11 de agosto de 2026

[Rsm] O mundo tem dono? O que pretendem fazer com ele? (2020)

 


O mundo tem dono? O que pretendem fazer com ele?

Alexandre Costa — Posfácio de Os donos do mundo, de Cristina Martín Jiménez

“O mundo é governado por personagens bem diferentes do que imaginam aqueles que não estão por trás dos bastidores.”
— Benjamin Disraeli

Resumo

No posfácio de Os donos do mundo, de Cristina Martín Jiménez, Alexandre Costa apresenta a tese de que a compreensão da geopolítica contemporânea exige investigar três questões geralmente ignoradas pela mídia e pelas universidades.

1. Um projeto de transformação da sociedade

A primeira questão seria a existência de um projeto gradual de transformação da civilização ocidental. Segundo o autor, diferentes iniciativas políticas, culturais e morais buscariam enfraquecer valores tradicionais para substituí-los por novos princípios definidos por uma elite ligada a famílias poderosas, organismos internacionais e corporações multinacionais.

Esse processo, desenvolvido ao longo de séculos, permaneceria oculto porque as informações capazes de revelá-lo não fariam parte das narrativas difundidas pelas instituições oficiais de comunicação e ensino.

2. Os agentes responsáveis

A segunda questão diz respeito aos agentes envolvidos na elaboração e execução desse projeto. Para identificá-los, Costa propõe investigar relações financeiras, interesses e benefícios por trás dos acontecimentos.

Regras de investigação mencionadas:

  • Follow the money: “siga o dinheiro”.
  • Cui bono?: “quem se beneficia?”.

O autor sustenta que grupos financeiros e empresariais influenciam governos, formadores de opinião e movimentos culturais, mesmo quando seus integrantes não ocupam cargos públicos.

3. A motivação das elites

A terceira questão é a motivação dessas elites. Como elas já possuem grande riqueza e poder, o autor considera insuficiente uma explicação puramente material.

Para ele, o projeto teria também uma dimensão ideológica, transcendente ou espiritual, com características totalitárias, pois pretenderia modificar não apenas os governos, mas também os comportamentos, os valores e todas as camadas da vida social.

O livro Os donos do mundo

Alexandre Costa apresenta o livro como um manual para compreender a chamada Nova Ordem Mundial. A obra reuniria informações sobre as origens, os agentes, os métodos e as possíveis consequências desse processo.

Entre os grupos e instituições abordados estão:

  • Clube de Bilderberg;
  • Council on Foreign Relations — CFR;
  • Comissão Trilateral;
  • Comitê dos Trezentos;
  • Skull and Bones;
  • Bohemian Club.

O livro também associa essas organizações a famílias influentes, líderes políticos e personagens como Henry Kissinger, Joseph Retinger e Alfred Milner.

A obra examina ainda o possível papel do Instituto Tavistock, do programa MK-Ultra e dos grandes conglomerados de comunicação na formação da opinião pública e na promoção de pautas globalistas.

Ideia central

Alexandre Costa apresenta Os donos do mundo como uma investigação das redes de influência que, segundo a tese defendida pela obra, estariam conduzindo uma transformação política, cultural e social em escala mundial. O posfácio elogia Cristina Martín Jiménez por organizar essas conexões e oferecer uma interpretação alternativa às explicações divulgadas pela mídia e pelas instituições oficiais.

Referência: Posfácio do livro Os donos do mundo, de Cristina Martín Jiménez. Vide Editorial, 2020.

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