Fabulously Fit Forever — Frank Zane
Resumo de aproximadamente 20% — Entrega 1
Introdução e capítulos 1, 2 e 3
Introdução — Envelhecer ficando mais jovem
1. Proposta geral do livro
Transformação corporal ao longo da vida. Frank Zane parte da constatação de que o ser humano começa a envelhecer desde o nascimento e pergunta se seria possível parecer e sentir-se mais jovem à medida que a idade avança. O livro apresenta um programa que integra musculação, exercícios aeróbicos, alongamentos, nutrição, controle do estresse, relaxamento profundo e psicologia, visando melhorar aparência, saúde e bem-estar em diferentes fases da vida.
Ênfase na meia-idade. Embora as orientações possam beneficiar jovens e idosos, o público principal é composto por pessoas de meia-idade. Nessa fase, o corpo se torna menos previsível: a pessoa percebe aumento da gordura corporal, redução da massa magra, perda de força e resistência, alterações do colesterol, doenças e lesões. A proximidade da velhice, uma doença, um acidente ou a perda de alguém também podem produzir maior consciência sobre a duração limitada da vida.
Sabedoria e limitações da maturidade. Pessoas maduras não possuem o mesmo metabolismo nem a mesma capacidade de converter alimentos e exercícios em tecido muscular que os jovens. Em compensação, possuem experiência, disciplina e melhor compreensão das consequências de suas escolhas. Zane sustenta que uma pessoa de meia-idade ainda pode apresentar melhora física rápida quando combina treinamento motivado, alimentação inteligente, relaxamento profundo e atitude positiva.
2. Abordagem integral
Método holístico. O programa é denominado holístico porque não considera o corpo isoladamente. O treinamento deve envolver também pensamentos, emoções, descanso, alimentação e desenvolvimento psicológico. O objetivo não é apenas ampliar músculos, mas formar uma pessoa mais completa nos planos físico, mental, emocional e espiritual.
Homens e mulheres. Zane afirma que os exercícios podem ser usados por ambos os sexos, pois homens e mulheres possuem os mesmos grupos musculares. O receio de desenvolver músculos excessivamente grandes seria injustificado, porque um volume excepcional exige treinamento pesado, alimentação abundante e esforço prolongado; não surge acidentalmente com um programa moderado.
Importância da musculação. O autor atribui ao treinamento com pesos a capacidade de elevar a densidade óssea, retardar a osteoporose, preservar massa muscular e favorecer a perda de gordura. Ele critica programas de envelhecimento saudável baseados quase exclusivamente em exercícios aeróbicos e sustenta que a musculação mantém o metabolismo elevado por mais tempo depois da sessão.
3. A equação do fisiculturismo
Zane resume seu sistema pela fórmula:
- B: bodybuilding ou transformação corporal;
- E: exercício;
- A: atitude;
- R: relaxamento;
- N: nutrição.
Exercício. O fator exercício inclui musculação, alongamentos e atividade aeróbica. Embora normalmente receba a maior atenção, o exercício isolado é descrito como catabólico, pois desgasta e rompe tecidos.
Relaxamento. O repouso inclui sono de ondas lentas, sono REM, sonhos e a capacidade de produzir conscientemente uma resposta de relaxamento durante o dia. Esses processos permitem que o organismo se recupere do estímulo produzido pelo treino.
Nutrição. A nutrição compreende os macronutrientes — proteínas, gorduras e carboidratos — e os micronutrientes, como aminoácidos, vitaminas e minerais. Alimentação e repouso exercem funções anabólicas, reconstruindo aquilo que o exercício desgastou.
Atitude. A atitude se manifesta em pensamentos, palavras, comportamentos e escolhas. Ela determina como a pessoa treina, alimenta-se e descansa, funcionando como elemento organizador dos demais fatores.
Relação multiplicativa. Como os fatores são multiplicados, deixar um deles de lado reduz drasticamente o resultado. Treinar muito não compensaria sono inadequado; suplementar-se não compensaria uma atitude autodestrutiva; e relaxar sem exercício não produziria a transformação pretendida.
4. Como usar o livro
Programas conforme o nível. A escolha da rotina depende mais do nível atual de condicionamento do que da idade cronológica. Crianças supervisionadas devem começar pela rotina infantil do capítulo 2; idosos sem experiência, pelo programa para iniciantes idosos; adolescentes e adultos iniciantes, pela rotina de corpo inteiro do capítulo 3.
Progressão. Depois de alguns meses no programa de corpo inteiro, o praticante pode avançar para a rotina dividida em duas partes. Quem deseja perder gordura encontra uma versão específica no capítulo 5. Pessoas com pelo menos um ano de treinamento podem utilizar a divisão em três partes, enquanto competidores e praticantes avançados podem recorrer ao programa do capítulo 12.
Demais componentes. O livro também apresenta prevenção e tratamento de lesões, treinamento sazonal, plano alimentar de quatro dias, técnicas de relaxamento, relação entre fisiculturismo e sexualidade, visualização e desenvolvimento psicológico.
Avaliação de saúde. Antes de iniciar, Zane considera indispensável realizar uma avaliação com profissional de saúde e identificar lesões, limitações ou movimentos que devam ser evitados.
Metáforas e autoconhecimento. Além de instruções sobre exercícios, séries e repetições, o livro utiliza histórias, poemas e metáforas. O leitor deve perguntar como essas narrativas se relacionam com sua própria vida. O treinamento torna-se, assim, um instrumento de crescimento psicológico.
Capítulo 1 — Fisiculturismo do nascimento à morte
1. Origem pessoal da motivação
Infância de Frank Zane. Zane cresceu no nordeste da Pensilvânia como o mais velho de dois irmãos. Era tímido, tinha poucos amigos e procurava obter a aprovação de um pai que trabalhava em dois empregos e conversava pouco com ele. Dedicava-se a atividades solitárias, como construir aeromodelos, praticar arco e flecha e caminhar pelas florestas.
Preferência por uma atividade individual. Embora tenha praticado beisebol, futebol americano e basquete, Zane não se identificava com esportes coletivos. O fisiculturismo lhe pareceu adequado porque poderia progredir por esforço próprio, sem depender de uma equipe.
Início aos 14 anos. Apesar de o pai ter boa constituição física natural, não aprovou o interesse do filho pela musculação e preferia que ele desenvolvesse o corpo realizando trabalhos domésticos. Aos 14 anos, Zane iniciou o treinamento que posteriormente o levaria aos principais títulos do fisiculturismo.
Estudo da psicologia. Na vida adulta, ele cursou psicologia e obteve mestrado para compreender por que havia se dedicado tão intensamente ao treinamento e às competições. Suas explicações são buscadas principalmente na psicologia do desenvolvimento e na psicologia analítica de Carl Jung.
2. As quatro fases da vida
Carl Jung divide a existência em infância, juventude, meia-idade e velhice. Zane utiliza essa estrutura para mostrar que a motivação para treinar não permanece igual durante toda a vida. Uma razão que impulsiona o adolescente pode se tornar inadequada na maturidade, exigindo mudança de orientação.
3. Infância
Treinamento infantil. A infância corresponde ao período entre nascimento e puberdade. Zane não considera errado que crianças treinem com pesos, desde que sejam supervisionadas e sigam sessões curtas, simples e leves. Cargas pesadas não devem ser empregadas.
Diversidade de atividades. Como crianças possuem atenção limitada e ainda estão formando habilidades gerais, devem participar de diferentes esportes e atividades recreativas. A musculação não deve ocupar o espaço das brincadeiras nem limitar o desenvolvimento motor.
Identificação. A personalidade infantil é formada, em parte, pela imitação de pais, familiares, autoridades e heróis esportivos. A criança adquire características de seus modelos por um processo chamado identificação, que pode ocorrer tanto pela convivência direta quanto pela observação indireta.
Identificação por perda do objeto. Quando o pai está fisicamente ausente ou emocionalmente indisponível, o menino pode tentar incorporar simbolicamente suas características. Zane associa sua busca de desenvolvimento muscular ao desejo de aproximar-se de uma figura masculina que não estava emocionalmente disponível.
Sementes do fisiculturismo. O interesse pode surgir silenciosamente na infância, mas permanecer adormecido até a puberdade. Zane observa que vários fisiculturistas teriam crescido sem uma figura masculina plenamente presente e procurado no corpo musculoso uma forma de identificação e afirmação.
4. Juventude
Mudanças fisiológicas. A juventude começa com a puberdade e se estende até a meia-idade. O aumento da testosterona, o crescimento acelerado e o desenvolvimento das características sexuais masculinas tornam a adolescência um período favorável à construção muscular.
Insegurança e inferioridade. O crescimento muscular nem sempre é motivado apenas por saúde ou esporte. O jovem pode desejar superar medo, vergonha, inferioridade, fraqueza ou sensação de inadequação.
Defesa contra ameaças. Zane começou a treinar para adquirir força e defender-se de gangues do bairro. À medida que sua aparência se tornava mais musculosa, sentia-se protegido porque outras pessoas evitavam confrontá-lo.
5. Fisiculturismo como armadura do caráter
Camada defensiva. A primeira motivação fundamental é denominada bodybuilding as character armor, ou fisiculturismo como armadura do caráter. A musculatura atua como uma proteção exterior para sentimentos de medo, vulnerabilidade e insuficiência.
Alexander Lowen. Zane relaciona essa ideia à camada muscular defensiva apresentada por Alexander Lowen em Bioenergetics. Tensões musculares crônicas sustentariam as defesas do ego e, ao mesmo tempo, impediriam a expressão de sentimentos reprimidos.
Aparência exterior e repressão. O jovem constrói uma identidade forte e agressiva, mas pode manter emoções e inseguranças enterradas sob a aparência. O corpo se torna uma espécie de traje protetor.
Linguagem agressiva. Essa orientação aparece nas metáforas violentas utilizadas no fisiculturismo: músculos são atacados, destruídos ou bombardeados. A linguagem revelaria uma compreensão do treinamento como guerra contra o próprio corpo.
Competição. A armadura do caráter nasce de uma sensação de deficiência e impulsiona o indivíduo a competir, provar valor e demonstrar superioridade. O objetivo principal é obter reconhecimento externo.
6. Ídolos e identificação orientada para objetivos
Modelo de sucesso. O iniciante escolhe um campeão como ídolo e passa a imitar seu programa, comportamento e estilo de vida. Esse processo é denominado identificação orientada para objetivos.
Semelhança física. A pessoa tende a escolher modelos com tipo corporal ou estrutura semelhante à sua. Existe também um elemento de identificação narcísica, pois o admirador acredita reconhecer no campeão uma versão aperfeiçoada de si mesmo.
Steve Reeves. Zane, com aproximadamente 1,75 m e 145 libras no início, identificou-se com Steve Reeves porque ele apresentava um físico proporcional, simétrico e não excessivamente volumoso.
Filmes de Hércules. Quando Reeves apareceu nos filmes de Hércules em 1959, Zane decidiu competir. Aos 18 anos, ficou em terceiro lugar no Teenage Mr. America, iniciando sua carreira competitiva.
Construção simultânea. À medida que construía o corpo, Zane construía também sua identidade. O corpo real era considerado inadequado, enquanto o corpo ideal simbolizava sucesso, segurança e aceitação.
7. Troféus e expansão do ego
Mais de cem troféus. Em 1969, Zane já havia acumulado mais de cem troféus. Esses objetos passaram a representar exteriormente a expansão de seu ego.
Mr. World de 1969. Ao vencer o Mr. World, na Bélgica, recebeu um troféu de aproximadamente seis pés e 250 libras, tão grande que não conseguiu levantá-lo. Posteriormente interpretou o episódio como uma metáfora inconsciente: seu ego também havia se tornado grande demais.
Limite da motivação competitiva. No final da carreira, Zane começou a perceber que era mais do que um corpo e que não poderia continuar indefinidamente competindo contra outras pessoas. A motivação baseada exclusivamente em troféus, aprovação e superioridade precisava ser transformada.
8. Fisiculturismo como conclusão do caráter
Segunda motivação. A orientação madura é chamada bodybuilding as character completion, ou fisiculturismo como conclusão do caráter. O treinamento passa a ser utilizado para desenvolver não apenas músculos, mas também intelecto, emoções e espiritualidade.
Competição consigo mesmo. O praticante deixa de medir seu valor apenas pela comparação com adversários. O objetivo passa a ser superar seu próprio estado anterior e desenvolver a totalidade da personalidade.
Penetração da armadura. Em vez de acrescentar novas camadas musculares para esconder sentimentos, a pessoa procura atravessar a armadura e reconhecer emoções reprimidas. O treinamento torna-se compatível com uma vida equilibrada.
9. Meia-idade e conflito interior
Persistência da psicologia juvenil. Um fisiculturista pode chegar à meia-idade ainda tentando provar seu valor ao mundo. Nesse caso, continua acumulando músculos e competindo agressivamente para negar o envelhecimento e evitar contato com a própria vulnerabilidade.
Criança em corpo adulto. Zane descreve pessoas que permanecem emocionalmente infantis dentro de corpos musculosos de quarenta anos. A aparência exterior cresce, mas o desenvolvimento interior é interrompido.
Reorganização de valores. A saída envolve maior introversão, revisão das prioridades e movimento em direção à autorrealização. Na primeira metade da vida, predomina a expansão do ego; na segunda, torna-se necessária a integração entre consciência e inconsciente.
10. Inconsciente e arquétipos
Inconsciente pessoal. O inconsciente reúne experiências, memórias, sentimentos e conteúdos dos quais a pessoa não está consciente naquele momento.
Inconsciente coletivo. Além dos conteúdos pessoais, Jung propõe uma dimensão comum à humanidade, chamada inconsciente coletivo.
Arquétipos. Os arquétipos são padrões universais que aparecem em sonhos, mitos, contos populares, literatura e arte. Eles mostram aspectos da personalidade que a pessoa desconhece, rejeita ou projeta nos outros.
Principais arquétipos. Zane destaca persona, sombra, anima, animus e Self como especialmente importantes durante a meia-idade.
11. Persona
Máscara social. A persona é a aparência exterior adotada para obter reconhecimento e aceitação. No caso de Zane, o corpo musculoso e a imagem de campeão formaram sua máscara pública.
Desenvolvimento unilateral. Durante a juventude, grande parte da energia é dirigida à construção da identidade visível. Quanto maior a concentração na aparência, maior o risco de ignorar aspectos menos evidentes da personalidade.
12. Sombra
Conteúdo desconhecido. A sombra representa tudo aquilo que a pessoa não reconhece em si. No fisiculturismo, pode simbolizar tanto sentimentos reprimidos quanto músculos negligenciados, assimetrias e desproporções.
Projeção. Zane percebeu que frequentemente enxergava hostilidade nos outros porque projetava neles sua própria agressividade. Reconhecer a sombra significa admitir que sentimentos como raiva, medo, vergonha, ressentimento e hostilidade pertencem também à própria pessoa.
Material não vivido. Quando ignorada, a sombra pode tornar-se destrutiva. Quando reconhecida, sua energia pode ser convertida em força construtiva, inclusive durante os treinamentos.
Wallace Stevens. Zane utiliza um poema de Wallace Stevens no qual o eu lírico se compara a uma árvore, alcança o sol e o mar, mas se incomoda com formigas atravessando sua sombra. A imagem representa o contraste entre grandeza consciente e elementos rejeitados da personalidade.
13. Anima, animus e Self
Anima. A anima corresponde aos aspectos femininos inconscientes no homem, como receptividade, emoção, intuição e menor agressividade.
Animus. O animus representa aspectos masculinos inconscientes na mulher, como independência, assertividade, lógica e força.
Integração. Uma personalidade equilibrada exige que homens e mulheres permitam a expressão consciente de características tradicionalmente associadas ao sexo oposto. Quando reprimidas, essas qualidades permanecem imaturas e podem aparecer de forma descontrolada.
Sonhos de Zane. Sua anima aparecia como uma jovem que o conduzia para fora de uma prisão. A prisão simbolizava o sistema de crenças que havia formado sua armadura muscular.
Self. O Self é o princípio orientador e organizador da personalidade. Ele se manifesta em sonhos e símbolos, ajudando o ego amadurecido a integrar os diferentes elementos da vida.
Individuação. O processo de integração entre consciente, inconsciente, sombra, anima, animus e Self é chamado por Jung de individuação. Zane relaciona esse processo a disciplinas como meditação, yoga, artes marciais e fisiculturismo.
14. Crise da meia-idade e treinamento
Rigidez física e psicológica. Pessoas sedentárias também criam armaduras, expressas em postura deficiente, movimentos rígidos e crenças inflexíveis. A crise da meia-idade ocorre quando se tenta transportar para a maturidade a mesma psicologia da juventude.
Experiência e vulnerabilidade. O adulto percebe que possui mais experiência e discernimento, mas também está mais vulnerável a doenças, perda de força e limitação do tempo.
Transformar neurose em arte. Zane propõe usar o fisiculturismo para transformar conflitos da meia-idade em desenvolvimento consciente. Treinar com inteligência pode prolongar a boa condição física muito além da juventude.
Bill Pearl e Bob Delmontique. Bill Pearl é citado como exemplo de excelente condição aos sessenta anos, e Bob Delmontique como exemplo semelhante aos setenta.
15. Biomarcadores do envelhecimento
Com base em William Evans e Irwin Rosenberg, Zane enumera os seguintes biomarcadores:
- massa muscular;
- força;
- metabolismo basal;
- percentual de gordura;
- capacidade aeróbica;
- pressão arterial;
- sensibilidade à insulina;
- relação entre colesterol e HDL;
- densidade óssea;
- regulação da temperatura corporal.
Esses indicadores seriam mais úteis do que a idade cronológica para avaliar o grau de envelhecimento de uma pessoa.
16. Benefícios do exercício
Benefícios físicos. A partir de Michael Murphy, Zane lista fortalecimento do coração, aumento do débito cardíaco, redução da frequência de repouso, melhora da circulação, maior captação de oxigênio, redução da pressão, aumento da massa óssea, preservação das articulações, melhora da força, utilização mais eficiente de gorduras e carboidratos e redução da gordura corporal.
