Glucosamina e Condroitina: resumo completo do livro de Victoria Dolby Toews
Obra: User’s Guide to Glucosamine & Chondroitin
Autora: Victoria Dolby Toews, MPH
Editor da coleção: Jack Challem
Editora: Basic Health Publications
Tema: uso da glucosamina e da condroitina na osteoartrite e na proteção das articulações.
Sumário
- Introdução
- Capítulo 1 — Articulações em dificuldade
- Capítulo 2 — A solução para a recuperação da cartilagem
- Capítulo 3 — Nasce uma estrela
- Capítulo 4 — Como tomar glucosamina e condroitina
- Capítulo 5 — Protetores articulares adicionais
- Capítulo 6 — Uso de suplementos e medicamentos convencionais
- Capítulo 7 — Osteoartrite e além
- Capítulo 8 — Perfil de segurança
- Conclusão
- Referências citadas
1. Introdução
Prevalência da osteoartrite
A osteoartrite é apresentada como a forma mais comum de artrite, afetando aproximadamente 21 milhões de norte-americanos. O livro afirma que sua prevalência superava a de doenças como problemas cardíacos e diabetes e previa que, com o envelhecimento da geração dos Baby Boomers, o número de pessoas afetadas poderia chegar a 30 milhões em 2020.
Limitações do tratamento convencional
Segundo a autora, a medicina convencional frequentemente não proporcionava alívio duradouro às pessoas com osteoartrite. Os anti-inflamatórios não esteroides — AINEs ou NSAIDs, utilizados principalmente para mascarar a dor, poderiam causar efeitos adversos tão incômodos quanto os próprios sintomas da doença. O texto também sustenta que alguns desses medicamentos poderiam contribuir para a continuação do dano articular.
A obra ressalta que, até aquele momento, a medicina convencional não oferecia um medicamento capaz de reparar ou reconstruir uma articulação osteoartrítica. Os tratamentos disponíveis seriam direcionados principalmente à supressão da dor e de outros sintomas.
Proposta da glucosamina e da condroitina
A glucosamina e a condroitina são introduzidas como suplementos naturais que, segundo a tese central do livro, poderiam atuar sobre a origem do problema, favorecendo a reparação da cartilagem articular.
A autora afirma que os usuários não se sentiriam melhor apenas porque a dor estaria sendo mascarada, mas porque as articulações passariam a produzir cartilagem nova e saudável para amortecer o espaço entre os ossos. Embora os suplementos não sejam apresentados como soluções milagrosas, o texto sustenta que frequentemente reduziriam a dor e a limitação da mobilidade.
Fundamentação científica defendida
A obra procura afastar a ideia de que o emprego desses suplementos seria apenas uma promessa exagerada da medicina natural. Para isso, menciona a existência de ensaios clínicos científicos favoráveis ao uso de glucosamina e condroitina para aliviar problemas articulares.
A autora reconhece que as informações disponíveis sobre suplementos podem oscilar entre dois extremos: a propaganda exagerada, destinada a vender produtos, e o ceticismo absoluto, que rejeita todos os suplementos. O livro se propõe a apresentar informações diretas, sem propaganda, sobre seus benefícios, limitações e riscos.
Organização do livro
O primeiro capítulo explica a osteoartrite e o processo de deterioração das articulações. O segundo descreve como glucosamina e condroitina poderiam reduzir sintomas e ajudar na reconstrução da cartilagem.
Os capítulos seguintes abordam a história dos suplementos, as formas de uso, as doses, outros nutrientes relacionados à saúde articular e a relação entre suplementação e medicamentos convencionais. A obra também discute possíveis usos para doenças cardiovasculares, enxaqueca e outras condições, terminando com considerações sobre segurança.
2. Capítulo 1 — Articulações em dificuldade
Impacto da osteoartrite
A osteoartrite é descrita como uma doença capaz de limitar progressivamente a participação do indivíduo nas atividades cotidianas. Nos casos avançados, a pessoa pode ter dificuldade até mesmo para sair da cama.
A doença pode afetar inicialmente apenas uma articulação ou alcançar várias articulações. Sua intensidade varia de uma dor leve acompanhada de rigidez até dor incapacitante, perda funcional e deformidade articular.
Definição da doença
A palavra osteoartrite é formada por termos gregos: “osteo”, relativo aos ossos; “arthro”, relativo às articulações; e “itis”, que significa inflamação. A autora considera essa denominação parcialmente inadequada porque a dor, e não a inflamação, seria a principal característica da doença.
A osteoartrite é definida como uma enfermidade crônica que envolve a deterioração das articulações e dos tecidos que as circundam. O problema central localiza-se na cartilagem que recobre as extremidades dos ossos.
Quando a cartilagem se desgasta, diminui o amortecimento entre as superfícies ósseas. Os ossos passam a se aproximar e a atritar entre si, causando rigidez, dor e perda de mobilidade. Por essa razão, o livro identifica a osteoartrite como uma das principais causas de incapacidade física.
Osteoartrite primária
A osteoartrite primária é apresentada como a forma mais frequente. Desenvolve-se lentamente, geralmente depois dos 45 anos, e costuma atingir principalmente os joelhos e quadris.
Sua causa exata não seria conhecida, embora a obesidade e o histórico familiar exerçam influência. O texto afirma que a doença pode causar grave comprometimento da qualidade de vida e estima que aproximadamente 100 mil pessoas nos Estados Unidos não conseguiam caminhar por causa de osteoartrite grave nos quadris ou joelhos.
Osteoartrite secundária
A osteoartrite secundária pode ser relacionada a uma causa específica. Entre os exemplos estão lesões esportivas, infecções articulares, cirurgias, traumas repetitivos, alterações metabólicas e sobrecarga crônica.
Um arremessador de beisebol que repete continuamente o mesmo movimento é utilizado como exemplo de trauma crônico. A osteoartrite em pessoas mais jovens seria frequentemente secundária a uma lesão ou a outro fator identificável.
Funcionamento das articulações
As articulações são os pontos nos quais dois ossos se encontram. O corpo humano possui mais de cem articulações, que formam o chamado sistema de articulação e permitem a movimentação corporal.
São apresentados três tipos principais de articulação:
- Articulações cartilaginosas, como as existentes entre as costelas, que permitem pequenos movimentos.
- Articulações fibrosas, como as do crânio, que geralmente são imóveis.
- Articulações sinoviais, como as dos cotovelos, dedos, quadris e joelhos, que permitem maior amplitude de movimento.
A osteoartrite atinge principalmente as articulações sinoviais, embora ocasionalmente possa aparecer nas cartilaginosas.
Líquido sinovial
As articulações sinoviais contêm o líquido sinovial, uma substância clara e viscosa produzida pela membrana que reveste a articulação. Esse líquido lubrifica as superfícies articulares e facilita o movimento.
Como a cartilagem não possui circulação sanguínea própria, depende do líquido sinovial para receber nutrientes e matérias-primas necessárias à reparação. O mesmo fluido também ajuda a remover os produtos residuais do metabolismo da cartilagem.
Composição da cartilagem
A cartilagem funciona como uma superfície lisa e escorregadia que permite aos ossos deslizarem sem atrito excessivo. Ela também absorve o impacto provocado pelas atividades cotidianas.
Seus três principais componentes são:
- Colágeno, uma proteína que forma a estrutura ou rede da cartilagem.
- Proteoglicanos, compostos formados por proteínas e açúcares.
- Água, que pode representar até 80% da cartilagem.
Os proteoglicanos funcionam como pequenas esponjas que capturam água. Essa água permite que a cartilagem seja comprimida durante o movimento e recupere sua forma posteriormente.
Para uma pessoa com aproximadamente 200 libras, as articulações de sustentação, como joelhos e quadris, poderiam suportar até uma tonelada de pressão durante atividades intensas. Articulações saudáveis seriam capazes de absorver essa carga, enquanto as atingidas pela osteoartrite apresentariam menor resistência.
Função dos condrócitos
A cartilagem contém células chamadas condrócitos, responsáveis pela produção de colágeno e proteoglicanos. Essas células também secretam enzimas que degradam componentes antigos da cartilagem, permitindo sua renovação.
A osteoartrite pode desenvolver-se quando ocorre um desequilíbrio entre a destruição e a reconstrução. Os condrócitos podem produzir proteoglicanos incompletos ou defeituosos, ou liberar enzimas destrutivas em excesso.
Desenvolvimento da lesão articular
Nos estágios iniciais da osteoartrite, aumenta a quantidade de enzimas que destroem os proteoglicanos. A produção de novos proteoglicanos não acompanha essa destruição, deixando as fibras de colágeno expostas.
As fibras expostas passam a sofrer a ação de outras enzimas. Nos estágios finais, a matriz cartilaginosa pode ser dissolvida, os condrócitos desaparecem e as extremidades dos ossos ficam expostas, passando a atritar dolorosamente.
Nesse estágio, o organismo pode produzir uma reação inflamatória para proteger a articulação. Entretanto, a inflamação também contribuiria para a deterioração dos tecidos e para o aumento da dor.
Frequência e articulações atingidas
O risco de osteoartrite aumenta com a idade, especialmente depois dos 40 anos. A obra afirma que, a cada ano após essa idade, haveria um aumento médio de 2% na frequência da doença.
As articulações mais atingidas são as dos pés, dedos, quadris, joelhos, coluna lombar e pescoço. Cotovelos e ombros seriam afetados com menor frequência.
Aos 65 anos, uma pessoa submetida a uma radiografia de uma articulação que suporta peso teria cerca de 50% de probabilidade de apresentar sinais de osteoartrite. Antes dos 45 anos, a doença seria mais comum nos homens; depois dessa idade, passaria a ser consideravelmente mais comum nas mulheres.
Fatores de risco
O histórico familiar aumenta a probabilidade de desenvolvimento da osteoartrite. A obesidade também eleva o risco, pois o excesso de peso aumenta a carga sobre joelhos, quadris e outras articulações.
A autora observa que a obesidade também está associada à osteoartrite das mãos, embora essa relação não pudesse ser explicada apenas pela sobrecarga mecânica. A perda de peso poderia prevenir a doença ou reduzir os sintomas nas pessoas já afetadas.
Outros fatores incluem lesões esportivas, infecções, depósitos de cálcio, trabalho físico intenso, determinados esportes e ocupações que exigem movimentos repetitivos.
O exercício regular não é apontado como causa da osteoartrite. Ao contrário, a atividade física adequada é apresentada como um fator de proteção, desde que as articulações não sejam submetidas a sobrecarga ou trauma.
Sintomas iniciais e progressão
A osteoartrite pode começar discretamente, com rigidez matinal em um joelho ou quadril. Inicialmente, a dor costuma ser assimétrica, afetando apenas um lado do corpo.
Com o avanço da doença, a rigidez pode transformar-se em dor durante o uso da articulação. O repouso geralmente proporciona alívio nos estágios iniciais. Em fases avançadas, porém, a dor pode ocorrer com movimentos mínimos ou mesmo durante o repouso.
A rigidez também pode aparecer depois de períodos de imobilidade, como em uma longa viagem de automóvel. A amplitude de movimento tende a diminuir progressivamente.
