21 de julho de 2026

[Rsm] Cuba: a capital do comunismo do século XXI (2026)

 



Resumo estruturado de Cuba: The Capital of 21st Century Communism

Nota de leitura: o resumo abaixo reproduz, de forma condensada e na ordem original, as teses, alegações, exemplos e avaliações apresentadas pelo relatório. As formulações acusatórias são atribuídas ao próprio documento.

1. O Estado Revolucionário

Campanha prolongada contra os Estados Unidos. O relatório inicia afirmando que o governo cubano conduz há quase sete décadas uma campanha contínua de subversão contra os Estados Unidos. Essa campanha teria combinado infiltração em setores superiores do governo norte-americano, recrutamento de ativistas, apoio a movimentos revolucionários, assistência a organizações violentas e uma das mais duradouras penetrações estrangeiras nos serviços de inteligência dos Estados Unidos.

Modelo irregular de conflito. Segundo o texto, Cuba nunca teve capacidade para derrotar militarmente os Estados Unidos em uma guerra convencional. Por isso, teria aperfeiçoado um modelo de guerra de desgaste irregular e clandestina, baseado em espionagem, infiltração, sabotagem, redes de intermediários, propaganda, guerrilhas e organizações destinadas a fomentar divisões internas na sociedade norte-americana.

Rede hemisférica e internacional. O documento sustenta que Cuba, apesar de sua pequena dimensão territorial e de seus problemas econômicos, transformou-se no centro de uma extensa rede revolucionária. O regime teria treinado e armado dezenas de milhares de guerrilheiros, apoiado insurgências em diversos continentes, oferecido abrigo a fugitivos norte-americanos e permitido que potências hostis utilizassem a ilha como base operacional.

Infiltração institucional. Agentes cubanos teriam alcançado posições no Departamento de Estado, no Conselho de Segurança Nacional e no Pentágono, permanecendo clandestinos durante décadas. Para o relatório, a principal força de Cuba não seria material, mas sua capacidade de penetrar instituições, recrutar simpatizantes ideológicos e estabelecer redes duradouras.

Frente ideológica. O documento considera a influência ideológica a dimensão mais bem-sucedida da estratégia cubana. Desde a década de 1960, Havana teria ajudado a desenvolver uma vertente de marxismo revolucionário centrada não apenas no conflito econômico entre classes, mas em ressentimentos raciais, sociais, culturais e civilizacionais contra os Estados Unidos e o Ocidente.

Diferença em relação ao comunismo soviético. O comunismo soviético é apresentado como mais orientado por interesses de grande potência, preservação territorial e equilíbrio estratégico. O projeto cubano, embora aliado de Moscou e dependente de recursos soviéticos, teria atribuído maior centralidade à libertação do Sul Global, à luta contra o colonialismo ocidental e à destruição do chamado imperialismo ianque.

Sobrevivência do projeto cubano. O relatório argumenta que o colapso da União Soviética e as mudanças econômicas da China enfraqueceram o leninismo, o stalinismo e o maoismo em suas formas tradicionais, mas não destruíram a vertente desenvolvida por Cuba. Ao contrário, Havana teria se consolidado como a capital ideológica da esquerda radical moderna.

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2. Nascimento de uma Nova Esquerda

2.1. Crise do comunismo soviético

Desilusão da esquerda ocidental. No fim da década de 1950, setores da esquerda ocidental estariam cada vez mais desiludidos com a União Soviética, vista como uma burocracia industrial envelhecida, incapaz de promover uma revolução mundial. A política de coexistência pacífica de Nikita Khrushchev foi percebida por jovens militantes como uma capitulação diante dos Estados Unidos.

Denúncia do stalinismo. O discurso de Khrushchev no XX Congresso do Partido Comunista Soviético, em 1956, denunciando expurgos, julgamentos encenados, execuções e repressões praticadas durante o governo de Stalin, provocou uma crise política e psicológica entre comunistas que haviam rejeitado anteriormente as denúncias contra o regime soviético.

Revolução Húngara. A repressão soviética à Revolução Húngara de 1956 aprofundou a desilusão. Para parte da esquerda, os tanques soviéticos destruíram a imagem da URSS como força universal de libertação.

Declínio do Partido Comunista dos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, investigações, listas negras, processos da era McCarthy e leis anticomunistas enfraqueceram o Communist Party USA. O relatório cita uma queda de mais de 75 mil filiados em 1947 para menos de 5 mil em 1959.

2.2. Cuba como novo modelo revolucionário

Vitória de Fidel Castro. Em 1959, Fidel Castro entrou em Havana como líder vitorioso. Para setores da esquerda ocidental, Cuba representava uma revolução jovem, ativa e voluntarista, contrastando com a imagem burocrática e estagnada da União Soviética.

Vontade e ação. Enquanto o marxismo clássico condicionava a revolução ao desenvolvimento de determinadas etapas econômicas e históricas, o movimento cubano enfatizava luta, vontade e ação. A frase da Segunda Declaração de Havana — segundo a qual o dever de todo revolucionário seria fazer a revolução — tornou-se uma palavra de ordem internacional.

Conversão ao marxismo-leninismo. O relatório recorda que Castro inicialmente negou ser comunista. A própria CIA teria feito avaliação semelhante em 1959. Apenas no final de 1961, depois da consolidação da aliança com Moscou, Castro declarou-se marxista-leninista.

2.3. Terceiro-mundismo

Nova identidade política. O marxismo cubano teria incorporado o terceiro-mundismo, transformando a expressão “Terceiro Mundo” — originalmente uma designação geopolítica para países não alinhados diretamente aos blocos norte-americano ou soviético — em identidade revolucionária.

Conferência Tricontinental. A Conferência Tricontinental de 1966, realizada em Havana, reuniu mais de 500 delegados de movimentos de 82 países da África, Ásia, América Latina e Oriente Médio. O encontro buscou constituir uma frente comum contra o colonialismo, o imperialismo e a influência norte-americana.

Mudança do agente revolucionário. Nesse novo modelo, o proletariado industrial deixou de ser o único agente da revolução. O papel principal foi atribuído às nações colonizadas, aos povos do Sul Global e a grupos considerados oprimidos dentro dos próprios países ocidentais.

Conflito civilizacional. O relatório afirma que a luta deixou de ser apresentada apenas como guerra entre trabalho e capital e passou a ser concebida como um conflito entre o Ocidente e o Terceiro Mundo, abrangendo transformações econômicas, sociais, culturais e espirituais.

“Descolonização” do marxismo. O periódico Jacobin é citado como descrevendo Cuba como local privilegiado para repensar anticolonialismo, anti-imperialismo e descolonização. O relatório interpreta essa transformação como uma passagem da luta de classes para uma política de identidades coloniais, raciais e nacionais.

2.4. O Terceiro Mundo dentro dos Estados Unidos

Minorias como colônias internas. A ideologia cubana teria apresentado negros norte-americanos, militantes porto-riquenhos e estudantes antiguerra como equivalentes internos dos povos colonizados da África, Ásia e América Latina.

Unidade dos conflitos. O negro de Detroit, o camponês vietnamita, o guerrilheiro congolês, o militante argelino e o revolucionário cubano foram colocados dentro de uma única narrativa de libertação. Segundo essa narrativa, todos enfrentariam o mesmo inimigo: o imperialismo norte-americano.

“Dois, três, muitos Vietnãs”. A mensagem de Che Guevara à Tricontinental, em 1967, defendia a multiplicação de frentes de luta contra os Estados Unidos. O relatório ressalta que o apelo também se dirigia a militantes radicais dentro do território norte-americano.

2.5. Formação da Nova Esquerda

Violência política nos Estados Unidos. O texto associa a influência cubana ao crescimento da violência da extrema esquerda. O FBI teria registrado aproximadamente 2.500 atentados a bomba em um período de dezoito meses entre 1971 e 1972.

Apoio a grupos norte-americanos. Cuba teria facilitado contatos, treinamento e apoio operacional ao Weather Underground, a movimentos comunistas porto-riquenhos e a integrantes dos Black Panthers. Militantes teriam viajado à ilha para aprender guerrilha urbana e técnicas de terrorismo.

Havana como centro da Nova Esquerda. Embora Moscou também apoiasse movimentos anticoloniais, o relatório sustenta que os soviéticos tratavam o terceiro-mundismo como instrumento estratégico, enquanto os cubanos o incorporavam de forma mais profunda à própria identidade revolucionária.

Ruptura com a Velha Esquerda. A Nova Esquerda teria substituído a ênfase em partido, sindicato e classe econômica por Black Power, feminismo radical, libertação terceiro-mundista e rejeição da cultura, história e identidade ocidentais. Allen Young é citado afirmando que Fidel Castro, Che Guevara e Régis Debray foram influências decisivas nessa transição.

Influência duradoura. Mesmo após o desaparecimento de muitas organizações das décadas de 1960 e 1970, o relatório afirma que suas ideias penetraram universidades, organizações não governamentais, movimentos políticos e instituições culturais norte-americanas.

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3. Exportando a Revolução

3.1. Primeiras organizações nos Estados Unidos

Fair Play for Cuba Committee. Fundado em Nova York, em abril de 1960, o Fair Play for Cuba Committee — FPCC teria recebido financiamento do governo cubano. Publicava anúncios, organizava manifestações, greves e viagens a Havana e estabelecia núcleos locais para divulgar a imagem da “Nova Cuba”.

Tricontinental como instrumento cultural. A revista Tricontinental, surgida após a conferência de 1966, publicou ensaios, poesias, cartazes e imagens revolucionárias distribuídas em quase noventa países. Retratos de Che Guevara, Ho Chi Minh e Patrice Lumumba, além de cartazes contra os Estados Unidos, tornaram-se parte da iconografia internacional do anti-imperialismo.

Brigada Venceremos. Criada em 1969, a Venceremos Brigade levou milhares de norte-americanos a Cuba para trabalho voluntário, educação política e contato com funcionários do regime. Segundo autoridades citadas, a iniciativa também teria servido à inteligência cubana para identificar, avaliar e recrutar ativistas.