Benefícios psicológicos. Também são mencionadas melhoras de autoconfiança, estabilidade emocional, independência, memória, humor, percepção, imagem corporal, autocontrole, satisfação sexual e eficiência no trabalho, além da redução de ansiedade, depressão, hostilidade e tensão.
Musculação e aeróbicos. A corrida pode desenvolver capacidade aeróbica, reduzir gordura e fortalecer as pernas, mas não produziria sozinha o mesmo nível de dureza, simetria e proporção muscular. O fisiculturista deve realizar apenas a quantidade de exercício aeróbico necessária aos seus objetivos.
17. Velhice como maturidade
Última fase de aperfeiçoamento. A velhice é apresentada como a última oportunidade de aperfeiçoar a arte de viver. Mesmo idosos frágeis podem melhorar alguns biomarcadores por meio do treinamento adequado.
Atitude diante da idade. Zane prefere os termos maturidade e senioridade. Uma pessoa pode ser velha em atitude aos cinquenta anos e jovem em espírito aos noventa.
Ken Dychtwald. Em Age Wave, Dychtwald é citado para distinguir pessoas relativamente jovens, mas cansadas e resignadas, de idosos cheios de vitalidade.
Sabedoria corporal. Com a idade, o metabolismo e os hormônios ligados ao crescimento muscular diminuem, e a recuperação se torna mais lenta. Em contrapartida, aumentam experiência, prudência e capacidade de reconhecer sinais do corpo.
Ambiente favorável. A partir de B. F. Skinner, Zane sustenta que o ambiente deve ser organizado de modo que comportamentos benéficos sejam recompensados. A pessoa madura pode continuar definindo objetivos, treinando e desfrutando a vida apesar de limitações.
Capítulo 2 — Fisiculturismo para crianças jovens e idosas
1. Crianças, atividade física e exemplo dos pais
Crescer forte e inteligente. O capítulo começa com uma afirmação de Arnold Schwarzenegger: seria tão importante para uma criança crescer fisicamente apta quanto crescer inteligente.
Concorrência dos jogos eletrônicos. Atividades ao ar livre precisam ser interessantes o bastante para competir com os jogos eletrônicos e outras formas de entretenimento sedentário.
Influência familiar. Os pais possuem a melhor oportunidade de incentivar uma vida ativa. O comportamento dos adultos exerce maior influência do que ordens e explicações.
Não forçar. Crianças interessadas devem receber informação e supervisão, mas não ser obrigadas a treinar. Zane compara a imposição da musculação à obrigação de estudar piano: a pressão pode produzir formação reativa, levando a criança a rejeitar aquilo que o adulto deseja que ela faça.
Experiência como professor. Zane lecionou por treze anos e observou que muitos alunos começaram a treinar porque o admiravam como pessoa e como Mr. Universe, não porque ele os havia forçado.
2. Quatro condições para o treinamento infantil
A criança precisa de:
- um modelo de fisiculturista bem-sucedido;
- desejo de imitar esse modelo;
- ambiente equipado e supervisão de adulto;
- sistema de feedback e recompensa.
Quando essas condições estão presentes, pode-se utilizar uma rotina básica de corpo inteiro, duas ou três vezes por semana, com aproximadamente trinta minutos de duração.
3. Rotina infantil de corpo inteiro
A rotina apresentada combina musculação e alongamento:
- levantamento e desenvolvimento com barra — alongamento na porta;
- remada inclinada com barra — alongamento dos dorsais com os dois braços;
- supino com barra — alongamento na porta;
- rosca com halteres — alongamento dos braços para trás;
- abdominal;
- agachamento frontal — alongamentos para a parte anterior e posterior das pernas;
- elevação de panturrilhas — alongamento das panturrilhas.
Séries e repetições. A criança começa com uma série de dez repetições, sempre priorizando a execução correta. Depois de aproximadamente um mês e de progresso suficiente, pode avançar para duas séries.
Cargas. Zane adverte que crianças não devem usar cargas pesadas em poucas repetições. Recomenda evitar levantamento terra e agachamento tradicional pesado. Na segunda série, os aumentos devem ser pequenos: cerca de 2,5 libras nos halteres e até cinco libras nos movimentos com barra.
Alongamentos. Os alongamentos são realizados antes da sessão e depois de cada série, associando desde o início força e flexibilidade.
4. Sistema de recompensa
Zane descreve um pai que, depois do treino do filho, empilhava todas as anilhas correspondentes ao peso total movimentado. Se o menino utilizasse quinze libras em seis exercícios de dez repetições, o pai transformava o trabalho em uma pilha visível.
O objetivo não era incentivar cargas máximas, mas tornar o progresso concreto e compreensível. A criança conseguia visualizar quanto trabalho havia realizado em apenas meia hora.
5. Alimentação infantil
Redução de produtos de baixa qualidade. O autor recomenda não manter em casa doces, bolos, refrigerantes e outros produtos que denomina junk food.
Alternativas. Frutas, pasta de amendoim, cereais integrais e sucos são apresentados como substitutos.
Exemplo e não coerção. Os pais devem demonstrar bons hábitos em vez de impor restrições que façam a criança procurar alimentos escondida.
Calorias suficientes. Crianças não devem passar fome, pois necessitam de energia para crescimento e elevado nível de atividade.
Benefícios. Um programa moderado pode melhorar autoestima, confiança, força, aparência e capacidade atlética. Caso a criança abandone a musculação, não se deve insistir excessivamente; o interesse pode reaparecer na adolescência.
6. Treinamento para idosos
Semelhança com o programa infantil. Crianças e idosos ocupam extremos da vida e precisam de maior supervisão. Ambos devem iniciar com programas simples, sessões moderadas e progressão lenta.
Nunca é tarde. Zane sustenta que diversas alterações atribuídas à idade decorrem da falta de exercício. Mesmo quantidades moderadas de musculação e alongamento podem melhorar força, tônus e mobilidade.
Estudos da Universidade Tufts. O autor cita pesquisas do Human Nutrition Center on Aging, segundo as quais idosos saudáveis obtiveram aumentos de força próximos de 200% e ganhos musculares de cerca de 15%. Idosos frágeis teriam alcançado aumentos de força de até 180% e de massa muscular de até 12%.
7. Máquinas e pesos livres
Máquinas para iniciantes idosos. Pessoas idosas podem apresentar lesões, mobilidade limitada, menor coordenação e menor força. Por isso, máquinas são consideradas inicialmente mais seguras do que pesos livres.
Idosos saudáveis. Quando não há máquinas disponíveis, idosos saudáveis podem usar barras e halteres leves. Também podem iniciar pela rotina infantil e depois avançar para a rotina de corpo inteiro do capítulo 3.
8. Rotina para idosos
O programa inclui:
- extensão de pernas;
- flexão de pernas;
- alongamentos das pernas;
- elevação de panturrilhas em pé;
- puxada frontal;
- peck deck;
- elevação lateral unilateral;
- rosca unilateral com halter;
- extensão de tríceps unilateral;
- alongamentos correspondentes.
Frequência. O treino é realizado duas ou três vezes por semana.
Progressão. Inicia-se com uma série de dez repetições. Após aproximadamente um mês, ou quando a pessoa se sentir preparada, passa-se para duas séries.
Sensação após o treino. A sessão deve deixar o praticante agradavelmente cansado e contribuir para um sono melhor, não produzir exaustão intensa.
Supervisão profissional. Idosos frágeis devem treinar sob orientação de personal trainer qualificado ou fisioterapeuta.
9. Possibilidades de evolução
Após obter o máximo de resultados na rotina de corpo inteiro, o idoso pode avançar para a divisão em duas partes. A evolução depende de saúde anterior, lesões, motivação, desejo de melhorar, atitude e crenças.
Bob Delmontique. Aos 72 anos, Delmontique utilizava a divisão em três partes apresentada no capítulo 6. Zane atribui seu progresso ao fato de ser saudável, não possuir lesões e manter uma atitude extremamente positiva.
Capítulo 3 — Começando no fisiculturismo
1. Começar pelo começo
Parábola do buscador. Um buscador recebe de um mestre um programa e, depois de muitos anos, alcança a iluminação. Seus seguidores copiam os exercícios finais, mas não alcançam o mesmo resultado porque começaram no final do processo.
Erro dos iniciantes. Muitas pessoas copiam programas de campeões publicados em revistas. Como não possuem a experiência, a recuperação nem a preparação dos atletas avançados, ficam doloridas, fatigadas, lesionadas, frustradas e confusas.
Fundação antes do último andar. Zane compara esse erro a tentar construir a cobertura de um edifício antes do porão. O iniciante precisa desenvolver técnica, tolerância ao esforço e regularidade antes de utilizar métodos avançados.
2. Princípio da parcimônia
Simplicidade. A lei da parcimônia determina que se use o programa mais simples capaz de produzir progresso.
Menor estímulo eficiente. Não há razão para realizar grande volume quando uma quantidade moderada já faz o corpo responder. O praticante deve extrair o máximo resultado de uma rotina básica antes de acrescentar complexidade.
Começar e recomeçar. O princípio se aplica tanto a quem nunca treinou quanto a quem retorna depois de uma interrupção.
3. Memória muscular
Método da economia. Hermann Ebbinghaus demonstrou que aprender um comportamento pela primeira vez exige mais tempo do que reaprendê-lo. Zane aplica essa ideia ao treinamento.
Memória processual. A memória de como realizar uma atividade é chamada memória processual. Ela permanece relativamente resistente ao envelhecimento e ajuda antigos praticantes a recuperar técnica e condição física.
Memória neuromuscular. No fisiculturismo, esse fenômeno é chamado memória muscular ou memória neuromuscular.
Experiência de 1963. Durante a faculdade, Zane adoeceu após uma injeção de antibiótico e caiu de 190 para 160 libras. Depois de se recuperar, retornou ao treinamento e relata ter recuperado 25 libras musculares em duas semanas.
Depósito guardado. Ele compara o treinamento anterior a dinheiro guardado em um cofre: mesmo depois de esquecido, continua disponível quando a chave é reencontrada.
4. Estrutura do programa inicial
Corpo inteiro. O iniciante deve trabalhar todos os grupos musculares na mesma sessão, acrescentando alongamentos e exercícios aeróbicos.
Frequência. A rotina pode ser realizada três vezes por semana em dias alternados — segunda, quarta e sexta ou terça, quinta e sábado. Pessoas com pouco tempo podem treinar duas vezes.
Duração. Cada sessão deve durar menos de uma hora.
Função da rotina. Uma programação fixa reduz a necessidade de decidir diariamente o que fazer, quanto fazer e quando fazer. O corpo se beneficia da regularidade.
5. Simetria
Equilíbrio bilateral. Simetria é o equilíbrio entre os lados esquerdo e direito do corpo.
Assimetria com a idade. Ao longo da vida, movimentos repetidos de maneira desigual podem ampliar diferenças entre os lados.
Esportes assimétricos. Jogadores de beisebol arremessam com um braço; jogadores de futebol chutam predominantemente com uma perna; tenistas, golfistas, arqueiros e jogadores de basquete também repetem movimentos dominantes.
Correção pelo fisiculturismo. Um programa inteligente trabalha ambos os lados e pode compensar desequilíbrios produzidos por esportes e atividades diárias.
6. Proporção, definição, tamanho e forma
Proporção. É a relação entre o tamanho e o desenvolvimento das diferentes partes. Nenhum grupo deve dominar visualmente o conjunto.
Equilíbrios específicos. Coxas devem corresponder às panturrilhas; bíceps, aos tríceps; braços, aos antebraços; tronco superior, às pernas; trapézios, aos dorsais; peitoral, aos deltoides. A cintura deve permanecer pequena o bastante para acentuar a forma em V do tronco e o desenvolvimento das pernas.
Desproporções esportivas. Corredores e ciclistas podem desenvolver pernas sem tronco correspondente; levantadores de peso, trapézios, coxas, glúteos e região lombar; ginastas, tronco superior mais desenvolvido que as pernas.
Definição. Refere-se ao grau em que músculos, separações e fibras ficam visíveis. Quando faltam detalhes, o físico é chamado de “liso”.
Tamanho. Indica o volume do músculo.
Forma. Refere-se ao desenho visual, como panturrilhas em diamante, tríceps em ferradura e abdômen em tábua. Os melhores físicos combinam proporção, definição, tamanho e forma.
7. Repetições e execução
Fase positiva. A fase positiva ou concêntrica ocorre quando o peso é movimentado da posição inicial até a contração.
Fase negativa. A fase negativa ou excêntrica ocorre no retorno à posição inicial. Ela deve ser ligeiramente mais lenta que a positiva.
Ritmo. As repetições são feitas de maneira contínua, suave e sem movimentos bruscos.
Técnica estrita. A carga deve permitir que o músculo pretendido realize o trabalho. Balançar o corpo ou utilizar outros músculos para levantar mais peso prejudica o isolamento e a forma muscular.
Seleção da carga. O peso deve permitir exatamente o número planejado de repetições. A última deve ser difícil, mas ainda executada corretamente.
Evitar a falha. Zane recomenda interromper a série antes da falha absoluta. Repetições forçadas e execução frouxa são tratadas como técnicas avançadas que podem aumentar o estresse sobre músculos e articulações.
8. Pump
Definição. O pump é a sensação de inchaço produzida pelo aumento do fluxo sanguíneo no músculo trabalhado.
Objetivo da série. Cada série corretamente executada deve produzir pump. O praticante conta silenciosamente as repetições e concentra-se na expansão do músculo.
Velocidade e ritmo. Repetições excessivamente lentas podem reduzir a eficiência, enquanto movimentos rápidos e descontrolados diminuem a tensão no músculo. Deve haver um ritmo constante.
Analogia do pneu. Zane compara o músculo a um pneu com pequeno vazamento. Cada série repõe a pressão; no organismo, o sangue ocupa temporariamente o músculo e produz o inchaço.
9. Respiração
Ritmo respiratório. Para a maioria dos exercícios, inspira-se durante a fase negativa e expira-se durante a positiva.
Uma respiração por repetição. Cada repetição deve corresponder a uma inspiração e uma expiração completas.
Não prender o ar. Zane adverte que a respiração não deve ser retida durante o movimento.
Condicionamento aeróbico. Pessoas com melhor capacidade cardiovascular recuperam o fôlego mais rapidamente entre as séries e conseguem reduzir os intervalos, aumentando a eficiência da sessão.
10. Alongamento entre as séries
Momento do alongamento. O treino começa com um alongamento do primeiro grupo muscular. Depois de cada série, realiza-se por aproximadamente quinze segundos um alongamento correspondente.
Sem balanço. A posição deve ser mantida de forma estável, sem movimentos de impulso.
Funções. O alongamento ajuda a preservar o pump, manter flexibilidade, reduzir risco de lesão, relaxar entre as séries e preparar o corpo para o próximo esforço.
Ritmo do treino. Inicialmente, o praticante deve procurar completar uma série e seu alongamento em aproximadamente dois minutos.
11. Dez alongamentos básicos
O programa apresenta:
- alongamento na porta — peitoral e deltoides anteriores;
- alongamento unilateral do ombro — ombros, tríceps e serrátil;
- braços para trás — tríceps e deltoides posteriores;
- braços pronados para trás — bíceps inferiores e antebraços;
- alongamento do deltoide posterior;
- alongamento dos dorsais com dois braços;
- alongamento unilateral dos dorsais;
- elevação de uma perna — posteriores da coxa e região lombar;
- perna para trás — parte anterior das coxas;
- alongamento das panturrilhas.
Os dez movimentos podem formar uma sessão independente quando não há acesso a pesos e também podem ser usados no dia seguinte ao treino para aliviar desconfortos.
12. Alimentação antes da sessão
Refeição leve. O treino deve ser precedido por refeição ou lanche de digestão fácil.
Tempo de digestão. O intervalo varia de aproximadamente trinta minutos a duas horas, conforme a quantidade e o tipo de alimento.
Energia inicial. Zane relaciona um bom pump à disponibilidade de glicose no início da sessão.
13. Musculação, lipólise e aeróbicos
Mudança de combustível. Depois de aproximadamente trinta a 45 minutos de musculação, o autor afirma que o organismo passa a utilizar mais ácidos graxos livres.
Lipólise. O processo pelo qual a gordura se torna disponível como energia é chamado lipólise.
Aeróbicos no final. Como a lipólise ocorreria na parte final da sessão, Zane recomenda colocar os exercícios aeróbicos depois da musculação.
Abdômen. O trabalho abdominal também aparece no final, quando o estômago está menos cheio e a natureza das repetições elevadas se aproxima de uma atividade aeróbica.
Modalidades. Caminhada, corrida, bicicleta, subida de escadas e remo são citados como exemplos.
Frequência cardíaca-alvo. O livro utiliza como referência 70% da diferença entre 220 e a idade. Aos cinquenta anos, Zane calcula 220 menos 50, obtendo 170; 70% desse valor corresponde a 119 batimentos por minuto.
Quality training. Melhor capacidade aeróbica permite reduzir os intervalos entre as séries, realizar mais trabalho em menos tempo e aumentar a definição. Os fisiculturistas chamam isso de treinamento de qualidade.
14. Rotina de corpo inteiro
A rotina inclui:
- supino inclinado com halteres;
- remada unilateral com halter;
- crucifixo com halteres;
- pulôver;
- elevação para deltoides posteriores;
- extensão de tríceps com halteres;
- rosca alternada;
- elevação lateral;
- rosca inversa com barra;
- elevação unilateral de panturrilha;
- elevação de joelhos;
- torção sentada;
- abdominal parcial inclinado;
- atividade aeróbica.
Cada exercício de musculação é associado a um alongamento correspondente.
15. Experiência inicial de Zane
Aos 14 anos, Zane começou em seu porão com um par de halteres reguláveis entre cinco e quinze libras. Treinava fielmente três vezes por semana depois da escola e relata ter percebido músculos aparecendo após duas semanas.