Outros sinais
A articulação pode produzir estalos ou uma sensação de trituração. O ruído pode ser intenso, mas geralmente não é doloroso.
A osteoartrite também pode provocar dor referida, irradiando pelos braços, pela parte posterior da cabeça ou pelas coxas. Outros sinais mencionados são espasmos musculares e formações ósseas, chamadas nódulos, nos dedos.
A inflamação não é considerada o principal sintoma e costuma surgir tardiamente. A artrite reumatoide, ao contrário, é caracterizada principalmente pela inflamação.
Nos casos avançados, podem aparecer esporões ósseos e deformidades.
Sinais principais
A obra resume quatro sinais frequentes:
- Dor articular, constante ou intermitente.
- Rigidez ao levantar-se da cama.
- Estalos ou crepitação articular.
- Limitação da amplitude de movimento.
Osteoartrite e envelhecimento
A doença foi durante muito tempo chamada de artrite de “desgaste”, como se fosse consequência inevitável do envelhecimento e do uso das articulações.
A obra rejeita essa interpretação simplificada. O problema não seria apenas o desgaste acumulado, mas a falha dos mecanismos responsáveis por conservar e renovar a cartilagem.
Os condrócitos poderiam produzir proporções inadequadas dos componentes cartilaginosos ou liberar enzimas destrutivas em quantidade excessiva. O livro afirma que essa falha não seria necessariamente irreversível e introduz glucosamina e condroitina como substâncias capazes de auxiliar a restauração do equilíbrio.
Prevenção por meio do exercício
O exercício é apresentado como uma das principais medidas preventivas. Como as articulações não possuem circulação sanguínea própria, o movimento ajuda a impulsionar o líquido sinovial, levando oxigênio e nutrientes à cartilagem e removendo resíduos.
A falta de movimento reduziria a nutrição da articulação, contribuindo para a degeneração. Mesmo pessoas com dor deveriam procurar alguma atividade tolerável, ainda que fosse apenas uma caminhada lenta.
Alongamentos, exercícios de força e atividades aeróbicas são recomendados. Caminhada, ciclismo e natação são citados como boas opções iniciais, desde que o programa seja iniciado gradualmente.
Além de preservar a cartilagem, o exercício fortalece os ossos, melhora o tônus muscular, estabiliza as articulações e pode reduzir ansiedade e depressão.
Prevenção de lesões e controle do peso
Evitar lesões é outra medida preventiva. Sapatos apertados poderiam lesionar as articulações dos dedos dos pés. Cadeiras sem apoio adequado e postura incorreta poderiam contribuir para danos na coluna vertebral.
A manutenção de um peso saudável é destacada como essencial. Homens e mulheres com excesso de peso teriam risco aproximadamente 30% maior de artrite. Nos homens obesos, o risco poderia ser 70% maior; nas mulheres obesas, 50% maior.
Diagnóstico
Não existe um único exame definitivo para diagnosticar osteoartrite. O médico combina diferentes métodos e exclui outras doenças.
Inicialmente, é levantada a história clínica, com perguntas sobre dor, rigidez, início dos sintomas, evolução e limitação dos movimentos. Em seguida, realiza-se o exame físico da articulação.
Radiografias podem mostrar perda de cartilagem, danos ósseos e esporões. Entretanto, a intensidade das alterações radiográficas nem sempre corresponde ao nível de dor ou incapacidade, e as fases iniciais podem não aparecer nos exames.
O médico também pode retirar líquido da articulação com uma seringa para procurar microrganismos, ácido úrico ou sinais de infecção. Exames de sangue podem ser usados para investigar artrite reumatoide ou gota.
A bursite, a gota e a artrite reumatoide são mencionadas como doenças que podem apresentar sintomas semelhantes, mas exigem tratamentos diferentes.
3. Capítulo 2 — A solução para a recuperação da cartilagem
Objetivos do tratamento
O tratamento bem-sucedido da osteoartrite teria dois objetivos: controlar a dor e retardar ou reverter a progressão da doença.
Segundo a obra, a medicina convencional concentrava-se principalmente no primeiro objetivo. Glucosamina e condroitina seriam os primeiros compostos amplamente estudados capazes de atuar simultaneamente sobre os sintomas e sobre a recuperação da função da cartilagem.
O que é glucosamina
A glucosamina é apresentada como matéria-prima fundamental para a produção de proteoglicanos. Seu nome deriva da combinação de glicose, um açúcar, com um aminoácido.
O corpo produz glucosamina naturalmente, mas uma quantidade suplementar poderia ser útil quando as articulações estão danificadas pela osteoartrite.
Além da cartilagem, a glucosamina participa direta ou indiretamente da formação de vasos sanguíneos, ossos, válvulas cardíacas, ligamentos, unhas, pele, líquido sinovial, tendões e secreções mucosas do sistema digestivo. Ela também é necessária para a produção de condroitina.
Absorção da glucosamina
Quando ingerida em cápsulas, aproximadamente 90% da glucosamina seria absorvida pelo sistema gastrointestinal. Grande parte do composto absorvido seria direcionada aos tecidos cartilaginosos.
Na cartilagem, a glucosamina entra nos condrócitos e é utilizada para produzir novos proteoglicanos.
O que é condroitina
A condroitina, ou sulfato de condroitina, também é produzida pelo organismo e compõe a cartilagem e outros tecidos conjuntivos.
Ela pertence ao grupo dos glicosaminoglicanos. Não existe uma única estrutura de condroitina, mas diferentes formas semelhantes, entre elas a condroitina-4-sulfato e a condroitina-6-sulfato.
A posição do grupo sulfato na cadeia modifica o peso molecular do composto. Pesquisadores discutiam se formas de menor peso seriam absorvidas com maior facilidade, mas a estrutura ideal ainda não estava definida.
Absorção da condroitina
A condroitina seria muito menos absorvida do que a glucosamina. Enquanto a absorção da glucosamina chegaria a aproximadamente 90%, menos de 10% da condroitina ingerida seria absorvida.
Essa absorção dependeria do peso molecular e da posição dos grupos sulfato. Alguns produtos eram formulados com condroitina de baixa massa molecular, considerada teoricamente mais absorvível.
Apesar das dúvidas sobre o destino das moléculas depois da ingestão, o livro afirma que diversos estudos encontraram benefícios articulares com a suplementação oral.
Ação da glucosamina sobre a cartilagem
Na osteoartrite, o organismo não consegue produzir proteoglicanos com velocidade suficiente para compensar sua destruição. A glucosamina forneceria aos condrócitos matéria-prima adicional para aumentar essa produção.
O aumento dos proteoglicanos ajudaria a restaurar a capacidade da cartilagem de reter água, absorver impactos e recuperar sua forma depois da compressão.
A glucosamina também inibiria a destruição excessivamente rápida dos proteoglicanos pelas enzimas da articulação. Além disso, seria capaz de exercer uma ação anti-inflamatória.
Ação da condroitina
A condroitina estimula a produção de proteoglicanos e ajuda a formar pequenos espaços na matriz da cartilagem que são preenchidos por água.
A água é necessária para transportar nutrientes, já que a cartilagem não possui circulação sanguínea própria. Ela também atua como amortecedor durante a compressão provocada pelo movimento.
A condroitina inibiria enzimas que degradam colágeno e proteoglicanos. Um estudo realizado por pesquisadores italianos teria encontrado redução dessas enzimas depois de cinco dias de suplementação em pessoas com degeneração da cartilagem e em indivíduos com cartilagem saudável.
Controle da inflamação
Glucosamina e condroitina também são apresentadas como substâncias capazes de reduzir a inflamação articular.
Diferentemente dos AINEs, elas não atuariam pela interferência nas prostaglandinas, substâncias com funções hormonais. Dessa maneira, poderiam controlar a inflamação sem prejudicar as demais funções das prostaglandinas, como a proteção da mucosa gástrica.
Condroproteção
O termo condroproteção designa a capacidade de preservar a integridade da cartilagem.
Glucosamina e condroitina seriam condroprotetoras porque:
- estimulam o metabolismo dos condrócitos;
- aumentam a produção de colágeno e proteoglicanos;
- inibem enzimas que destroem a cartilagem;
- reduzem o inchaço;
- restabelecem o equilíbrio entre destruição e reconstrução do tecido.
Estudo de três anos com glucosamina
A obra descreve um estudo com 212 pessoas com osteoartrite do joelho, conduzido por especialistas de quatro países e publicado no periódico Lancet.
O estudo foi duplo-cego e controlado por placebo. Metade dos participantes tomou 1.500 mg de sulfato de glucosamina por dia, enquanto a outra metade recebeu placebo durante três anos.
Os sintomas teriam aumentado aproximadamente 10% no grupo do placebo e diminuído entre 20% e 25% no grupo da glucosamina. Radiografias indicaram continuação das alterações no grupo do placebo e ausência de deterioração no grupo tratado.
O estudo é apresentado como a primeira comprovação de que a glucosamina poderia interromper a progressão da doença.
Importância dos estudos duplo-cegos
Em um estudo duplo-cego, nem os pacientes nem os pesquisadores sabem quem recebe o tratamento e quem recebe o placebo.
Esse método busca impedir que expectativas pessoais interfiram nos resultados. O livro utiliza essa característica para reforçar a credibilidade dos ensaios citados.
Reconstrução observada da cartilagem
Outro grupo de pesquisadores examinou imagens de cartilagem obtidas por microscopia eletrônica. Pessoas que haviam utilizado glucosamina apresentaram sinais de reconstrução do tecido.
A obra interpreta essas observações como evidência direta de que a cartilagem poderia recuperar parte de sua estrutura com a suplementação.
Estudo com condroitina
Em outro estudo, 226 adultos com afinamento da cartilagem receberam sulfato de condroitina ou placebo durante um ano.
No grupo da condroitina, a cartilagem teria parado de afinar ou aumentado sua espessura. Também foram observadas melhoras na dor e na mobilidade.
Revisão publicada no JAMA
Uma revisão das pesquisas sobre osteoartrite do joelho e do quadril publicadas entre 1966 e 1999 foi divulgada no Journal of the American Medical Association.
Os pesquisadores concluíram que glucosamina e condroitina apresentavam efeito de intensidade “moderada a grande” na redução dos sintomas. A obra utiliza essa conclusão para argumentar que os suplementos constituíam uma possibilidade séria de tratamento.
Tratamento de primeira escolha
A autora afirma que pesquisadores especializados repetidamente recomendavam glucosamina e condroitina como tratamento básico ou de primeira escolha para osteoartrite, antes do emprego de aspirina, AINEs ou cirurgia.
Isso não significaria que todos os pacientes seriam curados, mas que a possibilidade de benefício seria alta e o risco de efeitos adversos, baixo.
Início lento dos efeitos
Os benefícios não seriam imediatos. Enquanto o ibuprofeno poderia reduzir a dor em aproximadamente uma semana, glucosamina e condroitina frequentemente exigiriam várias semanas.
Depois de mais algumas semanas, porém, os usuários dos suplementos poderiam alcançar ou ultrapassar o alívio proporcionado pelo ibuprofeno.
