21 de agosto de 2026

[Rsm] Curso Online de Filosofia – Exercícios e Indicações Práticas (2012)

 





Resumo Integral — Curso Online de Filosofia: Exercícios e Indicações Práticas

Resumo Integral — Curso Online de Filosofia: Exercícios e Indicações Práticas

Versão HTML didática, estruturada por capítulos, subtópicos e referências.

Base exclusiva: conteúdo do PDF enviado e resumo previamente elaborado, sem acréscimos externos.

Introdução

Natureza e finalidade do volume

O livro é apresentado pelos compiladores como um trabalho pessoal, não como um conjunto oficial de instruções do Curso Online de Filosofia. Mário Chainho e Juliana Camargo Rodrigues afirmam ter reunido e organizado indicações dadas por Olavo de Carvalho nas aulas, assumindo a responsabilidade pela classificação, estruturação, títulos e eventuais lacunas ou repetições.

O pressuposto central é que os obstáculos mais importantes da vida intelectual não são exclusivamente intelectuais, mas também morais e psicológicos. Por isso, não basta ensinar técnicas filosóficas: é necessário trabalhar a sinceridade, a integração da consciência, a capacidade expressiva, a percepção da própria situação existencial e a inserção responsável na sociedade.

Material de segunda ordem e contextualização

O volume declara-se um “material de segunda ordem”: não pretende substituir as aulas, mas ajudar quem já as conhece a revisitá-las e articulá-las. A parte decisiva da aprendizagem não pode ser transmitida integralmente por explicações: é necessário experimentar, repetir e desenvolver uma técnica própria de estudo.

Os quatro blocos preliminares

Autoconsciência
Compreender a situação real à luz de um ideal.
Imaginário
Desenvolvido pela literatura e pelas artes.
Linguagem
Compreender e dominar os meios de expressão.
Ferramentas de pesquisa
Documentação bibliográfica e técnicas próximas da investigação histórica.

Esses quatro blocos funcionam como preparação para um quinto: a técnica filosófica propriamente dita.

Como praticar os exercícios

Fórmula prática: “fazer quando der, do jeito que der”.

As orientações não devem ser transformadas numa rotina excessivamente rígida. Algumas práticas podem começar paralelamente — Necrológio, Gramática Latina, Cultura Literária e Leitura Lenta — e devem ser revisitadas inúmeras vezes ao longo da vida.

1. Discurso Interior e Discurso Exterior

1.1 Método da Confissão

Confissão como fundamento da filosofia

O Método da Confissão ocupa posição central na formação. Filosofar exige narrar a própria situação real perante um observador omnisciente, submetendo experiências, atos, intenções e conhecimentos a um critério de sinceridade radical.

Sinceridade e testemunho individual

A pessoa deve conseguir ser uma testemunha fidedigna de si mesma. Só o indivíduo pode testemunhar integralmente seus sonhos, intenções, planos e experiências interiores. Isso não elimina a objetividade: o testemunho individual é indispensável também na ciência e sobretudo na História.

Tribunal imaginário e falsificação interior

Um obstáculo recorrente é o tribunal imaginário interior, no qual a pessoa alterna discursos de acusação e defesa diante de uma plateia imaginária. O exercício pede que se descreva a situação concreta sem transformar os outros em personagens de um julgamento pessoal.

Observador omnisciente e abertura ao infinito

O observador omnisciente funciona como referência para uma realidade maior do que o conteúdo momentâneo da consciência. A busca de uma autoimagem definitiva é rejeitada: enquanto a pessoa está viva, sua biografia permanece aberta.

1.2 Rastrear a História das Próprias Ideias

O exercício consiste em reconstruir a história das ideias, opiniões, imagens e crenças presentes na própria mente: de onde vieram, quando foram absorvidas, por quais livros, pessoas, ambientes, meios de comunicação ou experiências.

Antes de julgar uma influência, é preciso reconhecê-la. A pessoa pode descobrir que aquilo que considera uma convicção pessoal é apenas uma impressão recebida do meio.

1.3 Encontrar a Própria Voz

A própria voz não é simplesmente originalidade estilística. Ela surge quando a expressão verbal, fonética e estilística corresponde à situação efetivamente vivida.

Entre as práticas aparecem ler em voz alta, recitar, memorizar poemas, cantar, prestar atenção à pronúncia e desenvolver o ouvido para a língua. Também se recomenda aprender a dizer “não sei” sem constrangimento.

1.4 Voto de Pobreza em Matéria de Opinião

O Voto de Pobreza em Matéria de Opinião consiste em conter o impulso de opinar sobre tudo e habituar-se a distinguir aquilo que se sabe daquilo que apenas parece plausível.

Perguntas de controle: qual é o grau de certeza? De onde veio a informação? Qual problema a opinião pretende responder? Esse problema realmente existe? A resposta respeita a natureza do objeto? O problema é verdadeiramente nosso?