3.2. Robert F. Williams e a propaganda racial

Exílio em Cuba. Robert F. Williams, antigo dirigente da NAACP na Carolina do Norte, refugiou-se em Cuba e tornou-se uma figura destacada da propaganda de Havana dirigida aos negros norte-americanos.

Radio Free Dixie. Castro teria garantido a Williams acesso a um transmissor de 50 mil watts. Por meio do programa Radio Free Dixie, Williams defendia resistência armada e revolução racial nos Estados Unidos.

Influência sobre o Black Power. Seus programas e textos são apresentados como antecedentes intelectuais do Black Power e do Black Panther Party. Cuba teria procurado transformar conflitos raciais norte-americanos em consciência revolucionária vinculada ao terceiro-mundismo.

Exploração da tensão racial. Ex-integrantes da inteligência cubana teriam declarado que uma de suas orientações era aprofundar o “problema racial” dos Estados Unidos. O relatório menciona alegações de que agentes cubanos poderiam estimular distúrbios raciais e que afiliados da inteligência ensinaram jovens de Miami a atacar escolas com bombas incendiárias.

3.3. Estratégia dos “muitos Vietnãs”

Interesse ideológico e estratégico. O apoio a insurgências teria simultaneamente promovido a visão revolucionária cubana e ampliado a influência de Havana, proporcionando aliados, governos parceiros, bases, recursos e intermediários.

Organização Latino-Americana de Solidariedade. Após a Conferência Tricontinental, 27 delegações latino-americanas formaram a OLAS, sediada em Havana. Castro declarou em seu primeiro congresso que a guerrilha seria a solução para a América Latina.

Expedições iniciais. Ainda em 1959, Cuba teria apoiado ações contra Haiti, República Dominicana, Nicarágua e Panamá. Na década seguinte, teria auxiliado grupos na Venezuela, Colômbia, Peru, Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile e Caribe.

Tupamaros e Montoneros. No Uruguai, Cuba teria treinado e armado os Tupamaros. Na Argentina, teria apoiado os Montoneros, envolvidos em sequestros, roubos e assassinatos, além de contatos com organizações palestinas.

Guerrilhas colombianas. Fundadores do Exército de Libertação Nacional — ELN teriam sido treinados em Cuba. Militantes do M-19, também ligados à ilha, ocuparam a embaixada da República Dominicana em Bogotá e mantiveram diplomatas como reféns durante 61 dias, obtendo posteriormente passagem para Havana. O relatório recorda que Gustavo Petro integrou o M-19.

3.4. Revolução Sandinista

Vitória estratégica cubana. A derrubada do governo Somoza pela Frente Sandinista de Libertação Nacional — FSLN, em 1979, é descrita como uma das maiores vitórias de Havana no hemisfério.

Apoio material e organizacional. Cuba teria fornecido grande quantidade de armas, treinamento, abrigo, propaganda e coordenação. Um representante sandinista em Havana mantinha contato com outras organizações radicais e dirigia transmissões da Radio Havana.

Rede transnacional. A FSLN teria recebido benefícios de uma cadeia logística composta por governos simpatizantes, guerrilhas, organizações clandestinas e aliados latino-americanos. Por intermédio de Cuba, sandinistas teriam recebido treinamento em campos da Organização para a Libertação da Palestina — OLP no Oriente Médio.

Base para novas insurgências. Depois da vitória, a Nicarágua teria servido como santuário, base de treinamento, canal de armas e modelo para movimentos de El Salvador, Guatemala e Honduras.

3.5. Porto Rico

Filiberto Ojeda Ríos. O militante porto-riquenho teria sido recrutado pela inteligência cubana, treinado em explosivos e guerrilha urbana e participado da criação das FALN e dos Macheteros.

FALN. A organização teria realizado até 130 atentados entre 1974 e 1983.

Macheteros. O grupo realizou atentados, roubos, assassinatos e emboscadas. Em 1979, militantes atacaram um ônibus da Marinha dos Estados Unidos, matando dois marinheiros; anos depois, outro ataque matou um integrante do USS Pensacola.

Armas provenientes de Cuba. Foguetes antitanque usados contra instalações do FBI e um tribunal em San Juan teriam sido capturados no Vietnã e posteriormente enviados a Cuba.

Víctor Manuel Gerena. Gerena comandou o roubo de mais de sete milhões de dólares de um depósito da Wells Fargo. Parte do dinheiro teria sido levada para Cuba, onde ele recebeu proteção e documentos falsos.

William Morales. O fabricante de bombas ligado às FALN também encontrou refúgio na ilha. O FBI estimou que cerca de 135 militantes porto-riquenhos haviam recebido treinamento de guerrilha, sabotagem e explosivos em Cuba até 1973.

3.6. Venezuela

Tentativas armadas anteriores. Na década de 1960, Cuba apoiou guerrilhas, enviou armas e participou da tentativa de desembarque de Machurucuto, em 1967. Em 1963, autoridades venezuelanas encontraram toneladas de armas cuja origem teria sido identificada como cubana.

Ascensão de Hugo Chávez. O relatório considera a eleição de Chávez, em 1999, o momento em que Cuba encontrou uma estratégia mais eficaz do que a guerrilha: conquistar influência por meio de um aliado eleito que reformaria as instituições e aproximaria o Estado venezuelano de Havana.

Troca de petróleo por serviços. Cuba enviou médicos, professores, técnicos, treinadores, operadores políticos e especialistas em inteligência em troca de petróleo venezuelano.

Penetração estatal. Conselheiros cubanos teriam ajudado a reorganizar forças militares, serviços de inteligência e mecanismos de vigilância. O texto afirma que agentes cubanos obtiveram influência sobre áreas de segurança e setores econômicos.

Governo Maduro. O relatório afirma que a presença cubana continuou após a morte de Chávez e menciona a morte de militares e agentes cubanos que compunham a segurança pessoal de Nicolás Maduro durante uma operação norte-americana descrita no documento.

Novo modelo de expansão. A Venezuela é apresentada como exemplo de infiltração institucional: cultivo de aliados ideológicos, inserção de pessoal em órgãos estatais, utilização de programas sociais e transformação de instituições democráticas em bases de apoio ao regime.

3.7. Projeção mundial

Grupos armados latino-americanos. Estimativas citadas no relatório indicavam que, no final dos anos 1980, Cuba havia treinado e articulado 27 organizações guerrilheiras, reunindo aproximadamente 25 mil combatentes.

Treinamento na ilha. Pelo menos 20 mil guerrilheiros latino-americanos teriam frequentado campos cubanos durante as primeiras três décadas do governo Castro. Outras 20 mil pessoas teriam recebido educação revolucionária na Isla de la Juventud entre meados dos anos 1970 e 1980.

África e Oriente Médio. Instrutores, agentes, conselheiros e tropas cubanas atuaram em diversos países africanos e do Oriente Médio. Nos anos 1980, estimativas da CIA indicavam cerca de 49 mil cubanos na África Subsaariana, dos quais 80% seriam militares ou conselheiros.

“Internacionalismo” africano. A imprensa estatal cubana teria contabilizado 385.908 combatentes cubanos participantes de missões chamadas de internacionalistas na África.

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4. Um Império de Espionagem

4.1. A deserção de Florentino Aspillaga

Deserção em 1987. O major Florentino Aspillaga Lombard, funcionário de alto escalão da inteligência cubana, atravessou a fronteira da Tchecoslováquia e apresentou-se à embaixada norte-americana em Viena.

Rede de agentes duplos. Após ser interrogado, Aspillaga revelou que praticamente todos os agentes que a CIA acreditava ter recrutado em Cuba desde a invasão da Baía dos Porcos eram, na realidade, agentes duplos de Havana. Durante mais de vinte anos, a CIA teria recebido desinformação controlada pelo governo cubano.

4.2. DI e DGI

Estrutura da inteligência. A principal agência de inteligência externa de Cuba é a Dirección de Inteligencia — DI, chamada até 1989 de Dirección General de Inteligencia — DGI.

Origem soviética. Criada em 1961 com apoio soviético, a agência teria funcionado como extensão latino-americana da KGB. Desertores afirmaram que, a partir dos anos 1970, a DGI operava sob supervisão direta de um coronel soviético.

Vantagem cubana. Agentes cubanos possuíam familiaridade cultural, linguística e política com os Estados Unidos, permitindo-lhes circular em comunidades de exilados, universidades e círculos de ativistas de modo menos ostensivo que os soviéticos.

Novos parceiros. Depois da dissolução da URSS, as redes e métodos de trabalho da DI permaneceram. O relatório afirma que informações obtidas nos Estados Unidos passaram a ser compartilhadas com Rússia, China, Irã e Coreia do Norte.

4.3. Características da espionagem cubana

Integração estatal. A DI é apresentada como parte de uma rede que atravessa instituições diplomáticas, acadêmicas, culturais e políticas cubanas. A missão cubana na ONU e a antiga Seção de Interesses Cubanos em Washington teriam sido utilizadas como bases de inteligência.

Diplomatas-agentes. Autoridades norte-americanas citadas afirmaram que todos ou quase todos os diplomatas cubanos na ONU atuavam em funções de inteligência. Em 2003, quatorze diplomatas foram expulsos por atividades incompatíveis com suas funções oficiais.

“Verdadeiros crentes”. Diferentemente de serviços que compram agentes, Cuba priorizaria indivíduos ideologicamente comprometidos. A ausência de pagamentos substanciais reduziria rastros financeiros e tornaria os agentes menos perceptíveis.

Universidades como campo de recrutamento. Jovens politicamente ativos em universidades de elite seriam identificados antes de alcançarem cargos públicos ou posições de influência. A Universidade de Havana mantinha, segundo o relatório, acordos com quase oitenta universidades norte-americanas.

Desenvolvimento de longo prazo. A DI privilegiaria agentes capazes de ascender durante anos ou décadas antes de fornecer resultados importantes. O objetivo seria inserir pessoas em posições com acesso a informações estratégicas.