O livro recomenda pelo menos um mês de uso diário antes da avaliação definitiva. O atraso é explicado pelo fato de que os suplementos não estariam apenas mascarando a dor, mas contribuindo para a formação de novos tecidos.
Benefícios percebidos
Além de reduzir a dor, os usuários poderiam perceber:
- diminuição do inchaço;
- redução da rigidez matinal;
- menor rigidez após períodos de imobilidade;
- maior amplitude de movimento;
- aumento da velocidade de caminhada.
Risco de não tratar a doença
A osteoartrite não tratada é apresentada como uma condição progressiva. Em um estudo, os usuários de glucosamina apresentaram redução de 24% nos sintomas, enquanto os participantes que receberam placebo tiveram aumento de 10%.
As radiografias indicaram estabilização no grupo da glucosamina e continuação das alterações no grupo do placebo.
Tratamentos sintomáticos e estruturais
Os tratamentos são divididos em duas categorias:
- Modificadores dos sintomas, que apenas reduzem dor e desconforto.
- Modificadores da estrutura, que alteram favoravelmente a própria articulação.
A obra afirma que os medicamentos convencionais disponíveis eram apenas modificadores de sintomas. Glucosamina e condroitina seriam simultaneamente modificadoras de sintomas e da estrutura articular.
Cinco ações principais
A autora resume cinco formas de atuação:
- Redução da dor e do inchaço articular.
- Aumento do conteúdo de água na cartilagem.
- Diminuição da ação das enzimas destruidoras da cartilagem.
- Estímulo da produção de proteoglicanos e colágeno.
- Melhora da viscosidade do líquido sinovial.
Estudo GAIT
O National Center for Complementary and Alternative Medicine e o National Institute of Arthritis and Musculoskeletal Disease financiavam um estudo de 14 milhões de dólares chamado Glucosamine/Chondroitin Arthritis Intervention Trial — GAIT.
O ensaio deveria acompanhar aproximadamente 1.600 pacientes, distribuídos por 13 centros clínicos, durante 24 semanas. Seriam comparados glucosamina, condroitina, a combinação das duas, placebo e o medicamento celecoxibe.
Parte dos participantes seria acompanhada por mais 18 meses para avaliar mudanças na progressão da osteoartrite. Na época da publicação do livro, os resultados finais eram esperados para 2005.
4. Capítulo 3 — Nasce uma estrela
Diferenças internacionais
O capítulo afirma que os Estados Unidos, embora considerados líderes científicos, estavam atrasados em relação a outros países no uso de terapias alternativas.
Glucosamina e condroitina já eram pesquisadas e utilizadas em outros lugares, especialmente na Europa, antes de se tornarem populares no mercado norte-americano.
Origem da glucosamina
A glucosamina é uma substância produzida naturalmente pelo organismo. Sua síntese foi descrita pela primeira vez por um químico em 1898.
Durante muito tempo, faltava uma forma estável que pudesse ser conservada e comercializada. Os suplementos modernos passaram a ser produzidos principalmente a partir da quitina, encontrada nas carapaças de caranguejos, camarões e lagostas.
Glucosamina como nutriente
Pequenas quantidades de glucosamina são encontradas em carnes, aves e peixes. Como o organismo consegue absorver e utilizar a glucosamina dos alimentos, alguns especialistas consideravam que ela poderia ser classificada como nutriente.
Primeiras experiências científicas
Experimentos laboratoriais realizados aproximadamente meio século antes da publicação do livro mostraram que a glucosamina aumentava a produção de glicosaminoglicanos e colágeno em culturas de células cartilaginosas.
Em 1969, pesquisadores alemães utilizaram glucosamina injetável em pacientes com osteoartrite. Os participantes apresentaram diminuição da dor e melhora da mobilidade.
Essas primeiras experiências não possuíam grupo de controle, placebo ou sistema duplo-cego. Por isso, seus resultados poderiam ter sido influenciados pelas expectativas de pacientes e médicos.
Uso veterinário
Glucosamina e condroitina também passaram a ser utilizadas na medicina veterinária para tratar artrite em cães, cavalos e outros animais.
Segundo o livro, essa prática já era comum em países europeus havia várias décadas.
Ensaios controlados posteriores
Durante as duas décadas seguintes, pesquisadores da Itália, Portugal e Filipinas, entre outros países, publicaram estudos controlados.
Esses trabalhos indicaram redução da dor e melhora da amplitude de movimento. O livro critica os Estados Unidos por terem ignorado durante anos esse conjunto de pesquisas.
Desenvolvimento da forma oral
Uma empresa farmacêutica italiana desenvolveu uma forma oral mais estável e conveniente do que as injeções.
A dose diária de 1.500 mg tornou-se o padrão utilizado em muitos estudos. Com a expansão das pesquisas, a baixa frequência de efeitos adversos também foi destacada.
Desenvolvimento da condroitina
A condroitina foi identificada como componente da cartilagem na década de 1940.
Os suplementos eram produzidos a partir da cartilagem de porcos, galinhas, peixes e bovinos. O uso de matéria-prima bovina levantou preocupações relacionadas à encefalopatia espongiforme bovina, mas o livro afirma que os fabricantes utilizavam medidas de segurança semelhantes às empregadas na indústria alimentícia.
Pesquisas com condroitina
As primeiras experiências utilizaram principalmente animais e demonstraram aumento da produção de proteoglicanos.
Estudos posteriores com pessoas com osteoartrite indicaram redução da dor, melhora da mobilidade, diminuição do inchaço, aumento do tempo de caminhada e menor utilização de AINEs.
Patentes e interesses econômicos
A obra atribui a demora na aceitação dos suplementos nos Estados Unidos aos interesses econômicos da indústria farmacêutica.
Medicamentos patenteados permitem que as empresas recuperem os investimentos em pesquisa, controlem o mercado e cobrem preços elevados. Glucosamina e condroitina, por serem substâncias naturais, não poderiam ser patenteadas da mesma maneira.
Consequentemente, haveria menos incentivo financeiro para financiar estudos e campanhas de divulgação desses produtos.
Crítica à indústria farmacêutica
O livro reconhece que o sistema de patentes contribui para o desenvolvimento de medicamentos úteis, mas afirma que também provoca o abandono de suplementos naturais com potencial terapêutico.
A indústria investiria continuamente em novos medicamentos, como os inibidores de COX-2, que seriam mais caros e ainda apresentariam efeitos adversos.
Mudança de interesse
O crescimento da internet permitiu que pesquisas internacionais sobre glucosamina e condroitina circulassem com maior facilidade.
Ao mesmo tempo, médicos e consumidores tornaram-se mais receptivos à medicina natural e aos suplementos alimentares.
Publicação de The Arthritis Cure
Um momento decisivo teria ocorrido em 1997, com a publicação do livro The Arthritis Cure, de Jason Theodosakis, Brenda Adderly e Barry Fox.
Os autores defendiam que glucosamina e condroitina poderiam interromper, reverter e até curar a osteoartrite. O livro recebeu ampla atenção de programas matinais de televisão e jornais, provocando grande interesse popular.
A partir desse momento, a glucosamina tornou-se amplamente conhecida nos Estados Unidos.
Controle de qualidade
Uma organização sem fins lucrativos relacionada à indústria de produtos naturais comprou aleatoriamente 28 marcas de glucosamina e enviou os produtos para laboratórios independentes.
Para serem aprovados, os produtos deveriam conter a quantidade e a forma de glucosamina declaradas no rótulo, com margem de erro de 5%.
Todas as 28 marcas foram aprovadas. A autora utiliza esse resultado para afirmar que os consumidores geralmente recebiam o tipo e a quantidade de glucosamina pelos quais haviam pago.
Custos
Os consumidores gastavam cerca de 400 milhões de dólares por ano com glucosamina e condroitina, contra aproximadamente 6,6 bilhões de dólares gastos com medicamentos para artrite.
A entrada de várias empresas no mercado teria reduzido o preço dos suplementos. Uma combinação contendo 1.500 mg de glucosamina e 1.200 mg de condroitina poderia custar aproximadamente 20 dólares por mês.
Um AINE de marca poderia custar até 100 dólares mensais, enquanto uma versão genérica custaria aproximadamente 40 dólares. O capítulo conclui que qualidade e preço tornavam aquele período especialmente favorável para experimentar os suplementos.
5. Capítulo 4 — Como tomar glucosamina e condroitina
Formas de glucosamina
A glucosamina é comercializada em três formas principais:
- Sulfato de glucosamina.
- Cloridrato de glucosamina ou glucosamina HCl.
- N-acetilglucosamina.
A maior parte dos estudos utilizou sulfato de glucosamina. As outras formas também apresentavam resultados promissores, mas não haviam sido comparadas diretamente entre si.
Por essa razão, a autora considera prudente escolher o sulfato de glucosamina quando apenas uma forma puder ser utilizada. Outra opção seria tomar uma fórmula que reunisse as três formas.
Formas de condroitina
A condroitina é encontrada principalmente como sulfato de condroitina, mas existem variações de peso molecular.
Formas de menor peso seriam teoricamente mais absorvíveis. Alguns produtos identificavam no rótulo a presença de “sulfato de condroitina de baixo peso”.
Importância do sulfato
A obra recomenda que o produto contenha alguma forma de sulfato, seja sulfato de glucosamina ou sulfato de condroitina.
O sulfato é uma forma de enxofre necessária para estabilizar a matriz dos tecidos conjuntivos e produzir colágeno. Em 1934, um pesquisador já havia proposto que o enxofre poderia interromper a degeneração articular.
Pesquisas em animais e seres humanos indicavam que a falta de sulfato diminuía a produção de novos glicosaminoglicanos. Isso seria especialmente problemático na osteoartrite, quando a demanda por esses compostos aumenta.
O livro também afirma que o acetaminofeno poderia reduzir os níveis de sulfato, agravando a dificuldade de produção de cartilagem.
Glucosamina ou condroitina
As duas substâncias desempenham funções diferentes, mas ambas favorecem a reconstrução da cartilagem.
A glucosamina havia sido estudada em um número maior de pessoas e pesquisas. Se o consumidor precisasse escolher apenas uma, o livro considera a glucosamina a opção mais fundamentada cientificamente.
A autora, entretanto, prefere a utilização de um produto combinado para reunir as ações dos dois suplementos.
Sinergia
A combinação é considerada sinérgica, isto é, seu efeito conjunto seria maior do que a simples soma dos efeitos individuais.
A glucosamina estimula a produção de glicosaminoglicanos, enquanto a condroitina reduz sua destruição. O resultado seria uma quantidade maior de cartilagem saudável.
Em experimentos com coelhos, glucosamina HCl, condroitina de baixo peso molecular e ascorbato de manganês ofereceram alguma proteção quando administrados separadamente. Quando usados em conjunto, produziram maior proteção articular.
Culturas de cartilagem também produziram mais glicosaminoglicanos com a fórmula combinada.
Pessoas que poderiam considerar o uso
O grupo principal é formado por adultos diagnosticados por um médico com osteoartrite ativa.