O conceito de status quaestionis começa a aparecer aqui: antes de defender uma posição, é necessário conhecer a história da discussão, seus argumentos, fontes e dificuldades.

2. Posicionamento Existencial e Moral

2.1 Exercício do Necrológio

O exercício consiste em escrever, em terceira pessoa, um necrológio de si mesmo, como se a vida estivesse concluída. O texto deve indicar quem a pessoa quer ter sido, e não apenas aquilo que pretende possuir.

O necrológio oferece um eixo de orientação, mas não deve tornar-se programa rígido. Circunstâncias imprevistas exigirão revisão.

2.2 Exercício do Testemunho

Derivado de Louis Lavelle, consiste em recordar momentos extraordinários em que a vida pareceu adquirir uma unidade e um sentido especialmente claros. Esses momentos devem ser trazidos novamente à vida cotidiana como referências de orientação.

2.3 Exercício das 12 Camadas da Personalidade

A Teoria das 12 Camadas da Personalidade é apresentada como instrumento descritivo. Cada camada corresponde a um objetivo dominante, e a passagem de uma para outra ocorre quando o problema central anterior é integrado numa estrutura mais abrangente.

1ª camada
Corpo e auto-satisfação.
2ª camada
Instintos, gostos e preferências.
3ª camada
Regras, símbolos e linguagem social.
4ª camada
História emocional; felicidade/infelicidade.
5ª camada
Vitória/derrota; autoconfiança.
6ª camada
Eficiência prática e domínio técnico.
7ª camada
Direitos, deveres e lealdades.
8ª camada
Maturidade e julgamento da própria vida.
9ª camada
Personalidade intelectual e problemas universais.

O exercício pergunta: “O que estou buscando aqui?” e “Onde me dói?”. O objetivo dominante e a principal fonte de sofrimento psicológico servem como indicadores.

2.4 Vocação e leitura de A Vida Intelectual

A vocação é entendida como eixo estruturador. O tamanho do QI não é decisivo; o fator central é a vontade de conhecer a verdade, sobretudo a verdade sobre si mesmo.

A estudiosidade é contraposta à “concupiscência do olhar”: querer conhecer tudo para possuir intelectualmente o universo.

2.5 Exercício da Aceitação Total da Realidade

O exercício consiste em procurar aceitar integralmente a realidade, sem exigir que os fatos se ajustem aos desejos pessoais. A prática ajuda a perceber com maior precisão a parcela efetiva de liberdade e responsabilidade existente em cada situação.

2.6 Superação

O texto reúne exemplos de pessoas que conservaram liberdade interior em condições de opressão, como Soljenítsin, Alexander Zinoviev, Winston Churchill, Vladimir Bukovski e Miyamoto Musashi.

A ideia geral é tornar-se psicológica e espiritualmente mais forte do que a situação, sem depender excessivamente de aprovação, proteção ou assistência externa.

2.7 Moral e Religião

A moral não deve ser reduzida à aplicação mecânica de regras universais. Entre regra e caso concreto existe a mediação da imaginação moral. Literatura, biografia, santos, heróis e situações concretas ampliam o repertório necessário para julgar.

A decência, fidelidade, lealdade, sinceridade, gratidão e exame de consciência são temas recorrentes. A fé é apresentada principalmente como confiança e fidelidade.

2.8 Consciência de Imortalidade

O exercício busca perceber uma identidade mais profunda e contínua que não se reduz aos estados mentais, papéis sociais, pensamentos ou imagens corporais. O “eu” substancial é comparado a uma melodia: cada nota isolada passa, mas a unidade permanece.

O texto distingue modalidades do “eu”: substancial, real, verdadeiro, profundo, ontológico, executivo, histórico e social. A consciência da morte desloca o centro das preocupações para aquilo que permanece relevante diante da eternidade.

3. Linguagem

3.1 Gramática Latina

A Gramática Latina, de Napoleão Mendes de Almeida, é recomendada não apenas para aprender latim, mas principalmente para compreender melhor o português. O latim torna explícita a função das palavras por meio de terminações.

O livro distingue gramática como construção material da frase, lógica como estrutura ideal dos conceitos e retórica como adaptação psicológica da expressão à situação de comunicação.

3.2 Imitação dos Grandes Escritores de Língua Portuguesa

A imitação literária serve para ampliar os recursos expressivos até que surja uma voz própria. O estudante escolhe um autor, lê amplamente sua obra, imita seu estilo e depois passa a outro de estilo diferente.

O objetivo não é copiar trejeitos externos, mas assimilar a forma mentis: tentar perceber, sentir e ver como o autor.

3.3 Aperfeiçoamento dos Meios de Expressão

O aperfeiçoamento exige atenção contínua a pontuação, gramática, ritmo, vocabulário e precisão. Um exercício importante consiste em ir das coisas às palavras: observar o ambiente e procurar nomear precisamente cores, formas, objetos, estados e experiências.

Regra central: preferir o termo próprio ao termo genérico.

