O mundo tem dono? O que pretendem fazer com ele?
Alexandre Costa — Posfácio de Os donos do mundo, de Cristina Martín Jiménez
“O mundo é governado por personagens bem diferentes do que imaginam aqueles que não estão por trás dos bastidores.”
— Benjamin Disraeli
Resumo
No posfácio de Os donos do mundo, de Cristina Martín Jiménez, Alexandre Costa apresenta a tese de que a compreensão da geopolítica contemporânea exige investigar três questões geralmente ignoradas pela mídia e pelas universidades.
1. Um projeto de transformação da sociedade
A primeira questão seria a existência de um projeto gradual de transformação da civilização ocidental. Segundo o autor, diferentes iniciativas políticas, culturais e morais buscariam enfraquecer valores tradicionais para substituí-los por novos princípios definidos por uma elite ligada a famílias poderosas, organismos internacionais e corporações multinacionais.
Esse processo, desenvolvido ao longo de séculos, permaneceria oculto porque as informações capazes de revelá-lo não fariam parte das narrativas difundidas pelas instituições oficiais de comunicação e ensino.
2. Os agentes responsáveis
A segunda questão diz respeito aos agentes envolvidos na elaboração e execução desse projeto. Para identificá-los, Costa propõe investigar relações financeiras, interesses e benefícios por trás dos acontecimentos.
Regras de investigação mencionadas:
- Follow the money: “siga o dinheiro”.
- Cui bono?: “quem se beneficia?”.
O autor sustenta que grupos financeiros e empresariais influenciam governos, formadores de opinião e movimentos culturais, mesmo quando seus integrantes não ocupam cargos públicos.
3. A motivação das elites
A terceira questão é a motivação dessas elites. Como elas já possuem grande riqueza e poder, o autor considera insuficiente uma explicação puramente material.
Para ele, o projeto teria também uma dimensão ideológica, transcendente ou espiritual, com características totalitárias, pois pretenderia modificar não apenas os governos, mas também os comportamentos, os valores e todas as camadas da vida social.
O livro Os donos do mundo
Alexandre Costa apresenta o livro como um manual para compreender a chamada Nova Ordem Mundial. A obra reuniria informações sobre as origens, os agentes, os métodos e as possíveis consequências desse processo.
Entre os grupos e instituições abordados estão:
- Clube de Bilderberg;
- Council on Foreign Relations — CFR;
- Comissão Trilateral;
- Comitê dos Trezentos;
- Skull and Bones;
- Bohemian Club.
O livro também associa essas organizações a famílias influentes, líderes políticos e personagens como Henry Kissinger, Joseph Retinger e Alfred Milner.
A obra examina ainda o possível papel do Instituto Tavistock, do programa MK-Ultra e dos grandes conglomerados de comunicação na formação da opinião pública e na promoção de pautas globalistas.
Ideia central
Alexandre Costa apresenta Os donos do mundo como uma investigação das redes de influência que, segundo a tese defendida pela obra, estariam conduzindo uma transformação política, cultural e social em escala mundial. O posfácio elogia Cristina Martín Jiménez por organizar essas conexões e oferecer uma interpretação alternativa às explicações divulgadas pela mídia e pelas instituições oficiais.
Referência: Posfácio do livro Os donos do mundo, de Cristina Martín Jiménez. Vide Editorial, 2020.
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