Pessoas cuja osteoartrite esteja controlada também poderiam utilizar os suplementos para diminuir a possibilidade de novas crises, embora a autora considere possível interromper o uso e reiniciá-lo diante de uma recaída.
Pessoas idosas ainda sem sintomas poderiam utilizá-los preventivamente, especialmente quando apresentassem lesões anteriores, obesidade ou histórico familiar.
A obra resume três grupos:
- Adultos com osteoartrite ativa.
- Adultos com doença controlada que desejam reduzir o risco de recaída.
- Idosos saudáveis com risco aumentado de desenvolver a doença.
Dose inicial
A quantidade mais utilizada nas pesquisas foi de 1.500 mg de glucosamina por dia.
Depois de seis a oito semanas, a pessoa poderia experimentar uma dose de manutenção de 1.000 mg ou até 500 mg, observando se os sintomas continuavam controlados.
A dose padrão de condroitina é apresentada como 1.200 mg por dia.
Exemplo de Ray
Ray, de 59 anos, utilizou 1.500 mg diários de sulfato de glucosamina por vários anos e obteve alívio da dor no joelho.
Quando tentou interromper completamente o suplemento, os sintomas retornaram. Posteriormente, conseguiu manter os benefícios com 1.000 mg por dia.
Exemplo de Jeff
Jeff, de 35 anos, apresentava osteoartrite nos quadris e joelhos em consequência de lesões esportivas.
Durante meses, tomou apenas 500 mg de glucosamina de maneira irregular, sem alívio importante. Depois de passar para 1.500 mg de glucosamina e 1.200 mg de condroitina todos os dias, voltou a correr, atividade que havia evitado durante cinco anos.
Administração diária
Os estudos iniciais utilizavam glucosamina injetável. Posteriormente, foi criada uma forma oral estável, inicialmente dividida em três doses de 500 mg.
Pesquisas mais recentes citadas no livro indicaram que os 1.500 mg poderiam ser tomados de uma só vez, com eficácia semelhante. Isso facilitaria a adesão, pois o usuário precisaria lembrar-se do suplemento apenas uma vez por dia.
O mesmo princípio seria aplicável à condroitina. Em um estudo, 800 mg tomados em dose única produziram níveis sanguíneos superiores aos obtidos com duas doses de 400 mg.
Tempo necessário
O usuário não deveria esperar alívio imediato. Os suplementos precisariam ser utilizados todos os dias durante pelo menos quatro semanas.
A melhora da dor e da mobilidade começaria durante o primeiro mês e poderia continuar nas semanas e meses seguintes.
Registro diário da dor
O livro apresenta um Registro Diário da Dor para acompanhar a evolução durante um mês.
A escala é:
- 0 — Nenhum desconforto.
- 1 — Desconforto leve.
- 2 — Desconforto moderado.
- 3 — Desconforto moderadamente grave.
- 4 — Desconforto grave.
O objetivo é permitir que o usuário avalie se a suplementação está produzindo mudanças perceptíveis.
Redução ou interrupção temporária
Depois de meses ou anos, quando o benefício máximo tiver sido alcançado, a dose poderia ser reduzida.
O livro sugere como manutenção entre 500 e 1.000 mg de glucosamina e entre 400 e 800 mg de condroitina.
Algumas pessoas poderiam interromper temporariamente a suplementação. Os benefícios continuariam durante várias semanas ou, em alguns estudos, por até três meses depois da suspensão.
Isso permitiria uma utilização intermitente, reduzindo custos e a necessidade de tomar comprimidos diariamente.
Cremes tópicos
A obra recomenda glucosamina e condroitina apenas em forma oral para osteoartrite.
Não haveria evidência de que cremes ou géis aplicados sobre a articulação produzissem benefícios. Esses produtos seriam provavelmente um desperdício de dinheiro para doenças articulares.
Cremes de glucosamina, entretanto, haviam sido estudados para aliviar a coceira provocada por hera venenosa e carvalho venenoso.
Probabilidade de resposta
Em ensaios clínicos, entre 52% e 55% dos usuários apresentaram melhora mensurável da dor, mobilidade ou outros sintomas.
A maioria dos participantes, portanto, seria classificada como “respondedora”, mas não existia garantia de benefício individual.
Fatores relacionados à resposta
Pessoas com osteoartrite leve ou moderada responderiam melhor do que aquelas com danos graves, pois ainda possuiriam cartilagem funcional capaz de reagir à suplementação.
Relatos sugeriam que a obesidade poderia reduzir a resposta. Não se sabia se aumentar a dose superaria essa dificuldade.
Também existiam relatos não comprovados de menor resposta em pessoas com úlceras pépticas ativas ou que utilizavam diuréticos.
Importância do início precoce
Quanto mais cedo a suplementação fosse iniciada, maior seria a probabilidade de benefício.
Pacientes com doença grave poderiam experimentar os suplementos, mas os resultados tendiam a ser menos intensos do que nos casos leves ou moderados.
A autora considera inadequado esperar vários anos depois do início dos sintomas, pois a possibilidade de reversão do dano diminuiria com a progressão da doença.
6. Capítulo 5 — Protetores articulares adicionais
Necessidades nutricionais
Glucosamina e condroitina são descritas como os principais agentes de proteção, mas não como os únicos.
Diversas vitaminas, minerais, ervas e terapias poderiam fornecer apoio adicional à recuperação das articulações.
Níveis reduzidos de alguns nutrientes eram associados à artrite, embora não estivesse claro se as deficiências eram causas ou consequências da doença.
A desnutrição aumentaria a dor e a rigidez, enquanto a melhora da ingestão nutricional reduziria os sintomas.
A inflamação também poderia modificar o revestimento intestinal, diminuindo a absorção de nutrientes ao mesmo tempo que o organismo passava a necessitar de quantidades maiores.
Vitamina C
A vitamina C é importante para a síntese do colágeno. Também atua como antioxidante e poderia diminuir os danos causados pelos radicais livres, apresentados como possível fator no desenvolvimento da osteoartrite.
Ela é mencionada como nutriente de apoio para glucosamina e condroitina.
Manganês
O manganês participa da produção de condroitina.
O papel de sua deficiência na osteoartrite humana ainda não havia sido demonstrado diretamente, mas animais privados do mineral desenvolviam alterações cartilaginosas e uma forma de doença articular.
Aproximadamente um em cada três norte-americanos teria ingestão reduzida de manganês. O livro relaciona isso ao empobrecimento dos solos agrícolas e ao consumo de grãos refinados, que contêm aproximadamente metade do manganês encontrado nos grãos integrais.
Combinação com vitamina C e manganês
Fórmulas contendo glucosamina, condroitina, vitamina C e manganês foram utilizadas em diferentes experiências.
Em um estudo publicado em Osteoarthritis and Cartilage, 93 pacientes com osteoartrite do joelho receberam a fórmula ou placebo durante seis meses.
Pessoas com doença leve ou moderada apresentaram melhora significativa. Pacientes com osteoartrite grave obtiveram benefícios menores.
Em modelos animais, a mesma combinação também teria diminuído a probabilidade de desenvolvimento da artrite.
A autora adverte que alguns produtos continham manganês em quantidade excessiva e que fabricantes estavam reduzindo as doses.
Ácido fólico e vitamina B12
Um estudo acompanhou 26 pessoas com osteoartrite que receberam uma combinação de ácido fólico e vitamina B12, ou placebo, durante dois meses.
Durante o ensaio, os participantes não utilizaram medicamentos para artrite nem outros suplementos.
O grupo das vitaminas apresentou maior força de preensão e menor sensibilidade articular. O benefício foi considerado semelhante ao esperado com AINEs, sem os efeitos adversos desses medicamentos.
Niacinamida
A niacinamida é uma forma da vitamina B3. Pesquisas antigas publicadas no Journal of the American Geriatric Society relataram melhora da mobilidade, inflamação e dor.
Os primeiros estudos utilizaram 500 mg de niacinamida três ou quatro vezes ao dia. Os benefícios poderiam demorar até um mês, mas continuariam durante anos enquanto a substância fosse utilizada.
Em um estudo duplo-cego mais recente, 72 pacientes com osteoartrite receberam niacinamida ou placebo. O grupo tratado apresentou melhora de 29% nos sintomas, enquanto o grupo do placebo teve piora de 10%.
Precauções com niacinamida
A niacinamida geralmente não causa o rubor da pele associado à niacina.
Entretanto, doses utilizadas para artrite poderiam provocar lesão hepática em uma pequena quantidade de pessoas. O livro recomenda exames de sangue periódicos para quem utiliza mais de 1.500 mg por dia.
Pessoas com doença hepática não deveriam utilizá-la. Em diabéticos, a niacinamida poderia alterar as necessidades de insulina, exigindo controle da glicemia e eventual ajuste do medicamento.
Como as vitaminas B atuariam melhor em conjunto, a obra recomenda associar um complexo B às vitaminas individuais.
Vitamina D
Baixa ingestão de vitamina D é relacionada à piora da osteoartrite.
Pessoas deficientes apresentariam probabilidade duas a quatro vezes maior de agravamento dos problemas nos joelhos. Baixos níveis sanguíneos também foram associados ao desenvolvimento de osteoartrite do quadril.
Alimentos ricos em vitamina D, exposição solar e suplementos seriam capazes de elevar seus níveis. O livro recomenda que a suplementação fosse limitada a 200–400 mg por dia, alegando risco de toxicidade em quantidades superiores.
Radicais livres
A inflamação provoca a liberação de radicais livres, moléculas que possuem um elétron desemparelhado.
Na tentativa de recuperar a estabilidade, o radical livre reage com gorduras, proteínas, DNA ou outras moléculas, transformando-as em novos radicais livres.
O texto compara esse processo a um jogo de “batata quente”, no qual a instabilidade é transferida continuamente.
Antioxidantes
Os antioxidantes interrompem essa reação ao fornecer o elétron necessário sem se tornarem radicais livres.
Os nutrientes antioxidantes são considerados importantes para pessoas com artrite porque poderiam limitar os danos produzidos pela inflamação.
Vitamina E
Em um estudo, pessoas com osteoartrite receberam 600 mg de vitamina E ou placebo durante dez dias e depois trocaram de tratamento.
Mais da metade apresentou redução da dor com vitamina E, enquanto apenas 4% melhoraram com placebo.
Em outra pesquisa, a vitamina E teria sido tão eficaz quanto o AINE diclofenaco para melhorar a mobilidade e o tempo de caminhada.
Estudos de Timothy McAlindon
O médico Timothy McAlindon, do Arthritis Center do Boston University Medical Center, estudou a relação entre antioxidantes e osteoartrite.
Na Framingham Osteoarthritis Cohort, com 640 participantes, maior ingestão de vitamina C foi associada a risco três vezes menor de progressão da doença.
Os benefícios apareceram em homens e mulheres, em diferentes níveis de gravidade e tanto em usuários quanto em não usuários de suplementos.
O efeito da vitamina C foi mais consistente do que o do betacaroteno ou da vitamina E. O capítulo sugere que isso poderia estar relacionado ao fato de a vitamina C ser solúvel em água, enquanto vitamina E e betacaroteno são solúveis em gordura.