Integração entre influência e espionagem. A agência não estabeleceria uma separação rígida entre coleta secreta, propaganda e influência política. O relatório distingue três níveis: o “vínculo útil”, que favorece objetivos cubanos sem acesso a segredos; o ator híbrido de influência e espionagem; e o agente clandestino completo.

4.4. Victor Manuel Rocha

Carreira pública. Rocha estudou em Yale, Harvard e Georgetown e ocupou posições no Departamento de Estado, no Conselho de Segurança Nacional, na Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana, na embaixada na Bolívia e no Comando Sul.

Cinco décadas de atividade. O relatório afirma que ele foi recrutado em 1973 e atuou durante aproximadamente cinquenta anos. Construiu publicamente a imagem de uma pessoa de direita para ocultar sua lealdade a Cuba.

Condenação. Preso em 2023, declarou-se culpado e recebeu pena de quinze anos em 2024. O Departamento de Justiça descreveu o caso como uma das mais prolongadas infiltrações estrangeiras no governo norte-americano.

4.5. Ana Belén Montes

Recrutamento universitário. Montes foi recrutada em 1984, quando era estudante de pós-graduação na Johns Hopkins School of Advanced International Studies.

Ascensão na DIA. Tornou-se analista principal de Cuba na Defense Intelligence Agency, recebendo o apelido de “Rainha de Cuba”. Informava o Estado-Maior Conjunto e o Conselho de Segurança Nacional.

Informações comprometidas. Confessou ter revelado a identidade de agentes norte-americanos e informações sobre uma base secreta em El Salvador e um programa de satélites utilizado para acompanhar Rússia, China e Irã.

Motivação ideológica. Uma revisão do Departamento de Defesa não encontrou provas de pagamento substancial. Sua colaboração teria sido motivada por oposição ideológica à política externa norte-americana.

Prisão. Foi detida em setembro de 2001, poucos dias depois dos atentados de 11 de Setembro, quando estava prestes a participar da análise de alvos para a invasão do Afeganistão. Foi libertada em janeiro de 2023.

4.6. Walter e Gwendolyn Myers

Recrutamento como casal. Walter Kendall Myers, professor e funcionário do Departamento de Estado, e Gwendolyn Myers foram recrutados após uma viagem a Cuba em 1978.

Métodos clandestinos. Durante trinta anos, transmitiram informações por rádio de ondas curtas, pacotes deixados em carrinhos de supermercado e encontros realizados sob identidades falsas.

Encontro com Castro. Em 1995, foram levados secretamente a Cuba e tiveram uma reunião particular de quatro horas com Fidel Castro.

Condenações. Walter recebeu prisão perpétua; Gwendolyn recebeu pena de 81 meses. Walter afirmou que o objetivo do casal era ajudar Cuba a defender sua revolução.

4.7. Red Avispa

Dimensão da rede. A Red Avispa, ou Wasp Network, foi desmantelada em 1998. Operava no sul da Flórida, infiltrando instalações militares e organizações de exilados cubanos.

Alvos. Entre os grupos observados estavam Brothers to the Rescue, Alpha 66, F-4 Commandos e Cuban American National Foundation.

René González e Juan Pablo Roque. Ambos infiltraram a Brothers to the Rescue como pilotos voluntários. Roque também se casou com Ana Margarita Martínez antes de retornar secretamente a Cuba.

Operação Scorpion. Em fevereiro de 1996, caças cubanos destruíram dois aviões civis da Brothers to the Rescue em águas internacionais, matando quatro pessoas. Comunicações decodificadas indicaram que a rede havia coletado informações para uma operação denominada Scorpion.

Operação Picada. Outra iniciativa planejava sabotar o hangar ou as aeronaves da organização e espalhar informações falsas para atribuir o dano ao próprio líder do grupo, José Basulto.

Operação Parallel. A rede discutiu a morte de um homem de Miami identificado como agente da CIA por meio de uma bomba enviada dentro de um livro. O plano foi descoberto antes da execução.

Espionagem militar. Antonio Guerrero obteve emprego em uma base aeronaval de Key West e enviou informações sobre aeronaves, pessoal e operações.

Os Cinco Cubanos. Gerardo Hernández, René González, Antonio Guerrero, Ramón Labañino e Fernando González Llort foram transformados por Havana em símbolos da campanha “Free the Five”.

Libertação e retorno. Em 2014, os três integrantes ainda presos foram libertados em um acordo diplomático durante a reaproximação promovida pelo governo Obama. Fernando González Llort tornou-se posteriormente presidente do ICAP, organização responsável por contatos com ativistas estrangeiros.

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5. Turismo Revolucionário

5.1. A Brigada Venceremos e o Weather Underground

Escala da iniciativa. Desde 1969, a Brigada Venceremos teria levado aproximadamente dez mil norte-americanos a Cuba, incluindo políticos, dirigentes sindicais, professores e ativistas.

Origem conjunta. A primeira brigada surgiu de reuniões entre autoridades cubanas e estudantes radicais. Diversos organizadores participavam simultaneamente da formação da facção Weatherman, originada da ruptura do Students for a Democratic Society — SDS.

Declaração de guerra. Em 1970, o Weather Underground declarou guerra ao governo dos Estados Unidos e iniciou uma campanha de atentados contra o Senado, o Departamento de Estado, o Pentágono e outros alvos.

Encontros em Havana. Em julho de 1969, líderes do movimento encontraram-se em Cuba com autoridades cubanas e integrantes do Viet Cong. O relatório sustenta que essas reuniões aprofundaram o compromisso do grupo com a luta armada.

Days of Rage. Após retornar de Havana, os Weathermen organizaram os distúrbios conhecidos como Days of Rage, em Chicago, programados para coincidir com o aniversário da morte de Che Guevara.

Apoio clandestino. Redes cubanas teriam ajudado fugitivos do Weather Underground a chegar a países do bloco soviético e depois a retornar clandestinamente aos Estados Unidos. Embaixadas cubanas seriam usadas como canais de comunicação entre células.

5.2. Treinamento e coleta de informações

Guerrilha e explosivos. Alguns integrantes da brigada teriam recebido treinamento com armas e explosivos. Documentos internos defendiam o recrutamento de veteranos e militares para formar uma futura milícia popular nos Estados Unidos.

Carlos Marighella. Participantes discutiam o Minimanual do guerrilheiro urbano, dos Tupamaros e a possibilidade de aplicar métodos semelhantes em cidades norte-americanas.

Dwight Crews. O policial que se infiltrou no movimento afirmou que autoridades cubanas diziam aos brigadistas que eles eram a vanguarda da revolução nos Estados Unidos e deveriam decidir, conforme as circunstâncias, se ela seria pacífica ou violenta.

Relatórios regionais. Antes das viagens, ativistas teriam preparado informações sobre movimentos políticos de suas regiões, posteriormente entregues a funcionários cubanos. Comitês de propaganda eram criados para apoiar Cuba e difundir o comunismo após o retorno.

Controle pela DGI. Relatórios do Senado citados descreviam a brigada como instrumento da inteligência cubana. Agentes da DGI estariam presentes em todas as funções dos acampamentos, inclusive alimentação, manutenção e administração.

5.3. Entrada no mainstream

Bernardine Dohrn e Bill Ayers. Antigos dirigentes do Weather Underground seguiram carreiras acadêmicas e jurídicas. Dohrn lecionou na Northwestern; Ayers tornou-se professor na Universidade de Illinois em Chicago.

Barack Obama. O relatório menciona que a primeira candidatura política de Obama foi lançada em uma reunião realizada na residência de Dohrn e Ayers.

Susan Rosenberg. Ex-integrante da brigada e da May 19th Communist Organization, Rosenberg tornou-se vice-presidente do conselho da Thousand Currents, organização que patrocinou fiscalmente a Black Lives Matter Global Network Foundation.

Antonio Villaraigosa e Karen Bass. Ambos participaram da Brigada Venceremos e posteriormente foram prefeitos de Los Angeles. Karen Bass também ocupou cargo no Congresso e presidiu o Congressional Black Caucus.

Outros ex-participantes. O relatório menciona dirigentes sindicais, professores universitários, funcionários do Departamento do Trabalho, integrantes de equipes de transição presidencial, editores e dirigentes de organizações não governamentais.

5.4. Delegações de solidariedade

Modelo permanente de viagens. O método foi reproduzido por iniciativas como International May Day Brigade, Witness for Peace Solidarity Collective, Friendshipment Caravans, Cuba Solidarity Campaign, Germany–Cuba Friendship Association e Che Guevara Volunteer Work Brigade.

IFCO/Pastors for Peace. Desde 1992, caravanas organizadas pela entidade transportam bens para Cuba e apresentam os participantes como aliados situados dentro do próprio território norte-americano.

Nuestra América Convoy. Em março de 2026, aproximadamente 120 organizações de 33 países participaram de uma mobilização por terra, ar e mar para levar produtos a Cuba em desafio às sanções norte-americanas.

Participantes conhecidos. O comboio contou com Hasan Piker, Christian Smalls, representantes dos Democratic Socialists of America, Jeremy Corbyn, Pablo Iglesias, parlamentares europeus e Isra Hirsi.

Propaganda após a viagem. Isra Hirsi afirmou ter sido transformada pelo ambiente revolucionário de Havana. Hasan Piker caracterizou a política norte-americana como “terrorismo econômico” e produziu o documentário The American War Against Cuba.

Função atribuída ao turismo. O relatório denomina o processo turismo revolucionário: visitantes seriam conduzidos por instituições ligadas ao Estado cubano, expostos a uma apresentação seletiva da realidade e convertidos em defensores públicos do regime.

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6. Revolução Racial

6.1. Angela Davis e os fugitivos norte-americanos

Angela Davis em Cuba. Davis visitou a ilha em 1969, 1972 e 1974, reuniu-se com Castro e participou do Congresso da Federação das Mulheres Cubanas. O relatório destaca que ela nunca abandonou sua adesão ao comunismo revolucionário.

Reconhecimento posterior. Apesar de ter integrado a lista de mais procurados do FBI e concorrido duas vezes à vice-presidência pelo Communist Party USA, tornou-se professora emérita, integrante do National Women’s Hall of Fame, personalidade homenageada pela TIME e copresidente honorária da Women’s March de 2017.

