True Outspeak
```A Farsa da Folha de São Paulo, o Cerco às Organizações de Base e a Estratégia da Contra-Revolução Cultural
```1. Título provável da aula
A Farsa da Folha de São Paulo, o Cerco às Organizações de Base e a Estratégia da Contra-Revolução Cultural
2. Transcrição organizada
Introdução: A Denúncia da Folha de São Paulo sobre o Governo Geisel
Boa noite, meus amigos. Começamos mais um programa da série True Outspeak. O assunto da semana no Brasil é a “denúncia” da Folha de São Paulo de que o governo dos Estados Unidos, sabendo dos casos de tortura durante o governo Geisel, absteve-se de usar o artigo 32 da Lei de Assistência ao Estrangeiro para cortar créditos comerciais por violações aos direitos humanos. De fato, o embaixador recomendou ao governo Nixon que não interviesse. A Folha apresenta isso como um crime de omissão, alegando que os EUA tinham interesse comercial em vender armas. Entre 1974 e a posse de Jimmy Carter, teriam sido mortos ou desaparecidos 89 militantes de esquerda.
Tudo o que sai na Folha sobre esse período é mentira substantiva — alteração direta dos fatos — ou mentira qualitativa — fatos verdadeiros colocados em perspectiva falsa. Em 1974, o prestígio americano em Brasília era baixíssimo. Geisel nomeou Azeredo da Silveira, um esquerdista que encheu o Itamaraty de “barbudinhos”, em alusão a cubanos. Geisel aproximou-se da China, deu preferência à Alemanha para a usina de Angra e, no ato mais hostil, deu ajuda militar para Cuba invadir Angola, matando 15 mil angolanos. Comparado a isso, Jânio Quadros e João Goulart foram apenas “puns diplomáticos”. Os EUA não tinham poder de pressão; a venda de armas era o último ponto de contato com os militares brasileiros para não perderem a relação de vez.
Fraude Jornalística e Números da Ditadura
A Folha omite isso e usa fontes ideológicas. Para as “vítimas da ditadura”, cita entidades de direitos humanos e religiosas, apresentadas como fontes neutras; para as vítimas do terrorismo, cita “críticos da esquerda”, empregando um rótulo ideológico. É fraude, não jornalismo. Dá-se a impressão de que guerrilheiros eram jovens idealistas morrendo nos porões, quando os terroristas também matavam prisioneiros e seus próprios militantes considerados traidores, como no caso do Tenente Alberto Mendes Júnior, morto a coronhadas por Carlos Lamarca.
O número de 376 vítimas da ditadura em 20 anos é duvidoso e desproporcional. Fidel Castro matava isso a cada dois meses. Organizações bilionárias buscam esses dados, enquanto as vítimas do terrorismo são contadas apenas pelo pessoal do Ternuma, que não tem recursos. Otávio Frias quer o socialismo para os outros e o capitalismo para ele.
A Ameaça às Organizações Grassroots e ao Rádio nos EUA
Nos EUA, a força dos conservadores reside nas organizações de base — grassroots e no rádio. Nancy Pelosi propõe um projeto que exige que organizações de lobby apresentem campanhas com 15 dias de antecedência. Para lobbies de grandes empresas como a General Motors, é fácil; para organizações populares pequenas, é um estrangulamento econômico.
Simultaneamente, há uma campanha bilionária pela “reforma da mídia” para criar uma rádio estatal e quebrar a hegemonia conservadora, usando dinheiro de fundações como Ford, Rockefeller e George Soros. Estão “brasileirizando” a política americana com truques que seriam caso de cadeia há dez anos.
Religião Biônica e a Nova Ordem Mundial
A iniciativa das Religiões Unidas é uma “religião biônica” criada pela ONU com fundações bilionárias para neutralizar as religiões e torná-las instrumentos do governo mundial. O livro False Dawn, de Lee Penn, documenta isso.