Outros antioxidantes
A obra identifica vitamina C, vitamina E e selênio como antioxidantes com resultados documentados na artrite.
Também menciona os bioflavonoides, como a quercetina, e as proantocianidinas presentes em extratos de casca de pinheiro e de sementes de uva.
Essas substâncias poderiam ajudar a reduzir acúmulo de líquido, inchaço e dor articular.
SAMe
A S-adenosilmetionina — SAMe começou a chamar atenção enquanto era estudada para depressão. Pacientes deprimidos que também tinham osteoartrite relataram melhora inesperada dos problemas articulares.
Mais de 22 mil pessoas teriam recebido SAMe em ensaios clínicos. Uma revisão publicada em Alternative Medicine Reviews concluiu que a substância era pelo menos tão eficaz quanto os AINEs.
As quantidades utilizadas geralmente variavam entre 400 e 1.200 mg por dia.
Função da SAMe
A SAMe é formada no organismo pela combinação do aminoácido metionina com adenosina trifosfato — ATP.
Ela participa de numerosas reações bioquímicas e trabalha com diferentes vitaminas B.
Também é necessária para produzir componentes da cartilagem, entre eles o sulfato de condroitina. A deficiência reduziria a capacidade da articulação de manter elasticidade e resistência.
Segurança da SAMe
A SAMe geralmente seria bem tolerada, embora algumas pessoas relatassem náusea e alterações gastrointestinais.
A obra recomenda que pessoas com transtorno bipolar ou doença de Parkinson não utilizem esse suplemento.
MSM e DMSO
O metilsulfonilmetano — MSM tornou-se popular como analgésico para artrite. Ele é relacionado ao dimetilsulfóxido — DMSO, uma substância tópica utilizada principalmente nas décadas de 1960 e 1970.
O DMSO poderia provocar bolhas, diarreia, tontura, náusea e erupções cutâneas, devendo ser usado com cautela.
O MSM, administrado por via oral, teria demonstrado redução da dor e da inflamação sem os mesmos efeitos adversos. Pesquisas com animais sugeriam proteção contra a destruição da cartilagem.
Enxofre e MSM
O possível benefício do MSM seria atribuído ao seu conteúdo de enxofre, necessário para estabilizar a matriz dos tecidos conjuntivos.
Pesquisas antigas indicavam maior probabilidade de deficiência de enxofre em pessoas com artrite. Entretanto, a autora reconhece que as afirmações sobre MSM ainda eram principalmente anedóticas e que faltavam pesquisas clínicas rigorosas.
O livro sugere experimentar entre um e três gramas por dia.
Capsaicina
A capsaicina, componente ativo da pimenta-caiena, é utilizada em cremes tópicos para reduzir a dor.
Ela atuaria diminuindo a quantidade de substância P nos nervos. A substância P transmite os sinais de dor ao cérebro.
Cremes com 0,025% de capsaicina eram geralmente aplicados quatro vezes ao dia.
No início, o produto poderia provocar ardência, que tenderia a desaparecer. O usuário deveria lavar as mãos depois da aplicação para evitar contato com os olhos e outros tecidos sensíveis.
Garra-do-diabo
A garra-do-diabo — Harpagophytum procumbens, grafada no livro como Harpagophytum pricumbens, recebeu esse nome por causa de suas formações semelhantes a garras.
Seus tubérculos subterrâneos eram utilizados medicinalmente por povos africanos, principalmente para doenças articulares.
Viajantes europeus levaram a planta para a Alemanha e outros países. Ensaios clínicos apresentaram resultados favoráveis na redução da dor e da inflamação, mas a obra reconhece a necessidade de pesquisas adicionais.
Gengibre
O gengibre é apresentado como alimento, condimento e medicamento tradicional utilizado para numerosas doenças.
Em pesquisas com pessoas com artrite reumatoide e osteoartrite, mais de três quartos dos participantes teriam apresentado redução da dor e do inchaço.
Boswellia serrata
A Boswellia serrata, pertencente à tradição ayurvédica, aumentaria o fluxo sanguíneo para as articulações e ajudaria a impedir a deterioração dos tecidos.
Sua ação é comparada à dos AINEs, mas sem os efeitos adversos atribuídos aos medicamentos.
Em um ensaio com 175 pacientes com artrite reumatoide, o ácido boswélico teria melhorado a força de preensão, a dor matinal, a rigidez e o desempenho físico de 97% dos participantes depois de três ou quatro semanas.
Cúrcuma e curcumina
A cúrcuma é tradicionalmente utilizada na Índia como tempero e corante.
A curcumina, extraída da planta, é apresentada como potente agente anti-inflamatório. Seu uso medicinal não seria novo, pois a cúrcuma já fazia parte da medicina tradicional indiana.
Experimentos com animais e pesquisas preliminares com pessoas apresentavam resultados promissores.
Vegetais da família das solanáceas
O capítulo discute a hipótese de que vegetais da família das solanáceas poderiam piorar a artrite em algumas pessoas.
Na década de 1960, o horticultor Norman Childers, da Rutgers University, percebeu aumento da própria dor e rigidez depois de consumir esses alimentos e melhora quando os retirava da dieta.
A relação permaneceu controversa. Muitos pacientes relatavam sensibilidade, mas a comunidade científica ainda não havia confirmado a hipótese.
Alcaloides e alimentos envolvidos
Atropina, nicotina e escopolamina são citadas como alcaloides que poderiam provocar sintomas.
A família inclui:
- pimentões;
- berinjela;
- páprica;
- batatas, mas não batata-doce ou inhame;
- tomates;
- tabaco.
As estimativas de sensibilidade variavam entre 5% e 66%. A obra recomenda retirar esses alimentos durante até seis semanas para observar possíveis mudanças.
Diatermia
A diatermia, ou calor profundo, utiliza ultrassom, micro-ondas ou ondas curtas.
O calor poderia elevar o limiar da dor e diminuir a velocidade de condução nervosa, mas o tratamento seria caro e demorado.
Dois ensaios randomizados com pacientes com osteoartrite do joelho encontraram apenas pequenas melhoras, sem significância estatística. Por isso, o livro conclui que a diatermia não havia demonstrado eficácia suficiente.
Calor local
Almofadas térmicas, bolsas de água quente e lâmpadas de calor eram utilizadas para proporcionar conforto, melhorar a circulação e relaxar os músculos.
O calor não deveria ser aplicado em uma articulação já quente e inchada. A sessão não deveria ultrapassar aproximadamente 30 minutos.
Frio
A crioterapia pode ser realizada com bolsas frias reutilizáveis ou sacos plásticos com gelo.
A pele deve ser protegida com um pano, e a aplicação deve ser limitada a aproximadamente 20 minutos, podendo ser repetida depois de algumas horas.
O frio é apresentado como relativamente eficaz para diminuir a inflamação.
Algumas pessoas alternavam calor e frio para reunir os benefícios das duas técnicas.
Hidroterapia
A hidroterapia em banheiras, spas, fontes, tanques ou piscinas aquecidas é descrita como uma das formas mais antigas de tratamento.
Seus efeitos seriam temporários, mas agradáveis. O aquecimento geral das articulações poderia reduzir dor e rigidez.
A hidroterapia não controlaria a inflamação e o calor deveria ser evitado quando a articulação estivesse inflamada.
Acupuntura
A acupuntura é apresentada como uma prática chinesa com aproximadamente dois mil anos.
Segundo sua teoria tradicional, a força vital chamada Chi circula pelo organismo através de meridianos. Bloqueios nesses canais causariam doença, e a introdução de agulhas restabeleceria o fluxo.
A explicação científica mencionada é a liberação de endorfinas, substâncias naturais com efeito analgésico.
Estudos de acupuntura
Em um estudo com pessoas que aguardavam substituição total do quadril, metade recebeu acupuntura e metade recebeu aconselhamento e exercícios.
Depois de oito semanas, o grupo da acupuntura apresentou melhora significativa, enquanto o outro grupo não mostrou mudanças.
Outras pesquisas encontraram melhores resultados com acupuntura verdadeira do que com agulhamento simulado.
Em um estudo com 32 pessoas tratadas duas vezes por semana durante três semanas, a dor melhorou 23% e a mobilidade, 28%.
7. Capítulo 6 — Uso de suplementos e medicamentos convencionais
Mercado dos medicamentos para artrite
O mercado de medicamentos para artrite movimentava aproximadamente 6,6 bilhões de dólares por ano, sem incluir produtos comuns como o acetaminofeno.
Apesar desse gasto, muitos pacientes ainda apresentavam dor e incapacidade. O texto também destaca o custo físico e financeiro dos efeitos adversos.
Utilização combinada
Glucosamina e condroitina são apresentadas como alternativas aos medicamentos convencionais.
Entretanto, a autora afirma que não é sempre necessário escolher exclusivamente um tratamento. Algumas pessoas poderiam combinar os suplementos com AINEs para maximizar o alívio.
Aspirina
A aspirina é descrita como um dos anti-inflamatórios mais básicos utilizados contra a artrite.
Ela reduz inflamação e dor e possui custo relativamente baixo. Seus efeitos adversos podem incluir cefaleia, náusea, zumbido nos ouvidos e dor de estômago.
AINEs
Os anti-inflamatórios não esteroides são utilizados quando a aspirina não é adequada.
São citados:
- Ibuprofeno — Motrin.
- Indometacina — Indocin.
- Fenoprofeno — Nalfon.
- Naproxeno — Aleve.
- Sulindaco — Clinoril.
- Tolmetina — Tolectin.
- Celecoxibe — Celebrex.
- Rofecoxibe — Vioxx.
Esses medicamentos reduzem dor e inflamação, mas não interrompem a progressão da doença.
Prostaglandinas
Os AINEs bloqueiam a produção de prostaglandinas, substâncias semelhantes a hormônios envolvidas na dor e na inflamação.
Entretanto, as prostaglandinas também regulam a secreção de sucos gástricos e a produção do muco que protege o estômago.
Seu bloqueio explica a associação entre AINEs, úlceras e hemorragias gastrointestinais.
Efeitos adversos dos AINEs
Os problemas mais comuns incluem diarreia, indigestão, náusea e úlcera péptica.
O capítulo também menciona hemorragia gastrointestinal e insuficiência renal.
Segundo as cifras apresentadas, aproximadamente dois bilhões de dólares eram gastos anualmente para tratar efeitos adversos dos AINEs. Hemorragias provocadas por esses medicamentos causariam cerca de 103 mil hospitalizações e 16.500 mortes por ano.
Corticosteroides
Os corticosteroides imitam hormônios naturais e suprimem a inflamação.
Como a inflamação faz parte das defesas contra infecções e lesões, esses medicamentos podem diminuir a capacidade de resposta do organismo.
Também podem suprimir o córtex adrenal. Por isso, seriam mais apropriados para uso de curta duração.
Penicilamina
A penicilamina, derivada sintética da penicilina, é apresentada como outra opção convencional.
Seus efeitos adversos incluem sangramentos, problemas gastrointestinais e alterações hepáticas.
Próteses articulares
A substituição da articulação por uma prótese é descrita como uma solução radical para casos graves.