3.4 Aprendizagem de Línguas Estrangeiras

Aprender outras línguas é considerado necessário para a alta cultura, porque cada idioma contém experiências e distinções que não têm equivalência perfeita em outro.

O objetivo prioritário é a leitura de grandes obras e textos formativos. São mencionados francês, inglês, espanhol, italiano, além de um mínimo de latim e grego.

4. Educação do Imaginário

4.1 Aquisição de Cultura Literária

A cultura literária é tratada como preliminar da filosofia. O processo cognitivo começa com sensação, memória e imaginação, e só depois chega aos conceitos.

Literatura e analogia

Uma literatura rica oferece uma galeria de personagens, situações, paixões e formas de expressão. Quase todo reconhecimento humano é descrito como analógico: o novo é compreendido por semelhanças e diferenças em relação a experiências já assimiladas.

Poesia e filosofia

A poesia é apresentada como a forma literária mais diretamente ligada à experiência. O poeta transforma impressões em formas verbais memoráveis; o filósofo procura a quididade, perguntando “quid?” — “o que é?”.

Filosofema

Os textos de um filósofo são testemunhos parciais de um filosofema, entendido como conjunto vivo de intuições e pensamentos que precisa ser reconstruído.

Os três pilares

1. Leitura
Contato direto com as grandes obras.
2. História da literatura
Compreender a sequência e o contexto das obras.
3. Crítica literária
Refletir sobre a experiência humana e a técnica literária.

Leitura e memorização de poesia

Recomenda-se memorizar e declamar poemas, formando uma musicalidade interior. A indicação inicial é o soneto de Camões “Transforma-se o amador na cousa amada”.

Leitura de ficção

O leitor deve identificar-se imaginativamente com personagens e situações, utilizando a suspensão da descrença para compreender experiências humanas sem julgá-las imediatamente.

Plano de leituras

A lista mínima é composta por Bíblia, Homero, mitologia grega e teatro grego. A lista ampliada baseia-se principalmente na História da Literatura Ocidental, de Otto Maria Carpeaux.

4.2 Convívio com as Mais Elevadas Realizações Artísticas

Música

A música é chamada de arte da continuidade. Recomenda-se ouvir repetidamente uma obra até que sua linha melódica, harmônica e rítmica possa ser reproduzida de memória.

Artes visuais

O desenho de observação funciona como treinamento da percepção: o mesmo objeto é observado sob diferentes perspectivas e inserido numa rede de relações.

Arquitetura

As catedrais góticas são tratadas como articulações de diversas artes e sistemas simbólicos. A arquitetura é apresentada como forma de organizar o espaço vivido e influir no imaginário.

Cinema e séries

O cinema amplia o repertório imaginativo. São citados Inspector Maigret, Sherlock Holmes e Aurora, de F. W. Murnau.

4.3 Leitura de Livros de História

O historiador trabalha com fragmentos e precisa criar uma imagem narrativa unitária. Por isso, o leitor também necessita de imaginação para reconstruir ações, motivos, circunstâncias e possibilidades.

Recomenda-se estudar períodos limitados, observar as fontes, a maneira como o historiador tratou ambiguidades e as hipóteses usadas para preencher lacunas.

4.4 Desenvolvimento do Imaginário

A imaginação possui um fluxo onírico espontâneo e uma possibilidade de interferência dirigida. O estudante deve observar como imaginação e percepção operam juntas.

O experimento associado a Edmund Husserl consiste em variar imaginariamente atributos de um ente até descobrir em que ponto ele deixa de ser reconhecido como aquilo que era, revelando uma lógica intrínseca e um círculo de latência.

5. Aproximação ao Conhecimento

5.1 Aulas — Sentido e Abordagem

As aulas devem ser inicialmente vividas, depois revistas em gravação e posteriormente consultadas em transcrição. Um caderno pode funcionar como espécie de autobiografia intelectual.

5.2 Exercício de Leitura Lenta

A Leitura Lenta pede que poucas linhas sejam transformadas novamente em experiência percebida. Uma frase pode exigir horas, dias ou meses. A análise crítica vem depois da impregnação inicial.

5.3 Exercício da Densidade do Real

O exercício busca recuperar a impressão da presença física maciça do universo. O ponto central é deixar a realidade anteceder o pensamento e perguntar primeiro “o que?”, antes do “por quê?”.

5.4 Repertório de Ignorância e Status Quaestionis

O conhecimento deve começar com um mapa da ignorância. O estudante distingue certeza evidente, alta probabilidade, verossimilhança e especulação possível.

O status quaestionis é a reconstrução histórica de uma questão: textos, autores, argumentos, posições e contradições que formaram o problema.

5.5 Exercício da Biblioteca Imaginária

A Biblioteca Imaginária é a lista dos livros que, idealmente, o aluno gostaria de ler durante toda a vida. Sua função é organizar o horizonte do conhecimento e mostrar onde determinadas informações podem ser encontradas.