O cientista Daniel Dennett, no livro Breaking the Spell, dá explicações naturalistas absurdas para a religião e profetiza que elas desaparecerão em 25 anos. Isso não é previsão, é propaganda e anúncio de um projeto em que ele está metido.
George Soros e o Narcotráfico
Por trás disso está George Soros, que na Hungria ajudou o governo pró-nazista a confiscar propriedades de judeus. No Brasil, ele financia o desarmamento civil e a liberação das drogas.
Há uma ligação direta entre o antitabagismo e a liberação de drogas como cocaína e maconha. O cigarro estimula o cérebro — baixo índice de Alzheimer em fumantes; a maconha imbeciliza e baixa o QI, como se vê em Fernando Gabeira e Gilberto Gil.
A KGB treinou técnicos nos anos 1950 para infiltrar redes de drogas no Terceiro Mundo. A Operação Colômbia de Bill Clinton liquidou cartéis rivais, deixando as FARC como controladores monopolísticos do tráfico e financiadores do Foro de São Paulo.
Geopolítica Latino-Americana: Hugo Chávez e Irã
Hugo Chávez, na Venezuela, enriqueceu o governo enquanto a pobreza cresceu 63%, usando o petróleo para financiar confusão e aliando-se ao Irã de Ahmadinejad para criar um núcleo de resistência militar anti-americano.
No campo militar real, Irã e Venezuela não aguentam nada; Israel acabaria com o Irã em minutos. Chávez é um covarde, assim como Fidel Castro, segundo o livro de Humberto Fontova, Fidel Castro: O Tirano Preferido de Hollywood, e o “burro” Che Guevara, que chegou a dar um tiro na própria mão em um combate inexistente.
Hipocrisia nos Direitos Humanos e Fraude Artística
Denunciam Abu Ghraib e Guantánamo, onde ninguém morreu de tortura, mas calam sobre as prisões cubanas. Em 2003, Fidel prendeu 75 jornalistas; Miguel Valdés Tamayo morreu na cadeia aos 49 anos por “ser bem tratado”.
Oscar Niemeyer apoiou as condenações à morte e é uma “fraude total” que vive de verbas governamentais esquerdistas, como o museu em forma de olho em Curitiba.
Perguntas e Respostas
Pergunta: A ligação de Chávez com o Irã visa tecnologia nuclear? A base na Bolívia é para ameaçar o Brasil?
```Resposta: Sem dúvida. Chávez adotou a estratégia da “guerra do povo inteiro” — militarização da sociedade — de Giap. O Irã quer bomba atômica para acabar com Israel. O ideal seria o monopólio nuclear dos EUA, a única nação com consciência moral que se autocritica.
```Pergunta: O movimento Viva Rio representa as Religiões Unidas no Brasil? E a base no Paraguai?
```Resposta: O Viva Rio encabeça isso; deveria chamar-se “Viva Rindo” pelo dinheiro que ganham. A base americana no Paraguai é apenas uma pista de pouso desde 1947, sem soldados. A ameaça real são as bases de Chávez na Bolívia, na fronteira brasileira.
```Pergunta: Quais referências conservadoras seguir nos EUA? Como passar para a ação?
```Resposta: Siga os think tanks: Heritage Foundation, Hudson Institute, Atlas Foundation e Clairmont Institute. Leia as colunas de Rush Limbaugh e assine o Conservative Chronicle. Para ação, veja a American Family Association, American Conservative Union e a NRA — National Rifle Association. Leia o livro de René Wormser, Foundations: Their Power and Influence.
```Contra-Revolução Cultural no Brasil
No Brasil vigora o centralismo democrático da esquerda. Nada está na política que não esteja antes na literatura, segundo Hugo von Hofmannsthal. É preciso criar uma cultura conservadora judaico-cristã.
O primeiro passo é o “trabalho do negativo”, de Hegel: destruir a pseudocultura esquerdista que matou a inteligência nacional e ocultou autores como Mário Ferreira dos Santos, Gustavo Corção e Vicente Ferreira da Silva.
