A Hipocrisia das Elites e os Mecanismos da Nova Ordem Mundial
Falsificação histórica, racismo político, engenharia social e geopolítica no True Outspeak
Transcrição organizada baseada no programa True Outspeak de 11 de dezembro de 2006
1. Abertura e Editorial: A Fraude do Racismo e o Caso Bornhausen
A aula se inicia com a leitura de um editorial para o Diário do Comércio, intitulado “Fariseu Hipócrita”. O ponto central é a análise do uso pejorativo da palavra “raça” para designar um grupo que não é racial, mas político, cultural ou espiritual.
Segundo a exposição, esse uso seria o inverso de um insulto racista, pois depreciaria justamente os laços raciais que o racismo costuma exaltar. A crítica se volta contra os detratores de Jorge Bornhausen, acusados de atribuir-lhe uma intenção racista incompatível com o sentido de suas palavras.
O argumento também destaca que alguns críticos teriam explicado a fala de Bornhausen por sua origem geográfica e racial, fomentando preconceito contra imigrantes germânicos. A fórmula citada é: “xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”.
Dalmo Dallari é criticado por afirmar que Bornhausen teria agido “ao estilo dos nazistas”. A resposta apresentada rejeita essa associação e a considera uma falsificação semântica e histórica.
2. A Ocultação de Notícias e a Militância de Esquerda
O tema da ocultação de notícias é retomado para diferenciar, de um lado, a omissão de fatos relevantes, como o genocídio de cristãos e a existência do Foro de São Paulo, e, de outro, a reclamação de que certos manifestos políticos não receberam a cobertura desejada.
A crítica afirma que Dalmo Dallari teria usado indevidamente o tema da ocultação jornalística para defender causas ligadas à militância de esquerda, como manifestos em favor de Emir Sader e de policiais mortos.
Também é mencionado o caso de um dossiê comprado pelo PT contra adversários. A divulgação do conteúdo desse material é apresentada como problemática, por envolver origem ilícita.
A aula sustenta ainda que o Brasil estaria politicamente alinhado com ditaduras e regimes autoritários, citando países como Arábia Saudita, China, Cuba e Paquistão.
3. Falsificações Históricas: Mandela e a Escravidão
A exposição aborda episódios relacionados à questão racial e à escravidão, mencionando um professor da North Carolina University, um vídeo de Nelson Mandela e críticas ao filme com Leonardo DiCaprio sobre diamantes na África do Sul.
O argumento central é que a campanha antirracista contemporânea estaria apoiada numa falsificação histórica, ao atribuir exclusivamente aos europeus brancos uma dívida moral pela escravidão.
A aula menciona que muçulmanos, incluindo negros africanos, teriam invadido a Europa e escravizado milhões de brancos antes da chegada europeia à África. Como referência, é citado o livro White Slaves, African Masters, de Paul Baepler.
4. Terrorismo na Tríplice Fronteira e o Papel de Lula
Outro eixo da aula é a presença de organizações terroristas na Tríplice Fronteira. O governo brasileiro é criticado por contestar informações dos Estados Unidos sobre a atuação de terroristas na região.
O Departamento do Tesouro americano é mencionado como tendo fechado canais financeiros destinados ao Hezbollah. A interpretação apresentada é que o governo Lula buscaria disfarçar a realidade por cumplicidade política com organizações associadas ao Foro de São Paulo.
5. A Eliminação da Propriedade Privada no Brasil
A aula comenta o anúncio de Hugo Chávez sobre um novo conceito de propriedade, apresentado como uma retomada do conceito soviético.
No Brasil, segundo a exposição, a eliminação da propriedade privada ocorreria de forma gradual, principalmente por meio da taxação. É citado Fernando Lobo d’Eça, que teria calculado que, em duas gerações, a propriedade territorial privada poderia ser eliminada por impostos sucessórios.
A estratégia é associada a Karl Marx, especialmente à ideia de tornar a propriedade inviável por meio da taxação progressiva.
6. Engenharia Social e a “Religião Satânica” da Nova Ordem Mundial
A aula apresenta a ideia de um projeto de nova civilização mundial promovido por organismos internacionais e elites políticas, mencionando a ONU e os Rockefellers.