Ele considera os halteres especialmente úteis para o desenvolvimento da parte superior devido à amplitude de movimento. Como a rotina enfatiza o tronco, recomenda exercícios aeróbicos que utilizem suficientemente as pernas.
16. Equipamentos
O programa requer:
- barra;
- halteres;
- banco ajustável do plano ao inclinado;
- bastão de madeira de cinco pés;
- suporte de agachamento opcional;
- bloco para panturrilhas.
Zane sugere vários pares de halteres ajustáveis com diferentes faixas de carga, reduzindo a necessidade de trocar anilhas durante a sessão. Incrementos de 2,5 libras são preferidos porque aumentos de cinco libras podem ser excessivos para alguns exercícios.
17. Progressão
Primeiras duas semanas. Uma série de dez a doze repetições é realizada na maioria dos exercícios. Panturrilhas, elevação de joelhos, abdominal parcial e torção utilizam vinte a 25 repetições. A sessão, incluindo doze minutos de aeróbicos, deve durar menos de 45 minutos.
Quatro semanas seguintes. O praticante passa a duas séries. Mantém o número de repetições e aumenta moderadamente a carga na segunda série.
Aeróbicos. A duração aumenta para vinte minutos.
Densidade. O intervalo é reduzido progressivamente até que uma série e seu alongamento sejam completados a cada noventa segundos.
Transição. Quando consegue concluir a rotina em aproximadamente uma hora, o praticante está preparado para avançar à rotina dividida do capítulo 4.
Principais ideias da Entrega 1
O fisiculturismo é transformação corporal
O termo não significa apenas aumentar músculos. Abrange mudanças físicas, mentais, emocionais e espirituais.
Exercício, atitude, relaxamento e nutrição são inseparáveis
O progresso resulta do equilíbrio entre estímulo catabólico e recuperação anabólica.
A motivação muda com a idade
Na juventude, a musculatura pode funcionar como armadura do caráter. Na maturidade, deve tornar-se instrumento de conclusão do caráter.
O corpo exterior pode ocultar conflitos interiores
A persona muscular oferece reconhecimento, mas pode esconder medo, vergonha, raiva e inferioridade.
O desenvolvimento maduro exige integração
Sombra, anima, animus e Self precisam ser reconhecidos no processo de individuação.
Crianças e idosos precisam de supervisão
Os dois grupos devem usar programas simples, cargas leves e progressão lenta.
O iniciante não deve copiar campeões
A rotina básica produz técnica, regularidade, simetria e preparação para programas mais avançados.
Simplicidade deve preceder complexidade
O princípio da parcimônia recomenda manter um programa básico enquanto ele continuar produzindo resultados.
Simetria e proporção são objetivos fundamentais
O físico deve ser desenvolvido como um conjunto equilibrado, sem que uma região domine as demais.
Execução correta é superior à carga excessiva
Ritmo, controle, respiração, fase negativa e concentração no músculo são essenciais.
O pump orienta o treinamento
A série deve produzir estímulo muscular sem exigir falha absoluta ou deformação da técnica.
Alongamento e aeróbicos integram o programa
O alongamento é realizado entre as séries; os aeróbicos aparecem no final para melhorar resistência e favorecer a utilização de gordura.
Referências citadas nesta entrega
Pessoas e autores
- Frank Zane
- Christine Zane
- Bernice L. Neugarten
- Virginia Satir
- Meat Loaf
- Carl Gustav Jung
- Alexander Lowen
- Steve Reeves
- Wallace Stevens
- William Evans
- Irwin Rosenberg
- Michael Murphy
- Bill Pearl
- Bob Delmontique
- Ken Dychtwald
- B. F. Skinner
- Arnold Schwarzenegger
- Jean Rostand
- Shunryu Suzuki
- Idries Shah
- Hermann Ebbinghaus
- John R. Anderson
- Bob Anderson
- Frank e Christine Zane, como casal e parceiros de treinamento.
Livros, filmes, poemas e obras
- Fabulously Fit Forever
- Making Contact
- Roadie
- Bioenergetics
- A Primer of Freudian Psychology
- A Primer of Jungian Psychology
- Shadow and Evil in Fairy Tales
- “Six Significant Landscapes”
- Harmonium
- The Collected Poems of Wallace Stevens
- The Dark Side of the Moon
- Biomarkers
- The Future of the Body
- “The Stages of Life”
- Age Wave
- Enjoy Old Age
- Zen Mind, Beginner’s Mind
- Tales of the Dervishes
- “The Three Dervishes”
- Memory: A Contribution to Experimental Psychology
- Language, Memory, and Thought
- Stretching
- filmes de Hércules estrelados por Steve Reeves.
Artigos, estudos e textos
- “Time, Age, and the Life Cycle”
- “The Effect of Absence on Child Development”
- “Physical Growth”, em Carmichael’s Manual of Child Psychology
- “Midas and Other Midlife Crises”
- estudos do Human Nutrition Center on Aging sobre musculação para idosos;
- discurso de Arnold Schwarzenegger no National Press Club;
- reportagem correspondente no New Haven Register.
As referências bibliográficas da introdução e dos três primeiros capítulos aparecem reunidas no final do livro.
Revistas e publicações de fisiculturismo
- Muscle & Fitness
- Flex
- Muscle Media 2000
- Muscle Mag International
- IronMan
- Muscle Mag Illustrated
- Muscular Development
Conceitos psicológicos e filosóficos
- Psicologia do desenvolvimento
- Psicologia analítica
- Psicologia junguiana
- Identificação
- Identificação por perda do objeto
- Identificação orientada para objetivos
- Identificação narcísica
- Formação reativa
- Ego
- Persona
- Sombra
- Anima
- Animus
- Self
- Inconsciente pessoal
- Inconsciente coletivo
- Arquétipos
- Individuação
- Autorrealização
- Armadura do caráter
- Conclusão do caráter
- Camada muscular defensiva
- Crise da meia-idade
- Princípio da parcimônia
- Método da economia
- Memória processual
- Memória muscular
- Memória neuromuscular
Conceitos de treinamento e fisiologia
- Equação do fisiculturismo
- Catabolismo
- Anabolismo
- Musculação
- Alongamento
- Atividade aeróbica
- Simetria
- Proporção
- Definição
- Tamanho muscular
- Forma muscular
- Fase concêntrica
- Fase excêntrica
- Série
- Repetição
- Pump
- Falha muscular
- Respiração rítmica
- Lipólise
- Frequência cardíaca-alvo
- Treinamento de qualidade
- Biomarcadores do envelhecimento
- Metabolismo basal
- Sono de ondas lentas
- Sono REM
- Macronutrição
- Micronutrição
Lugares e instituições
- Nordeste da Pensilvânia
- Estados Unidos
- Bélgica
- Guadalajara, México
- Esalen Institute
- Human Nutrition Center on Aging
- Tufts University
- President’s Council on Physical Fitness
- National Press Club
Competições e eventos
- Teenage Mr. America
- Mr. World de 1969, na Bélgica
- Mr. Universe
- Mr. Olympia
- última competição de Bill Pearl, em 1971
- competição infantil de fisiculturismo em Guadalajara.
Fabulously Fit Forever — Frank Zane
Resumo de aproximadamente 20% — Entrega 2
Capítulos 4, 5 e 6
Capítulo 4 — A rotina dividida
1. A concentração do artesão
O conto do mestre carpinteiro. O capítulo começa com a história de um artesão capaz de fabricar objetos de madeira que pareciam possuir uma qualidade mágica. Antes de iniciar o trabalho, ele reunia suas energias, acalmava a mente e deixava de pensar em recompensas ou fama. Depois verificava se o machado estava afiado, procurava a árvore adequada e relacionava sua habilidade às características naturais da madeira.
Aplicação ao treinamento. A excelência não dependeria de um segredo isolado, mas da união entre concentração, preparação, técnica, escolha dos instrumentos e respeito pelo material trabalhado. No fisiculturismo, o corpo ocupa a posição da madeira: não deve ser submetido indiscriminadamente a qualquer programa, mas treinado de acordo com suas características e necessidades.
Domínio e recompensas externas. Com base em Michael Murphy, Zane afirma que a pessoa alcança domínio quando concentra a energia, acalma os pensamentos e deixa de orientar o trabalho exclusivamente por fama, aprovação ou recompensas externas.
2. Quando abandonar a rotina de corpo inteiro
Permanecer enquanto houver progresso. O praticante não deve trocar o programa inicial apenas porque já o executou por algumas semanas. A rotina de corpo inteiro deve ser mantida enquanto continuar produzindo resultados.
Dor muscular como indicador. Zane utiliza a dor muscular leve no dia seguinte como um indicador de que o corpo ainda está respondendo ao programa. No início, a dor pode surgir apenas dois dias depois; com melhor condicionamento, o ciclo de recuperação se torna mais rápido.
Momento da transição. Quando a pessoa deixa de sentir reação muscular significativa no dia seguinte, mesmo executando corretamente o programa, pode aumentar a intensidade e avançar para uma rotina dividida.
Definição da divisão. A rotina dividida separa o corpo em regiões treinadas em sessões diferentes. A forma mais simples é a divisão em duas partes, normalmente organizada em parte superior e parte inferior.
3. Estrutura da divisão superior/inferior
Parte superior. Em uma sessão são treinados peito, costas, ombros, bíceps, tríceps e antebraços.
Parte inferior. Em outra sessão são treinados quadríceps, posteriores das coxas, glúteos e panturrilhas.
Abdômen e aeróbicos. Exercícios para a cintura e atividade aeróbica são realizados no final de todos os dias de treinamento.
Recuperação. A principal vantagem é permitir que a parte superior descanse completamente no dia de pernas. Ao mesmo tempo, o praticante dispõe de uma sessão inteira para trabalhar coxas, quadris e panturrilhas.
Ênfase nos membros inferiores. Zane considera essa divisão especialmente adequada para pessoas que desejam dedicar maior atenção às pernas. Mulheres interessadas em reduzir medidas de quadris e coxas poderiam empregar mais séries, repetições elevadas e maior volume aeróbico na sessão inferior.
4. Preparação para o Mr. Universe de 1965
Primeira experiência de Zane. Durante o verão de 1965, Zane utilizou a divisão superior/inferior para preparar-se para o concurso Mr. Universe.
Frequência. Treinava a parte superior às segundas, quartas e sextas-feiras e as pernas às terças, quintas e sábados.
Cargas utilizadas. Ele relata ter realizado três séries de dez repetições no supino inclinado com halteres de cem libras e três séries de dez agachamentos com 325 libras.
Aumento de peso corporal. Seu peso passou de aproximadamente 185 para 205 libras.
Sessões prolongadas. Como treinava lentamente para movimentar cargas elevadas, os treinos da parte superior duravam cerca de três horas, e os de pernas, uma hora e meia.
Distribuição desigual do trabalho. Zane reconhece que a parte superior reúne muitos grupos musculares e pode produzir uma sessão muito mais longa. Essa desigualdade, contudo, pode ser útil para quem deseja dar prioridade aos quadris e às pernas, empregando cargas menores, repetições mais altas e mais tempo em esteira, bicicleta ou máquina de escadas.
5. Dia 1 — Parte superior
Peito e ombros anteriores
Supino inclinado a 75 graus com halteres. Trabalha principalmente deltoides anteriores e a região superior do peitoral. É acompanhado pelo alongamento na porta.
Supino inclinado a 30 graus com halteres. Enfatiza a parte superior do peitoral em um ângulo mais baixo, também acompanhado pelo alongamento na porta.
Crucifixo com halteres. Amplia o trabalho do peitoral e é seguido pelo mesmo alongamento.
Pulôver com halter. Trabalha peitoral, caixa torácica, serrátil e outras estruturas da parte superior; é associado ao alongamento unilateral do ombro.
Costas
Puxada frontal. É seguida pelo alongamento dos dorsais com dois braços.
Remada baixa no cabo. Trabalha a região central das costas e utiliza o mesmo alongamento.
Braços e ombros
Extensão de tríceps com halter. É acompanhada pelo alongamento dos braços para trás.
Rosca inclinada de bruços com halteres. Trabalha bíceps e é seguida pelo alongamento pronado dos braços para trás.
Elevação lateral com halteres. Enfatiza os deltoides laterais e é combinada com alongamento unilateral do ombro.
Rosca inversa com barra. Trabalha antebraços e é acompanhada pelo alongamento pronado.
Abdômen e aeróbicos
Exercícios abdominais. A sessão termina com elevação de joelhos, torção sentada e abdominal parcial inclinado.
Atividade aeróbica. Zane indica remo ergométrico ou bicicleta Airdyne utilizando principalmente os braços, por doze a vinte minutos na frequência cardíaca-alvo.
6. Dia 2 — Parte inferior
Coxas
Extensão de pernas. Prepara e trabalha os quadríceps, sendo seguida pelo alongamento da parte anterior da coxa.
Flexão de pernas. Desenvolve os posteriores e é combinada com o alongamento de uma perna elevada.
Bom-dia. Trabalha posteriores, glúteos e região lombar e também é acompanhado pelo alongamento posterior.
Agachamento frontal ereto. Deve ser executado mantendo o tronco o mais vertical possível, seguido de alongamento para a parte anterior das pernas.
Avanço. Trabalha coxas e quadris, sendo combinado com alongamento posterior.
Elevação lateral da perna com tornozeleiras. Enfatiza a parte lateral dos quadris.
Panturrilhas
Elevação de panturrilhas em pé. Trabalha principalmente o gastrocnêmio e é seguida pelo alongamento das panturrilhas.
Elevação de panturrilhas donkey. Complementa o desenvolvimento das panturrilhas e utiliza o mesmo alongamento.
Abdômen e aeróbicos
A sessão inclui elevação de pernas, torção sentada e abdominais curtos. A parte aeróbica pode ser realizada na esteira, máquina de escadas ou bicicleta estacionária, durante doze a vinte minutos na frequência cardíaca-alvo.
7. Progressão da rotina
Parte superior. O programa começa com duas séries de dez a doze repetições.
Parte inferior. Os exercícios utilizam duas séries de doze a quinze repetições.
Cintura. Os movimentos abdominais são feitos em duas séries de vinte a trinta repetições.
Aeróbicos superiores. Remo ou Airdyne são realizados inicialmente por cerca de doze minutos.
Aeróbicos inferiores. Esteira, bicicleta ou máquina de escadas são feitos por aproximadamente vinte minutos.
Treinamento cruzado. Zane recomenda alternar as modalidades aeróbicas entre as sessões, produzindo um efeito de cross-training e reduzindo a repetição constante do mesmo padrão.
8. Progressão para força ou definição
Força e massa muscular. Para aumentar força e tamanho, o praticante eleva a carga na segunda série. Com a carga maior, o número de repetições pode diminuir e o intervalo pode precisar ser ligeiramente ampliado.
Definição e condicionamento. Para permanecer magro e definido, mantém-se a mesma carga da primeira série e reduz-se o descanso. O treinamento torna-se mais rápido e adquire caráter mais aeróbico.
Terceira série. Depois de três ou quatro semanas, pode-se acrescentar uma terceira série. Entretanto, isso aumenta a duração do treino em aproximadamente um terço.
Eficiência das duas séries. Pessoas com apenas uma hora disponível podem permanecer por longos períodos em duas séries por exercício. Para Zane, o resultado depende mais de como as séries são executadas do que da simples acumulação de volume.
9. Variações de frequência
Três dias por semana
O praticante treina em dias alternados ou sempre às segundas, quartas e sextas-feiras, alternando parte superior e inferior. Uma região será treinada duas vezes em determinada semana e apenas uma vez na seguinte.
Quatro dias por semana
A parte superior é treinada na segunda e quinta-feira; a parte inferior, na terça e sexta-feira. Quarta-feira e fim de semana são destinados à recuperação.
Cinco dias por semana
Uma pessoa que deseja enfatizar quadris e coxas pode treinar a parte inferior na segunda, quarta e sexta-feira e a superior na terça e quinta-feira.
Outra possibilidade é treinar cinco dias consecutivos e descansar no fim de semana. Na primeira semana, a parte superior aparece na segunda, quarta e sexta; na seguinte, a parte inferior ocupa esses três dias.
Em dias alternados contínuos
A pessoa treina a parte superior, descansa, treina a inferior, descansa e repete o ciclo. Os dias de treinamento mudam semanalmente, exigindo acesso ao equipamento em dias variados.
Pesos e aeróbicos em dias separados
Zane também experimentou a seguinte organização:
- peito, ombros, braços e abdômen;
- no dia seguinte, aeróbicos;
- costas, coxas, panturrilhas e abdômen;
- no dia seguinte, aeróbicos.
O ciclo era repetido, com um dia extra de repouso quando necessário.
Divisão por movimentos
Outra versão combina:
- Dia 1: peito, ombros, tríceps e quadríceps;
- Dia 2: costas, bíceps, antebraços, posteriores e panturrilhas.
Essa forma é executada três vezes por semana. O principal risco é sobrecarregar a região lombar se o praticante realizar agachamentos pesados com inclinação do tronco. Manter o tronco ereto reduz essa tensão. A divisão funciona também como transição para o programa em três partes do capítulo seguinte.
Capítulo 5 — Treinamento com pesos para perda de peso
1. A mulher coberta por camadas
A narrativa inicial. O capítulo começa com uma jovem que vivia sozinha em uma terra permanentemente congelada. Para proteger-se do frio, cobria-se com tantas roupas que se parecia com uma grande bola.
A retirada do ambiente. Um homem informa que o local será evacuado e a convence a partir. Durante a viagem, ela atravessa regiões progressivamente mais quentes e começa a suar.
Remoção gradual. À medida que retira as camadas, sente-se mais leve, movimenta-se com maior facilidade e passa a perceber folhas, animais, sol, jardins e lagos.
Imagem final. Ao observar seu reflexo, vê-se magra e bela sob todas as camadas. A história simboliza a remoção progressiva da gordura, dos hábitos e das defesas que impedem a pessoa de perceber seu corpo e participar de uma comunidade mais saudável.