Eles exercem censura há 50 anos, promovendo mediocridades como Luis Fernando Verissimo e Emir Sader. Não se deve discutir ideias com charlatães, mas sim desmoralizá-los e denunciar sua picaretagem moral. A exceção é Carlos Guilherme Mota, com quem dá para discutir.
A cultura conservadora nascerá desse esforço de crítica em profundidade e investigação sociológica da “m****” que esses cérebros produzem.
3. Principais tópicos abordados
- Análise crítica da cobertura da Folha de São Paulo sobre o governo Geisel e a tortura.
- Diferença entre mentira substantiva e mentira qualitativa na grande mídia.
- Hostilidade de Geisel aos EUA e o apoio à invasão de Angola.
- O cerco legislativo às organizações de base — grassroots — nos EUA.
- A iniciativa das Religiões Unidas e o globalismo.
- A figura de George Soros e o financiamento de agendas de esquerda relacionadas às drogas e ao desarmamento.
- A conexão entre o narcotráfico, as FARC e o Foro de São Paulo.
- A aliança Venezuela–Irã e a estratégia de guerra total de Hugo Chávez.
- A necessidade de uma contra-revolução cultural no Brasil por meio da desmoralização da intelectualidade esquerdista.
4. Nomes, livros, artigos, colunas, autores e referências citadas
Autores e personalidades
Ernesto Geisel; Azeredo da Silveira; Nixon; Jimmy Carter; Carlos Lamarca; Alberto Mendes Júnior; Otávio Frias; Nancy Pelosi; Ted Kennedy; George Soros; Daniel Dennett; Lee Penn; Rodrigo Pedroso; Miri Haracava; Antônio Donato; Fernando Gabeira; Gilberto Gil; Bill Clinton; Lula; Hugo Chávez; Ahmadinejad; Fidel Castro; Humberto Fontova; Che Guevara; Oscar Niemeyer; Jacques Rivette; Rush Limbaugh; René Wormser; George Kennan; Samuel Huntington; Mário Ferreira dos Santos; Gustavo Corção; Vicente Ferreira da Silva; Gilberto Freyre; Otto Maria Carpeaux; Luis Fernando Verissimo; Emir Sader; José Guilherme Merquior; Marilena Chauí; Álvaro Lins; Carlos Guilherme Mota; Hugo von Hofmannsthal.
Livros
- False Dawn: The United Religions Initiative, Globalism, and the Quest for a One-World Religion, de Lee Penn.
- Breaking the Spell: Religion as a Natural Phenomenon, de Daniel Dennett.
- Fidel: Hollywood’s Favorite Tyrant, de Humberto Fontova.
- Foundations: Their Power and Influence, de René Wormser.
Organizações e entidades
Folha de São Paulo; Itamaraty; Ternuma; Viva Rio; ONU; KGB; FARC; Foro de São Paulo; Heritage Foundation; Hudson Institute; Atlas Foundation; Clairmont Institute; American Family Association; American Conservative Union; NRA — National Rifle Association; CFR — Council on Foreign Relations.
Publicações
Conservative Chronicle; Diário do Comércio; Mídia Sem Máscara.
Filme
A Religiosa, atribuído corretamente a Jacques Rivette.
5. Trechos incertos ou inaudíveis
- “comissão da p*** que o pariu” — linguagem coloquial e enfática do orador.
- “Lee Pen” — referência a Lee Penn.
- “Marchal Jap” — referência ao Marechal Vo Nguyen Giap.
- “Hugo Vhofman” — referência a Hugo von Hofmannsthal.
- “Laor Café” — referência a Lauro Cavalcanti ou nome semelhante, no contexto de intelectuais de esquerda.
- “bip nas calças” — eufemismo para medo.
- [inaudível] — pequenas falhas de conexão mencionadas pelo orador no início das perguntas dos ouvintes.
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