5.6 Exercício Descritivo

O exercício diferencia conhecer uma coisa de simplesmente possuir um esquema verbal sobre ela. A descrição deve anteceder a teoria.

5.7 Rastrear a Origem dos Objetos de um Lugar

O estudante lista objetos de um ambiente e reconstrói a cadeia de ações humanas, matérias-primas, conhecimentos e instituições que tornou cada um possível. O objetivo é tornar os objetos historicamente vivos.

5.8 Leitura de Textos de Filosofia

A primeira leitura deve buscar a absorção do texto. São distinguidos três níveis: o drama ou conflito intelectual da obra; as referências históricas, culturais e doutrinais; e a recomposição da obra numa visão mais abrangente.

5.9 Aprendizagem com a Realidade e Lições de Aristóteles

O texto insiste que a percepção contém mais conhecimento do que aquilo que conseguimos formular conscientemente. São trabalhadas as categorias de Aristóteles, os predicáveis e as quatro causas.

5.10 Exercício de Classificação

O estudante escolhe objetos e procura classificá-los segundo diferentes critérios. O objetivo é perceber que cada critério revela relações diferentes e que classificações devem obedecer ao objeto e à finalidade da investigação.

5.11 Memória e Notas

A memória é constitutiva da personalidade. As anotações funcionam como memória de papel. Recomenda-se anotar nos próprios livros e manter registros de ideias sem transformar o estudo numa obsessão de registrar tudo.

6. Posicionamento Histórico e Filosófico

6.1 Enquadramento Histórico, Sociocultural e Psicológico

O capítulo reúne interpretações históricas, culturais e filosóficas apresentadas nas aulas e funciona como um roteiro de enquadramento.

Linguagem, alta cultura e meio brasileiro

As aulas são resumidas em torno da perda de alta cultura, empobrecimento da linguagem, domínio de estereótipos e necessidade de reconstruir um repertório literário capaz de restituir experiências pessoais e coletivas.

Mentalidade Revolucionária e Paralaxe Cognitiva

A Mentalidade Revolucionária torna-se eixo recorrente na interpretação de movimentos políticos, culturais e intelectuais. A Paralaxe Cognitiva designa a discrepância entre o conteúdo explícito de uma teoria e a posição real necessária para sustentá-la.

Cultura, hegemonia e poder intelectual

O material distingue poder político e poder cultural/intelectual, discutindo Escola de Frankfurt, Gramsci, Lukács, universidades, meios de comunicação e ação cultural de longo prazo.

6.2 Enquadramento Filosófico

Recuperar a atividade filosófica

A filosofia é distinguida de simples cultura filosófica, profissão acadêmica ou história das ideias. O modelo é a atividade da consciência individual que procura orientar-se na totalidade do conhecimento disponível.

Ciência moderna e recorte da realidade

A ciência moderna é descrita como operação que isola variáveis e cria recortes experimentais, úteis para tecnologia, mas não equivalentes ao conhecimento integral dos objetos.

Giro linguístico e “jaula kantiana”

Wittgenstein, Heidegger, Derrida, Richard Rorty e Saussure aparecem no contexto do deslocamento do problema da realidade para o discurso e a linguagem. Ortega y Gasset fornece a imagem do kantismo como uma “jaula”.

Filosofema e estudo de um filósofo

Compreender um filósofo é remontar dos textos às experiências cognitivas fundamentais que geraram seu pensamento. Recomenda-se conhecer toda a obra, interlocutores, ambiente, tradição, disciplinas envolvidas e interpretações posteriores.

Descartes e a leitura das Meditações

Uma grande parte do capítulo examina René Descartes. As aulas 122–137 tratam as Meditações primeiro como narrativa autobiográfica e depois como argumentação.

Na Segunda Meditação, o cogito é relacionado à personagem Sósia, de O Anfitrião, de Plauto. Na Terceira Meditação, acompanha-se a passagem do objeto ao sujeito e a formulação moderna do problema do conhecimento.

Escola Analítica, positivismo e nominalismo

As aulas discutem Michael Dummett, lógica, Escola Analítica, positivismo, fenomenalismo e nominalismo. O testemunho volta a ser colocado na base do conhecimento humano.

Definição recorrente: filosofia como busca da unidade do conhecimento na unidade da consciência e vice-versa.

Zetética

A palavra grega zétesis designa a tensão permanente entre conhecimento e ignorância. A filosofia não se fecha em doutrinas finais; suas conclusões funcionam como símbolos que orientam a investigação.

7. Educação Através do Corpo

7.1 Método de Relaxamento

O método procura atingir relaxamento profundo com consciência e atenção preservadas. O praticante imagina progressivamente as articulações do corpo se separando levemente, mantendo a atenção no corpo até atingir um devaneio lúcido.

Ideias surgidas nesse estado não devem ser forçadas. Sonhos também não devem ser reduzidos a uma interpretação única; devem permanecer como símbolos ou matrizes de intelecções.