2. Diferenças na distribuição da gordura
Homens. Zane atribui à maior presença de testosterona mais força e massa na parte superior. O centro de gravidade estaria mais próximo da cintura, região em que muitos homens acumulam gordura.
Mulheres. O centro de gravidade feminino seria mais baixo, e o acúmulo ocorreria frequentemente nos quadris e na parte superior das coxas. Mulheres também apresentariam proporcionalmente mais força nos quadris e pernas do que na parte superior.
Exceções. O autor reconhece homens com abdômen plano e gordura nas coxas, assim como mulheres com pernas finas e abdômen projetado.
Adaptação do programa. Pessoas com gordura concentrada na cintura devem enfatizar exercícios abdominais e modalidades como o remo. Pessoas com maior acúmulo nos membros inferiores podem utilizar mais esteira, bicicleta e máquina de escadas.
Quantidade moderada de pesos. Zane afirma que relativamente pouco treinamento com pesos pode produzir mudanças visíveis quando executado corretamente. O programa é semelhante à rotina empregada por Christine Zane e pode ser usado por homens ou mulheres.
3. Organização geral da rotina para emagrecimento
Divisão em duas partes. O programa é executado de três a seis vezes por semana, conforme condição física, disponibilidade de tempo e capacidade de recuperação.
Ênfase constante. Pernas, quadris e cintura aparecem nos dois dias, porque essas regiões constituem o foco principal.
Equipamento. A rotina pode ser realizada em academia, estúdio de saúde ou academia doméstica com quantidade moderada de aparelhos.
4. Dia 1 — Corpo inteiro com ênfase em cintura e pernas
Parte superior
- supino inclinado a 30 graus com halteres;
- supino inclinado a 75 graus;
- crucifixo com halteres;
- pulôver;
- puxada frontal;
- remada unilateral;
- extensão de tríceps com halteres;
- rosca inclinada de bruços;
- elevação lateral;
- elevação para deltoides posteriores.
Cada exercício é combinado com um alongamento específico para peitoral, ombros, dorsais ou braços.
Abdômen
- elevação de pernas;
- abdominal parcial inclinado;
- torção sentada.
Pernas e aeróbicos
- flexão de pernas;
- extensão de pernas;
- avanço;
- máquina de escadas durante dez a vinte minutos.
O trabalho termina com alongamentos para posteriores e parte anterior das coxas.
5. Dia 2 — Parte inferior e cintura
Aquecimento. A sessão começa com cinco a dez minutos de bicicleta estacionária.
Coxas. Inclui extensão de pernas, flexão de pernas, bom-dia e agachamento sissy.
Panturrilhas. A elevação em pé é acompanhada de alongamento.
Quadris. Elevações laterais e posteriores das pernas são feitas com tornozeleiras, sem interrupção entre os lados.
Cintura. A rotina inclui torção sentada, elevação de joelhos e abdominal curto.
Aeróbicos. A esteira é realizada durante pelo menos vinte a trinta minutos.
6. Séries, repetições e ritmo
Repetições. A maior parte dos exercícios utiliza entre quinze e vinte repetições.
Primeiro mês. O praticante realiza uma série de cada exercício nos dois programas.
Dois meses seguintes. O volume aumenta para duas séries.
Terceira série. Depois desse período, três séries podem ser utilizadas quando houver tempo, energia e necessidade.
Parcimônia. Zane repete que não se deve fazer mais do que o necessário. Enquanto o nível atual continuar produzindo dor muscular moderada e progresso, deve ser mantido.
Velocidade. Uma série e seu alongamento devem ser concluídos em aproximadamente dois minutos ou menos.
Cargas leves. O objetivo não é levantar pesos máximos, mas realizar muitas repetições com forma rigorosa e intervalos reduzidos.
7. Frequência semanal
Início em dias alternados. Nas primeiras duas semanas, o praticante pode alternar os dois programas na segunda, quarta e sexta-feira, continuando a alternância na semana seguinte.
Quatro dias. Depois da adaptação, o dia 1 pode ser feito na segunda e quinta-feira, e o dia 2 na terça e sexta.
Cinco ou seis dias. Pessoas já condicionadas, com tempo e energia, podem alternar as rotinas em dias sucessivos.
Treinamento mais aeróbico. O ritmo acelerado eleva a frequência cardíaca e aproxima a musculação de um trabalho cardiovascular.
8. Relação entre pesos e aeróbicos
Duração equivalente. O trabalho aeróbico deve durar aproximadamente o mesmo tempo que a musculação e, eventualmente, pode tornar-se ainda mais longo.
Modalidades com maior gasto. Zane destaca esteira, máquina de escadas, Airdyne e Nordic Skier, atribuindo-lhes gasto de até doze calorias por minuto.
Duas sessões diárias. Pessoas muito motivadas podem separar pesos e aeróbicos. A musculação pode ser feita pela manhã e os aeróbicos no fim da tarde.
Recuperação. Como duas sessões ativam o organismo em momentos diferentes, Zane enfatiza a necessidade de repouso suficiente.
9. Sistema de ab-aeróbicos
Definição. Os ab-aeróbicos combinam exercícios para a cintura com aparelhos aeróbicos em um circuito contínuo.
Economia de tempo. O método permite trabalhar abdômen e condicionamento cardiovascular na mesma sessão.
Formato. Cada estação dura de 45 segundos a um minuto, com cerca de quinze segundos para a troca.
Duração. Um circuito simples pode ser completado em seis minutos. Com melhora da resistência, o praticante aumenta o tempo de cada estação e executa duas voltas, chegando a aproximadamente quinze minutos.
Circuito inicial
- elevação de pernas;
- máquina de remo;
- torção sentada;
- abdominal curto;
- máquina de escadas.
Os exercícios são organizados de forma que uma estação aeróbica apareça entre movimentos abdominais.
10. Circuito avançado
O circuito instalado ao redor da academia de Zane inclui:
- elevação de joelhos inclinada — abdômen inferior e parte superior das coxas;
- máquina de remo — costas, cintura e braços;
- abdominal parcial inclinado — abdômen superior;
- bicicleta estacionária — quadríceps e panturrilhas;
- elevação de pernas no banco plano — abdômen inferior;
- máquina de escadas — coxas, quadris e panturrilhas;
- hiperextensão — região lombar, glúteos e posteriores;
- esteira — pernas e quadris;
- torção sentada — oblíquos e região lombar;
- abdominal curto — abdômen superior;
- Airdyne — membros superiores e inferiores.
Efeito cardiovascular acumulado. Isoladamente, alguns aparelhos não são usados pelo mínimo de doze minutos exigido para serem considerados aeróbicos. Contudo, o circuito mantém a frequência cardíaca elevada por todo o período.
Alternância muscular. Movimentos que trabalham a mesma parte do abdômen não devem ser colocados consecutivamente. Elevações de joelhos e pernas, por exemplo, não devem aparecer juntas; o mesmo vale para abdominais parciais e curtos.
Uso contínuo ou em grupos. O circuito pode substituir a rotina habitual de abdômen e aeróbicos ou ser utilizado em aulas com amigos.
11. Modalidades aeróbicas favoritas
Remo
Zane indica distâncias entre cem e 2.500 metros, correspondendo a aproximadamente quatro a quinze minutos. A cadência varia entre 25 e 35 remadas por minuto, geralmente depois do treino da parte superior.
Máquina de escadas
É utilizada por doze minutos ou mais, em ritmo rápido, com passos curtos e resistência moderada.
Bicicleta estacionária
Pode ser feita por doze a trinta minutos, com cadência aproximada de noventa rotações por minuto, especialmente depois do treino de pernas.
Esteira
Pode ser usada em sessão separada por vinte a 45 minutos, caminhando a aproximadamente três ou quatro milhas por hora. Caminhar ao ar livre é apresentado como alternativa equivalente.
Airdyne
Trabalha parte superior e inferior e pode ser usada durante doze a trinta minutos depois de diferentes treinos.
Dança aeróbica e aulas de step
A presença de grupo e instrutor reduz a monotonia e aumenta a motivação de pessoas que não gostam de aparelhos estacionários.
12. Ab-aeróbicos ou métodos separados
Pequenos grupos. Os circuitos favorecem a energia coletiva e a motivação compartilhada.
Atividade ao ar livre. Quando o clima é agradável, Zane considera a caminhada rápida uma atividade externa prazerosa e relativamente segura.
Academias comerciais. O circuito pode ser difícil quando vários aparelhos estão ocupados. Nesse caso, é mais prático realizar primeiro os abdominais e depois a atividade aeróbica.
Treinamento doméstico. Pessoas que treinam sozinhas ou com um parceiro e controlam o uso dos equipamentos podem escolher qualquer uma das duas formas.
13. Alimentação durante a perda de peso
Fim do dia. Zane recomenda evitar refeições grandes depois das cinco ou seis da tarde.
Amidos. Alimentos ricos em amido não devem ser consumidos tarde.
Plano de calorias reduzidas. O programa alimentar restrito do capítulo 9 reduz o tamanho das porções.
Gorduras. A ingestão de gordura é mantida abaixo de 20% das calorias totais.
Calorias e peso desejado. O autor sugere permanecer abaixo de oito calorias por libra do peso corporal pretendido.
Velocidade da perda. A redução deve ocorrer gradualmente, em torno de uma libra por semana ou pouco mais. O processo lento é apresentado como mais seguro e duradouro.
Paciência. Zane lembra que o peso não foi adquirido de uma vez e não deve ser perdido apressadamente.
14. Atitude diante da alimentação e do exercício
Autoconceito. A maneira como a pessoa define a si mesma pode facilitar ou impedir o emagrecimento.
Duas formulações. A afirmação “estou quinze libras acima do peso” pode ser associada à possibilidade de tornar-se magra ou à crença de que será sempre gorda. O primeiro pensamento abre uma direção de mudança; o segundo reforça a permanência.
Eu possível. A pessoa deve visualizar diariamente o possible self, isto é, a versão de si que deseja tornar-se. Essa imagem funciona como incentivo para alimentação, exercício e outros comportamentos necessários.
Visualização do corpo desejado. Zane remete à técnica do capítulo 12, na qual o praticante imagina com clareza sua futura forma corporal.
15. Influência do ambiente
Frank e Christine. Zane percebe uma correlação entre seu condicionamento e o de Christine. Quando um treina intensamente e mantém boa forma, o outro tende a fazer o mesmo.
Objetivos compartilhados. O relacionamento de mais de 25 anos permitiu que compartilhassem valores relacionados a alimentação e treinamento.
Mr. Olympia de 1979. Christine foi parceira de treinamento de Frank durante a preparação para a competição. Apesar de algumas pessoas duvidarem que ele alcançaria condição máxima, ambos atingiram excelente forma física.
Companhia correta. Conviver com pessoas que possuem metas semelhantes fortalece os hábitos. O ambiente deve ser organizado para favorecer o comportamento desejado.
Wallace Stevens. Zane encerra o capítulo com a ideia de que a pessoa é, em parte, aquilo que está ao seu redor.
Capítulo 6 — A rotina dividida em três partes
1. A metáfora da carruagem
Carruagem. O corpo e seus reflexos motores são comparados a uma carruagem.
Cavalo. Sentimentos e emoções correspondem ao cavalo que movimenta a carruagem.
Cocheiro. A mente ou consciência corresponde ao condutor.
Passageiro. O verdadeiro “eu” ou Self interior é o proprietário que orienta o cocheiro.
Pessoa sem direção. Quando esse “eu” interior não está presente, qualquer impulso passageiro ocupa a carruagem e conduz a vida. O corpo, as emoções e os pensamentos ficam desorganizados.
Aplicação. O treinamento deve ser dirigido por consciência e propósito, e não por impulsos momentâneos, competição descontrolada ou mudanças constantes de objetivo.
2. Razões para a divisão em três partes
Maior concentração. O programa permite dominar mais exercícios e executá-los com maior atenção.
Menos músculos por sessão. Em vez de trabalhar o corpo inteiro ou seis regiões superiores no mesmo dia, o praticante treina no máximo três grupos principais, além de abdômen e aeróbicos.
Energia preservada. Em sessões muito longas, a motivação e a capacidade de concentração diminuem. As partes treinadas no final recebem menos atenção.
Forma e proporção. A divisão permite dedicar volume suficiente a cada região sem prolongar excessivamente o treino.
Recuperação. Cada grupo dispõe de mais tempo para completar o ciclo de dor e reconstrução antes de ser treinado novamente.
3. Organização funcional
Zane divide o corpo segundo a função dos músculos:
- Dia 1 — puxar: costas, bíceps e antebraços;
- Dia 2 — pernas: coxas e panturrilhas;
- Dia 3 — empurrar: peito, ombros e tríceps.
Abdômen e exercícios aeróbicos são realizados nos três dias.
4. O dia de pernas entre as sessões superiores
Proteção dos ombros e cotovelos. Os dias 1 e 3 podem trocar de posição, mas a sessão de pernas deve permanecer entre eles.
Participação indireta. Ombros e cotovelos trabalham em quase todos os movimentos superiores, mesmo quando não são o alvo principal.
Exemplo de divisão inadequada. Se a pessoa treina costas e bíceps no primeiro dia, ombros e pernas no segundo, e peito e tríceps no terceiro, ombros e cotovelos acabam sendo exigidos diariamente.
Articulações vulneráveis. Zane destaca ombros, cotovelos, joelhos e região lombar como áreas que o fisiculturista maduro deve preservar.
Medidas preventivas. Repouso suficiente, aquecimento, alongamento e manutenção do calor articular durante a sessão são apresentados como recursos essenciais.
Lesões recorrentes. Uma região lesionada tende a voltar a incomodar quando provocada. Por isso, evitar lesões é indispensável para a longevidade no treinamento.
Dia 1 — Costas, bíceps e antebraços
5. Estrutura da sessão
Costas
- puxada frontal;
- remada baixa sentada no cabo;
- remada vertical inclinada com halteres;
- remada unilateral com halter.
Bíceps
- rosca alternada com halteres;
- rosca inclinada de bruços;
- rosca inclinada.
Antebraços
- rosca inversa com barra;
- flexão de punhos com barra.
Todos os exercícios são acompanhados pelos alongamentos dos dorsais, braços ou antebraços apresentados no capítulo 3.
6. Participação indireta dos músculos
Costas e deltoides posteriores. As remadas também trabalham a parte posterior dos ombros.
Bíceps e antebraços. Movimentos de puxar exigem flexão do cotovelo e força de pegada, preparando bíceps e antebraços antes do trabalho direto.
Deltoides anteriores. Participam de algumas roscas.
Tríceps. São ligeiramente ativados na conclusão de certos movimentos de puxada.
Corpo interligado. Embora o programa separe músculos por função, cada exercício envolve diversas estruturas direta ou indiretamente.
7. Técnica dos exercícios para costas
Puxada frontal. A barra é levada até a parte superior do peito com ligeira inclinação para trás. O retorno é controlado até os cotovelos permanecerem levemente flexionados. O movimento enfatiza a região superior dos dorsais.
Remada baixa. As alças são puxadas em direção às costelas. A coluna é levemente arqueada, e os joelhos ficam dobrados para reduzir a tensão lombar. O exercício trabalha a parte inferior e central dos dorsais.
Remada vertical inclinada com halteres. Os halteres são levantados até os deltoides anteriores e abaixados lentamente até a linha dos quadris. A ênfase recai sobre a área dos trapézios entre as escápulas.
Remada unilateral. O halter é puxado até a região imediatamente abaixo do peitoral e abaixado quase até o chão. Os joelhos permanecem flexionados para preservar a região lombar.
8. Largura em vez de espessura
Dorsal largo. Zane prioriza a largura dos dorsais, que ajuda a criar o formato em V.
Músculos envolvidos. Além do latíssimo do dorso, as remadas trabalham trapézio, redondos maior e menor, infraespinal, supraespinal, romboides e eretores da coluna.
Exercícios limitados. Zane evita encolhimentos, power cleans, levantamentos terra e remada vertical com barra.
Razão estética. Esses movimentos podem aumentar a altura e a espessura dos trapézios e do pescoço, fazendo ombros e dorsais parecerem mais estreitos.
Escolha individual. Ele não afirma que a espessura seja ruim em si; a seleção depende do tipo de aparência desejada. Sua preferência pessoal é por largura e proporção, e não por excesso de densidade na parte superior das costas.
9. Treinamento dos bíceps
Halteres em vez de barra. Zane considera que a barra fixa os braços e aumenta o estresse na região interna dos cotovelos. Os halteres permitem maior liberdade dos punhos.
Supinação. Durante a subida, o punho é girado para fora. Essa rotação aumenta a contração do bíceps.
Rosca alternada. Um braço completa toda a repetição antes que o outro comece. No topo, o punho gira levemente para longe do corpo.
Rosca de bruços no banco inclinado. Produz forte contração no ponto mais alto. O bíceps não deve relaxar no topo; deve permanecer tensionado.
Rosca inclinada. Permite alongamento profundo no início e forte contração durante a subida. Os braços permanecem junto ao corpo.
Punhos retos. Girar o punho em direção ao corpo transfere parte do trabalho aos antebraços, reduzindo o estímulo no bíceps.
Aprendizado com Arnold. Zane afirma que passou os primeiros dez anos executando a rosca de modo menos eficiente. Aprendeu a técnica da supinação ao treinar com Arnold Schwarzenegger entre 1969 e 1972.
10. Antebraços
Volume reduzido. Como os antebraços já trabalham durante remadas e roscas, dois exercícios diretos são considerados suficientes.
Supersérie. A rosca inversa e a flexão de punhos são realizadas sem descanso entre elas, aumentando o pump e reduzindo o tempo total.
Rosca inversa. Trabalha a parte superior dos antebraços. A barra é elevada até o queixo e abaixada lentamente até os braços estarem estendidos.
Flexão de punhos. Trabalha a parte inferior. Com pegada sem o polegar, a barra rola até os dedos e retorna às mãos.