A articulação artificial teria duração média de aproximadamente dez anos, exigindo posteriormente outra cirurgia. As próteses de quadril sem cimento poderiam apresentar maior durabilidade quando osso e metal se fundissem.
O livro menciona cerca de 267 mil substituições de joelho e 168 mil cirurgias de quadril por ano.
Efeito dos medicamentos sobre a cartilagem
A autora afirma que aspirina e AINEs não apenas deixariam de reparar a cartilagem, mas poderiam inibir sua recuperação e acelerar sua destruição.
Assim, controlariam temporariamente os sintomas enquanto agravariam o processo estrutural da osteoartrite.
Inibidores de COX-2
Os inibidores de COX-2, como Celebrex e Vioxx, chegaram ao mercado em 1999 como medicamentos capazes de bloquear seletivamente as prostaglandinas inflamatórias.
Esperava-se que provocassem menos problemas gástricos, mas custavam entre três e seis dólares por dia.
O Journal of the American Medical Association publicou a avaliação de um cardiologista que relacionava esses medicamentos a um pequeno aumento de infartos e acidentes vasculares cerebrais isquêmicos.
A hipótese era que os fármacos poderiam favorecer a formação de coágulos. A autora reconhece que a relação ainda precisava de confirmação, mas recomenda cautela, especialmente para pessoas com histórico pessoal ou familiar de doença cardíaca.
Glucosamina comparada ao ibuprofeno
Em um estudo com 200 pessoas com osteoartrite do joelho, metade recebeu 1.500 mg de glucosamina e metade, 1.200 mg de ibuprofeno durante um mês.
Foram avaliados dor noturna, dor depois da imobilidade, dor ao permanecer em pé, dificuldade de levantar-se, distância de caminhada e limitação das atividades diárias.
Os resultados foram reunidos no índice de Lequesne.
Índice de Lequesne
O índice de Lequesne combina respostas sobre dor, mobilidade e capacidade de usar a articulação em uma única pontuação.
No início do estudo, os dois grupos apresentavam pontuação média de 16. Ao final, ambos haviam diminuído seis pontos.
O livro interpreta o resultado como evidência de que a glucosamina foi tão eficaz quanto o ibuprofeno.
Condroitina comparada aos AINEs
Em outro estudo, 1.200 mg de condroitina foram comparados a 50 mg de diclofenaco — Voltaren.
A pontuação de Lequesne diminuiu 78% com a condroitina e 63% com o diclofenaco.
Quando a condroitina foi comparada ao ibuprofeno, usando 1.200 mg nos dois grupos, a condroitina produziu maior alívio dos sintomas.
Rapidez dos efeitos
A principal vantagem imediata dos AINEs seria a rapidez.
No estudo com ibuprofeno, 48% dos pacientes responderam durante a primeira semana, contra 28% dos usuários de glucosamina.
Ao final do estudo, os resultados estavam próximos. O capítulo repete que os suplementos agem lentamente, mas seus benefícios compensariam a espera.
Redução do consumo de AINEs
Estudos permitiram que os participantes continuassem tomando AINEs quando necessário enquanto recebiam glucosamina ou condroitina.
Com o tempo, a necessidade dos medicamentos diminuiu.
Em um ensaio com 800 mg de condroitina, o consumo de AINEs foi reduzido em 72%.
Em outro, os usuários de condroitina tomavam em média 2,4 comprimidos de AINEs por mês, enquanto o grupo do placebo utilizava 7,6.
Combinação e redução da dose
Em um modelo animal, a combinação de glucosamina com AINEs produziu maior controle da inflamação.
Os pesquisadores conseguiram reduzir a dose do medicamento entre duas e três vezes, mantendo efeito semelhante.
Medicina integrativa
A medicina integrativa é definida como a utilização conjunta do que funciona melhor na medicina convencional e na alternativa.
Para algumas pessoas com osteoartrite, isso poderia significar glucosamina e condroitina combinadas com uma pequena quantidade de AINEs.
Mesmo quando o medicamento não pudesse ser eliminado, a redução de seu consumo diminuiria o risco de efeitos adversos.
Sinergia entre tratamentos
Os suplementos e os AINEs controlariam a inflamação por mecanismos diferentes.
Por isso, a utilização conjunta poderia produzir um efeito sinérgico superior ao de cada agente isolado.
Preferência pelo uso isolado dos suplementos
Apesar das possibilidades de combinação, a perspectiva holística adotada pelo livro considera mais prudente começar com glucosamina e condroitina sem AINEs.
Nos casos graves, a eliminação completa dos medicamentos poderia ser irrealista. Nessa situação, a redução da dependência seria o objetivo mais viável.
8. Capítulo 7 — Osteoartrite e além
Outros possíveis benefícios
A maior parte das pesquisas sobre glucosamina e condroitina estava concentrada na osteoartrite.
O capítulo apresenta aplicações secundárias relacionadas a vasos sanguíneos, olhos, sistema urinário, enxaqueca, ronco, articulação temporomandibular, úlceras e cicatrização.
Arteriosclerose e aterosclerose
As doenças cardiovasculares causavam quase um milhão de mortes por ano nos Estados Unidos. Aproximadamente um em cada cinco norte-americanos desenvolveria alguma forma de doença cardiovascular.
A arteriosclerose é definida como perda da elasticidade das paredes arteriais, prejudicando a circulação.
A aterosclerose é a forma mais comum e ocorre quando depósitos de gordura e colesterol se acumulam nas artérias.
As artérias tornam-se rígidas, estreitas e mais associadas à hipertensão. Quando as artérias coronárias são afetadas, aumenta o risco de infarto.
Valores de colesterol
Um nível total de colesterol abaixo de 200 mg/dl é apresentado como de baixo risco.
Valores acima de 240 mg/dl são considerados motivo de preocupação.
Condroitina e vasos sanguíneos
O sulfato de condroitina também está presente no revestimento dos vasos.
Ele ajudaria a impedir a passagem inadequada do sangue pelas paredes vasculares, reduzir a agregação das plaquetas e diminuir o colesterol.
Pesquisas em animais e pessoas indicariam proteção contra a aterosclerose e diminuição do risco de infarto em indivíduos que já apresentassem a doença.
Olhos secos
A insuficiência de lágrimas provoca ardência, irritação, coceira e sensação de corpo estranho.
O problema é mais frequente em mulheres depois da menopausa e também pode ser sintoma de artrite reumatoide, lúpus ou efeito adverso de medicamentos.
Lágrimas artificiais contendo sulfato de condroitina teriam maior capacidade de reduzir os sintomas. O livro observa que esses produtos ainda não estavam comercialmente disponíveis.
Cálculos renais
Os cálculos renais são mais frequentes nos países ocidentais e podem formar-se quando substâncias presentes na urina se precipitam.
Os cálculos de oxalato de cálcio são identificados como o tipo mais comum. Podem provocar dor intensa, calafrios, febre e náusea.
A condroitina está naturalmente presente no sistema urinário, inclusive na parede da bexiga.
Um estudo indicou que a administração oral de glicosaminoglicanos reduzia o oxalato urinário em pessoas com tendência ao acúmulo dessa substância. Menores níveis de oxalato poderiam significar menor formação de cálculos.
Prevenção de novos cálculos
Para pessoas predispostas, o capítulo recomenda:
- beber bastante água;
- consumir dieta rica em fibras;
- diminuir proteínas animais;
- evitar chocolate, espinafre e ruibarbo, por serem fontes de oxalato.
Enxaqueca
Aproximadamente 26 milhões de norte-americanos apresentariam enxaqueca, com crises médias superiores a 17 horas.
O texto relata o caso de uma pessoa que tomava glucosamina para osteoartrite e deixou de apresentar enxaquecas.
Para verificar se o efeito era real, dez voluntários com crises recorrentes receberam glucosamina.
Durante as primeiras quatro a seis semanas, não houve mudanças importantes. Depois desse período, os participantes começaram a relatar redução da frequência ou intensidade das crises.
O benefício é atribuído hipoteticamente à ação da glucosamina sobre os vasos sanguíneos.
Ronco
Um estudo aplicou sulfato de condroitina em spray nas narinas de pessoas que roncavam cronicamente.
A substância formaria uma camada sobre as passagens nasais. Os participantes passaram a roncar durante aproximadamente dois terços do tempo habitual.
O capítulo reconhece que não se sabia se a condroitina oral produziria o mesmo resultado.
Síndrome da articulação temporomandibular
A síndrome da articulação temporomandibular — ATM ou TMJ afeta a articulação da mandíbula.
Os sintomas incluem dor crônica no pescoço, cefaleia, estalos ao mover a mandíbula, dor nos dentes e desconforto geral.
A condição é frequentemente relacionada ao apertamento da mandíbula e ao ranger dos dentes. Esses comportamentos aumentam a pressão e desgastam a cartilagem, produzindo uma forma de osteoartrite na articulação.
Teste simples para ATM
O livro sugere colocar os dedos mínimos dentro das orelhas, pressioná-los para a frente e abrir e fechar a boca.
A presença de estalos e a percepção de que a mandíbula empurra os dedos poderiam indicar uma alteração, devendo a pessoa procurar um profissional.
Estudos de ATM
Em um relato com 50 pacientes, foram utilizadas glucosamina ou uma combinação de condroitina e vitamina C.
Aproximadamente 80% responderam com redução dos estalos, dor e inchaço. As mudanças apareceram nas primeiras duas semanas.
Em outro ensaio, 45 pessoas receberam glucosamina ou ibuprofeno durante três meses. Três quartos dos usuários de glucosamina melhoraram, contra 61% dos usuários de ibuprofeno.
Entre os participantes que responderam aos tratamentos, a glucosamina produziu redução significativamente maior da dor.
Úlceras
A úlcera péptica ocorre quando a membrana mucosa do estômago ou da parte superior do intestino sofre erosão.
O contato da área lesionada com os sucos gástricos ácidos agrava a lesão, causando queimação e, em alguns casos, náusea.
Os AINEs irritam as membranas protetoras e aumentam o risco de úlcera.
Glucosamina e proteção gástrica
Quando o uso de glucosamina permite eliminar ou reduzir os AINEs, o risco de úlceras diminui.
A glucosamina não irritaria o sistema gastrointestinal da mesma forma e ainda estimularia a produção de muco protetor no estômago.
Cicatrização
A cicatrização exige matérias-primas para formar pele e outros tecidos moles.
Glucosamina e condroitina participariam dessa formação. Experimentos laboratoriais com animais e seres humanos teriam documentado melhora na cicatrização de feridas.
9. Capítulo 8 — Perfil de segurança
Segurança geral
Glucosamina e condroitina são produzidas naturalmente pelo organismo. Por não serem substâncias estranhas, teriam menor probabilidade de causar problemas.
A obra considera seu perfil de segurança favorável, mas identifica cuidados relativos a anticoagulantes, desconfortos digestivos, diabetes, manganês, matérias-primas animais e alergias a crustáceos.
Efeito anticoagulante da condroitina
A condroitina poderia exercer leve efeito de afinamento do sangue.
Pessoas que utilizam medicamentos anticoagulantes deveriam ter cautela ou preferir produtos contendo apenas glucosamina.
