11 julho, 2022

[Filme] O Enigma do Horizonte (1997)

capa





Dois anos antes do terror scifi “O enigma do horizonte” (1997), o diretor britânico Paul W. S. Anderson trazia para a telona a adaptação do jogo de luta Mortal Kombat, um guilty pleasure que fez sucesso entre os jovens nos cinemas. Com “Enigma”, o efeito foi contrário: gastou-se muito para produzi-lo (U$ 60 milhões), e foi mal recebido nas bilheterias (U$ 26 mi no mundo), virando cult nos anos 90 – logo depois Anderson se manteria no cinema de ação e terror, adaptando outros jogos para o cinema (como três capítulos de “Resident evil” e recentemente “Monster Hunter”), fitas violentas de gosto duvidoso, como “O soldado do futuro” e “Corrida mortal” (um remake), e encontros de vilões para uma briga do século, como “Alien vs. Predador”. “Enigma” é seu filme mais denso e criativo, também complexo com sua trama que se passa num futuro longínquo (gravado em 1997, era um futuro de 50 anos, em 2047). O diretor puxou para a trama espacial elementos presentes em filmes da mesma natureza, como “Alien – O oitavo passageiro” (1979), “O buraco negro” (1979) e “Força sinistra” (1985). Sam Neill (de “Jurassic Park”) e Laurence Fishburne (de “Matrix”) interpretam dois cientistas espaciais que lideram a expedição rumo a Netuno, ao lado de Kathleen Quinlan, Joely Richardson, Jason Isaacs e Richard T. Jones. O objetivo é encontrar uma nave desaparecida, a Event horizon (título original do filme). Quando a localizam, percebem que uma força sobrenatural se apoderou do controle e do sistema interno da nave, bem como dos antigos tripulantes (que tiveram os olhos arrancados). São poucas horas que o grupo terá para completar essa missão quase suicida.

O terror investe em bons efeitos visuais, com uma boa direção de arte, especialmente na concepção do interior da espaçonave. Tem momentos de tensão, sequências de sonhos e alucinações com flashbacks e como não podia faltar no cinema de Anderson, um pouco de gore (cenas sangrentas). O corte inicial do filme teria 130 minutos, mas os estúdios Paramount pediram para que o diretor reduzisse as cenas gore, que eram muitas; contrariado, Anderson o fez (editou 34 minutos do filme), e, segundo disse numa entrevista em 2017, guardou uma cópia da versão original nunca assistida nem por ele nem pela equipe de produção - sabendo disso, os fãs do filme pedem que ela seja lançada em breve. Mesmo sem o gore que prometia, é um passatempo rápido, para quem procura um bom filme do gênero. (POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web)


Gostei do filme.

Parece um spin-off de Hellraiser.

Acho que compraria o DVD ou Blu ray se tivesse uma versão do diretor sanguinolenta.

Recomendo.

Abs!

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  • https://filmow.com/comentarios/22/6763/



2 comentários:

  1. Fala, Scant.
    Então esse diretor é especialista em filmar bosta. Já vi muitas das porcarias aí mencionadas, mesmo esse. Pelas influências, parece um bom filme, então.
    Já fizeram tanta insanidade com Hellraiser que nenhum spi-off mais seria cogitável. Aliás, Hellraiser IV se passa, em parte, no espaço!
    Abraços!

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    Respostas
    1. cara, talvez a culpa nao seja inteiramente do diretor
      existe a possibilidade de a versão do diretor ter sido "mutilada" pelos executivos do estudio
      como não tenho acesso a tal versão, nunca descobrirei a verdade

      "Enigma do Horizonte" é um podreira boa de ser ver, hehe

      "ellraiser IV se passa, em parte, no espaço!" - gostei desse filme

      abs!

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