Barra espessa. Uma barra de maior diâmetro exige mais força de pegada.
Prevenção. Algumas séries leves no início da sessão podem ajudar cotovelos doloridos. Antebraços fortes diminuiriam a vulnerabilidade de punhos e cotovelos.
11. Progressão do Dia 1
Costas. Oito a doze repetições.
Bíceps. Dez a quinze repetições.
Antebraços. Doze a vinte repetições.
Séries iniciais. Zane começa com duas séries e permanece nesse nível enquanto ainda sente reação muscular no dia seguinte.
Três séries. Depois passa a três séries.
Quatro séries. Apenas no mês anterior a um pico físico eleva o volume para quatro séries.
Carga crescente. A cada série, aumenta entre cinco e dez libras em barras e máquinas e entre 2,5 e cinco libras em halteres, reduzindo simultaneamente as repetições.
Alternativa para definição. Quem não busca aumento de força pode manter ou diminuir a carga e reduzir os intervalos.
Ritmo. Uma série e seu alongamento são concluídos aproximadamente a cada dois minutos.
Dia 2 — Coxas e panturrilhas
12. Estrutura do treino
Coxas
- extensão de pernas;
- flexão de pernas;
- agachamento ereto;
- avanço;
- máquina de escadas em ritmo rápido.
Panturrilhas
- elevação em pé;
- elevação sentada;
- elevação donkey.
13. Princípio da prioridade
Primeiro exercício. A região treinada no início recebe mais energia, atenção e força.
Ênfase nas panturrilhas. Quem deseja melhorar as panturrilhas deve treiná-las primeiro.
Ênfase nas coxas e peso corporal. Quem deseja ganhar massa geral pode começar pelas coxas, o maior grupo muscular do corpo.
Experiência pessoal. Zane relata que o aumento de uma polegada na medida de suas coxas esteve associado a aproximadamente dez libras adicionais de peso corporal.
Digestão. Ele também pode começar pelas panturrilhas quando a refeição pré-treino ainda não foi totalmente digerida, pois o trabalho das coxas exige mais energia.
14. Extensão de pernas
Aquecimento dos joelhos. A extensão é feita antes do agachamento para preparar as articulações e produzir pump nos quadríceps.
Definição. O exercício é utilizado para tornar visíveis as diferentes porções do quadríceps.
Repetições. Entre dez e quinze, com a fase negativa mais lenta.
Qualidade da máquina. O aparelho deve seguir uma trajetória adequada. Uma máquina mal construída pode aumentar o risco para os joelhos.
Preferências. Zane menciona a antiga Nautilus de corrente única e a máquina da Body Masters, considerada mais ajustável.
Máquinas combinadas. Equipamentos que tentam reunir extensão e flexão no mesmo mecanismo são criticados porque os dois movimentos seguem trajetórias diferentes.
15. Flexão de pernas
Preparação dos posteriores. A flexão produz pump nos posteriores e aquece a parte de trás dos joelhos.
Apoio no agachamento. Posteriores fortes ajudam a sair da posição inferior do agachamento ereto, embora o praticante não deva usar impulso nem quicar no fundo.
Outras regiões. O exercício também envolve panturrilhas e região lombar.
Alongamento. Depois de cada série, o alongamento da perna elevada trabalha posteriores e lombar.
16. Agachamento ereto
Posição do tronco. Para concentrar o trabalho nas coxas, o tronco deve permanecer aproximadamente perpendicular ao chão.
Problemas das cargas pesadas. Quando o peso aumenta, a pessoa tende a inclinar-se para frente. Isso transfere parte do trabalho para eretores da coluna, cintura e glúteos.
Joelhos. A inclinação pode empurrar os joelhos muito à frente dos pés na posição inferior, aumentando a compressão.
Experiência de Zane. Ele atribui o desenvolvimento espesso de seus eretores da coluna a anos de agachamentos pesados.
Mudança necessária. Zane acredita que praticantes que permanecem muito tempo no agachamento pesado acabam precisando alterar a técnica ou substituir o exercício.
17. Leg Blaster
Abandono do agachamento com barra. Em 1983, Zane deixou o agachamento tradicional depois de problemas acumulados com cargas elevadas.
Tronco vertical e mãos livres. O Leg Blaster permite agachar com o corpo ereto, maior equilíbrio e menor necessidade de sustentar uma barra.
Menor carga. Zane relata obter grande pump utilizando menos da metade do peso anteriormente empregado.
Substituições. O aparelho passou a substituir agachamento com barra, agachamento frontal, hack squat e leg press.
Posição dos pés. Mudanças na posição permitem reproduzir diferentes ênfases musculares.
Redução de quadris. O autor desaconselha agachamentos com barra para mulheres cujo objetivo principal seja reduzir quadris e coxas, pois considera que o movimento promove crescimento muscular nessa região.
Agachamento sissy. É apresentado como exceção quando realizado com repetições altas, tronco inclinado para trás e pouca ou nenhuma carga.
18. Avanço e máquina de escadas
Avanços. Trabalham toda a coxa e os glúteos. O Leg Blaster fornece equilíbrio e reduz a necessidade de carga elevada.
Proteção dos joelhos. Zane recomenda avançar sobre um bloco de aproximadamente doze polegadas e descer profundamente, quase sentando sobre o calcanhar.
Execução unilateral. Todas as repetições de uma perna são feitas antes de trocar.
Finalização. O treino das coxas termina com aproximadamente dois minutos rápidos na máquina de escadas, tensionando as coxas no topo de cada passada.
19. Panturrilhas
Elevação em pé
É executada em aparelho ou no Leg Blaster, sobre um bloco que permite aos calcanhares descer abaixo do nível dos pés. Há uma pausa de meio segundo no topo para maximizar a contração.
Repetições e queimação
Zane realiza três séries de quinze a 25 repetições e aumenta a carga a cada série. As repetições altas produzem a queimação que ele considera necessária ao crescimento das panturrilhas.
Alongamento
Depois de cada série, as panturrilhas são alongadas por quinze segundos.
Elevação sentada
É realizada depois que o tendão de Aquiles está aquecido. Trabalha principalmente o sóleo, situado sob o gastrocnêmio, com atenção à parte externa da panturrilha.
Elevação donkey
É o último exercício e pode ser feita com um parceiro sobre a região lombar, em máquina Nautilus ou com o Leg Blaster usado ao contrário.
Mr. Olympia de 1978
Zane relata ter usado exclusivamente a elevação donkey na preparação das panturrilhas para o Mr. Olympia de 1978, com um parceiro segurando uma anilha de cinquenta libras.
Dia 3 — Peito, ombros e tríceps
20. Estrutura da sessão
Peito
- supino inclinado a 30 graus com halteres;
- supino inclinado a 75 graus ou máquina de desenvolvimento;
- crucifixo com halteres;
- pulôver.
Tríceps
- extensão no cabo;
- supino com pegada fechada;
- extensão unilateral com halter.
Ombros
- elevação inclinada para deltoides posteriores;
- elevação lateral com halteres.
21. Supinos inclinados
Ângulo de 30 graus. Trabalha peitoral superior e deltoides anteriores. Na posição inferior, os halteres são girados para que as palmas fiquem voltadas uma para a outra, produzindo alongamento na parte externa do peitoral.
Manutenção da tensão. Os cotovelos não são totalmente travados no topo.
Ângulo de 75 graus. Trabalha uma região mais alta do peitoral, próxima às clavículas, e exige fortemente os deltoides anteriores.
Ordem. É executado antes que os tríceps estejam fatigados.
Máquinas. Zane distingue aparelhos que pressionam em linha reta daqueles que seguem um arco. O movimento reto enfatiza mais os deltoides; o arco também envolve o peitoral superior.
Soloflex. Sua preferência pessoal é a pressão frontal em arco da Soloflex, por considerar que produz pump com menor estresse nos ombros.
22. Crucifixo e pulôver
Crucifixo. Trabalha a parte externa do peitoral. Quanto mais profundamente os halteres descem, maior o alongamento.
Alongamento na porta. É feito depois das séries de supinos e crucifixos para alongar peitoral e deltoides anteriores.
Pulôver. Trabalha serrátil anterior, caixa torácica, parte inferior do peitoral e região posterior dos tríceps.
Transição para tríceps. Como o pulôver já produz pump nos tríceps, Zane passa diretamente ao trabalho específico dessa região.
Alternativa em máquina. A máquina Nautilus de pulôver com anilhas pode substituir o halter.
23. Tríceps
Extensão no cabo. Trabalha as três cabeças e aquece os cotovelos. O bloqueio inferior é sustentado por meio segundo antes do retorno lento.
Supino fechado. Com as mãos afastadas aproximadamente doze polegadas e cotovelos para fora, enfatiza tríceps externos e parte interna do peitoral.
Barras possíveis. Pode ser realizado com barra olímpica, barra curva, barra EZ ou máquina Smith.
Extensão unilateral. Favorece a porção posterior do tríceps, especialmente quando há alongamento profundo na posição inferior.
Sem travar os cotovelos. No supino fechado e na extensão unilateral, Zane evita bloquear completamente o cotovelo para manter a tensão e o pump.
24. Deltoides posteriores e laterais
Deltoides anteriores já treinados. Os supinos inclinados produzem volume suficiente nessa região, tornando desnecessário acrescentar mais exercícios frontais.
Elevação posterior. O peso não deve ser excessivo, pois cargas elevadas transferem o trabalho para os trapézios. Os halteres permanecem paralelos ao chão, com a parte traseira ligeiramente elevada no topo.
Elevação lateral. Pode ser realizada com um ou dois halteres. A versão unilateral isola melhor e pode ser menos agressiva ao pescoço e aos trapézios.
Trajetória. O halter retorna diretamente ao lado do corpo. Trazê-lo para a frente aumenta a participação dos trapézios.
Academia doméstica. Quase toda a rotina pode ser executada com halteres, exceto a extensão no cabo e o supino fechado, tornando-a adaptável a um ambiente doméstico.
25. Progressão do Dia 3
Intervalos curtos. Uma série e um alongamento são concluídos aproximadamente a cada dois minutos.
Repetições. Entre oito e doze.
Séries. Zane utiliza três.
Incrementos. Aumenta entre 2,5 e cinco libras nos halteres e entre cinco e dez libras em barras e máquinas.
Fase negativa. Permanece mais lenta que a positiva, especialmente nos movimentos de empurrar.
26. Trabalho abdominal
Final ou início. Normalmente os abdominais são treinados no fim, mas podem ser colocados no começo quando constituem prioridade.
Digestão. A refeição pré-treino deve estar bem digerida quando o abdômen é treinado primeiro.
Estrutura mínima. O programa deve conter um movimento para o abdômen inferior, um para o superior e um para os oblíquos.
Região lombar. Hiperextensões são incluídas para manter força e equilíbrio na parte posterior do tronco.
Programa básico
- elevação de pernas — três ou quatro séries de vinte a 25;
- abdominais curtos — três ou quatro séries de vinte a 25;
- torção sentada — cem repetições para cada lado;
- hiperextensão — duas séries de quinze a vinte.
Programa avançado
Depois de pelo menos um mês, são usadas três ou quatro superséries de 25 a cinquenta repetições:
- elevação de pernas com abdominal curto;
- elevação de joelhos com abdominal parcial inclinado;
- torção sentada com hiperextensão.
As superséries economizam tempo e elevam a frequência cardíaca.
27. Exercícios aeróbicos
Duração. Pelo menos doze e até trinta minutos ao final da sessão.
Dia de pernas. Bicicleta, esteira ou extensão do trabalho na máquina de escadas.
Dia de costas. Remo.
Dia de peito. Airdyne ou remo.
28. Máquinas e pesos livres
Pesos livres
Coordenação. Barras e halteres exigem que o praticante estabilize o peso e mantenha a trajetória adequada.
Groove. A trajetória de resistência mais eficiente é chamada groove. Permanecer nela favorece controle e pump.
Aprendizagem. Halteres demandam equilíbrio e técnica, especialmente para iniciantes.
Efeito global. Pesos livres tendem a envolver área corporal mais ampla e numerosos músculos estabilizadores.
Máquinas
Trajetória incorporada. A máquina conduz o movimento e exige menos habilidade de estabilização.
Isolamento. Pode concentrar melhor o esforço em determinado músculo.
Iniciantes e lesionados. É útil para quem está aprendendo ou não consegue executar um movimento livre por causa de lesão.
Popularização. Zane relaciona a difusão das máquinas à introdução dos aparelhos Nautilus no começo da década de 1970.
Complementaridade. Ele não considera um método universalmente superior. Máquinas e pesos livres são ferramentas diferentes, escolhidas conforme objetivo, habilidade e condição articular.
29. Exercícios equivalentes
Zane apresenta substituições aproximadas:
- barra fixa aberta → puxada na máquina;
- remada com barra → remada baixa no cabo ou máquina;
- remada unilateral com halter → remada unilateral no cabo;
- rosca no banco Scott → máquina de rosca;
- supino com barra → máquina vertical;
- supino inclinado → máquina inclinada ou Smith;
- desenvolvimento → máquina Universal ou Soloflex;
- crucifixo → peck deck;
- pulôver → máquina Nautilus;
- paralelas → máquina de mergulho;
- elevação lateral → máquina lateral;
- elevação posterior → máquina de remada para tronco;
- agachamento → Leg Blaster, Smith ou leg press;
- panturrilha donkey → máquina multipropósito;
- abdominal → máquina abdominal;
- torção sentada → máquina rotativa.
Advertência. Máquinas para abdômen e rotação do tronco podem causar lesões lombares quando usadas com cargas pesadas.
Custo. Os aparelhos são descritos como muito mais caros que os pesos livres, geralmente custando entre mil e cinco mil dólares por unidade na época da obra.
30. A regra do equipamento correto
“Se dói, não faça.” Zane distingue desconforto muscular de dor articular. A dor nas articulações deve ser evitada.
Rejeição do uso indiscriminado de “no pain, no gain”. A frase não justifica continuar um movimento que agride ombros, cotovelos, joelhos ou lombar.
Mudança ao longo da vida. Zane eliminou diversos exercícios com pesos livres porque passaram a causar dor.
Máquinas como alternativa. O percurso fixo reduz a possibilidade de sair da trajetória e permite continuar trabalhando músculos que, de outra forma, poderiam permanecer subdesenvolvidos.
31. Substituições pessoais de Zane
Supino com barra. Cargas crescentes, pegada larga e técnica frouxa podem lesionar ombros e peitoral. Zane prefere máquinas de supino.
Paralelas. Depois de anos utilizando o exercício, passou à máquina porque as paralelas livres se tornaram dolorosas.
Crucifixo. Em razão de problemas nos ombros, passou a usar peck deck.
Desenvolvimento acima da cabeça. Reduziu o trabalho com halteres e adotou a pressão frontal em arco da Soloflex.
Rosca com barra. Foi substituída por diferentes roscas com halteres para reduzir o estresse nos cotovelos.
Bistar. Zane menciona halteres e barras Bistar, semelhantes a kettlebells, como adequados para movimentos em arco e menos agressivos a cotovelos, punhos e ombros.
32. Equipamentos para pernas
Extensão e flexão. São consideradas essenciais para o desenvolvimento completo das coxas.
Body Masters. Zane elogia as máquinas de extensão e flexão da marca por seus ajustes e capacidade de alongar os posteriores.
Flexão unilateral. É empregada para a parte interna e inferior dos posteriores.
Máquina de quadril. É usada para regiões superiores e externas.
Leg Blaster. Substitui o agachamento com barra e permite elevações de panturrilha sem pressão sobre os ombros.
33. Outros aparelhos mencionados
- Nautilus multipropósito para panturrilha donkey;
- Nautilus torso row para deltoides posteriores;
- Body Masters seated row para dorsais sem sobrecarregar a lombar;
- Back Revolution para tração invertida da região lombar;
- Advanced Free Weight Systems para halteres, barras, suportes, bancos e leg press;
- bicicletas, esteiras e máquinas de escadas da Precor;
- Concept II Rowing Ergometer;
- Schwinn Airdyne;
- aparelho aeróbico de membros superiores da Soloflex.
Zane também menciona preços aproximados de alguns equipamentos, como o remo Concept II por cerca de 750 dólares e uma máquina de escadas doméstica Precor por menos de quinhentos dólares. Esses valores aparecem como informações contemporâneas à edição do livro.
34. Adaptação do treinamento com o envelhecimento
Redução das barras. Zane percebeu que passou a usar menos exercícios com barra à medida que envelheceu.
Posição fixa. Ao segurar uma barra, os dois braços ficam presos em uma posição determinada, o que pode aumentar a tensão em punhos, cotovelos e ombros.
Movimentos de puxar. Barra fixa aberta, remada com barra e puxada com barra reta podem limitar a rotação das mãos.
Movimentos de empurrar. Supino, supino inclinado, desenvolvimento atrás da cabeça e desenvolvimento acima da cabeça apresentam problema semelhante.
Pegada neutra ou curva. Zane passou a preferir barras curvas e pegadas com as palmas voltadas uma para a outra, permitindo maior liberdade articular.
Finalidade. A adaptação dos equipamentos não representa abandono da intensidade, mas uma estratégia para continuar treinando durante toda a vida sem provocar lesões recorrentes.
Principais ideias da Entrega 2
A complexidade deve ser conquistada gradualmente
A rotina dividida só deve substituir o programa básico depois que o praticante tiver adquirido técnica, recuperação e necessidade de maior estímulo.
A divisão permite concentração e recuperação
Separar o corpo em duas ou três partes reduz a duração de cada sessão, melhora a atenção e oferece maior repouso aos músculos e às articulações.
A organização funcional protege as articulações
Costas, bíceps e antebraços são treinados como músculos de puxar; peito, ombros e tríceps como músculos de empurrar; pernas ficam entre as sessões superiores.
O princípio da prioridade determina a ordem
A parte treinada primeiro recebe maior energia. Músculos deficientes podem ser colocados no início da sessão.