7.2 Disciplina Corporal

A disciplina corporal não é uma série mecânica de exercícios. O corpo deve ser integrado a uma estrutura maior, de modo que sensações e tendências adquiram significado.

São mencionados higiene, vida ao ar livre, respiração, postura, exercícios, atividades manuais, leitura com participação corporal, Tai Chi, sono e visualização prévia de gestos.

7.3 Alimentação

A seção começa com Sertillanges: comida leve, simples e moderada. O texto também menciona, em seu próprio contexto, proteína, creatina, vitaminas, cereais, oleaginosas e determinados queijos, além de recomendar cautela com modas alimentares e programas rígidos.

8. Trabalho e Relações Pessoais

8.1 Trabalho

O trabalho é definido como dever de bondade: sustentar-se impede que outra pessoa precise assumir essa carga e constitui contribuição direta à sociedade.

Mesmo tarefas monótonas podem desenvolver paciência, caráter e disciplina. O estudante deve buscar formas de atuação que coincidam com sua expressão pessoal e não presumir que seu futuro lugar intelectual já exista.

Ideia-chave: substituir o ideal de segurança pelo de força.

A seção recomenda buscar independência financeira e evitar que preocupações práticas consumam toda a energia intelectual.

8.2 Amizade

A amizade deve fundar-se numa comunidade de valores e objetivos, não apenas em simpatia. São Tomás de Aquino é citado com a fórmula idem velle, idem nolle.

A convivência com pares intelectualmente orientados fortalece a personalidade. A amizade é apresentada como um dos pilares da construção pessoal e também da sociedade política.

8.3 Vida Amorosa e Familiar

Pais e família de origem

A família introduz a criança na linguagem, nas regras e na convivência. Em relação aos pais, o texto enfatiza uma dívida de gratidão e recomenda que a vocação não seja sacrificada à busca de aprovação familiar.

Conquista e amor

Para conquistar a simpatia de alguém, recomenda-se deslocar a atenção de si mesmo e demonstrar interesse genuíno pela outra pessoa.

Intimidade

A intimidade sexual é interpretada como encontro que envolve dimensões simbólicas, pessoais, históricas e potencialmente procriativas.

Casamento

O casamento é interpretado primordialmente em contexto sacramental e religioso. Fidelidade e perdão devem permanecer juntos.

Filhos

Os filhos devem ser educados para procurar força, coragem e capacidade de agir, e não apenas segurança. A educação moral ocorre sobretudo pelo exemplo, pela sensibilidade moral e pela imaginação.

Recomenda-se falar muito com bebês, oferecer contato com Bíblia, clássicos, museus, concertos e bibliotecas e evitar transformar os filhos em projetos a serem moldados rigidamente.

Principais ideias recorrentes da obra

Unidade do conhecimento
Filosofia como unidade do conhecimento na unidade da consciência.
Sinceridade
Condição do conhecimento filosófico autêntico.
Método da Confissão
Confrontar afirmações com a experiência real.
Realidade antes do conceito
Percepção e experiência precedem sistemas e argumentos.
Imaginação cognitiva
Liga percepção, memória, linguagem, analogia e conceito.
Literatura
Base da educação e do repertório de experiências humanas.
Analogia
Principal via de reconhecimento do novo.
Linguagem pessoal
Adequar expressão e experiência.
Imitação consciente
Adquirir recursos e superar o mimetismo inconsciente.
Leitura lenta
Reconstruir a experiência antes de julgar o texto.
Mapa da ignorância
Saber também aquilo que não se sabe.
Status quaestionis
Reconstruir a história de um problema antes de opinar.
Vocação
Eixo organizador de decisões e deveres.
12 Camadas
Desenvolvimento progressivo da personalidade.
Consciência de imortalidade
Continuidade do eu além de estados e papéis.
Filosofema
O pensamento vivo é mais amplo que os textos.
Memória
Fundamento da continuidade pessoal.
Corpo e espírito
Educação corporal integrada à vida intelectual.
Força em vez de segurança
Princípio aplicado a trabalho, educação e caráter.
Trabalho como bondade
Prover o próprio sustento como dever moral.
Amizade por valores
Comunidade de objetivos superiores.
Estudo e vida
Os exercícios devem tornar-se modo de existência.