Uso em pessoas com outras doenças
Os suplementos haviam sido utilizados por pessoas com doenças circulatórias, depressão, diabetes, alterações hepáticas e pulmonares.
Segundo o livro, a suplementação para osteoartrite não interferiu na evolução ou no tratamento dessas outras condições.
Efeitos digestivos
Em um estudo com 1.208 usuários de glucosamina, 88% não relataram nenhum efeito adverso.
Os demais apresentaram apenas problemas leves. Entre 3% e 5% relataram diarreia, azia, náusea ou desconforto estomacal.
Com a condroitina, aproximadamente 3% apresentaram náusea ou problemas digestivos.
Efeitos raros
Menos de 1% dos usuários teriam apresentado:
- constipação;
- sonolência;
- edema;
- cefaleia;
- insônia;
- reações cutâneas.
O risco gastrointestinal é considerado muito menor do que o associado aos AINEs.
Em um modelo animal, a toxicidade da glucosamina teria sido entre dez e trinta vezes menor do que a da indometacina.
Diabetes
Estudos com ratos levantaram dúvidas porque doses muito elevadas de glucosamina intravenosa produziram resistência à insulina.
A autora considera esses resultados pouco comparáveis ao uso humano de pequenas doses orais.
Em um estudo de três anos, controlado por placebo, usuários de doses normais não apresentaram elevação da glicemia. Houve uma pequena diminuição da glicose em jejum em comparação com o placebo.
Pessoas que iniciaram o estudo com glicemia elevada também apresentaram tendência de redução.
Resistência à insulina
A insulina regula a quantidade de açúcar no sangue.
Na resistência à insulina, o organismo responde inadequadamente ao hormônio, permitindo o aumento da glicemia e a alteração de funções corporais.
Diabéticos que utilizassem glucosamina deveriam aumentar o controle da glicemia. Diante de elevação, o suplemento deveria ser interrompido para verificar se os níveis diminuíam.
Excesso de manganês
Algumas fórmulas de glucosamina continham grande quantidade de ascorbato de manganês.
Embora os estudos não tivessem relatado intoxicação, existia um risco teórico.
Os sintomas de excesso de manganês poderiam incluir tosse, hipertensão, anemia por deficiência de ferro, alterações neurológicas, tremores e fraqueza.
Limite superior do manganês
O Institute of Medicine da National Academy of Sciences havia estabelecido um limite máximo tolerável de 11 mg por dia.
Um estudo de 2001 encontrou suplementos que forneciam até 30 mg por dose.
Diante do novo limite, fabricantes começaram a reformular seus produtos. O livro considerava provável que o problema diminuísse.
Ao mesmo tempo, aproximadamente 37% dos norte-americanos teriam ingestão insuficiente de manganês.
Encefalopatia espongiforme bovina
A encefalopatia espongiforme bovina — BSE, chamada popularmente de doença da vaca louca, é uma doença neurológica degenerativa dos bovinos.
Ela reapareceu na Europa durante a década de 1980 e foi relacionada ao uso de partes de ovelhas doentes na alimentação do gado.
A descoberta mostrou que a doença poderia atravessar a barreira entre espécies.
Variante da doença de Creutzfeldt-Jakob
A forma relacionada à BSE que atinge seres humanos é chamada variante da doença de Creutzfeldt-Jakob — vCJD.
Alguns casos haviam sido encontrados na Europa.
Como parte da condroitina era produzida a partir de traqueias bovinas, surgiu a preocupação de que suplementos pudessem transmitir o agente infeccioso.
Medidas de segurança para produtos bovinos
A Food and Drug Administration — FDA proibia a importação de carne e partes bovinas de países com casos conhecidos de BSE para utilização em alimentos e suplementos.
Os fabricantes deveriam utilizar animais de países certificados como livres da doença.
O processo de produção também incluía digestão enzimática das proteínas, pois o agente infeccioso era descrito como um fragmento proteico.
A obra conclui que o risco dos suplementos não deveria ser considerado maior do que o risco dos produtos alimentícios de origem bovina, uma vez que ambos estavam submetidos a padrões semelhantes.
Alergia a crustáceos
Muitos suplementos de glucosamina são produzidos com carapaças de caranguejo.
Embora o risco fosse pequeno, poderia ocorrer contaminação com resíduos de carne do crustáceo durante a fabricação.
Pessoas alérgicas a crustáceos deveriam evitar esses suplementos por precaução.
Consulta médica
Glucosamina, condroitina, vitamina C, vitamina D e SAMe podiam ser compradas sem receita.
Mesmo assim, o livro recomenda consultar um médico antes de tratar a dor articular.
A avaliação profissional é necessária para confirmar que os sintomas realmente são causados por osteoartrite.
Bursite
A bursite causa dor e inchaço devido à inflamação de uma bursa, estrutura semelhante a uma bolsa localizada entre o osso e os tecidos próximos à articulação.
Frequentemente é relacionada a uma lesão esportiva.
Gota
A gota é definida como um distúrbio metabólico que atinge com maior frequência o dedão do pé.
Provoca crises repentinas de dor intensa e sensibilidade na articulação.
Seria mais comum em homens com mais de 40 anos e histórico familiar.
Lúpus
O lúpus pode provocar dor, vermelhidão e inchaço articular que variam de um dia para outro.
Afeta frequentemente dedos e punhos e pode ser acompanhado de dor no peito, tosse, fadiga, erupções cutâneas e sensibilidade à luz solar.
O livro afirma que mulheres entre 20 e 39 anos são o grupo mais atingido.
Osteoartrite
A osteoartrite provoca dor, rigidez e limitação da amplitude de movimento.
Geralmente começa em uma única articulação e pode aparecer depois de lesão ou sobrecarga.
Torna-se mais frequente com o aumento da idade.
Artrite reumatoide
A artrite reumatoide é uma doença autoimune cuja principal manifestação é a inflamação articular.
Pode provocar perda de movimento, dor e vermelhidão que aparecem e desaparecem.
10. Conclusão
Argumento final
A obra conclui que, quando um suplemento possui boa probabilidade de ajudar e baixo risco de causar dano, existe uma razão prática para experimentá-lo.
Glucosamina e condroitina são apresentadas como produtos que poderiam substituir ou reduzir o emprego de AINEs, evitando parte dos efeitos adversos desses medicamentos.
Sir William Osler
O médico britânico Sir William Osler, do século XIX, é citado por ter manifestado sua frustração diante da falta de tratamentos eficazes para artrite.
A autora considera que, mesmo depois de muitos anos, a medicina convencional ainda não havia conseguido controlar a doença sem submeter os pacientes a medicamentos com numerosos efeitos adversos.
Papel dos suplementos
Glucosamina, condroitina e outros suplementos não são apresentados como soluções milagrosas.
Seus benefícios potenciais incluiriam:
- diminuição da dependência de AINEs;
- redução da dor;
- controle da inflamação;
- melhora da mobilidade;
- estímulo ao crescimento de cartilagem nova e saudável.
A recomendação final é que as pessoas com osteoartrite considerem experimentar glucosamina, condroitina ou a combinação das duas.
11. Referências citadas
Autora, editor e nomes mencionados
- Victoria Dolby Toews, MPH — autora da obra.
- Jack Challem — editor da coleção e responsável pelo boletim The Nutrition Reporter.
- Sir William Osler — médico britânico citado na conclusão.
- Jason Theodosakis — coautor de The Arthritis Cure.
- Brenda Adderly — coautora de The Arthritis Cure.
- Barry Fox — coautor de The Arthritis Cure.
- Timothy McAlindon — pesquisador ligado ao Arthritis Center do Boston University Medical Center.
- Norman Childers — horticultor da Rutgers University associado à hipótese das solanáceas.
- Ray — exemplo de usuário que reduziu a dose de manutenção de glucosamina.
- Jeff — exemplo de paciente com osteoartrite decorrente de lesões esportivas.
- S. L. Lininger — editor-chefe de The Natural Pharmacy.
- E. Somer — autora de Age-Proof Your Body.
Livros e obras mencionados
- User’s Guide to Glucosamine & Chondroitin — Victoria Dolby Toews.
- The Arthritis Cure — Jason Theodosakis, Brenda Adderly e Barry Fox, 1997.
- The Natural Pharmacy — S. L. Lininger, editor-chefe; Prima Health, 1999.
- Age-Proof Your Body — E. Somer; William Morrow and Company, 1998.
Artigos e estudos listados nas referências selecionadas
- Bourgeois, P.; Chales, G.; Dehais, J.; et al. “Efficacy and tolerability of chondroitin sulfate 1200 mg/day vs chondroitin sulfate 3 × 400 mg/day vs placebo.” Osteoarthritis and Cartilage, 1998.
- Conrozier, T. “Anti-arthrosis treatments: efficacy and tolerance of chondroitin sulfates (CS 4&6).” Presse Médicale, 1998.
- Das, A.; Hammad, T. A. “Efficacy of a combination of FCHG49 glucosamine hydrochloride, TRH122 low molecular weight sodium chondroitin sulfate and manganese ascorbate in the management of knee osteoarthritis.” Osteoarthritis and Cartilage, 2000.
- Deal, C. L.; Moskowitz, R. W. “Nutraceuticals as therapeutic agents in osteoarthritis.” Rheumatic Diseases Clinics of North America, 1999.
- Ezzo, J.; Hadhazy, V.; Birch, S.; et al. “Acupuncture for osteoarthritis of the knee: a systematic review.” Arthritis and Rheumatism, 2001.
- Flynn, M. A. “The effect of folate and cobalamin on osteoarthritic hands.” Journal of the American College of Nutrition, 1994.
- Gaby, A. R. “Natural treatments for osteoarthritis.” Alternative Medicine Review, 1999.
- Hoffer, L. J.; Kaplan, L. N.; Hamadeh, M. J.; et al. “Sulfate could mediate the therapeutic effect of glucosamine sulfate.” Metabolism, 2001.
- Jonas, W. B.; Rapoza, C. P.; Blair, W. F. “The effect of niacinamide on osteoarthritis: a pilot study.” Inflammation Research, 1996.
- Kaufman, W. “The use of vitamin therapy to reverse certain concomitants of aging.” Journal of the American Geriatric Society, 1955.
- Leffler, C. T.; Philippi, A. F.; Leffler, S. G.; et al. “Glucosamine, chondroitin, and manganese ascorbate for degenerative joint disease of the knee or low back: a randomized, double-blind, placebo-controlled pilot study.” Military Medicine, 1999.
- Lippiello, L.; Woodward, J.; Karpman, R.; et al. “In vivo chondroprotection and metabolic synergy of glucosamine and chondroitin sulfate.” Clinical Orthopaedics and Related Research, 2000.
- McAlindon, T. E.; LaValley, M. P.; Gulin, J. P.; et al. “Glucosamine and chondroitin for treatment of osteoarthritis.” Journal of the American Medical Association, 2000.
- McAlindon, T. E.; Jacques, P.; Zhang, Y.; et al. “Do antioxidant micronutrients protect against the development and progression of knee osteoarthritis?” Arthritis & Rheumatism, 1996.
