1. Título provável da aula
A Técnica Filosófica, as Ondas Revolucionárias e o Império do Governo Global
2. Transcrição organizada
Introdução e Comentários Políticos
Boa noite, meus amigos. Estamos aqui de volta com o True Outspeak. Vamos começar o programa de hoje com uma historinha fantástica que me enviaram. No evento de premiação do automobilismo, o "Capacete de Ouro", em São Paulo, o ex-piloto Nelson Piquet foi homenageado com a família. Ele subiu ao palco com os filhos, incluindo o menor, Pedrinho, de 5 anos. Alguém perguntou ao garoto se o pai costumava falar palavrões em casa. O menino respondeu: "Não, meu pai jamais fala palavrões. Ele só fala quando está assistindo televisão e aparece o presidente Lula".
Os Limites da Lógica e o Argumento Ontológico
Pergunta de aluno: Frequentemente, quando se mostra a um ateu o argumento ontológico de Santo Anselmo sobre a existência de Deus, o sujeito tenta desacreditar a própria lógica. Quais são os limites da lógica? O argumento de Santo Anselmo extrapola esses limites?
Resposta: Primeiramente, sugiro a leitura do meu texto "Identidade e Unicidade" no site olavodecarvalho.org, que trata da refutação de Kant a esse argumento. Quanto aos limites da lógica, internamente não existem; ela é onipotente no território que abrange, sendo uma tradução no microcosmo humano da unidade real. No entanto, a lógica só é utilizável onde as premissas já estão comprovadas. O difícil não é o raciocínio, mas a captação das premissas, que vem da realidade e da experiência, sendo uma atividade de ordem intuitiva.
No Brasil, confunde-se filosofia com simples dedução lógica, que é idealizada. A lógica é apenas um pequeno complemento à percepção que temos da realidade. Ela pressupõe que os interlocutores percebam a realidade; se alguém não percebe, a lógica não o fará perceber. A função do pensamento nunca é apreender a realidade em uma malha discursiva ou substituí-la. Como dizia Aristóteles, jamais deveríamos tentar usar a lógica com quem não conhece os princípios da argumentação ou não tem uma experiência da realidade comparável à nossa.
Leitura: Notas para uma Introdução à Filosofia
Vou ler um texto escrito para o meu curso da Realizações em São Paulo, intitulado "Notas para uma introdução à filosofia":
"Não existe filosofia elementar. Nada poderá ajudá-lo a não ser o domínio da técnica filosófica, que é saber rastrear um tema até suas raízes na estrutura da realidade. Trata-se de pensar até que o pensamento encontre seus limites e a própria realidade comece a falar. Pensar não é construir deduções lógicas; isso pertence às matemáticas. Pensar é mergulhar na experiência interior para rememorar como algo chegou ao seu conhecimento.
É um trabalho que exige concentração mental e sinceridade superior à do homem vulgar, assemelhando-se ao esforço para vencer resistências neuróticas em um tratamento psicanalítico. A percepção interior do objeto transcende a expressão imediata em palavras. Trata-se de tomar consciência e não de raciocinar. Quando você coloca um objeto real no quadro das condições que o possibilitaram, ele entra automaticamente em um ponto de uma dedução lógica.
Sem a experiência interior correspondente, a dedução é apenas um esquema formal que alimenta discussões sem proveito. O único aprendizado da filosofia é ler os filósofos reconstruindo a atividade interior que os gerou, como ler uma partitura musical. Aristóteles aprendeu 20 anos com Platão antes de ensinar. Aprender a filosofar é aprender a ouvir e tocar a melodia secreta por trás dos signos verbais".
No Brasil, os professores ensinam argumentação em vez de investigação filosófica. Ensinam argumentos prontos e chamam de fascista quem não os repete; é um tráfico de entorpecentes. A capacidade de argumentar é um complemento literário que vem depois da percepção. No Brasil, quanto mais o pessoal fala, mais burro fica.