Santuário para fugitivos. O FBI estimava, em 1998, que 77 fugitivos acusados de crimes graves estavam protegidos em Cuba. O relatório interpreta essa política como parte deliberada da estratégia revolucionária de Havana.

Eldridge Cleaver. O dirigente dos Black Panthers refugiou-se em Cuba em 1968 para escapar de acusações relacionadas a uma emboscada contra policiais.

William Lee Brent. Após participar de um tiroteio, sequestrou um avião e obrigou o piloto a seguir para Havana. Viveu em Cuba durante 37 anos.

Huey P. Newton. O cofundador dos Black Panthers refugiou-se na ilha durante três anos para evitar julgamento por acusações criminais.

6.2. Nacionalismo negro em Havana

Cultivo de lideranças negras. Desde 1959, o regime convidou músicos, atletas, celebridades e militantes negros para visitar Cuba. Em 1960, contratou uma empresa de relações públicas formada por negros para promover a ilha junto ao público afro-americano.

Consciência revolucionária. O objetivo não seria apenas melhorar a imagem de Cuba, mas reinterpretar a discriminação racial nos Estados Unidos como condição colonial e estimular uma resposta revolucionária.

Delegação de 1960. Robert F. Williams, Harold Cruse, John Henrik Clarke, LeRoi Jones — posteriormente Amiri Baraka — e Julian Mayfield foram recebidos por Castro.

The Crusader. O boletim de Williams alcançou dezenas de milhares de leitores e foi divulgado pelo Student Nonviolent Coordinating Committee — SNCC.

Negroes with Guns. Escrito por Williams em Cuba, o livro foi citado por Huey Newton como influência importante na criação do Black Panther Party.

Malcolm X. Williams manteve relação estreita com Malcolm X, que o convidou a falar em sua mesquita e teria procurado recursos para apoiar seu grupo armado na Carolina do Norte.

Segunda Declaração de Havana. Castro relacionou os grupos racialmente discriminados da América Latina aos negros norte-americanos, apresentados como irmãos submetidos ao mesmo imperialismo.

Carta sobre a Baía dos Porcos. Robert Williams, LeRoi Jones e W.E.B. Du Bois estiveram entre os autores de uma carta que associava o combate aos invasores da Baía dos Porcos à luta contra a segregação racial nos Estados Unidos.

Encontro com Malcolm X. Durante visita à Assembleia Geral da ONU em 1960, Castro deixou um hotel de Manhattan e hospedou-se no Harlem, onde foi recebido por Malcolm X e uma multidão de apoiadores.

6.3. Black Power e Terceiro Mundo

Stokely Carmichael em Havana. No encontro da OLAS de 1967, Carmichael apresentou o discurso “Black Power and the Third World”, descrevendo comunidades negras norte-americanas como colônias internas submetidas ao imperialismo branco.

Integração ao Terceiro Mundo. Para Carmichael, os negros deveriam considerar-se parte do Terceiro Mundo e alinhar sua luta às revoluções anticoloniais da África, Ásia e América Latina.

Recepção por Castro. Carmichael foi delegado honorário, percorreu a ilha com Castro e foi apresentado a uma multidão em Havana. Castro afirmou que sua visita fortalecia a conexão entre a revolução latino-americana e o movimento revolucionário interno dos Estados Unidos.

Ruptura com o integracionismo. O Black Power representou uma rejeição da estratégia de integração racial, não violência e coalizões inter-raciais associada a Martin Luther King Jr. O SNCC passou a defender autodefesa armada e confronto revolucionário.

Nacionalismo e separatismo. O texto relaciona o Black Power ao nacionalismo negro, pan-africanismo, marxismo negro, terceiro-mundismo e defesa da autodeterminação racial.

Racismo institucional. Carmichael é apresentado como responsável pela popularização do conceito de racismo institucional, posteriormente incorporado por universidades, organizações ativistas, órgãos públicos e setores da política convencional.

6.4. Assata Shakur

Black Liberation Army. Assata Shakur, anteriormente ligada aos Black Panthers, integrou o Black Liberation Army — BLA, organização envolvida em assassinatos de policiais, roubos, atentados e fugas de prisões.

Morte de Werner Foerster. Em 1973, Shakur e outros militantes entraram em confronto com policiais na rodovia de Nova Jersey. Foi condenada pelo assassinato do policial Werner Foerster.

Fuga da prisão. Integrantes do BLA e antigos membros do Weather Underground organizaram sua fuga. Ela refugiou-se em Cuba, recebeu asilo, auxílio material e tratamento de celebridade política.

Cheri Dalton. Também conhecida como Nehanda Isoke Abiodun, refugiou-se na ilha depois de ser acusada de participar da fuga de Shakur e de um roubo a carro-forte realizado em 1981.

Roubo da Brink’s. O ataque envolveu integrantes do BLA e ex-membros do Weather Underground, entre eles Kathy Boudin. Um segurança e dois policiais foram mortos.

Símbolo internacional. Havana apresentou Shakur como exilada política, combatente pelos direitos civis e vítima do racismo norte-americano. O FBI a considerava fugitiva por terrorismo doméstico.

Defesa de Castro. Em 2005, depois que a recompensa por sua captura foi elevada, Fidel Castro declarou publicamente que Shakur era prisioneira política e vítima da repressão ao movimento negro.

Autobiografia e influência cultural. Assata: An Autobiography tornou-se leitura frequente em ambientes universitários e no movimento Black Lives Matter.

Eyes of the Rainbow. O documentário cubano, baseado em entrevistas com Shakur e parcialmente narrado por Cheri Dalton, foi promovido por instituições culturais e organizações de solidariedade.

6.5. Black Lives Matter

Shakur como referência. Organizações ligadas ao BLM elogiaram Assata Shakur após sua morte, em 2025, descrevendo-a como modelo de resistência e internacionalismo.

Alicia Garza. A cofundadora do BLM declarou que uma frase de Shakur — reproduzida no site do movimento — havia influenciado seu trabalho de organização.

Assata’s Daughters. O grupo de Chicago treina jovens ativistas segundo a política revolucionária atribuída a Shakur, incluindo programas para crianças.

Protestos cubanos de 2021. Durante manifestações antigovernamentais em Cuba, a organização oficial Black Lives Matter responsabilizou os Estados Unidos pela crise e reafirmou apoio ao regime cubano.

George Floyd. Em 2020, autoridades e meios estatais cubanos utilizaram os protestos norte-americanos para acusar os Estados Unidos de racismo e brutalidade policial. O relatório contrasta essa postura com a repressão a artistas e dissidentes afro-cubanos.

Normalização de Shakur. O texto menciona homenagens da NAACP, da congressista Ayanna Pressley e de organizações políticas. Zohran Mamdani recusou-se a condenar uma homenagem dos Democratic Socialists of America.

Maxine Waters. Em 1998, a congressista escreveu a Castro pedindo que Shakur não fosse extraditada, chamando-a de combatente pela liberdade e vítima de perseguição política.

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7. Organizações de Fachada e Companheiros de Viagem

7.1. Função geral da rede

Prioridade de recursos. O relatório contrasta a escassez vivida pela população cubana com os recursos destinados pelo governo a redes de influência, grupos de solidariedade e operações de inteligência.

Objetivos políticos e econômicos. As organizações serviriam para influenciar instituições norte-americanas, obter informações, criar apoio político, movimentar ativistas e captar recursos úteis ao Estado cubano.

Integração entre setores. Universidades, igrejas, organizações jurídicas, entidades estudantis, movimentos raciais, agências de viagens e organizações não governamentais seriam conectados por relações políticas e logísticas.

7.2. ICAP

Centro organizacional. O Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos — ICAP, fundado em 1960, é descrito como o principal centro da rede internacional cubana.

Alcance declarado. O ICAP afirma manter mais de duas mil organizações de solidariedade em mais de 150 países. Coordena intercâmbios acadêmicos e culturais, viagens, campanhas e relações entre ativistas estrangeiros e funcionários cubanos.

Relação com a inteligência. Desertores afirmaram que cerca de 90% dos funcionários do ICAP teriam vínculos com a inteligência. Agentes seriam responsáveis por avaliar integrantes da Brigada Venceremos e de outras organizações.

Dirigentes. O relatório menciona Pérez Méndez, antigo capitão da DI; Fernando González Llort, integrante da Red Avispa; e Victor Fidel Gaute López, antigo responsável ideológico no Partido Comunista de Cuba.

Lobby nos Estados Unidos. Uma reunião por vídeo entre diplomatas cubanos e sindicalistas, ativistas e funcionários de organizações não governamentais é apresentada como exemplo de coordenação sobre votações, campanhas e ações no Congresso.

Cidades-irmãs. A rede organiza parcerias entre municípios cubanos e norte-americanos, facilitando contatos com vereadores, universidades, igrejas, hospitais e empresários. O relatório afirma que agentes da DI participaram das primeiras parcerias.

Risco de vigilância. Desertores disseram ter instalado câmeras e dispositivos de escuta em quartos ocupados por visitantes estrangeiros, dando prioridade a personalidades famosas.

Sanções de 2026. O Departamento de Estado sancionou o ICAP e a agência Amistur Cuba SA, identificando-os como instrumentos de inteligência e contrainformação cubanas.

7.3. National Network on Cuba

Coalizão norte-americana. A NNOC reúne mais de sessenta grupos, entre eles Democratic Socialists of America, National Lawyers Guild, Code Pink e Communist Party USA.

Objetivos declarados. A entidade defende o fim do embargo, a retirada de Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo e a normalização das relações.

Conferências e viagens. A NNOC organiza delegações a Cuba e encontros nos quais militantes norte-americanos discutem estratégias com autoridades cubanas.

National Rapid Response Plan. Em junho de 2026, a organização distribuiu um plano para mobilizar protestos em até 24 horas no caso de ação militar norte-americana contra Cuba.

Alvos. O documento propunha ações contra edifícios federais, bases e centros de recrutamento militar, instalações do ICE e, opcionalmente, arenas esportivas durante eventos de grande visibilidade.