Força e definição exigem progressões diferentes
Aumentar cargas e descansos favorece força e massa; manter cargas e reduzir os intervalos favorece densidade, condicionamento e definição.
A perda de peso combina pesos, aeróbicos e alimentação
O treinamento com pesos preserva e modela os músculos, enquanto os aeróbicos aumentam o gasto. A ingestão deve ser reduzida gradualmente.
Ab-aeróbicos economizam tempo
A alternância entre exercícios abdominais e aparelhos cardiovasculares mantém a frequência cardíaca elevada e concentra trabalho na cintura.
O autoconceito influencia o comportamento
Visualizar um “eu possível” mais magro orienta escolhas diárias. A crença de que a situação nunca mudará reforça a permanência.
O ambiente pode ajudar ou prejudicar
Pessoas com objetivos semelhantes reforçam hábitos positivos. Frank e Christine são apresentados como exemplo de influência recíproca.
Largura, proporção e forma orientam a escolha dos exercícios
Zane limita movimentos que aumentam excessivamente trapézios, pescoço, cintura ou glúteos quando eles contrariam o físico estético que procura.
A dor articular não é progresso
A regra é substituir qualquer movimento que provoque dor por uma versão com halteres, cabos ou máquinas.
Máquinas e pesos livres são complementares
Pesos livres exigem estabilização e têm efeito global; máquinas orientam a trajetória, isolam músculos e podem permitir treinamento apesar de lesões.
O programa deve mudar com a idade
O envelhecimento exige maior liberdade de movimento, pegadas neutras, menor rigidez articular e seleção mais cuidadosa dos exercícios.
Referências citadas — Entrega 2
Pessoas e autores
- Frank Zane
- Christine Zane
- Michael Murphy
- Arnold Schwarzenegger
- G. I. Gurdjieff
- Laura Wallas
- Hazel Markus
- Paula Nurius
- Wallace Stevens
- D. M. Dooling
Obras, contos, poemas e artigos
- conto popular chinês sobre o mestre carpinteiro;
- “The Secret of the Wood”, em A Way of Working;
- The Future of the Body;
- “Journey from a Frozen Land”, em Stories for the Third Ear;
- “Possible Selves”, publicado em American Psychologist;
- “Theory”, de Wallace Stevens;
- Harmonium;
- The Collected Poems of Wallace Stevens;
- All and Everything, de G. I. Gurdjieff.
As referências bibliográficas formais dos capítulos 4, 5 e 6 aparecem na seção final da obra.
Conceitos psicológicos e filosóficos
- concentração
- domínio
- recompensa externa
- eu possível
- autoconceito
- Self interior
- corpo como carruagem
- emoções como cavalo
- mente como cocheiro
- consciência e direção interior
- influência do ambiente
- motivação compartilhada
Conceitos de treinamento
- rotina dividida
- divisão em duas partes
- divisão em três partes
- músculos de puxar
- músculos de empurrar
- princípio da prioridade
- princípio da parcimônia
- cross-training
- progressão de carga
- progressão de séries
- treinamento de densidade
- supersérie
- pump
- queimação muscular
- alongamento entre séries
- groove
- pegada neutra
- fase negativa
- ab-aeróbicos
- circuito aeróbico
- frequência cardíaca-alvo
- treinamento em duas sessões
- recuperação articular
- longevidade no treinamento
Exercícios mencionados
- supino inclinado com halteres;
- puxada frontal;
- crucifixo;
- pulôver;
- remada baixa;
- remada unilateral;
- remada vertical inclinada;
- extensão de tríceps;
- rosca inclinada;
- rosca alternada;
- rosca inversa;
- flexão de punhos;
- elevação lateral;
- elevação posterior;
- extensão de pernas;
- flexão de pernas;
- bom-dia;
- agachamento ereto;
- agachamento frontal;
- agachamento sissy;
- avanço;
- elevação lateral da perna;
- elevação posterior da perna;
- elevação de panturrilhas em pé;
- elevação sentada;
- elevação donkey;
- elevação de pernas;
- elevação de joelhos;
- abdominal parcial;
- abdominal curto;
- torção sentada;
- hiperextensão;
- supino fechado;
- extensão no cabo;
- extensão unilateral de tríceps;
- paralelas;
- levantamento terra;
- power clean;
- encolhimento;
- remada vertical com barra;
- leg press;
- hack squat.
Modalidades aeróbicas
- caminhada rápida;
- corrida;
- esteira;
- bicicleta estacionária;
- Airdyne;
- máquina de escadas;
- remo ergométrico;
- Nordic Skier;
- dança aeróbica;
- aulas de step;
- aparelho de natação simulada.
Músculos e estruturas anatômicas
- peitoral superior e externo;
- deltoides anteriores, laterais e posteriores;
- tríceps;
- bíceps;
- antebraços;
- latíssimo do dorso;
- trapézio;
- romboides;
- redondos maior e menor;
- infraespinal;
- supraespinal;
- eretores da coluna;
- serrátil anterior;
- quadríceps;
- posteriores das coxas;
- glúteos;
- gastrocnêmio;
- sóleo;
- tendão de Aquiles;
- oblíquos;
- região lombar;
- ombros;
- cotovelos;
- joelhos;
- punhos.
Competições e eventos
- Mr. Universe de 1965
- Mr. Olympia de 1978
- Mr. Olympia de 1979
- terceiro título de Mr. Olympia de Frank Zane;
- período de treinamento de Frank Zane com Arnold Schwarzenegger, de 1969 a 1972.
Equipamentos, marcas e empresas
- Leg Blaster
- Nautilus
- Body Masters
- Soloflex
- Bistar
- Advanced Free Weight Systems
- Precor
- Concept II
- Schwinn Airdyne
- Nordic Skier
- Back Revolution
- Orthopod
- Smith Machine
- barra olímpica;
- barra EZ;
- barra curva;
- peck deck;
- máquina de extensão;
- máquina de flexão;
- máquina de quadril;
- máquina de panturrilha;
- máquina de pulôver;
- máquina de remada;
- bicicleta estacionária;
- esteira;
- remo ergométrico;
- máquina de escadas.
Lugares e ambientes
- floresta do conto do carpinteiro;
- terra congelada da narrativa sobre emagrecimento;
- jardins e comunidade encontrados pela jovem;
- academia doméstica;
- academia comercial;
- estúdio de saúde;
- academia de Frank e Christine Zane.
Fabulously Fit Forever — Frank Zane
Resumo de aproximadamente 20% — Entrega 5 de 5
Principais ideias recorrentes da obra e referências citadas
Esta entrega consolida os conceitos, referências e temas que reaparecem ao longo da introdução, dos doze capítulos, das considerações finais e dos programas práticos. As repetições foram reunidas sem acrescentar informações externas.
1. Principais ideias recorrentes da obra
1.1. Fisiculturismo como transformação integral
Construir o corpo não significa apenas aumentar músculos. Para Frank Zane, o fisiculturismo completo abrange desenvolvimento físico, mental, emocional e espiritual. O corpo é o ponto visível de um processo maior que envolve pensamentos, hábitos, sentimentos, alimentação, recuperação e propósito.
Transformação exterior e interior. A musculatura, a postura e a aparência mudam por meio do treinamento, mas o valor mais elevado da prática estaria no aperfeiçoamento da personalidade. O exercício torna-se uma disciplina de autoconhecimento e não apenas um método de modificação estética.
Fisiculturismo transpessoal. Na formulação mais avançada do livro, a prática procura integrar o ego, o inconsciente e o Self interior. Sonhos, visualização, meditação, poses e reformulação da motivação complementam o trabalho físico.
1.2. A equação do fisiculturismo
Zane resume seu método pela fórmula:
Em que:
- B: bodybuilding ou transformação corporal;
- E: exercício;
- A: atitude;
- R: relaxamento;
- N: nutrição.
Relação multiplicativa. Os fatores não são apresentados como independentes. Quando um deles é negligenciado, todo o processo é prejudicado. Treinar intensamente não compensaria alimentação inadequada, privação de sono ou atitude destrutiva.
Atitude como elemento organizador. Pensamentos e palavras influenciam a maneira como a pessoa treina, alimenta-se e descansa. A atitude determina a qualidade com que os demais componentes são aplicados.
1.3. Catabolismo e anabolismo
Exercício como desgaste. O treinamento intenso produz microtraumas, calor, ruptura de pequenos vasos e acúmulo de resíduos metabólicos. Por isso, o exercício é classificado como atividade predominantemente catabólica.
Recuperação como construção. O crescimento ocorre depois do treino, durante alimentação, relaxamento e sono. Esses componentes são chamados de anabólicos, pois permitem reparar e fortalecer os tecidos.
Catástrofe catabólica. Quando o volume de treinamento supera continuamente a capacidade de recuperação, o estímulo deixa de ser produtivo. Cansaço, queda de desempenho, dores persistentes, infecções e lesões aparecem como sinais de desequilíbrio.
1.4. Princípio da parcimônia
Menor estímulo eficaz. Zane repete que o praticante deve realizar a menor quantidade de trabalho capaz de produzir progresso. Aumentar exercícios, séries, cargas ou frequência sem necessidade apenas consome energia e eleva o risco de lesão.
Simplicidade antes da complexidade. O iniciante deve permanecer na rotina de corpo inteiro enquanto ela continuar funcionando. Somente depois avança para divisões em duas ou três partes e, por fim, para superséries e trisséries.
Parcimônia também na excitação. A mesma lógica aparece na preparação mental. O melhor desempenho não exige agressividade máxima, mas a quantidade adequada de ativação, concentração e energia.
1.5. Progressão gradual
Uma variável de cada vez. O progresso pode ocorrer por aumento de carga, repetições, séries ou densidade, mas deve ser gradual e registrado.
Adaptação antes do aumento. O praticante permanece em uma ou duas séries enquanto ainda apresenta resposta muscular. Uma série adicional só é introduzida depois da adaptação.
Retorno após interrupções. Depois de viagens, doenças ou pausas, Zane reduz as cargas e recupera primeiro a coordenação do movimento. Tentar retornar imediatamente ao melhor desempenho anterior contradiz o princípio da progressão.
1.6. Memória muscular
Aprendizagem preservada. O praticante que já treinou possui uma memória processual dos movimentos e tende a recuperar a técnica e o condicionamento mais rapidamente do que um iniciante.
Efeito de economia. Zane relaciona a reaprendizagem muscular aos estudos de Hermann Ebbinghaus: aprender pela segunda vez exige menos esforço do que aprender pela primeira.
Continuidade de longo prazo. Mesmo quando a idade reduz a velocidade do progresso, décadas de prática oferecem coordenação, conhecimento corporal e capacidade de selecionar exercícios adequados.
1.7. Simetria, proporção, definição, forma e tamanho
Simetria. Refere-se ao equilíbrio entre os lados direito e esquerdo.
Proporção. É a relação harmoniosa entre diferentes regiões, como braços e antebraços, coxas e panturrilhas, peito e costas, tronco e pernas.
Definição. Corresponde à visibilidade dos contornos, separações e detalhes musculares.
Forma. É o desenho visual produzido pela estrutura corporal e pelo desenvolvimento do músculo.
Tamanho. É apenas um dos componentes. Para Zane, volume isolado não deveria destruir cintura, proporção, elegância ou individualidade.
Modelo estético. Sua estratégia competitiva consistia em compensar a ausência de massa gigantesca com linha, definição, simetria e controle corporal.
1.8. Pump como referência do treinamento
Sensação muscular. O pump é o aumento temporário de volume e pressão no músculo provocado pelo fluxo sanguíneo.
Indicador prático. Zane utiliza o pump como sinal de que a região pretendida está recebendo o estímulo. O peso deve servir ao músculo, e não transformar o exercício em demonstração de força.
Concentração e execução. O pump depende de atenção, amplitude adequada, controle da fase negativa e tensão contínua.
“No pump, no gain.” A frase substitui “no pain, no gain”. O objetivo é produzir estimulação, não dor articular nem dano.
1.9. Pump, queimação e falha
Pump. É a primeira sensação procurada nas últimas repetições corretas.
Queimação. Surge quando o esforço continua e resíduos metabólicos se acumulam.
Falha positiva. O peso não pode mais ser levantado.
Falha negativa. A carga não pode ser controlada durante a descida. Zane considera essa forma especialmente perigosa para articulações e ligamentos.
Longevidade acima do extremo. Técnicas que levam à falha podem produzir resultados, mas não devem dominar o treinamento de quem deseja continuar exercitando-se por décadas.
1.10. Técnica acima da carga
Fase concêntrica e excêntrica. O peso é levantado na fase positiva e abaixado sob controle na negativa. A descida normalmente deve ser mais lenta.
Respiração. Inspira-se na fase negativa e expira-se na positiva, evitando prender o ar.
Ausência de impulso. Balançar o corpo transfere esforço para músculos não pretendidos e aumenta a pressão sobre as articulações.
Carga correta. A última repetição deve ser difícil, mas executável com forma adequada. Quando a técnica se desfaz, o peso ou o número de repetições ultrapassou o limite produtivo.
1.11. Alongamento integrado à musculação
Entre as séries. Depois de cada série, o grupo muscular trabalhado é alongado por aproximadamente quinze segundos.
Funções. O alongamento preserva flexibilidade, auxilia no relaxamento, mantém a percepção do músculo e prepara para a série seguinte.
Força e flexibilidade. Zane rejeita a separação entre musculação e mobilidade. O programa completo desenvolve contração e extensão.
1.12. Exercícios aeróbicos como complemento
Depois dos pesos. Zane posiciona a atividade aeróbica no final da sessão, quando considera que o organismo está mais preparado para utilizar gordura como energia.
Quantidade necessária. Os aeróbicos devem ser suficientes para melhorar condicionamento e controlar gordura sem consumir energia indispensável à recuperação muscular.
Modalidades variadas. Remo, bicicleta, esteira, máquina de escadas, caminhada, Airdyne e aulas coletivas são alternados para evitar monotonia e distribuir o estresse.
Ab-aeróbicos. Exercícios para a cintura podem ser alternados com estações cardiovasculares, mantendo a frequência cardíaca elevada durante todo o circuito.
1.13. Desenvolvimento ao longo das fases da vida
Infância. A atividade deve ser simples, supervisionada, recreativa e livre de cargas máximas.
Juventude. O aumento hormonal e a energia favorecem o desenvolvimento muscular, mas também podem incentivar competição, agressividade e treinamento excessivo.
Meia-idade. A recuperação diminui, e o praticante precisa rever motivações, exercícios e frequência.
Velhice. A manutenção da força, da massa muscular e da mobilidade torna-se prioridade. Experiência e sabedoria corporal compensam parcialmente a menor velocidade de adaptação.
Idade funcional. Biomarcadores como força, massa muscular, gordura, capacidade aeróbica e densidade óssea são apresentados como mais informativos do que a idade cronológica isolada.
1.14. Armadura e conclusão do caráter
Armadura do caráter. Na juventude, a musculatura pode funcionar como defesa contra medo, vergonha, inferioridade e insegurança. O corpo poderoso torna-se uma máscara destinada a conquistar respeito.
Motivação por deficiência. O indivíduo treina para provar valor, derrotar rivais ou esconder aquilo que considera insuficiente.
Conclusão do caráter. Na maturidade, a prática pode deixar de ocultar sentimentos e passar a integrá-los. O corpo continua sendo desenvolvido, mas não precisa mais sustentar sozinho a identidade.
Competição interior. A referência madura é o próprio progresso anterior, e não apenas a comparação com outras pessoas.
1.15. Persona, sombra, anima, animus e Self
Persona. É a máscara social. Para Zane, a imagem pública de campeão e o físico musculoso formaram sua persona.
Sombra. Contém emoções, tendências e características rejeitadas. No corpo, também pode representar músculos negligenciados, assimetrias e pontos fracos.
Anima e animus. Representam aspectos femininos inconscientes no homem e masculinos inconscientes na mulher. O amadurecimento exige reconhecer qualidades antes reprimidas.
Self. É o princípio organizador mais profundo da personalidade, manifestado por sonhos, símbolos e intuições.
Individuação. Consiste na integração progressiva desses elementos com a consciência. O fisiculturismo torna-se uma das disciplinas possíveis desse processo.
1.16. Motivação externa e interna
Motivação externa. Troféus, adversários, juízes, aprovação e reconhecimento impulsionaram a carreira competitiva de Zane.
Derrotas reformuladas. Uma derrota podia transformar-se em indicação de pontos fracos e oportunidade para elaborar novo programa.
Motivação interna. Depois da aposentadoria, Zane passou a competir com os próprios resultados anteriores.
Autotranscendência. O progresso não se limita ao físico. Técnica, disciplina, alimentação, atitude, relaxamento e conhecimento também podem superar seus níveis anteriores.
1.17. Divisão racional do treinamento
Corpo inteiro. Primeira etapa para aprender os movimentos e desenvolver condicionamento geral.
Divisão em duas partes. Separa geralmente parte superior e inferior, permitindo mais trabalho por região.
Divisão em três partes.
- costas, bíceps e antebraços;
- coxas e panturrilhas;
- peito, ombros e tríceps.
Dia de pernas no centro. Colocar pernas entre as duas sessões superiores oferece descanso adicional aos ombros e cotovelos.
Rotina avançada. Superséries e trisséries são utilizadas somente depois de domínio da divisão básica e por períodos limitados.
1.18. Princípio da prioridade
Região deficiente primeiro. O músculo que mais precisa melhorar deve ser treinado quando energia e concentração estão elevadas.
Ordem variável. Panturrilhas podem aparecer antes das coxas quando constituem o ponto fraco; o abdômen pode ser colocado no início quando a cintura é prioridade.
Prioridade não significa excesso. A região recebe atenção qualitativamente superior, mas ainda deve respeitar recuperação e proporção.
1.19. Exercícios e equipamentos devem adaptar-se ao corpo
Máquinas e pesos livres. Nenhum método é universalmente superior. Pesos livres exigem equilíbrio e estabilização; máquinas orientam a trajetória e facilitam isolamento.
