a cabeça retorcendo e girando na mesa, nada disso. É uma história sobre um preso condenado à morte, possuído pelo demônio, conversando com um psiquiatra; e eles conseguem nos segurar “na ponta da cadeira” por uma hora e meia de diálogo. Esta é a propaganda do filme. Agora, vamos ao ponto que nos interessa nessa história.
O psiquiatra, que é ateu, está conversando com o demônio e lhe faz uma objeção óbvia: “Certo, você é um anjo, um ser espiritual, superinteligente, que decide se opor ao Deus onipotente, sabendo que levará uma surra e será condenado para sempre… Fale-me mais sobre isso.” Ou seja, o psiquiatra pensa: que tipo de raciocínio é esse? Ou aquele suposto demônio não é inteligente coisa nenhuma, ou os demônios não podem existir — porque não é possível que um ser inteligente caia numa enrascada dessas.
Mas então o demônio lhe responde: “Sim, Ele nos criou livres. Mas a liberdade, para Ele, é fazer o que Ele quer. Então, de que adianta termos liberdade e não podermos fazer o que nós queremos? Nós nos revoltamos porque não aceitamos essa escravidão.” Mesmo fazendo a ressalva de que demônios não “raciocinam”, vejam como o tentador faz esse processo de raciocinar junto com o psiquiatra, que acaba dizendo: “Faz sentido”. Ou seja, ele concorda com Satanás. E se pensarmos bem, essa é a descrição e “fotografia” do mundo moderno. (Pe. Paulo Ricardo)
filme foda.
Recomendo.
abs!
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