Mapa de militarização. A rede indicava um recurso da Black Alliance for Peace que localizava cerca de 1.335 bases, comandos e centros de treinamento norte-americanos nas Américas.

7.4. IFCO/Pastors for Peace

Origem religiosa. A Interreligious Foundation for Community Organization — IFCO foi criada em 1967 pela United Presbyterian Church. Inicialmente, apoiava movimentos negros radicais nos Estados Unidos e organizações revolucionárias africanas.

Reparações. Em 1969, participou da National Black Economic Development Conference, na qual militantes exigiram quinhentos milhões de dólares de igrejas e sinagogas brancas como reparação pelo racismo.

Pastors for Peace. Criado em 1988, o programa organiza caravanas de ajuda para governos e movimentos de esquerda. Desde 1992, teria levado mais de quatro mil toneladas de suprimentos a Cuba.

Patrocínio fiscal. A IFCO administra doações e obrigações administrativas para organizações como Jericho Movement, Equality for Flatbush, Claudia Jones School, Haitian Women for Haitian Refugees e changingFrequencies.

Viva Palestina US. A organização também patrocinou fiscalmente o grupo responsável por comboios a Gaza. O relatório menciona George Galloway entregando dinheiro e veículos ao primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh.

ELAM. A IFCO administra nos Estados Unidos bolsas para a Escuela Latinoamericana de Medicina, em Havana. Os estudantes recebem formação gratuita e devem retornar aos Estados Unidos depois da graduação.

People’s Forum e PSL. Manolo De Los Santos e Claudia de la Cruz, ligados ao People’s Forum, tiveram funções na IFCO. De la Cruz foi candidata presidencial pelo Party for Socialism and Liberation em 2024.

7.5. National Lawyers Guild

Origem e função. O National Lawyers Guild — NLG é apresentado como uma organização jurídica radical, historicamente próxima do Partido Comunista e dedicada a oferecer proteção legal a movimentos revolucionários.

“Braço jurídico do movimento”. Em 1968, a entidade definiu-se como o braço jurídico da Nova Esquerda. Seus advogados atuaram na defesa de Black Panthers, integrantes do Weather Underground, Black Liberation Army e outros grupos.

William Kunstler. O advogado declarou que seu interesse era manter revolucionários em liberdade para que continuassem alterando a sociedade.

Participação de membros. Bernardine Dohrn foi uma das primeiras organizadoras estudantis da entidade. Russell Neufeld e Judith Alice Clark também são citados por envolvimento com organizações revolucionárias e violência política.

Financiamento ao Weather Underground. Bryan Burrough, em Days of Rage, descreveu advogados radicais ligados ao NLG como uma importante fonte de dinheiro, passaportes, estratégia e apoio material ao grupo.

Mass Defense e Legal Observer. Atualmente, a organização envia observadores jurídicos a protestos, mobiliza fundos de fiança e oferece apoio a manifestantes presos.

Protestos de 2020. O NLG afirmou ter coordenado assistência jurídica para mais de vinte mil detidos durante os protestos e tumultos relacionados a George Floyd.

Standing Rock e Stop Cop City. Advogados e observadores jurídicos da organização participaram de ações em Dakota do Norte e Atlanta.

Relação com Antifa. Integrantes declararam coordenar táticas com grupos antifascistas. Textos da organização defenderam ações militantes e confrontacionais.

Ataque em Alvarado. O relatório menciona o apoio do NLG a acusados de realizar uma emboscada armada contra uma instalação do ICE no Texas.

Relação histórica com Cuba. Victor Rabinowitz, fundador do NLG, presidiu o Fair Play for Cuba Committee. Seu escritório, criado com Leonard Boudin, tornou-se representante jurídico do governo cubano nos Estados Unidos.

Delegações. Desde 1972, o NLG organiza viagens a Cuba, inicialmente recebidas pelo ICAP. Também enviou delegações ao Vietnã, China, Irã, Cisjordânia e Faixa de Gaza.

Campanhas pró-Cuba. A entidade defendeu o fim das sanções, a devolução da base de Guantánamo, os Cinco Cubanos e Assata Shakur.

Venezuela. Em 2024, uma delegação do NLG descreveu a eleição venezuelana como legítima, transparente e justa, apoiando a vitória anunciada de Nicolás Maduro.

7.6. People’s Forum

Expansão financeira. A receita da organização passou de aproximadamente 487 mil dólares em 2021 para 4,4 milhões em 2022. Entre 2018 e 2025, teria recebido cerca de 28 milhões de dólares.

Neville Roy Singham. A maior parte do financiamento teria vindo de organizações ligadas ao empresário norte-americano radicado em Xangai, antigo militante marxista e fundador da ThoughtWorks.

Rede internacional. Uma investigação citada pelo relatório atribuiu à rede Singham relações com aproximadamente duas mil organizações e centenas de milhões de dólares em transações.

Ligação com Cuba. O People’s Forum passou a patrocinar fiscalmente a Brigada Venceremos, ajudou a organizar o Nuestra América Convoy e participou de delegações que se encontraram com Miguel Díaz-Canel.

Manolo De Los Santos. O dirigente viveu durante anos em Cuba, mantém relações com autoridades do regime e coeditou Comrade of the Revolution: Selected Speeches of Fidel Castro.

Mobilizações políticas. O grupo participou de protestos em apoio à ação do Hamas de 7 de outubro de 2023 e de campanhas contra o ICE, incluindo uma rede de resposta rápida e uma paralisação nacional em janeiro de 2026.

7.7. Code Pink

Fundação. Code Pink: Women for Peace foi criado em 2002 por Medea Benjamin, Jodie Evans, Diane Wilson e outras ativistas contra a Guerra do Iraque.

Medea Benjamin em Cuba. Benjamin viveu na ilha entre 1979 e 1983 e posteriormente organizou viagens a Cuba e outros países por meio da Global Exchange.

Jodie Evans e Singham. O casamento de Evans com Neville Roy Singham, em 2017, é apresentado como marco da aproximação da organização com a China e outras potências contrárias aos Estados Unidos.

Financiamento. Aproximadamente 25% dos recursos recebidos pelo Code Pink desde 2017 teriam vindo de entidades relacionadas a Singham.

Cuba e Nuestra América. O grupo participou de campanhas de solidariedade após os protestos cubanos de 2021 e fretou aviões para mais de cem integrantes do comboio de 2026, transportando 6.300 libras de suprimentos médicos.

Viagens internacionais. A rede Singham teria financiado dezenas de viagens organizadas pelo Code Pink a Cuba, China, Irã, Venezuela e Gaza.

7.8. Democratic Socialists of America

Origem. O DSA surgiu em 1982 da fusão de organizações da Velha e da Nova Esquerda, incluindo veteranos do Communist Party USA e do SDS.

Aproximação ideológica. O relatório não descreve o DSA como criação direta da inteligência cubana, mas como herdeiro voluntário do terceiro-mundismo e da política radical influenciada por Havana.

Inserção eleitoral. Diferentemente de organizações clandestinas, o DSA possui base de massa, capítulos nacionais, integrantes eleitos e influência dentro da coalizão do Partido Democrata.

Entrada na NNOC. Em 2019, decidiu integrar a National Network on Cuba e criou um grupo de trabalho específico para a solidariedade com Cuba.

Delegações oficiais. A partir de 2022, enviou comitivas à ilha. Uma delegação de 2023 reuniu-se durante duas horas com Díaz-Canel, outros funcionários e antigos integrantes da Red Avispa.

Hospedagem estatal. Os visitantes ficaram em hotéis de luxo e tiveram serviços organizados pelo ICAP e pela Amistur.

Delegação de 2025. Cerca de quarenta integrantes, entre eles copresidentes e membros do comitê político nacional, participaram de nova viagem.

Venceremos Fund. O fundo recolhe doações para apoiar Cuba e o combate ao que o grupo denomina império norte-americano.

Bloco político pró-Cuba. Integrantes declararam desejar incluir políticos eleitos nas delegações para formar uma bancada favorável a Cuba, inclusive em nível federal.

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8. Internacional Anti-Americana

8.1. Adaptação após a Guerra Fria

Dependência soviética. Durante a Guerra Fria, a URSS financiou, equipou e treinou a DGI e forneceu recursos para a rede cubana. Agentes e militantes circulavam por Moscou, Praga e outros centros do bloco soviético.

Contração militar. Com o colapso soviético, Cuba reduziu suas expedições armadas e sua capacidade militar convencional.

Centralidade da inteligência. A perda de recursos tornou as operações clandestinas contra os Estados Unidos ainda mais importantes. O relatório afirma que a rede cubana na Flórida foi reconstruída em menos de dezoito meses depois do desmantelamento da Red Avispa.

Nova coalizão. Cuba passou a fortalecer alianças com Rússia, China, Irã, movimentos islamistas e outros governos contrários aos Estados Unidos.

Ponto de conexão. O país é descrito como multiplicador de força e serviço de intermediação, conectando potências estrangeiras a redes políticas e informações existentes nos Estados Unidos e na América Latina.

8.2. Rússia

Parceria estratégica. Cuba e Rússia mantêm laços econômicos, políticos, militares e de inteligência. Moscou fornece crédito, energia, equipamentos e tecnologia; Havana oferece localização próxima à Flórida, infraestrutura e colaboração com a DI.

Instalações SIGINT. O relatório afirma que Cuba possui dezoito instalações conhecidas de inteligência de sinais, duas delas russas, operadas com participação de oficiais do GRU, engenheiros e técnicos.

Tecnologia de vigilância. Empresas russas utilizariam Cuba como plataforma para fornecer sistemas de monitoramento a governos latino-americanos, especialmente Nicarágua e Venezuela.

Acesso indireto a dados. Funcionários da inteligência russa acompanhariam as transferências para preservar acesso aos sistemas e às informações coletadas.

Operações de influência. As tecnologias também seriam usadas para vigilância interna, ataques cibernéticos, propaganda e desinformação.

Guerra da Ucrânia. Desde 2023, cubanos teriam sido recrutados para combater ao lado da Rússia. Relatos de 2025 mencionam milhares de possíveis combatentes.