Mudanças com a idade. Zane passou a utilizar mais máquinas, halteres e pegadas neutras para reduzir tensão em punhos, cotovelos e ombros.
Substituição inteligente. Um exercício tradicional pode ser trocado quando causa dor, desenvolve uma região de maneira indesejada ou deixa de servir ao objetivo estético.
Regra fundamental. Se um movimento provoca dor articular, não deve ser mantido apenas por tradição.
1.20. Prevenção de lesões
Escutar sinais sutis. Fadiga, desconforto articular, perda de coordenação e queda de desempenho são mensagens do corpo.
Distinguir sabedoria de racionalização. Descansar por preguiça não é o mesmo que repousar diante de esgotamento real.
Aquecer e proteger. Regiões lesionadas exigem séries leves, maior aquecimento, pegadas adequadas e manutenção do calor corporal.
Treinar ao redor da lesão. Em vez de abandonar tudo, a pessoa pode trabalhar regiões não afetadas e transformar a limitação em período de especialização.
Recuperação progressiva. Depois de cirurgia ou lesão grave, Zane recomenda cargas leves, muitas repetições e interrupção diante dos primeiros sinais de desconforto.
1.21. Linguagem, metáforas e comportamento
Pensamento como diálogo. A pessoa conversa continuamente consigo mesma, e essa fala influencia escolhas e comportamentos.
Metáforas corporais negativas. Expressões que relacionam emoções a pescoço, costas, estômago, cabeça ou outras regiões podem acompanhar tensões e comportamentos prejudiciais.
Responsabilidade linguística. Zane propõe substituir “isso me faz sentir” por “eu sinto”, “tenho que” por “escolho” e “não consigo” por “ainda não aprendi” ou “não farei”.
Linguagem de guerra. Termos como bombardear, destruir ou atacar músculos incentivam uma relação hostil com o próprio corpo.
Fala correta. As palavras devem expressar intenção, responsabilidade e possibilidade de desenvolvimento.
1.22. Afirmações e frases de poder
Substituição do autodiálogo. Frases positivas são utilizadas para ocupar o espaço mental anteriormente dominado por dúvida, raiva ou autodepreciação.
Características. A afirmação deve ser curta, pessoal, positiva e formulada no presente.
Repetição sem tensão. Zane denomina a prática de volição passiva: a frase é repetida com continuidade, não com esforço agressivo.
Competição e confiança. O uso intensivo do mantra namu amida butsu foi associado por Zane à confiança durante suas três vitórias consecutivas no Mr. Olympia.
1.23. Registro e mensuração
Diário de treinamento. Exercícios, séries, repetições, cargas, alongamentos e duração são anotados.
Estrela de peso. É conquistada quando há mais carga para as mesmas repetições ou mais repetições com a mesma carga.
Estrela de tempo. Ocorre quando o mesmo trabalho é realizado em menos tempo ou quando se faz mais trabalho dentro do mesmo período.
Fotografias. Imagens padronizadas complementam os números e mostram proporção, definição e aparência.
Feedback objetivo. O registro impede que a progressão dependa apenas de memória, entusiasmo momentâneo ou percepção distorcida do espelho.
1.24. Periodização sazonal
Inverno. Manutenção, recuperação, tratamento de pontos fracos e menor frequência.
Primavera. Retorno do crescimento, aumento gradual das séries e recuperação da força.
Verão. Maior atividade, frequência e alternância entre estrelas de peso e tempo.
Outono. Alcance da condição máxima, maior densidade e definição.
Pico temporário. O praticante não deve permanecer o ano inteiro em condição competitiva. Depois do pico, volume e intensidade diminuem.
Longevidade. Alternar expansão e recuperação evita estagnação e reduz o desgaste produzido por intensidade permanente.
1.25. Nutrição de alta densidade
Menos calorias com nutrientes suficientes. Com o avanço da idade, a ingestão energética tende a diminuir, mas proteína, vitaminas, minerais e gorduras essenciais continuam importantes.
Proteína. É utilizada para preservar e reconstruir massa muscular.
Carboidratos. São concentrados principalmente no início do dia, quando podem fornecer energia para treinamento e atividades.
Gorduras. Zane não defende sua eliminação completa. Quantidades muito baixas são associadas no texto a fome, perda de energia e desconforto articular.
Refeição noturna leve. O jantar contém menos calorias e carboidratos concentrados.
Registro alimentar. O diário nutricional permite verificar calorias, macronutrientes e possíveis deficiências.
1.26. Perda de gordura gradual
Preservar músculos. O objetivo não é apenas diminuir o peso, mas reduzir tecido adiposo sem perder massa muscular.
Ritmo lento. Zane propõe perda aproximada de uma libra por semana.
Pesos e aeróbicos. A musculação preserva e modela o corpo; a atividade cardiovascular eleva o gasto energético.
Imagem futura. O praticante deve visualizar uma versão futura mais magra e agir conforme essa identidade possível.
Ambiente. Companheiros, alimentos disponíveis em casa e rotina diária podem apoiar ou impedir o processo.
1.27. Suplementação como complemento
Alimentação primeiro. Nenhum suplemento substitui uma dieta nutricionalmente adequada.
Produtos mencionados. Aminoácidos, vitaminas, minerais, enzimas, ácidos graxos essenciais, lecitina e extrato de fígado aparecem como complementos utilizados pelo autor.
Individualização. O registro alimentar identifica nutrientes que podem estar insuficientes.
Contexto histórico. O livro também descreve produtos homeopáticos, ervas, aparelhos e protocolos utilizados por Zane na época de sua publicação.
1.28. Crítica aos esteroides anabolizantes
Resultados rápidos. Zane reconhece que essas substâncias podem aumentar força e massa em pouco tempo.
Efeitos adversos. O texto enumera alterações hormonais, cardiovasculares, hepáticas, reprodutivas, dermatológicas e psicológicas.
Dependência da aparência. A perda de massa após a interrupção pode levar o usuário a prolongar ou repetir os ciclos.
Crítica estética. A valorização excessiva do tamanho favoreceria físicos semelhantes e reduziria a importância de simetria, proporção, definição e individualidade.
Responsabilidade pessoal. A decisão final é apresentada como responsabilidade do praticante, mas o autor defende métodos mais lentos e compatíveis com longevidade.
1.29. Relaxamento profundo
Recuperação consciente. O treinamento físico não é considerado gerenciamento suficiente do estresse. É necessário praticar uma resposta oposta à luta ou fuga.
Métodos. Meditação, relaxamento progressivo, flutuação, gravações, biofeedback e sincronização cerebral são descritos como recursos.
Objetivo comum. Reduzir tensão, interromper ciclos emocionais negativos, favorecer sono e conservar energia.
Excitação relaxada. O melhor estado para treinar combina alerta com ausência de tensão desnecessária.
1.30. Sono como parte do treinamento
Sono de ondas lentas. É apresentado como fase de reconstrução corporal e secreção de hormônio do crescimento.
Sono REM. É relacionado ao processamento de experiências e emoções por meio dos sonhos.
Primeiras horas da noite. Zane destaca a importância das fases profundas que ocorrem no início do período de sono.
Qualidade acima da quantidade isolada. Permanecer mais horas na cama não garante recuperação se o sono não alcançar profundidade suficiente.
1.31. Meditação e controle da atenção
Gerar, repetir e atender. A prática formal exige iniciar o estímulo, mantê-lo e retornar a ele quando a mente se dispersa.
Distração como parte do método. O fracasso não consiste em distrair-se, mas em abandonar o exercício ao perceber a distração.
Estados mentais. Clareza, desapego, compaixão e equanimidade são apresentados como contrapartes da ilusão, apego, raiva e agitação.
Não confrontar agressivamente. Tentar expulsar um estado negativo pela força pode acrescentar nova aversão. A meditação observa e permite a reorganização.
1.32. Tecnologias de relaxamento
Flutuação. O tanque de água aquecida e sais de Epsom é descrito como forma de reduzir estímulos e tensão muscular.
Gravações dicóticas. Mensagens diferentes são ouvidas simultaneamente em cada ouvido, favorecendo atenção dividida e sugestões positivas.
Sincronizadores cerebrais. Luzes e sons pulsantes procuram conduzir a atividade cerebral a frequências específicas.
Biocircuitos e estimulação elétrica. Também são apresentados como recursos utilizados ou investigados pelo autor.
Advertência prática. Gravações relaxantes não devem ser utilizadas durante levantamento de pesos, condução de veículos ou operação de máquinas.
1.33. Amor, sexualidade e energia
Corpo e atração. Um físico desenvolvido pode aumentar atração, confiança e resistência sexual.
Limites. Musculação não garante amor maduro nem altera todas as características anatômicas.
Reservatório energético. Treinamento excessivo, alimentação insuficiente e falta de sono podem diminuir libido e desempenho.
Quatro formas de amor. Eros, Storge, Philia e Agape mostram que o amor não se limita ao desejo sexual.
Amor maduro. Cuidado, respeito, responsabilidade e conhecimento substituem dependência, posse e compensação de carências.
1.34. Sonhos e transformação
Mensagens emocionais. Sonhos revelam sentimentos e aspectos não reconhecidos durante a vigília.
Diário de sonhos. Imagens, personagens e emoções são registrados ao despertar.
Sonho incompleto. O sonhador pode imaginar uma conclusão diferente e reformular o estado emocional.
Sonho lúcido. Reconhecer que se está sonhando permite atuar conscientemente dentro do sonho.
Borboleta na caverna. O sonho de Zane simboliza a entrada no inconsciente, a metamorfose do ego, o encontro com o Self e a passagem de competidor para professor.
1.35. Visualização e imagem corporal
Ensaio do treinamento. Antes da sessão, o praticante imagina exercícios, cargas, repetições e alongamentos.
Revisão posterior. Depois, reconstitui o treino e registra os resultados.
Corpo dos sonhos. Antes de dormir, visualiza o corpo atual e o ideal unidos por uma ponte formada por exercícios, alimentação, pensamentos, palavras, sono e meditação.
Modelo cerebral. A experiência do corpo depende da imagem corporal, representação mental que pode ser modificada pela prática, pelas fotografias e pelos sonhos.
1.36. Poses como instrumento de desenvolvimento
Escultura viva. Posar exige contrair o corpo enquanto rosto e movimentos permanecem controlados.
Isometria. Manter posições produz contração sem movimento e melhora controle muscular.
Maturidade muscular. A prática contínua é associada a maior definição e acabamento.
Linguagem emocional. Cada pose comunica orgulho, confiança, completude, resistência ou vitória.
Avaliação objetiva. Fotografias das poses mostram mudanças que medidas e espelho não revelam completamente.
1.37. Sofrimento voluntário
Escolha consciente. A pessoa pode evitar exercícios e sofrer passivamente as limitações do envelhecimento ou aceitar deliberadamente o desconforto moderado do treinamento.
Dor produtiva e dor lesiva. A primeira é uma reação muscular regulada; a segunda indica dano e exige mudança.
Modulação. Frequência, carga, volume e intervalos determinam se o estímulo será insuficiente, adequado ou excessivo.
Atitude. O sofrimento não é valorizado por si mesmo, mas por sua função dentro de um processo consciente de transformação.
1.38. O caminho é a meta
Prática diária. A transformação não acontece apenas ao alcançar determinada medida, peso ou título. Ela ocorre em cada treino, refeição, período de repouso e decisão.
Caminho branco. A parábola representa uma passagem estreita entre desejo e raiva, percorrida com concentração e certeza.
Não olhar para trás. Vozes externas e internas tentam desviar o praticante, mas o objetivo é manter-se no caminho escolhido.
Castelos e fundamentos. O corpo ideal é o projeto; disciplina, alimentação, repouso e atitude são os fundamentos concretos colocados sob ele.
2. Mapa final da progressão proposta
| Estágio | Organização principal | Objetivo |
|---|---|---|
| Crianças | Corpo inteiro, uma ou duas séries leves | Aprender movimentos, desenvolver força geral e interesse |
| Idosos iniciantes | Máquinas ou pesos leves, corpo inteiro | Recuperar força, mobilidade e confiança |
| Iniciantes | Corpo inteiro, duas ou três vezes por semana | Técnica, simetria, condicionamento e memória muscular |
| Intermediários | Divisão superior/inferior | Aumentar o volume por região e preservar recuperação |
| Perda de gordura | Divisão em duas partes com mais aeróbicos | Reduzir gordura preservando e modelando músculos |
| Experientes | Divisão em três partes | Especialização, proporção e maior recuperação |
| Avançados | Superséries e trisséries por oito a doze semanas | Alcançar condição física máxima |
| Treinamento permanente | Periodização sazonal | Alternar crescimento, definição, pico e recuperação |
3. Referências citadas
A relação abaixo consolida as referências identificáveis no texto e na bibliografia final, retirando duplicações. Em alguns nomes e títulos afetados pela digitalização, a grafia reconhecível do arquivo foi preservada.
3.1. Autor, familiares e pessoas diretamente relacionadas à obra
- Frank Zane
- Christine Zane
- pai, mãe e irmão de Frank Zane;
- participantes dos programas Zane Experience;
- alunos, clientes, parceiros de treino e competidores mencionados coletivamente.
3.2. Fisiculturistas, atletas e personalidades
- Arnold Schwarzenegger
- Steve Reeves
- Bill Pearl
- Bob Delmontique
- Lee Haney
- Dave Draper
- Boyer Coe
- Serge Jacobs
- Larry Scott
- Joe Weider
- Meat Loaf
- Alannah Myles, grafada no texto digitalizado como Alanah Miles;
- arremessadores de beisebol, maratonistas, corredores, ciclistas, ginastas, tenistas, golfistas e outros atletas mencionados como exemplos.
3.3. Psicólogos, filósofos e pensadores
- Carl Gustav Jung
- Sigmund Freud
- Abraham Maslow
- Erich Fromm
- Alexander Lowen
- B. F. Skinner
- Ken Dychtwald
- Bernice L. Neugarten
- Calvin S. Hall
- Vernon Nordby
- Marie-Louise von Franz
- Michael Murphy
- Daniel Goleman
- Charles Tart
- Ralph Metzner
- John Conger
- G. I. Gurdjieff
- Platão
- Aristóteles
- Friedrich Nietzsche
- Henry David Thoreau
- Sri Aurobindo
- Sri Chinmoy
- Romano Guardini
- James Allen
- Homero
- Erwin Rohde
- Eknath Easwaran
- Shunryu Suzuki
- Philip Kapleau
- John Blofeld
- Idries Shah
- Haya Akegarasu
- A. R. Orage
- Wallace Stevens
- Virginia Satir
- Seymour Boorstein
- Chick Moorman
- Stephen LaBerge
- Howard Rheingold
- J. A. Lee
- Elaine Berscheid
- Ellen Walster
- Stanley Schachter
- G. L. White
- D. M. Dooling
- Laura Wallas
- Hazel Markus
- Paula Nurius
- Lyle Fitzgerald
- Corinne T. Netzer
- Roy Walford
- Milton Silverman.
3.4. Pesquisadores, médicos e autores científicos
- William Evans
- Irwin Rosenberg
- Hermann Ebbinghaus
- John R. Anderson
- Bob Anderson
- Hans Selye
- Herbert Benson
- Itzhak Bentov
- Michael Hutchison
- Lloyd Glauberman
- Bruce Harrah-Conforth
- Robert Yerkes
- John Dodson
- Edmund Jacobson
- William Beckwith
- Jacob Liberman
- Walter Pierpaoli
- Richard Wurtman
- Judith Wurtman
- Daniel Rudman
- Scott Connelly
- Bill Phillips
- M. Alén
- Meyer Friedman
- L. van Doornen
- K. Orlebeke
- R. K. Wallace
- F. Pitts
- J. Lewis
- P. M. Forster
- E. Govier
- S. L. Nielsen
- I. G. Sarason
- R. S. Kurtz
- T. G. Russell
- R. R. Nordstrom
- L. Morton
- J. Kershner
- L. Patten
- J. Isaacs
- C. M. Shapiro
- H. Moldofsky
- P. Scarisbrick
- E. Hetherington
- J. Deur
- J. Tanner
- N. Datan
- Garwood e colaboradores.
As referências formais dos capítulos iniciais e intermediários estão reunidas na bibliografia final do livro.
3.5. Colaboradores, fotógrafos, editores e agradecimentos
- John White
- Abakash
- Mark McKean
- Art Zeller
- Bill Dobbins
- Ralph DeHaan
- John Balik
- Mike Neveux
- Jack Mitchell
- Kenn Duncan
- John Ballew
- George Szless
- Yern Stater
- Bill Kaiser
- Scott Connelly
- Bill Phillips
- profissionais, fotógrafos e colaboradores mencionados nos créditos da obra.
4. Livros e obras citados
4.1. Psicologia, filosofia e desenvolvimento humano
- Making Contact — Virginia Satir
- Bioenergetics — Alexander Lowen
- A Primer of Freudian Psychology — Calvin S. Hall
- A Primer of Jungian Psychology — Calvin S. Hall e Vernon Nordby
- Shadow and Evil in Fairy Tales — Marie-Louise von Franz
- Interpretations of Fairy Tales — Marie-Louise von Franz
- The Stages of Life — Carl Gustav Jung
- The Portable Jung
- The Future of the Body — Michael Murphy
- Age Wave — Ken Dychtwald
- Enjoy Old Age — B. F. Skinner
- Toward a Psychology of Being — Abraham Maslow
- The Art of Loving — Erich Fromm
- Talk Sense to Yourself — Chick Moorman
- Jung & Reich: The Body as Shadow — John Conger
- As a Man Thinketh — James Allen
- Psyche — Erwin Rohde
- The Spiritual Body, em The Last Things — Romano Guardini
- The Mind of Light — Sri Aurobindo
- Walden — Henry David Thoreau
- Walden and Other Writings
- Sayings of Sri Chinmoy.