Esse projeto é descrito como uma tentativa de neutralizar soberanias nacionais e realizar uma reforma moral radical. São citados temas como eutanásia, criminalização da discriminação, engenharia social e a criação de uma espécie de contra-religião globalista.
No caso brasileiro, são mencionados o Fórum Espiritual Mundial, em Brasília, e projetos de lei voltados à criminalização de determinadas formas de discurso sobre temas sexuais e morais.
7. Crescimento do Conservadorismo nos Estados Unidos
Apesar de resultados eleitorais adversos, a aula afirma que o conservadorismo crescia entre jovens americanos. Também é mencionada a estratégia do Partido Democrata de lançar candidatos conservadores, chamados de “Neodemocratas”.
Entre os exemplos citados está o senador Jim Webb, antigo secretário de Reagan. A crítica afirma que esses candidatos, mesmo com aparência conservadora, acabariam subordinados à liderança radical de figuras como Nancy Pelosi.
Principais Tópicos Abordados
- A semântica do racismo: o uso político da acusação de racismo e a inversão acusatória.
- Ocultação de notícias: distinção entre omissão de fatos históricos relevantes e propaganda política ignorada.
- Revisionismo histórico da escravidão: menção à escravização de europeus por muçulmanos e africanos.
- Geopolítica e terrorismo: crítica à relação entre governo brasileiro, Foro de São Paulo e Hezbollah.
- Estratégia marxista de propriedade: destruição gradual da propriedade privada por meio da taxação.
- Nova Ordem Mundial: eutanásia, engenharia social e reforma moral globalista.
- Companheiro de viagem: estratégia stalinista de influência sobre elites não formalmente comunistas.
Nomes, Livros, Autores e Referências Citadas
Autores e Personalidades
Jorge Bornhausen, Dalmo Dallari, Dom Paulo Evaristo Arns, Emir Sader, Nelson Mandela, Leonardo DiCaprio, Isaac Chotiner, Hugo Chávez, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Lobo d’Eça, Karl Marx, Max Scheler, Ortega y Gasset, Rush Limbaugh, Nancy Pelosi, Jim Webb, Bob Casey, Leonardo Boff, Stalin, Dom Bertrand de Orléans e Bragança, Gilmar Mendes.
Livros
- White Slaves, African Masters — Paul Baepler.
- Double Lives — Stephen Koch.
- O Imbecil Coletivo — Olavo de Carvalho.
- Livro Negro da Revolução Cubana — citado como obra em preparação à época.
Publicações, Sites, Conceitos e Entidades
Diário do Comércio, Jornal do Brasil, The New Republic, Limbaugh Letter, Foro de São Paulo, ONU, Hezbollah, American Family Association e Concílio Vaticano II.
Trechos Incertos ou Inaudíveis
- [inaudível]: marcação de possíveis falhas de conexão ou ruídos.
- “Pinoi”: possível erro de transcrição ou expressão oral de difícil identificação.
- “Resbolar”: provável erro de transcrição relacionado à pronúncia de “Hezbollah”.
- “Raga”: termo da música indiana usado para explicar método pedagógico.
- “Alex Minong”: provável referência a Alexius Meinong e sua Teoria dos Objetos.
Perguntas de Alunos e Ouvintes
- Marcelo, do Rio de Janeiro: sugere uma área no site para recomendação de livros e pede comentários sobre Augusto Pinochet no Chile.
- Giovani T. Cruz: pergunta sobre a situação do Partido Comunista nos EUA.
- Gustavo Loureiro: pergunta sobre o assalto a Gilmar Mendes.
- Leandro Nascimento Mantal: questiona onde encontrar O Imbecil Coletivo.
- Cassiano: pergunta sobre influências de Max Scheler e Ortega y Gasset.
- Walter: questiona se o governo mundial seria legado da tradição teocêntrica.
- Ademar Maranhão: solicita um programa de estudos.
- Arthur Hens: comenta sobre o Concílio Vaticano II e o comunismo.
- Rodrigo Silva: pergunta sobre a relação entre EUA, Irã e Israel.
- Bernardo Vieira Emerique: pergunta sobre a Teoria dos Objetos de Alexius Meinong.
- Ira Gorica: envia correções históricas sobre O Imbecil Coletivo.
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