8.3. China

Relação estratégica. Pequim considera Cuba um “irmão, camarada e amigo”. Cuba recebe investimentos, assistência e perdão de dívidas; a China obtém posição geográfica privilegiada para monitorar os Estados Unidos.

Acordo de 2023. O Wall Street Journal informou sobre um suposto acordo secreto para construir uma instalação chinesa de inteligência de sinais em troca de bilhões de dólares.

Bases de escuta. A China operaria diretamente três das dezoito instalações cubanas, algumas em conjunto com Cuba e Rússia.

Secret Signals. O estudo do Center for Strategic and International Studies — CSIS identificou instalações em Wajay, Calabazar, El Salao e Bejucal.

Bejucal e CDAA. O local teria recebido uma grande antena circular capaz de captar sinais a milhares de quilômetros de distância.

Risco militar. As instalações poderiam acompanhar bases, comandos militares, centros espaciais, tráfego naval e comunicações no sudeste dos Estados Unidos.

Expansão latino-americana. A China ampliou comércio, contatos políticos, tecnologias de vigilância e presença militar na região. A avaliação anual de ameaças dos Estados Unidos mencionou Cuba como possível local para novas instalações do Exército de Libertação Popular.

8.4. Irã

Aliança histórica. Cuba e Irã são apresentados como países hostis aos Estados Unidos e classificados por Washington como patrocinadores estatais do terrorismo.

Acordos bilaterais. A cooperação inclui comércio, telecomunicações, tecnologia da informação, serviços portuários, créditos e utilização de infraestrutura naval cubana.

IRGC e organizações aliadas. O relatório afirma que Cuba apoia a Guarda Revolucionária Iraniana, Hamas, Hezbollah e Frente Popular para a Libertação da Palestina.

“Cubazuela”. A expressão é usada para caracterizar o sistema de influência cubana sobre a Venezuela depois de Chávez. A estrutura venezuelana teria permitido que o Irã e seus aliados estabelecessem vínculos políticos, criminais e logísticos na região.

Força Quds. Oficiais iranianos teriam atuado sob cobertura diplomática em Caracas, auxiliando o governo Maduro.

Células e deslocamentos. O documento menciona células do Hezbollah na Venezuela e milhares de suspeitos ligados a grupos apoiados pelo Irã viajando pela Venezuela, Bolívia e Nicarágua.

Guerra eletrônica e drones. Em 2003, um equipamento em Havana teria interferido em transmissões televisivas. Relatórios mais recentes alegam aquisição cubana de drones iranianos e consultas sobre guerra assimétrica.

8.5. Organizações palestinas e Eixo da Resistência

Apoio histórico à OLP. Militantes palestinos participaram da Conferência Tricontinental. A partir de 1968, agentes cubanos treinaram fedayeen em campos na Jordânia.

Treinamento nos anos 1970 e 1980. Centenas de militantes palestinos receberam treinamento em Cuba e no Oriente Médio. A OLP abriu escritório permanente em Havana em 1974.

Iêmen do Sul. Especialistas cubanos viajaram a campos dirigidos por Nayef Hawatmeh para treinar integrantes da PFLP e da DFLP.

Ataques de 7 de outubro. O relatório afirma que PFLP e DFLP participaram dos ataques de 2023 contra Israel.

Presença da PFLP em Havana. Em 2017, Cuba comemorou os cinquenta anos da organização, que mantém presença oficial na ilha.

Al-Tajammu. A coalizão, sediada no Líbano, reúne Hezbollah, Jihad Islâmica Palestina, PFLP, Houthis e milícias iraquianas apoiadas pelo Irã. É apresentada como equivalente iraniano do ICAP.

Parceria ICAP–Al-Tajammu. Em 2022, as duas organizações formalizaram cooperação entre suas redes internacionais.

Paul Larudee e AIPAC. O coordenador norte-americano do Al-Tajammu também atua na Association for Investment in Popular Action Committees, patrocinadora de meios de comunicação de esquerda e delegações a Cuba e Venezuela.

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9. Conclusão do relatório

Uma campanha integrada. O texto retoma uma carta de Fidel Castro de 1958 em que ele prometia iniciar uma guerra maior contra os Estados Unidos após a vitória em Cuba. O relatório interpreta os 67 anos seguintes como a execução dessa promessa.

Diversidade de instrumentos. Guerrilhas, terroristas, fugitivos, espiões, estudantes, intelectuais, diplomatas, organizações de solidariedade, universidades, partidos, organizações não governamentais e movimentos de rua teriam sido utilizados como componentes de um mesmo projeto.

Ausência de separação entre funções. Para Havana, segundo o relatório, não haveria fronteira rígida entre espionagem, propaganda, influência política, apoio militar e ativismo civil. Todos esses meios seriam integrados à estrutura do Estado revolucionário.

Revolução hemisférica. O objetivo fundamental continuaria sendo promover uma transformação marxista no hemisfério e enfraquecer ou destruir a influência dos Estados Unidos.

Influência interna. A ação cubana seria especialmente perigosa porque procuraria atingir os Estados Unidos de dentro para fora, transformando cidadãos e instituições norte-americanas em instrumentos contrários ao próprio país.

Fraqueza econômica e poder ideológico. A pobreza de Cuba não deveria, segundo o texto, ser confundida com ausência de capacidade estratégica. Sua influência seria ideológica, clandestina, adaptável e duradoura.

Conexão entre adversários. Cuba é finalmente apresentada como elo entre Moscou, Pequim, Teerã e movimentos radicais atuantes no Ocidente.

Situação da população cubana. O relatório conclui contrapondo a atividade internacional do regime às dificuldades da população, descrita como submetida à fome, falta de energia, repressão política e perda de direitos fundamentais.

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Referências citadas

Os itens repetidos foram consolidados; nomes alternativos e siglas foram mantidos quando aparecem no relatório.

1. Pessoas políticas, revolucionárias e históricas

  • Fidel Castro
  • Celia Sánchez
  • Che Guevara
  • Nikita Khrushchev
  • Joseph Stalin
  • Karl Marx
  • Friedrich Engels
  • Allen Welsh Dulles
  • Patrice Lumumba
  • Ho Chi Minh
  • Augusto Sandino
  • Anastasio Somoza / regime Somoza
  • Gustavo Petro
  • Hugo Chávez
  • Nicolás Maduro
  • Bill Clinton
  • Barack Obama
  • Joe Biden
  • Donald Trump / presidente Trump
  • Marco Rubio / secretário Rubio
  • Miguel Díaz-Canel
  • Evo Morales, referido no texto como Morales
  • Daniel Ortega, referido no texto como Ortega
  • Jeremy Corbyn
  • Pablo Iglesias
  • Ilhan Omar
  • Ayanna Pressley
  • Maxine Waters
  • Zohran Mamdani
  • Antonio Villaraigosa
  • Karen Bass
  • Merrick Garland
  • George Tenet
  • Michelle Van Cleave

2. Ativistas, militantes, fugitivos e dirigentes de organizações

  • Robert F. Williams
  • Harold Cruse
  • John Henrik Clarke
  • LeRoi Jones / Amiri Baraka
  • Julian Mayfield
  • Malcolm X
  • W.E.B. Du Bois
  • Martin Luther King Jr.
  • Stokely Carmichael / Kwame Ture
  • Angela Davis
  • Eldridge Cleaver
  • William Lee Brent
  • Huey P. Newton
  • Filiberto Ojeda Ríos
  • Víctor Manuel Gerena
  • William Morales
  • Charles “Charlie” Hill
  • Assata Shakur / JoAnne Deborah Byron
  • Cheri Dalton / Nehanda Isoke Abiodun
  • Kathy Boudin
  • Chesa Boudin
  • Alicia Garza
  • Bernardine Dohrn
  • Bill Ayers
  • Mark Rudd
  • Susan Rosenberg
  • Russell Neufeld
  • Judith Alice Clark
  • H. Rap Brown
  • Carlos Marighella
  • Dwight Crews
  • José Basulto
  • Werner Foerster
  • Thiago Ávila
  • Hasan Piker
  • Christian Smalls
  • Isra Hirsi
  • Lucius Walker
  • George Galloway
  • Ismail Haniyeh
  • Manolo De Los Santos
  • Claudia de la Cruz
  • Claudia Jones
  • William Kunstler
  • Ron Fliegelman
  • Dennis Cunningham
  • Michael Kennedy
  • Leonard Boudin
  • Victor Rabinowitz
  • Suzanne Adely
  • Neville Roy Singham
  • George Soros
  • Medea Benjamin / Susan Benjamin
  • Jodie Evans
  • Diane Wilson
  • Amy Goodman
  • Ben Cohen
  • V / Eve Ensler
  • Leonardo Flores
  • Nayef Hawatmeh
  • Paul Larudee

3. Agentes, desertores e integrantes de serviços de inteligência

  • Florentino Aspillaga Lombard
  • James Olson
  • Gerardo Peraza
  • Christopher Simmons
  • Manuel Piñeiro / Comandante Barbarroja
  • Victor Fidel Gaute López
  • Pérez Méndez
  • Victor Manuel Rocha
  • Ana Belén Montes
  • Lucy Montes
  • Tito Montes
  • Walter Kendall Myers
  • Gwendolyn Myers
  • Alexander Graham Bell
  • Gerardo Hernández / Manuel Viramontes
  • René González
  • Juan Pablo Roque
  • Ana Margarita Martínez
  • Antonio Guerrero
  • Ramón Labañino
  • Fernando González Llort
  • Alan Gross

4. Autores, pesquisadores e jornalistas

  • Herbert L. Matthews
  • Juan de Onís
  • Régis Debray
  • Allen Young
  • David C. Wills
  • Will Grant
  • Timothy B. Tyson
  • Luca Falciola
  • Bryan Burrough
  • Greyer e Beech
  • George Galloway, também citado como político e dirigente de comboios
  • Equipes e autores institucionais de CIA, FBI, Departamento de Estado, Senado, Câmara dos Representantes, RAND Corporation, CSIS, BBC, New York Times, Washington Post, Los Angeles Times, Wall Street Journal, TIME, Jacobin, Fox News, Reuters e Getty Images