4.2. Meditação, espiritualidade e consciência
- Zen Mind, Beginner’s Mind — Shunryu Suzuki
- The Three Pillars of Zen — Philip Kapleau
- Mantras — John Blofeld
- Formulas for Transformation — Eknath Easwaran
- The Dhammapada — versão citada de Eknath Easwaran
- Shout of Buddha: Writings of Haya Akegarasu
- Buddha’s Lions
- Tales of the Dervishes — Idries Shah
- “The Three Dervishes”
- “The Horseman and the Snake”
- All and Everything — G. I. Gurdjieff
- Stalking the Wild Pendulum — Itzhak Bentov
- The Relaxation Response — Herbert Benson
- The Stress of Life — Hans Selye
- The Book of Floating — Michael Hutchison
- Consciousness Technology — Michael Hutchison
- Progressive Relaxation — Edmund Jacobson
- Biocircuits — L. Patten
- The Biocircuit Study — J. Isaacs
- MindScience
- Megabrain Report
- Lucid Dreaming — Stephen LaBerge
- Exploring the World of Lucid Dreaming — Stephen LaBerge e Howard Rheingold
- Shinshu Seiten.
4.3. Literatura, poesia e narrativas simbólicas
- Harmonium — Wallace Stevens
- The Collected Poems of Wallace Stevens
- “Six Significant Landscapes”
- “Theory”
- “Hymn from a Watermelon Patch”
- Stories for the Third Ear — Laura Wallas
- “Journey from a Frozen Land”
- A Way of Working
- “The Secret of the Wood”
- Poetics — Aristóteles
- Ecce Homo — Friedrich Nietzsche
- The Basic Writings of Nietzsche
- Roadie, filme mencionado por meio de Meat Loaf.
4.4. Nutrição, medicina e treinamento
- Fabulously Fit Forever — Frank Zane
- Zane Nutrition — Frank e Christine Zane
- The Zane Nutrition Cookbook — Christine Zane
- The Cookbook: A Companion to Zane Nutrition
- The Corinne T. Netzer Encyclopedia of Food Values
- Maximum Life Span — Roy Walford
- Recommended Dietary Allowances
- The Drugging of the Americas — Milton Silverman
- MET-Rx Owner’s Manual — Scott Connelly e Bill Phillips
- Dorland’s Illustrated Medical Dictionary
- Stretching — Bob Anderson
- Biomarkers — William Evans e Irwin Rosenberg
- Memory: A Contribution to Experimental Psychology — Hermann Ebbinghaus
- Language, Memory, and Thought — John R. Anderson
- Pumping Iron — Charles Gaines e George Butler
- Loaded Guns — Larry Scott
- DVD Workout
- High Def Body
- The Workouts.
4.5. Esculturas e modelos artísticos
- Hércules Farnese
- David, de Michelangelo.
As obras formalmente relacionadas aos capítulos 10, 11 e 12 aparecem na bibliografia final.
5. Artigos, estudos e textos acadêmicos citados
5.1. Desenvolvimento, envelhecimento e psicologia
- “Time, Age, and the Life Cycle” — Bernice L. Neugarten
- “The Effect of Absence on Child Development” — E. Hetherington e J. Deur
- “Physical Growth” — J. Tanner
- “Midas and Other Midlife Crises” — N. Datan
- “Possible Selves” — Hazel Markus e Paula Nurius
- “Ten Classical Metaphors of Self-Transformation” — Ralph Metzner
- “Notes on Right Speech as a Psychotherapeutic Technique” — Seymour Boorstein.
5.2. Exercício, lesões e envelhecimento
- “Overtraining Increases the Susceptibility to Infection” — Lyle Fitzgerald
- estudos de força em homens e mulheres idosos citados em Biomarkers;
- estudos sobre microcorrente, ATP, transporte celular e reparação de tecidos;
- “Autonomic Nervous System Function and Aging: Response Specificity” — Garwood e colaboradores.
5.3. Nutrição, hormônios e metabolismo
- “Carbohydrates and Depression” — Richard e Judith Wurtman
- “Melatonin Extends Rat Lives” — Walter Pierpaoli
- “Effects of Human Growth Hormone in Men over 60 Years Old” — Daniel Rudman e colaboradores
- “Androgenic-Anabolic Steroid Effects on Serum Thyroid, Pituitary, and Steroid Hormones in Athletes” — M. Alén e colaboradores
- “Changes in Serum Cholesterol and Blood Clotting Time in Men Subject to Cyclic Variation of Occupational Stress” — Meyer Friedman e colaboradores
- “Stress, Personality, and Serum Cholesterol Level” — L. van Doornen e K. Orlebeke.
5.4. Meditação, atenção e relaxamento
- “Physiological Effects of Transcendental Meditation” — R. K. Wallace
- “The Biochemistry of Anxiety” — F. Pitts
- “Meditation as Meta-Therapy” — Daniel Goleman
- “Tibetan and Western Models of Mental Health” — Daniel Goleman
- “Semantic Processing of Unattended Messages Using Dichotic Listening” — J. Lewis
- “Discrimination Without Awareness?” — P. M. Forster e E. Govier
- “Emotion, Personality, and Selective Attention” — S. L. Nielsen e I. G. Sarason
- “Subliminal Messages for Weight Loss” — R. S. Kurtz
- estudo sobre mensagens auditivas subliminares e desempenho acadêmico — T. G. Russell
- estudo sobre placebo, percepção subliminar e indução hipnótica — R. R. Nordstrom
- “The Effects of Dichotic Listening on Aerobic Performance” — Frank Zane
- “The Relation of Strength of Stimulus to Rapidity of Habit Formation” — Yerkes e Dodson
- estudo sobre ionização negativa, memória e atenção — Morton e Kershner
- “Slow Wave Sleep: A Recovery Period after Exercise” — Shapiro e colaboradores
- estudo sobre privação seletiva do sono profundo e dor musculoesquelética — Moldofsky e Scarisbrick.
5.5. Amor, atração e emoção
- “Styles of Loving” — J. A. Lee
- “Physical Attractiveness” — Elaine Berscheid e Ellen Walster
- estudo de Stanley Schachter sobre componentes cognitivos e fisiológicos da emoção;
- “Passionate Love and the Misattribution of Arousal” — G. L. White e colaboradores.
A bibliografia final registra os estudos sobre meditação, atenção, sono, amor e emoção utilizados nos últimos capítulos.
6. Conceitos psicológicos, filosóficos e espirituais
- psicologia do desenvolvimento
- psicologia analítica
- psicologia freudiana
- psicologia humanista
- psicologia transpessoal
- ego
- persona
- sombra
- anima
- animus
- Self
- Self interior
- inconsciente pessoal
- inconsciente coletivo
- arquétipo
- individuação
- identificação
- identificação por perda do objeto
- identificação orientada para objetivos
- identificação narcísica
- formação reativa
- armadura do caráter
- conclusão do caráter
- camada muscular defensiva
- crise da meia-idade
- autorrealização
- autotranscendência
- motivação por deficiência
- motivação pelo ser
- D-motivation
- motivação extrínseca
- motivação intrínseca
- sublimação
- autoconceito
- imagem corporal
- eu possível
- diálogo interior
- fala correta
- fala impotente
- metáfora corporal negativa
- profecia autorrealizável
- reframing
- volição passiva
- sincronicidade
- sonho lúcido
- ensaio mental
- visualização
- parcimônia
- regressão à média
- sofrimento voluntário
- excitação relaxada
- caminho do meio
- yoga da conclusão do caráter.
7. Conceitos de treinamento e avaliação física
- transformação corporal
- equação do fisiculturismo
- catabolismo
- anabolismo
- microtrauma
- pump
- queimação
- falha positiva
- falha negativa
- fase concêntrica
- fase excêntrica
- tensão contínua
- memória muscular
- memória neuromuscular
- simetria
- proporção
- definição
- tamanho
- forma
- maturidade muscular
- treinamento de corpo inteiro
- divisão em duas partes
- divisão em três partes
- músculos de puxar
- músculos de empurrar
- princípio da prioridade
- supersérie
- trissérie
- rest-pause
- repetições forçadas
- estrela de peso
- estrela de tempo
- densidade do treinamento
- treinamento de qualidade
- alongamento entre séries
- ab-aeróbicos
- frequência cardíaca-alvo
- cross-training
- periodização sazonal
- off-season
- pico físico
- groove
- pegada neutra
- treinar ao redor da lesão
- diário de treinamento
- fotografia padronizada
- posing
- contração isométrica
- fisiculturismo transpessoal.
8. Conceitos de nutrição e fisiologia
- metabolismo basal
- balanço energético
- densidade nutricional
- restrição calórica sem desnutrição
- proteína
- carboidrato
- gordura
- macronutrientes
- micronutrientes
- aminoácidos
- vitaminas
- minerais
- enzimas digestivas
- ácidos graxos essenciais
- hidratação
- glicogênio
- insulina
- lipólise
- cetose
- metabolismo de gordura
- particionamento de nutrientes
- hormônio do crescimento
- testosterona
- melatonina
- serotonina
- colágeno
- síntese de proteínas
- esteroides anabolizantes
- HDL
- percentual de gordura
- densidade óssea
- sensibilidade à insulina
- biomarcadores do envelhecimento
- sistema nervoso autônomo
- sistema simpático
- sistema parassimpático
- luta ou fuga
- homeostase
- sono de ondas lentas
- sono REM
- ondas beta, alfa, teta e delta.
9. Nutrientes e suplementos mencionados
9.1. Aminoácidos
- L-leucina
- L-isoleucina
- L-valina
- L-glicina
- L-tirosina
- L-metionina
- L-arginina
- L-lisina
- L-fenilalanina
- L-histidina
- L-treonina
- L-glutamina
- L-prolina
- L-cisteína
- L-triptofano.
9.2. Vitaminas e compostos semelhantes
- vitaminas A, C, E, B1, B2, B6 e B12;
- niacina;
- niacinamida;
- pantotenato de cálcio;
- piridoxal-5-fosfato;
- ácido fólico;
- biotina;
- PABA;
- colina;
- inositol.
9.3. Minerais
- cálcio
- magnésio
- potássio
- manganês
- zinco
- cobre
- selênio
- molibdênio
- cromo
- ferro
- iodo.
9.4. Outros suplementos e produtos nutricionais
- lecitina;
- ácidos graxos essenciais;
- extrato de fígado;
- enzimas pancreáticas;
- psyllium;
- MET-Rx;
- saw palmetto;
- ginseng;
- efedra;
- beta-sitosterol;
- gotu kola;
- extrato de inhame mexicano;
- silimarina;
- smilax;
- UltraMass 2000;
- Octabol;
- Recovery;
- Repair;
- produtos homeopáticos e extratos glandulares mencionados pelo autor.
10. Métodos, aparelhos e tecnologias
10.1. Equipamentos de musculação
- barras e halteres;
- barra olímpica;
- barra EZ;
- barra curva;
- Bistar;
- banco regulável;
- cabos;
- peck deck;
- máquina Smith;
- leg press;
- Leg Blaster;
- máquina de extensão de pernas;
- máquina de flexão de pernas;
- máquina de quadril;
- máquina de panturrilhas;
- máquina de pulôver;
- máquina de paralelas;
- máquina de remada;
- aparelho de força de pegada;
- Back Revolution.
10.2. Marcas e fabricantes
- Nautilus
- Body Masters
- Soloflex
- Advanced Free Weight Systems
- Precor
- Concept II
- Schwinn
- Airdyne
- Nordic Skier
- Myosystems
- Mind Gear.
10.3. Equipamentos aeróbicos
- esteira;
- bicicleta estacionária;
- máquina de escadas;
- remo ergométrico;
- Airdyne;
- equipamento de braços;
- aparelho de esqui;
- caminhada ao ar livre.
10.4. Relaxamento e estimulação
- tanque de flutuação;
- sais de Epsom;
- biofeedback;
- gravações HPP;
- gravações dicóticas;
- fones de ouvido;
- sincronizador de ondas cerebrais;
- Mind Gear PR-2;
- gerador de sinais binaurais;
- óculos de luz vermelha, verde e branca;
- ionizador negativo;
- biocircuito de cobre;
- Light-Sound Turbocharger;
- SynchroStim 2000;
- CES;
- TENS;
- microcorrente;
- ultrassom.
11. Tratamentos e substâncias relacionadas a lesões
- gelo;
- linimentos;
- Eucalypt-Mint;
- Heet;
- faixas elásticas;
- fisioterapia;
- quiropraxia;
- ultrassom;
- estimulação elétrica;
- MENS;
- DMSO;
- aspirina tamponada;
- medicamentos anti-inflamatórios;
- cirurgia;
- reabilitação progressiva;
- avaliação por fisioterapeutas, médicos e profissionais especializados.
12. Instituições, organizações e empresas
- Harvard University
- Tufts University
- Human Nutrition Center on Aging
- National Academy of Sciences
- Johns Hopkins Medical Institution
- Indiana University
- University of Chicago
- Esalen Institute
- Western Psychological Association
- President’s Council on Physical Fitness
- National Press Club
- Mind/Body Medical Institute
- Tibet House
- Buddhist Churches of America
- Professional Technologies, Inc.
- Gold’s Gym
- Zane Haven
- BioEnergy Research
- Myosystems
- Zanada/Zananda, Inc., conforme as grafias presentes no arquivo
- academia particular de Frank Zane em San Diego.
13. Revistas, jornais e publicações
- American Journal of Psychiatry
- Young Children
- American Psychologist
- International Journal of Sports Medicine
- Journal of Transpersonal Psychology
- Scientific American
- New England Journal of Medicine
- American Journal of Sports Medicine
- Circulation
- Journal of Human Stress
- Science
- Psychophysiology
- Journal of Experimental Psychology
- Quarterly Journal of Experimental Psychology
- Journal of Personality and Social Psychology
- Journal of Comparative Neurology & Psychology
- Journal of Abnormal Child Psychology
- Psychosomatic Medicine
- Psychology Today
- Advances in Experimental Social Psychology
- Hypnosis Quarterly
- Dissertation Abstracts International
- Masters Abstracts
- Brain/Mind Bulletin
- Megabrain Report
- New York Times
- New Haven Register
- Muscle & Fitness
- Flex
- Muscle Media 2000
- Muscle Mag International
- IronMan
- Muscular Development.
14. Lugares mencionados
- nordeste da Pensilvânia;
- Bélgica;
- Guadalajara, México;
- Japão;
- Palm Springs;
- San Diego;
- Los Angeles;
- Manhattan;
- Tampa, Flórida;
- Oceano Pacífico;
- região montanhosa da infância de Zane;
- Gold’s Gym;
- academia doméstica;
- academia comercial;
- Zane Haven;
- “mind gym”;
- caverna do sonho;
- ilha cercada por água;
- escola do sonho;
- montanha nevada;
- jardim;
- rios de água e fogo;
- margens oriental e ocidental da parábola.
15. Competições e eventos
- Teenage Mr. America
- Mr. Universe de 1965
- Mr. America de 1968
- Mr. Universe de 1968
- Mr. World de 1969
- Mr. Olympia de 1974
- Mr. Olympia de 1977
- Mr. Olympia de 1978
- Mr. Olympia de 1979
- Mr. Olympia de 1982
- Mr. Olympia de 1983
- três vitórias consecutivas de Zane no Mr. Olympia;
- tentativa de conquistar o quarto título consecutivo;
- última competição de Zane aos 41 anos;
- primeira participação de Lee Haney no Mr. Olympia;
- preparação anual para a condição máxima;
- maratona de 57 milhas mencionada no estudo do sono;
- conferência da Western Psychological Association;
- Dia de Ação de Graças;
- aposentadoria competitiva de Zane em 1983.
16. Personagens, narrativas e símbolos
16.1. Personagens narrativos
- mestre carpinteiro;
- buscador e mestre espiritual;
- três dervixes;
- mulher coberta por camadas;
- homem que a conduz para uma região mais quente;
- mestre-escola;
- pastor e sua filha;
- homem de estômago enorme;
- sábio;
- viajante do caminho branco;
- bandidos e feras;
- amigo da margem ocidental;
- cavaleiro;
- homem adormecido;
- serpente venenosa;
- crianças da sala de aula.
16.2. Símbolos recorrentes
- armadura muscular — defesa do ego;
- tela ou máscara — persona;
- sombra — aspectos rejeitados;
- carruagem — corpo;
- cavalo — emoções;
- cocheiro — mente;
- passageiro — Self interior;
- pinheiro torto — individualidade e longevidade;
- camadas de roupas — gordura e defesas acumuladas;
- caverna — inconsciente;
- lanterna — consciência;
- casulo — ego e corpo em transformação;
- borboleta — Self e metamorfose;
- ilha — limites do mundo pessoal;
- água — inconsciente coletivo;
- escola — aprendizagem e transmissão;
- ponte — ligação entre corpo atual e corpo ideal;
- rio de água — desejo e ganância;
- rio de fogo — raiva e ódio;
- caminho branco — propósito e mente correta;
- castelo no ar — ideal;
- fundamentos — prática concreta;
- serpente — perigo desconhecido;
- maçãs podres e água — tratamento doloroso que permite expulsar o perigo.
17. Síntese final da obra
O método de Frank Zane procura transformar o treinamento em uma disciplina permanente. A pessoa começa aprendendo movimentos simples, desenvolve força e coordenação, avança para rotinas divididas, organiza períodos de intensidade e recuperação e adapta exercícios e equipamentos ao envelhecimento.
O físico ideal não é definido apenas pelo tamanho. Simetria, proporção, definição, postura, poses e aparência global recebem importância superior à massa isolada.
O progresso depende da recuperação. Alimentação, sono, meditação, relaxamento e atitude não aparecem como elementos acessórios, mas como partes do próprio treinamento.
A finalidade mais elevada é psicológica. O praticante deixa de usar os músculos apenas como proteção contra inseguranças e passa a utilizar o corpo como meio de conhecer e integrar a própria personalidade.
A meta final não é permanecer eternamente em condição competitiva. É manter o corpo como veículo de saúde, beleza, vitalidade, aprendizado e realização durante toda a vida.
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