Referências citadas

Autores, filósofos, teólogos, pensadores, cientistas e figuras históricas

Olavo de Carvalho; Mário Chainho; Juliana Camargo Rodrigues; Sócrates; Platão; Aristóteles; Santo Agostinho; São Tomás de Aquino; A. D. Sertillanges; Louis Lavelle; Adolphe Tanquerey; Hugo de São Vítor; São Boaventura; São Paulo Apóstolo; Cristo/Jesus Cristo; Jean Guitton; Giambattista Vico; René Descartes; Immanuel Kant; Edmund Husserl; Baruch Spinoza; David Hume; Gottfried Wilhelm Leibniz; George Gurdjieff; Jacob Burckhardt; Karl Marx; Friedrich Hegel; Eric Voegelin; Eugen Rosenstock-Huessy; Xavier Zubiri; Wolfgang Stegmüller; Ludwig Wittgenstein; Martin Heidegger; Jacques Derrida; Richard Rorty; Ferdinand de Saussure; Karl Popper; José Ortega y Gasset; Alexander Zinoviev; Leo Strauss; Julián Marías; Félix Ravaisson; Epicuro; Demócrito; Jacques-Bénigne Bossuet; Friedrich Schelling; Auguste Comte; Leszek Kołakowski; Thomas Kuhn; Paul Feyerabend; Francis Bacon; Isaac Newton; Galileo Galilei; Max Planck; Albert Einstein; Stephen Hawking; René Guénon; Jean Borella; Benedetto Croce; Pierre Francastel; E. Michael Jones; Victor Zuckerkandl; Roman Ingarden; Susanne Langer; Maurice Pradines; Lipot Szondi; Gabriel Deshaies; Narciso Irala; Paul Diel; Viktor Frankl; Igor Caruso; Jean Piaget; Kurt Lewin; Mortimer J. Adler; Jacques Barzun; José Ferrater Mora; José Honório Rodrigues; Dardo Scavino; Gustavo Bueno; Bertrand Russell; Max Scheler; Josiah Royce; Ernesto Laclau; Chantal Mouffe; Etienne Couvert; Maxime Leroy; Sigmund Freud; Carl Gustav Jung; Alfred Adler; Michael Dummett; José Arthur Giannotti; Marilena Chauí; José Guilherme Merquior; Carroll Quigley; Arnold Toynbee; Mary Midgley; Lee Penn; Antonio Gramsci; Georg Lukács; Aleksandr Soljenítsin; Nicolae Steinhardt; Vladimir Bukovski; Winston Churchill; Miyamoto Musashi; Robert Stroud; Padre Pio; Irmão Lourenço; Nicholas Gruner; James Rutz; Seraphim Rose; Aldous Huxley; Robert Tocquet; Robert Kiyosaki; Alain; Napoleão Mendes de Almeida; Karl Bühler; Jules Payot; Ernout; Meillet; Silveira Bueno; Francisco Ferreira dos Santos Azevedo; Margarita Noyes; Leopold von Ranke; Glenn Hughes; Sylvain Gouguenheim; Augustin Cochin; Reinhart Koselleck; Hippolyte Taine; Émile Durkheim; Fernand Braudel; Nicolau de Cusa; Gustavo Corção; Otto Maria Carpeaux; Bruno Tolentino; Mário Ferreira dos Santos; Leonardo Coimbra; Maomé; João Calvino; Martinho Lutero; Thomas More; Giordano Bruno; Nicolau Maquiavel; Vladimir Lenin; Leon Trotsky; Mao Tsé-Tung; Aleksandr Dugin; Adolf Hitler; Salvador Allende; Ludwig von Mises.

Escritores, poetas, dramaturgos e críticos literários

Língua portuguesa: Luís de Camões; Bocage; Antero de Quental; Fernando Pessoa; Mário de Sá-Carneiro; Eça de Queirós; Camilo Castelo Branco; Ferreira de Castro; Aquilino Ribeiro; Vergílio Ferreira; Gonçalves Dias; Cruz e Sousa; Manuel Bandeira; Carlos Drummond de Andrade; Jorge de Lima; Murilo Mendes; Bruno Tolentino; Machado de Assis; Raul Pompéia; José Lins do Rego; Graciliano Ramos; Marques Rebelo; José Geraldo Vieira; Herberto Sales; Lima Barreto; João Guimarães Rosa; Nelson Rodrigues; Gil Vicente; Sá de Miranda; Fernão Mendes Pinto; João de Barros; Diogo do Couto; Damião de Góis; Diogo Bernardes; Francisco Rodrigues Lobo; Samuel Usque; Padre António Vieira; Mariana Alcoforado; Bernardim Ribeiro; Cristóvão Falcão; Fernão Lopes; Gerardo Mello Mourão; Orígenes Lessa; Euclides da Cunha.

Crítica e ensaio: Sainte-Beuve; Matthew Arnold; Adolfo Casais Monteiro; Fidelino de Figueiredo; Álvaro Lins; Augusto Meyer; F. R. Leavis; Kenneth Burke; Northrop Frye; Lionel Trilling; Wilson Martins; Otto Maria Carpeaux; Léon Bloy; William Hazlitt; Henri Massis; Charles Maurras; Mona Charen.