5. Livros, artigos, discursos, relatórios e outras obras

  • Fidel Castro — Herbert L. Matthews
  • “Castro a Non-Communist, C.I.A. Said in 1959” — Juan de Onís
  • Segunda Declaração de Havana
  • “Message to the Tricontinental”
  • Revolution in the Revolution? — Régis Debray
  • “Cuban Subversive Activities in Latin America”, Intelligence Memorandum OCI No. 1730/71
  • Revista Tricontinental
  • Programa Radio Free Dixie
  • Boletim The Crusader
  • Negroes with Guns — Robert F. Williams
  • Revolutionary Suicide — Huey P. Newton
  • Radio Free Dixie: Robert F. Williams and the Roots of Black Power — Timothy B. Tyson
  • “Black Power and the Third World” — Stokely Carmichael
  • The PLO and Israel in Central America: The Geopolitical Dimension — David C. Wills
  • Soviet Activities in Latin America and the Caribbean, Current Policy No. 669
  • “The Cuban Spying Case That Has Shocked the US Government” — Will Grant
  • The Role of Cuba in International Terrorism and Subversion: Intelligence Activities of the DGI
  • STATE Magazine, edição primavera/verão de 2023
  • “Cuba, School for U.S. Radicals” — Greyer e Beech
  • The Theory and Practice of Communism in 1972: Venceremos Brigade
  • Minimanual of the Urban Guerrilla — Carlos Marighella
  • Primeiro Communiqué do Weather Underground
  • Declaration of War do Weather Underground
  • Assata: An Autobiography
  • Documentário Eyes of the Rainbow
  • Documentário The American War Against Cuba
  • The Tricontinental Conference of African, Asian, and Latin American Peoples: A Staff Study
  • Up Against the Law: Radical Lawyers and Social Movements, 1960s–1970s — Luca Falciola
  • Days of Rage: America’s Radical Underground, the FBI, and the Forgotten Age of Revolutionary Violence — Bryan Burrough
  • “We Are All Antifa”
  • “Legal Support for Anti-Fascist Action”
  • Comrade of the Revolution: Selected Speeches of Fidel Castro
  • The Vagina Monologues — Eve Ensler
  • National Rapid Response Plan
  • Mapa da militarização dos Estados Unidos nas Américas
  • Secret Signals: Decoding China’s Intelligence Activities in Cuba
  • Adendo de Secret Signals
  • Annual Threat Assessment 2024
  • Executive Order 14404
  • Campanha Free the Five
  • Campanha Stop the Siege
  • Campanha No Kings
  • Campanha National Shutdown
  • Venceremos Fund

6. Conceitos, ideologias e métodos

  • Marxismo
  • Marxismo-leninismo
  • Leninismo
  • Stalinismo
  • Maoismo
  • Comunismo soviético
  • Comunismo cubano
  • Velha Esquerda
  • Nova Esquerda
  • Terceiro-mundismo / Third Worldism
  • Sul Global
  • Primeiro Mundo, Segundo Mundo e Terceiro Mundo
  • Anticolonialismo
  • Anti-imperialismo
  • Descolonização
  • Descolonização do pensamento marxista
  • Luta de classes
  • Conflito civilizacional
  • Revolução mundial
  • Revolução hemisférica
  • Revolução racial
  • Black Power
  • Nacionalismo negro
  • Separatismo negro
  • Pan-africanismo
  • Marxismo negro
  • Racismo institucional
  • Colônia interna
  • Solidariedade terceiro-mundista
  • Internacionalismo
  • Foquismo
  • Guerrilha rural
  • Guerrilha urbana
  • Guerra de desgaste
  • Guerra assimétrica
  • Guerra de intermediários
  • Espionagem
  • Contrainteligência
  • Agente duplo
  • Desinformação
  • Propaganda
  • Influência política
  • Operações de influência
  • Medidas ativas
  • Vínculo útil
  • Agente ideológico / verdadeiro crente
  • Desenvolvimento de alvos de longo prazo
  • Integração entre influência e espionagem
  • Organização de fachada
  • Companheiro de viagem
  • Quinta coluna
  • Patrocínio fiscal
  • Turismo revolucionário
  • Turismo sociopolítico
  • Diplomacia entre povos
  • Cidades-irmãs
  • Reparações
  • Abolicionismo policial
  • Ação direta
  • Observador jurídico
  • Defesa de massa
  • Eixo da Resistência
  • Patrocinador estatal do terrorismo
  • SIGINT — inteligência de sinais
  • CDAA — Circular Disposed Antenna Array
  • Guerra eletrônica
  • Vigilância estatal
  • Ataque cibernético
  • Células clandestinas
  • Rede hemisférica
  • “Dois, três, muitos Vietnãs”
  • “Belly of the beast”
  • Cubazuela

7. Eventos, operações e campanhas

  • Revolução Cubana de 1959
  • XX Congresso do Partido Comunista Soviético
  • Discurso secreto de Khrushchev de 1956
  • Revolução Húngara de 1956
  • Era McCarthy
  • Invasão da Baía dos Porcos
  • Segunda Declaração de Havana, 1962
  • Conferência Tricontinental de 1966
  • Primeira Conferência da OLAS, 1967
  • Desembarque de Machurucuto, 1967
  • Revolução Sandinista de 1979
  • Criação da Brigada Venceremos, 1969
  • Ruptura do Weatherman com o SDS
  • Days of Rage
  • Atentados do Weather Underground
  • Distúrbios raciais de Miami de 1980
  • Ocupação da embaixada dominicana em Bogotá
  • Ataques das FALN e dos Macheteros
  • Roubo da Wells Fargo de 1983
  • Roubo da Brink’s de 1981
  • Fuga de Assata Shakur
  • Desmantelamento da Red Avispa, 1998
  • Operação Scorpion
  • Operação Picada
  • Operação Parallel
  • Abate dos aviões da Brothers to the Rescue
  • Atentados de 11 de Setembro de 2001
  • Invasão do Afeganistão
  • Abertura diplomática do governo Obama em 2014
  • Protestos cubanos de julho de 2021
  • Protestos e tumultos após a morte de George Floyd
  • Women’s March de 2017
  • Standing Rock
  • Stop Cop City
  • Ataque à instalação do ICE em Alvarado
  • Nuestra América Convoy de 2026
  • National Black Economic Development Conference de 1969
  • Friendshipment Caravans
  • National Shutdown de janeiro de 2026
  • Ataques de 7 de outubro de 2023
  • Guerra do Yom Kippur
  • Guerra da Ucrânia
  • Crise dos Mísseis de Cuba
  • Celebração dos cinquenta anos da PFLP em Havana
  • Reunião ICAP–Al-Tajammu de 2022

8. Instituições governamentais, militares e de inteligência

  • United States Department of State
  • Central Intelligence Agency — CIA
  • Federal Bureau of Investigation — FBI
  • Defense Intelligence Agency — DIA
  • Departamento de Defesa dos Estados Unidos
  • Pentágono
  • National Security Council — NSC
  • Joint Chiefs of Staff
  • U.S. Southern Command
  • Department of Justice
  • Department of Labor
  • Office of the Director of National Intelligence
  • People’s Liberation Army
  • Guarda Revolucionária Iraniana — IRGC
  • Força Quds
  • GRU
  • KGB
  • Dirección de Inteligencia — DI
  • Dirección General de Inteligencia — DGI
  • Partido Comunista de Cuba — PCC
  • Partido Comunista da União Soviética
  • Communist Party USA — CPUSA
  • Congresso dos Estados Unidos
  • Senado dos Estados Unidos
  • Câmara dos Representantes
  • House Committee on Internal Security
  • Senate Committee on the Judiciary
  • Subcommittee on Security and Terrorism
  • U.S. Marshals Service
  • ICE — Immigration and Customs Enforcement
  • Marinha dos Estados Unidos
  • Naval Air Station Key West / Boca Chica Field
  • Missão Cubana na ONU
  • Seção de Interesses Cubanos
  • Embaixada Cubana em Washington
  • Embaixada iraniana em Caracas
  • Assembleia Geral das Nações Unidas

9. Organizações políticas, revolucionárias, jurídicas e de solidariedade

  • Black Panther Party
  • Weather Underground / Weatherman
  • Antifa
  • Students for a Democratic Society — SDS
  • Student Nonviolent Coordinating Committee — SNCC
  • NAACP
  • Nation of Islam
  • Black Liberation Army — BLA
  • Republic of New Afrika
  • New Afrikan Liberation Front
  • May 19th Communist Organization
  • American Indian Movement
  • Earth Liberation Front
  • Tupamaros
  • Montoneros
  • ELN
  • M-19
  • FSLN
  • FALN
  • Macheteros
  • Fair Play for Cuba Committee
  • North American Friends of Cuba
  • Venceremos Brigade
  • Organização Latino-Americana de Solidariedade — OLAS
  • Organização de Solidariedade dos Povos da África, Ásia e América Latina — OSPAAAL, associada à Tricontinental
  • Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos — ICAP
  • Amistur Cuba SA
  • National Network on Cuba — NNOC
  • Interreligious Foundation for Community Organization — IFCO
  • Pastors for Peace
  • Jericho Movement
  • Equality for Flatbush
  • Claudia Jones School
  • Haitian Women for Haitian Refugees
  • changingFrequencies
  • Viva Palestina US
  • People’s Forum
  • Party for Socialism and Liberation
  • National Lawyers Guild
  • Mass Defense Program
  • Legal Observer Program
  • Black Alliance for Peace
  • Black Lives Matter Global Network Foundation
  • Black Lives Matter Grassroots
  • Black Lives Matter at School
  • Assata’s Daughters
  • National Conference of Black Lawyers
  • Thousand Currents
  • Democratic Socialists of America — DSA
  • Code Pink: Women for Peace
  • Global Exchange
  • Witness for Peace Solidarity Collective
  • International May Day Brigade
  • Cuba Solidarity Campaign
  • Germany–Cuba Friendship Association
  • Canadian Network on Cuba
  • Che Guevara Volunteer Work Brigade
  • Congressional Black Caucus
  • National Women’s Hall of Fame
  • National Book Foundation
  • Brothers to the Rescue
  • Alpha 66
  • F-4 Commandos
  • Cuban American National Foundation
  • Escuela Latinoamericana de Medicina — ELAM
  • Organization for the Liberation of Palestine — OLP/PLO
  • Popular Front for the Liberation of Palestine — PFLP
  • Democratic Front for the Liberation of Palestine — DFLP
  • Hamas
  • Hezbollah
  • Palestinian Islamic Jihad
  • Houthis
  • Al-Tajammu
  • Association for Investment in Popular Action Committees — AIPAC
  • Viet Cong
  • African National Congress — ANC
  • Zimbabwe African People’s Union — ZAPU
  • League of Revolutionary Black Workers