Ocultismo, Iluminismo e o Movimento Revolucionário
Pergunta de aluno: A onda de ocultismo do Renascimento e do século XVII é antecedente do romantismo e do modernismo? Qual a relação entre isso e o Iluminismo científico, o marxismo e o anarquismo?
Resposta: Sem dúvida, há uma linha de continuidade comprovada documentalmente. A imagem popular do Iluminismo como império da razão é apenas propaganda; foi uma das épocas mais imersas em sociedades secretas, rituais e bruxaria. Recomendo as obras de Jocelyn Godwin, como The Pagan Dream of the Renaissance e Theosophical Enlightenment. A Renascença foi a era da astrologia (com Morin de Villefranche, Jerônimo Cardano) e da alquimia.
Líderes como Voltaire, Diderot e D'Alembert estavam metidos em sociedades esotéricas. Uma seita influente foi a de Sebastian Frank, que visava destruir o judaísmo e o cristianismo criando um "judaísmo fake". O que a Igreja Católica sofreu nos anos 60 com a infiltração comunista (estudada por Ricardo de la Cierva), o judaísmo passou 150 anos antes. Recomendo também o livro The Age of Minerva, de Paul Ilie, sobre a irracionalidade no Iluminismo.
O movimento revolucionário tem unidade histórica em três ondas principais: 1. Iluminismo; 2. Romantismo; 3. Marxismo/Anarquismo. Uma quarta seria o cientificismo do fim do século XIX. Quando uma onda enfraquece, o movimento restaura uma anterior, como ocorreu nos anos 60 com a New Left restaurando o modernismo e o ocultismo. O fundo sociológico de todas é o proletariado intelectual, que busca criar um mundo novo para substituir o clero.
Mitos Contemporâneos e Operações de Propaganda
Pergunta de aluno: O que o senhor acha do documentário do diretor de Titanic que diz ter encontrado os túmulos de Jesus Cristo e sua família?
Resposta: É uma picaretagem que circula desde os anos 60. O próprio arqueólogo que localizou o túmulo diz que o filme é mentiroso. Testes de DNA sem um descendente comprovado para comparação não valem nada. Isso faz parte de um projeto de uma civilização anticristã implantada por operações de propaganda multimilionárias. É o "Código Da Vinci" em nova versão.
Da mesma forma, o documentário de Al Gore, Uma Verdade Inconveniente, sobre o aquecimento global, é baseado em dados falsificados e aplaudido pelo establishment globalista. O objetivo é enfraquecer a indústria americana e submetê-la a organismos internacionais. O Clube de Roma, nos anos 60, já fazia previsões catastróficas erradas para frear o desenvolvimento.
Globalismo e a Perda da Soberania
O esquema globalista visa transformar os EUA em um império transitório para ser absorvido por um governo global. O projeto da Comunidade Norte-Americana visa fundir EUA, México e Canadá.
Pergunta de aluno: Se George W. Bush quer o governo mundial, por que construir um muro na fronteira?
Resposta: O muro não está sendo construído; o que foi aprovado é uma enganação. Bush é contra. Entidades privadas como os Minutemen estão tentando construir com recursos próprios. O governo quer incentivar a imigração ilegal para dissolver a nação. O Bank of America chega a oferecer cartões de crédito para ilegais.
Enquanto isso, militares brasileiros que se dizem nacionalistas atacam os EUA, ajudando o esquema globalista por pura incapacidade de raciocínio e complexo de inferioridade intelectual. Figuras como o Brigadeiro Ferola, o General Andrade Nery e o Coronel Ronaldo Schling (Ronaldo "Chilique") não entendem a estratégia global e agem por raiva de americano. Recomendo o artigo de Cliff Kincaid, "Surrendering Our Sovereignty".
Notícias e Recomendações Econômicas
Informação de Ricardo Salles: O filho de Lula, Fábio da Silva (Lulinha), conseguiu a concessão de uma estação de TV na Venezuela através de Hugo Chávez.
Pergunta de aluno: Minha prima entrou em economia na PUC e os livros recomendados são o Manifesto Comunista e obras de Engels e Lênin. O que ler?