Literatura antiga e medieval: Homero; Hesíodo; Álcman; Íbico; Semónides; Baquílides; Píndaro; Calino; Tirteu; Mimnermo; Sólon; Teógnis; Alceu; Safo; Anacreonte; Arquíloco; Calímaco; Teócrito; Ésquilo; Sófocles; Eurípides; Aristófanes; Menandro; Heródoto; Tucídides; Políbio; Plutarco; Plauto; Terêncio; Cícero; Lucrécio; Catulo; Propércio; Tíbulo; Ovídio; Horácio; Virgílio; Tito Lívio; Tácito; Lucano; Sêneca; Quintiliano; Petrônio; Pérsio; Juvenal; Marcial; Estácio; Plínio, o Velho; Plínio, o Novo; Apuleio; Luciano; Marco Aurélio; Ausônio; Claudiano; Boécio; Tertuliano; Santo Ambrósio; São Jerônimo; Beda Venerabilis; Alcuíno; Paulo Diácono; Hroswitha von Gandersheim; São Bernardo de Claraval; Adam de Saint-Victor; Hildeberto de Lavardin; Pedro Abelardo; Raimundus Lullus; Bernard de Ventadour; Arnaut Daniel; Giraut de Borneil; Bertran de Born; Peire Vidal; Peire d’Auvergne; D. Dinis; Alonso de Baena; Walther von der Vogelweide; Neidhart von Reuental; Ulrich von Liechtenstein; Chrétien de Troyes; Thomas de Inglaterra; Gottfried von Strassburg; Wolfram von Eschenbach; Benoît de Sainte-Maure; Don Juan Manuel; São Francisco de Assis; Thomas de Celano; Jacopone da Todi; Gonzalo de Berceo; Afonso X; Juan Ruiz; Guido Guinizelli; Guido Cavalcanti; Cecco Angiolieri; Catarina de Siena; Dino Compagni; Dante Alighieri; Francesco Petrarca; Giovanni Boccaccio; Geoffrey Chaucer; Jan van Ruusbroec; Ramón Muntaner; Marco Polo; Jean Froissart; Pero López de Ayala; Philippe de Commynes; Thomas Malory; Enea Silvio Piccolomini; Juan de Mena; Ausiàs March.

Renascença ao período moderno: Leonardo Giustiniani; Lourenço de Médici; Matteo Maria Boiardo; Luigi Pulci; Giovanni Pontano; Lorenzo Valla; Angelo Poliziano; Francesco Colonna; Marsílio Ficino; Pico della Mirandola; Jacopo Sannazaro; Leon Battista Alberti; Girolamo Savonarola; Ludovico Ariosto; Pietro Bembo; Leone Ebreo; Gaspara Stampa; António Ferreira; Pietro Aretino; Baldassare Castiglione; Benvenuto Cellini; Michelangelo; Francesco Guicciardini; Juan Boscán; Garcilaso de la Vega; Maurice Scève; Louise Labé; Pierre de Ronsard; Joachim du Bellay; Thomas Wyatt; Philip Sidney; Walter Raleigh; Edmund Spenser; Richard Hakluyt; Montaigne; François Rabelais; Martinho Lutero; Erasmo de Roterdã; Luis de León; Agrippa d’Aubigné; John Donne; John Milton; William Shakespeare; Christopher Marlowe; Ben Jonson; John Webster; John Bunyan; San Juan de la Cruz; Santa Teresa de Ávila; Bossuet; Blaise Pascal; Pierre Corneille; Jean Racine; Miguel de Cervantes; Francisco de Quevedo; Baltasar Gracián; Padre António Vieira; Molière; La Fontaine; John Dryden; Samuel Pepys; Fénelon; Saint-Simon; Marivaux; Edward Gibbon; Montesquieu.

Grandes romancistas recomendados: Ludvig Holberg; Henry Fielding; Laurence Sterne; Jane Austen; Goethe; Walter Scott; Alessandro Manzoni; Nikolai Gogol; Stendhal; Charles Dickens; Honoré de Balzac; Guy de Maupassant; Gustave Flaubert; Barbey d’Aurevilly; Benito Pérez Galdós; Liev Tolstói; August Strindberg; Henry James; Fiódor Dostoiévski; Mark Twain; Oscar Wilde; Anatole France; Thomas Mann; Jakob Wassermann; Pío Baroja; Joseph Conrad; Marcel Proust; Ramón Pérez de Ayala; Hermann Hesse; Franz Kafka; D. H. Lawrence; James Joyce; Aldous Huxley; F. Scott Fitzgerald; Ernest Hemingway; François Mauriac; Georges Bernanos; Thomas Wolfe; John Dos Passos; Hermann Broch; Robert Musil.