10. Universidades, empresas, fundações, escritórios e meios de comunicação

  • Universidade de Havana
  • Harvard University
  • Yale University
  • Georgetown University
  • Johns Hopkins University
  • School of Advanced International Studies — SAIS
  • Columbia University
  • Barnard College
  • Brown University
  • University of Alabama
  • Indiana State University
  • University of Illinois Chicago
  • Northwestern Law School
  • University of Chicago Law School
  • UC Santa Cruz
  • RAND Corporation
  • Center for Strategic and International Studies — CSIS
  • Hidden Reach
  • National Book Foundation
  • Sidley & Austin
  • ThoughtWorks
  • Belly of the Beast LLC
  • Wells Fargo
  • Brink’s
  • Amazon Labor Union
  • Ben & Jerry’s
  • The New York Times
  • Los Angeles Times
  • Washington Post
  • Wall Street Journal
  • BBC News
  • TIME
  • Jacobin
  • Chicago Sun-Times
  • Mother Jones
  • Fox News
  • Democracy Now!
  • Reuters
  • Getty Images
  • Defense Intelligence Agency, também creditada em imagem
  • Radio Havana / Radio Habana
  • Radio Free Dixie
  • Tricontinental

11. Países e territórios mencionados na tabela da Conferência Tricontinental

África do Sudoeste; Angola; Argélia; Argentina; Basutolândia; Bechuanalândia; Bolívia; Brasil; Burundi; Camboja; Colômbia; Congo-Brazzaville; Congo-Léopoldville; Coreia; Costa Rica; Cuba; Chile; China; Chipre; Equador; El Salvador; Gana; Guadalupe; Guatemala; Guiana; Guiana-Caiena; Guiné; Guiné Portuguesa; Haiti; Honduras; Índia; Indonésia; Irã; Iraque; Maurício; São Tomé e Príncipe; Jamaica; Japão; Jordânia; Kalimantan do Norte; Quênia; Laos; Líbano; Malásia; Martinica; Marrocos; México; Mongólia; Moçambique; Nepal; Nicarágua; Níger; Nigéria; Omã; Paquistão; Palestina; Panamá; Paraguai; Península Arábica; Peru; Porto Rico; República Árabe Unida; República Dominicana; República Democrática do Vietnã; Ruanda; Senegal; Síria; Somalilândia; Suazilândia; Sudão; Tailândia; Tanzânia; Trinidad e Tobago; Uganda; União Soviética; Uruguai; Venezuela; Vietnã do Sul; Iêmen; Iêmen do Sul; Zimbábue.

12. Organizações participantes da Conferência Tricontinental

  • African National Congress of South Africa
  • South-West Africa National Union — SWANU
  • Popular Movement for the Liberation of Angola — MPLA
  • Algerian Committee of Afro-Asian Solidarity / FLN
  • National Committee for the Conference of the Peoples of Africa, Asia and Latin America
  • Basutoland Congress Party
  • Bechuanaland People’s Party
  • Federation of Workers of Burundi
  • Cambodian Afro-Asian Solidarity
  • National Revolutionary Committee of the Congo
  • National Council for the Liberation of the Congo
  • Korean Committee for Afro-Asian Solidarity
  • Cuban Communist Party — PCC
  • Front of Popular Action — FRAP
  • Chinese Committee for Afro-Asian Solidarity
  • Solidarity Committee of Cyprus
  • Convention People’s Party
  • Rebel Armed Forces — FAR
  • Progressive Popular Party — PPP
  • Guianese Solidarity Committee for the First Tricontinental Conference
  • Guinea Democratic Party
  • African Independence Party of Portuguese Guinea
  • Unified Democratic Front of National Liberation
  • Indian Association for Afro-Asian Solidarity
  • Association of Afro-Asian People’s Solidarity
  • Iranian Committee for Afro-Asian Solidarity
  • Iraqi Committee of Afro-Asian Solidarity
  • Progressive Party of the Mauritius People
  • Committee for the Liberation of St. Thomas and Prince
  • National Solidarity Committee for the Conference of the Peoples of Africa, Asia and Latin America
  • Japanese Committee for Afro-Asian Solidarity
  • Afro-Asian Solidarity Committee of Jordania
  • North Kalimantan Organisation for Afro-Asian People’s Solidarity
  • Kenya African National Union — KANU
  • Neo-Lao Haksat
  • Progressive Socialist Party
  • Afro-Asian Solidarity Committee of the Malayan People
  • National Union of Popular Forces
  • National Liberation Movement — MLN
  • Mongolian Committee of Afro-Asian Solidarity
  • Liberation Front of Mozambique — FRELIMO
  • Afro-Asian Solidarity Committee
  • Sawaba Party
  • Nigeria Youth Congress
  • Peasant and Workers’ Socialist Party
  • Oman Office
  • Pakistani Committee of Afro-Asian People’s Solidarity
  • Organisation for the Liberation of Palestine
  • Socialist Front for the Liberation of the Arabian Peninsula
  • Pro-Independence Movement
  • Arab Socialist Union
  • Afro-Asian Solidarity Committee of the Democratic Republic of Vietnam
  • Rwandese Burundi National Union
  • African Independence Party
  • Committee for Afro-Asian Solidarity
  • Popular Movement Party
  • Swaziland Progressive Party
  • Peoples’ Democratic Party
  • Thailand Patriotic Front
  • Tanganyka African National Union
  • Uganda People’s Congress
  • Soviet Committee for Afro-Asian Solidarity
  • Left Front of Liberation — FIDEL
  • Front of National Liberation — FLN
  • Yemen Afro-Asian Solidarity Committee
  • National Liberation Front of Occupied South Yemen
  • Zimbabwe African People’s Union

13. Outros lugares e unidades geográficas relevantes

Estados Unidos; Havana; Moscou; Pequim; Teerã; Caracas; Washington, D.C.; Nova York; Harlem; Manhattan; Brooklyn; Detroit; Chicago; Los Angeles; San Francisco; Oakland; Miami; sul da Flórida; estreito da Flórida; Key West; Boca Chica; San Juan; Nova Orleans; Minneapolis; Atlanta; Alvarado; Carolina do Norte; Dakota do Sul; Dakota do Norte; Nova Jersey; Nova México; Califórnia; Texas; Geórgia; Louisiana; Mississippi; Alabama; Carolina do Sul; Missouri; Viena; Bratislava; Praga; Tchecoslováquia; Alemanha; Nuremberg; México City; Bogotá; Nicarágua; El Salvador; Guatemala; Honduras; Uruguai; Argentina; Chile; Venezuela; Porto Rico; Haiti; República Dominicana; Panamá; Peru; Paraguai; Caribe; América Latina; América Central; América do Sul; África Subsaariana; África; Ásia; Oriente Médio; Europa; Canadá; Austrália; Gaza; Cisjordânia; Jordânia; Líbano; Iêmen do Sul; Ucrânia; Israel; Vietnã; Hanoi; Rhodesia; Ilha da Juventude; Wajay; Calabazar; El Salao; Bejucal; Baía de Guantánamo.

14. Principais ideias recorrentes da obra

Subversão integrada. A principal tese repetida é que Cuba combina espionagem, propaganda, guerrilha, terrorismo, diplomacia, educação, turismo e ativismo político como partes inseparáveis de uma mesma estratégia.

Os Estados Unidos como alvo central. O relatório insiste que, desde 1959, os Estados Unidos constituem o principal inimigo ideológico e estratégico do governo cubano.

Poder ideológico superior ao material. A fragilidade econômica e militar de Cuba não eliminaria sua capacidade de influência; seu poder estaria na organização, na ideologia e na infiltração.

Terceiro-mundismo. Cuba teria deslocado a política marxista da luta de classes para uma frente global composta por povos colonizados, minorias raciais e movimentos de libertação.

Reinterpretação racial dos Estados Unidos. Negros, porto-riquenhos e outras minorias seriam apresentados como povos colonizados dentro do território norte-americano.

Redes de longo prazo. A estratégia privilegiaria o recrutamento precoce de estudantes, ativistas e intelectuais capazes de ascender posteriormente a universidades, governos, fundações e partidos.

Integração entre influência e inteligência. Simpatizantes públicos, agentes clandestinos e organizações de solidariedade seriam utilizados dentro de uma estrutura comum.

Turismo político. Viagens, intercâmbios e brigadas funcionariam como meios de seleção, formação e mobilização de apoiadores estrangeiros.

Normalização da Nova Esquerda. Ideias e figuras antes limitadas a movimentos revolucionários teriam migrado para instituições políticas, acadêmicas e culturais convencionais.

Organizações de fachada e patrocínio fiscal. Entidades juridicamente independentes seriam utilizadas para captar recursos, organizar protestos e ampliar redes sem exposição direta do governo cubano.

Mudança das alianças internacionais. Depois da União Soviética, Cuba teria reorientado suas estruturas para parcerias com Rússia, China, Irã e organizações do chamado Eixo da Resistência.

Continuidade histórica. A conclusão reafirma que métodos e parceiros mudaram, mas o objetivo atribuído ao regime — enfraquecer os Estados Unidos e promover uma transformação revolucionária hemisférica — teria permanecido constante.

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  • https://www.state.gov/cuba-the-capital-of-21st-century-communism/

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