Resposta: Não importa o curso, a bibliografia é sempre essa "m****". Recomendo fortemente a leitura de Ludwig von Mises:
- Ação Humana (tradução de Donald Stewart Jr.);
- Socialismo: Uma Análise Econômica e Sociológica;
- Teoria e História.
Mises demonstra que a economia socialista é impossível. Também recomendo Adam Smith. De Friedrich Hayek, recomendo O Caminho da Servidão, embora não aprecie tanto suas obras teóricas.
Hegemonia na América Latina e Cultura Alemã
Um professor de história me escreveu relatando a opressão onipresente nas universidades e o uso de verba pública para fraudes e tortura psicológica. Meu conselho: saia do Brasil. O país está condenado. O que se forma na América Latina é um esquema de poder monstruoso. Hugo Chávez já planeja os Estados Unidos da América do Sul, acabando com as soberanias nacionais enquanto os "milicos" brasileiros o apoiam por burrice.
Pergunta de aluno: Qual a importância da cultura alemã hoje? E o que o senhor acha de Ken Wilber?
Resposta: A cultura alemã e austríaca migrou para os EUA (Mises, Viktor Frankl, Eric Voegelin, Thomas Mann). Os EUA absorveram esses talentos que teriam morrido em campos de concentração. Sobre Ken Wilber, não conheço a obra total, mas sua contribuição na psicologia é magistral. Ele consegue articular as várias escolas (místicos, filosofia, analítica, experimental) percebendo o fundo de verdade por trás delas.
3. Principais tópicos abordados
- A natureza da técnica filosófica e a primazia da intuição sobre a lógica.
- A linha de continuidade entre ocultismo renascentista, iluminismo e movimentos revolucionários.
- O globalismo como projeto civilizacional e a dissolução das soberanias nacionais.
- Crítica à hegemonia cultural de esquerda nas universidades brasileiras.
- Recomendação da Escola Austríaca de Economia (Mises).
- A formação do bloco de poder de Hugo Chávez na América Latina.
4. Nomes, livros, artigos, colunas, autores e referências citadas
- Autores: Aristóteles, Platão, Santo Anselmo, Immanuel Kant, Voltaire, Diderot, D'Alembert, Morin de Villefranche, Jerônimo Cardano, Sebastian Frank, Jocelyn Godwin, Paul Ilie, Ricardo de la Cierva, Al Gore, George W. Bush, Cliff Kincaid, Ludwig von Mises, Adam Smith, Friedrich Hayek, Donald Stewart Jr., Ken Wilber, Viktor Frankl, Eric Voegelin, Thomas Mann, Nelson Piquet, Lula, Hugo Chávez, Fábio da Silva (Lulinha), Renato Janine Ribeiro, Hélio Schwartsman, Andréa Lombardi, Brigadeiro Ferola, General Andrade Nery, Coronel Ronaldo Schling.
- Livros/Textos:
- Identidade e Unicidade (Olavo de Carvalho).
- Notas para uma Introdução à Filosofia (Olavo de Carvalho).
- The Pagan Dream of the Renaissance (Jocelyn Godwin).
- Theosophical Enlightenment (Jocelyn Godwin).
- The Age of Minerva (Paul Ilie).
- Uma Verdade Inconveniente (Al Gore).
- Ação Humana (Ludwig von Mises).
- Socialismo: Uma Análise Econômica e Sociológica (Ludwig von Mises).
- Teoria e História (Ludwig von Mises).
- O Caminho da Servidão (Friedrich Hayek).
- Manifesto Comunista (Marx/Engels).
- Artigos/Colunas:
- Surrendering Our Sovereignty (Cliff Kincaid).
5. Trechos incertos ou inaudíveis
- Referência ao curso da "Ralizações" (provavelmente Realizações Editora).
- "arquivo mid" (referindo-se a arquivo MIDI).
- "tal do Anton" (provavelmente Franz Anton Mesmer).
- "Paulie I L I E" (soletrado como Paul Ilie).
- "Ronaldo Schling" (referido jocosamente como Ronaldo Chilique).
- "Tegev Evara" (provavelmente Che Guevara).
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