Livros, textos e obras citados

Confissões; Compêndio de Teologia Ascética e Mística; A Vida Intelectual; Didascalicon; Da Origem das Artes; Metafísica; Tópicos; La Présence Totale; La Dialectique de l’Éternel Présent; Controle Cerebral e Emocional; A Nova Ciência da Política; La Filosofía Actual; Filosofia Administrada; O Impacto da Ciência na Sociedade; Testamento Filosófico; Meditações Metafísicas; Discurso do Método; Descartes, le Philosophe au Masque; De la Gnose à l’œcuménisme; Positivist Philosophy: From Hume to the Vienna Circle; Hegemonia e Estratégia Socialista; Sound and Symbol; Transcendence and History; A Grande Tríade; Megashift; The Modern Researcher; Teoria da História do Brasil; A Pesquisa Histórica no Brasil; The Great Ideas; How to Speak, How to Listen; Resolving Social Conflicts; Psicopatologia Geral; Cultivez Votre Cerveau; Pai Rico, Pai Pobre; Gramática Latina; Gramática Metódica da Língua Portuguesa; Subsidiário; A Crítica Literária no Brasil; Défense de l’Occident; L’Avenir de l’intelligence; Le Nœud de Vipères; The Living Principle; História da Literatura Ocidental; Logica come Scienza del Concetto Puro; Crime e Castigo; Guerra e Paz; Em Busca do Tempo Perdido; Sonetos; Os Lusíadas; A Selva; O Ateneu; A Hora e a Vez de Augusto Matraga; O Feijão e o Sonho; Os Sertões; Divina Comédia; Dom Quixote; Paradise Lost; Anatomy of Melancholy; Simplicissimus; Città del Sole; Amadis de Gaula; Parzival; Beowulf; Lazarillo de Tormes; O Anfitrião; Hamlet; Aurora.

Conceitos, métodos e exercícios

Método da Confissão; observador omnisciente; testemunho individual; sinceridade; autoconsciência; exame de consciência; discurso interior; discurso exterior; tribunal imaginário; autoimagem; eu histórico; eu substancial; eu ontológico; eu executivo; eu social; eu profundo; rastreamento da história das próprias ideias; própria voz; imitação consciente; mimetismo neurótico; voto de pobreza em matéria de opinião; graus de certeza; mapa da ignorância; repertório de ignorância; status quaestionis; Exercício do Necrológio; Exercício do Testemunho; 12 Camadas da Personalidade; vocação; estudiosidade; concupiscência do olhar; Aceitação Total da Realidade; Superação; Consciência de Imortalidade; contemplação amorosa; conhecimento por presença; eternidade; termo próprio; educação do imaginário; leitura de poesia; leitura de ficção; suspensão da descrença; analogia; cultura literária; três pilares da cultura literária; filosofema; quid/quididade; hermenêutica; matriz de intelecções; consciência dispersa; fluxo onírico; pequenas percepções; círculo de latência; desimaginação; leitura histórica; leitura lenta; densidade do real; biblioteca imaginária; exercício descritivo; rastreamento da origem dos objetos; razão espontânea; razão refletida; categorias de Aristóteles; predicáveis; quatro causas; quatro discursos; exercício de classificação; memória; palácio da memória; Paralaxe Cognitiva; Mentalidade Revolucionária; zetética; imersão; extrusão; filosofia administrada; positivismo; neopositivismo; fenomenalismo; nominalismo; empirismo; racionalismo; giro linguístico; jogos de linguagem; filosofia analítica; alta cultura; disciplina corporal; devaneio lúcido; força versus segurança; trabalho como dever de bondade; independência financeira; amizade como comunidade de valores; idem velle, idem nolle; amor ao próximo; intimidade; fidelidade; perdão; formação moral pelo exemplo.

Lugares, instituições, períodos e correntes

Brasil; Portugal; São Paulo; Grécia; Roma; Itália; França; Espanha; Inglaterra; Alemanha; Áustria; Holanda; Bélgica; Polônia; Hungria; Rússia; União Soviética; China; Estados Unidos; América Latina; África; Oriente; Península Ibérica; Europa; Ocidente; Igreja Católica; Universidade de São Paulo — USP; Curso Online de Filosofia — COF; Seminário de Filosofia; escolas catedrais; universidades medievais; Escola de Frankfurt; Escola Analítica; Círculo de Viena; Bauhaus; ONU; Codex Alimentarius; Renascença; Reforma; Contra-Reforma; Patrística; Idade Média; Iluminismo; Revolução Francesa; Revolução Russa; Revolução Cultural chinesa; Guerra Civil Americana; Guerra Civil Espanhola; guerras napoleônicas; Primeira Guerra Mundial; Segunda Guerra Mundial; Guerra Fria; Modernidade; Pós-Modernidade; Escolástica; Humanismo; Barroco; Classicismo; Romantismo; marxismo; positivismo; neopositivismo; empirismo; racionalismo; cartesianismo; kantismo; fenomenologia; filosofia analítica; desconstrucionismo; nominalismo; tomismo; platonismo; aristotelismo; estoicismo; epicurismo; gnosticismo; cristianismo; islamismo; maçonaria; mentalidade revolucionária; alta cultura; cultura de massas.

Observação: as referências foram consolidadas para evitar repetições excessivas e manter a consulta didática.

Documento HTML auto-contido, pronto para abrir no navegador, imprimir ou adaptar a um post.

Nenhum comentário:

Postar um comentário