- Reginster, J. Y.; Deroisy, R.; Rovati, L.; et al. “Long-term effects of glucosamine sulphate on osteoarthritis progression: a randomized, placebo-controlled clinical trial.” Lancet, 2001.
- Russell, A. L. “Glycoaminoglycan deficiency in protective barrier as an underlying, primary cause of ulcerative colitis, Crohn’s disease, interstitial cystitis, and possibly Reiter’s syndrome.” Medical Hypotheses, 1999.
- Tapadinhas, M. J.; Rivera, I. C.; Binamini, A. A. “Oral glucosamine sulfate in the management of arthrosis: report on a multi-centre open investigation in Portugal.” Pharmatherapeutica, 1982.
- Thie, N. M.; Prasad, N. G.; Major, P. W. “Evaluation of glucosamine sulfate compared to ibuprofen for the treatment of temporomandibular joint osteoarthritis: a randomized double-blind, placebo-controlled 3 month clinical trial.” Journal of Rheumatology, 2001.
- Towheed, T. E.; Anastassiades, T. P.; Shea, B.; et al. “Glucosamine therapy for treating osteoarthritis.” Cochrane Database of Systematic Reviews, 2001.
Periódicos, revistas e publicações
- Lancet.
- Journal of the American Medical Association — JAMA.
- Osteoarthritis and Cartilage.
- Presse Médicale.
- Rheumatic Diseases Clinics of North America.
- Arthritis and Rheumatism.
- Arthritis & Rheumatism.
- Journal of the American College of Nutrition.
- Alternative Medicine Review.
- Alternative Medicine Reviews.
- Metabolism.
- Inflammation Research.
- Journal of the American Geriatric Society.
- Military Medicine.
- Clinical Orthopaedics and Related Research.
- Medical Hypotheses.
- Pharmatherapeutica.
- Journal of Rheumatology.
- Cochrane Database of Systematic Reviews.
- GreatLife Magazine.
- Let’s Live Magazine.
- Physical Magazine.
- The Nutrition Reporter.
Instituições e organizações
- National Center for Complementary and Alternative Medicine.
- National Institute of Arthritis and Musculoskeletal Disease.
- National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases — NIAMS.
- National Institutes of Health — NIH.
- Food and Drug Administration — FDA.
- National Academy of Sciences.
- Institute of Medicine.
- Arthritis Center do Boston University Medical Center.
- Rutgers University.
- Arthritis Foundation.
- Laboratórios independentes responsáveis pela análise de marcas de glucosamina.
- Organização sem fins lucrativos ligada à indústria de produtos naturais.
- Empresa farmacêutica italiana responsável pelo desenvolvimento da glucosamina oral.
- Treze centros clínicos envolvidos no projeto GAIT.
Estudos, ensaios e eventos científicos
- Primeira descrição da síntese da glucosamina, em 1898.
- Estudos alemães com glucosamina injetável, em 1969.
- Identificação da condroitina na cartilagem, na década de 1940.
- Publicação de The Arthritis Cure, em 1997.
- Entrada dos inibidores de COX-2 no mercado, em 1999.
- Ensaio de três anos com 212 pacientes publicado no Lancet.
- Estudo de um ano com 226 usuários de condroitina.
- Revisão das pesquisas sobre osteoartrite publicadas entre 1966 e 1999.
- Glucosamine/Chondroitin Arthritis Intervention Trial — GAIT.
- Framingham Osteoarthritis Cohort.
- Estudo de controle de qualidade com 28 marcas de glucosamina.
- Estudo com 93 pacientes sobre glucosamina, condroitina, vitamina C e manganês.
- Estudo com 26 pessoas sobre ácido fólico e vitamina B12.
- Estudo com 72 pacientes sobre niacinamida.
- Estudos de comparação entre glucosamina e ibuprofeno.
- Estudos de comparação entre condroitina, diclofenaco e ibuprofeno.
- Estudos de acupuntura verdadeira e acupuntura simulada.
- Emergência da BSE na Europa na década de 1980.
- Estudo de 2001 sobre manganês em fórmulas de glucosamina.
Países, regiões e lugares mencionados
- Estados Unidos.
- Europa.
- Alemanha.
- Itália.
- Portugal.
- Filipinas.
- Índia.
- África.
- América Central.
- Nova Jersey.
- Boston.
- Los Angeles.
- Tucson.
- Atlanta.
- Bethesda.
- Rocklin.
- Nova York.
- Países europeus com casos de BSE.
- Países certificados como livres de BSE.
Anatomia e componentes articulares
- Articulação sinovial.
- Articulação cartilaginosa.
- Articulação fibrosa.
- Cartilagem.
- Colágeno.
- Proteoglicanos.
- Glicosaminoglicanos.
- Condrócitos.
- Líquido sinovial.
- Membrana sinovial.
- Tecido conjuntivo.
- Matriz cartilaginosa.
- Ligamentos.
- Tendões.
- Bursa.
- Prostaglandinas.
- Substância P.
- Endorfinas.
- ATP.
- Insulina.
- Radicais livres.
- Antioxidantes.
Suplementos, vitaminas, minerais e substâncias naturais
- Glucosamina.
- Sulfato de glucosamina.
- Glucosamina HCl.
- N-acetilglucosamina.
- Condroitina.
- Sulfato de condroitina.
- Condroitina-4-sulfato.
- Condroitina-6-sulfato.
- Condroitina de baixo peso molecular.
- Ascorbato de manganês.
- Enxofre e sulfato.
- Vitamina C.
- Vitamina D.
- Vitamina E.
- Vitamina B3.
- Niacina.
- Niacinamida.
- Vitamina B12 ou cobalamina.
- Ácido fólico ou folato.
- Complexo B.
- Manganês.
- Selênio.
- Betacaroteno.
- Bioflavonoides.
- Quercetina.
- Proantocianidinas.
- Extrato de casca de pinheiro.
- Extrato de semente de uva.
- SAMe ou S-adenosilmetionina.
- Metionina.
- MSM ou metilsulfonilmetano.
- DMSO ou dimetilsulfóxido.
- Capsaicina.
- Pimenta-caiena.
- Garra-do-diabo.
- Gengibre.
- Boswellia serrata.
- Ácido boswélico.
- Cúrcuma.
- Curcumina.
- Atropina.
- Nicotina.
- Escopolamina.
- Quitina.
Medicamentos e marcas
- Aspirina.
- Acetaminofeno.
- Ibuprofeno — Motrin.
- Indometacina — Indocin.
- Fenoprofeno — Nalfon.
- Naproxeno — Aleve.
- Sulindaco — Clinoril.
- Tolmetina — Tolectin.
- Diclofenaco — Voltaren.
- Celecoxibe — Celebrex.
- Rofecoxibe — Vioxx.
- Corticosteroides.
- Penicilamina.
- Anticoagulantes.
- Diuréticos.
- Insulina.
- Inibidores de COX-2.
- Anti-inflamatórios não esteroides — AINEs ou NSAIDs.
Doenças e condições clínicas
- Osteoartrite primária.
- Osteoartrite secundária.
- Artrite reumatoide.
- Artrite.
- Bursite.
- Gota.
- Lúpus.
- Úlcera péptica.
- Aterosclerose.
- Arteriosclerose.
- Doença arterial coronariana.
- Hipertensão.
- Infarto.
- Acidente vascular cerebral isquêmico.
- Enxaqueca.
- Síndrome da articulação temporomandibular.
- Cálculos renais.
- Olhos secos.
- Ronco crônico.
- Diabetes.
- Resistência à insulina.
- Doença hepática.
- Doenças pulmonares.
- Depressão.
- Transtorno bipolar.
- Doença de Parkinson.
- Anemia por deficiência de ferro.
- Encefalopatia espongiforme bovina — BSE.
- Variante da doença de Creutzfeldt-Jakob — vCJD.
- Doença de Crohn.
- Colite ulcerativa.
- Cistite intersticial.
- Síndrome de Reiter.
- Alergia a crustáceos.
Terapias e procedimentos
- Exercícios de alongamento.
- Exercícios de fortalecimento.
- Atividades aeróbicas.
- Caminhada.
- Natação.
- Ciclismo.
- Controle do peso.
- Radiografia.
- Análise do líquido sinovial.
- Exames de sangue.
- Substituição do joelho.
- Prótese de quadril.
- Medicina integrativa.
- Diatermia.
- Ultrassom terapêutico.
- Micro-ondas e ondas curtas.
- Calor local.
- Crioterapia.
- Hidroterapia.
- Acupuntura.
- Acupuntura simulada.
- Lágrimas artificiais.
- Spray nasal de condroitina.
- Registro Diário da Dor.
- Índice de Lequesne.
Alimentos e plantas alimentícias
- Carnes.
- Aves.
- Peixes.
- Caranguejos.
- Camarões.
- Lagostas.
- Grãos integrais.
- Farinha branca.
- Arroz branco.
- Pimentões.
- Berinjela.
- Páprica.
- Batatas.
- Batata-doce.
- Inhame.
- Tomates.
- Tabaco.
- Chocolate.
- Espinafre.
- Ruibarbo.
- Proteínas animais.
Principais ideias recorrentes da obra
- A osteoartrite não é apresentada apenas como desgaste inevitável, mas como falha no equilíbrio entre destruição e reconstrução da cartilagem.
- A cartilagem depende de colágeno, proteoglicanos, água, condrócitos e líquido sinovial para conservar sua elasticidade e resistência.
- Glucosamina e condroitina são repetidamente apresentadas como agentes que reduzem sintomas e, ao mesmo tempo, modificam favoravelmente a estrutura articular.
- A glucosamina estimularia a produção de proteoglicanos, enquanto a condroitina aumentaria a retenção de água e diminuiria a ação das enzimas destrutivas.
- A combinação dos suplementos produziria sinergia, oferecendo resultado superior ao uso isolado.
- Os efeitos seriam lentos e dependeriam de uso diário durante várias semanas.
- O tratamento precoce de casos leves ou moderados produziria melhores resultados do que o início tardio em articulações gravemente danificadas.
- Os AINEs são criticados por mascararem a dor, causarem efeitos adversos e, segundo a obra, acelerarem a deterioração da cartilagem.
- A suplementação poderia reduzir ou eliminar a necessidade de medicamentos, embora casos graves pudessem exigir uma abordagem integrativa.
- Exercício adequado, controle do peso, prevenção de lesões e boa nutrição são apresentados como componentes essenciais da saúde articular.
- Vitaminas, minerais, antioxidantes, ervas e terapias físicas são tratados como auxiliares, com níveis diferentes de evidência.
- Os suplementos são considerados relativamente seguros, mas exigem cuidados em pessoas que usam anticoagulantes, possuem alergia a crustáceos, diabetes ou utilizam produtos com excesso de manganês.
- A confirmação do diagnóstico por um profissional é necessária porque osteoartrite, bursite, gota, lúpus e artrite reumatoide podem produzir sintomas semelhantes.
- A obra mantém como argumento central que glucosamina e condroitina poderiam oferecer algo que a medicina convencional ainda não proporcionava: alívio da dor associado à preservação ou reconstrução da cartilagem.
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