18 dezembro, 2024

[PL2] A Literatura Romana

"Cícero denuncia Catilina". 1889.
Afresco de Cesare Maccari no Palazzo Madama, em Roma.

 
 

  "A literatura romana não é um templo de beleza; é uma lição de coragem, um escola de oposição. Eis 'o lugar na vida' dessa pretensa literatura de evasão, que é, na verdade, uma alta escola de humanidade". Otto Maria Carpeaux (História da Literatura Ocidental, p. 95).

 


Autor

Descrição

Obras

Obs


Cícero (106 - 43 a. C.)


Esse 'jornalista' exerceu, porém, uma influência tão universal como -- além de Platão -- nenhum autor da Antiguidade. Durante séculos, todos os homens cultos, os 'letrados' da Europa inteira, falaram e escreveram a língua de Cícero; e pode-se afirmar que a sua influência criou o tipo do 'homme de lettres

  • Pro Milone (um de seus discursos mais artísticos);
  • Academica; 
  • Tusculanae (a essas devemos grande parte dos nossos conhecimentos da filosofia grega);
  • Cato Maior seu de Senectute; Laelius seu de Amicitia;
  •  De Officii (obras de compreensiva sabedoria humana que influenciaram profundamente a ética cristã e a moral leiga moderna). 



Lucrécio (97 - 54 a. C.)

O próprio Lucrécio é um mestre. "De Rerum Natura" é um poema didático. […] Em Lucrécio encontram-se quase todas as teorias do positivismo científico. Seria um grande erudito, se não fosse um grande poeta.

  • De Rerum Natura



Ovídio (43 a. C. - 17/18 d. C.)

Com mau gosto infalível, a posteridade elegeu Ovídio, o mais sentimental entre os elegíacos romanos, excessivamente sentimental porque desiludido pela própria fraqueza, e conferiu-lhe uma grlória póstuma sem par. […] Ovídio contaminou a literatura universal, fornecendo-lhe assuntos tediosos. […] Ovídio não é um poeta sério.

  • Amores; Heroides (cartas imaginárias de amantes famosos, uma 'teoria do amor' que exercerá influência profunda nos trovadores da Idade Média);


  • Arte de Amar (uma verdadeira estratégia da conquista erótica);


  • Remedia Amoris (a estratégia da 'libertação' do amor);


  • Fastos (tradições autênticas da antiga religião romana, antes da grecização).



Horácio (65 - 08 a. C.)


Não é o maior, mas o mais completo dos poetas romanos.

  • Odes




Virgílio (70 - 19 a. C.)

É difícil imaginar perfeição maior que os versos virgilianos. […] Homero é maior, sem comparação; mas é Virgílio que nos convém.

  • A idéia central da sua obra inteira é a utopia de uma “aetas aurea”: utopia romântica nas Bucólicas, utopia social nas Geórgicas e utopia política na Eneida.



Sêneca (04 a. C. - 65 d. C.)


Sêneca não foi influenciado pela religião cristã; foi, muito ao contrário, o cristianismo, em sua atitude ética, que foi profundamente influenciado pelo estoicismo de Sêneca, transformando porém o suicídio em martírio. […] As tragédias de Sêneca não merecem o desprezo em que caíram há dois séculos para cá. 






Diálogos; Cartas a Lucílio; Tragédias.



Petrônio (séc. I.)


A obra de Petrônio é de estranha e alegre atualidade.

  • Satíricon 



Suetônio (75 – 150 d.C.)

Biógrafo

  • A Vida dos Doze Césares




Tácito (55 – 120 d.C.)


A decadência de Roma é o assunto principal de sua atividade literária.

  • Dialogus de Oratoribus (versa sobre a decadência da retórica romana);
  • Germânia (quadro espetacular dos bábaros puros);

  • Anais (a decadência aparece como se tivesse existido sempre);





Apuleio (séc. II.)

Apuleio é um grande literato.


  • Metamorphoseon seu Asinus aureus (um panorama completo da época).



Marco Aurélio (121 - 180 d. C.)


Marco Aurélio [...] dá testemunho de que, no fim da história romana, até o imperador se encontra sozinho em face da realidade impenetrável. E ela aparece-lhe na figura da Morte.


  • Meditações



Boécio (480 - 524 d. C.)


O preferido dos espíritos estóicos de todos os tempos.


  • A Consolação da Filosofia



 


 
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